O ex-presidente Lula disse nesta quinta-feira, 6, que não vai antecipar nomes para o Ministério da Economia ou Fazenda de um eventual terceiro mandato a partir de 2023, mesmo sob pressão da imprensa e do mercado. O único sinal que o petista fez ao setor foi afirmar que não irá governar apenas com o PT, mas com “pessoas de fora” também.
“Quem quiser conhecer meu Ministério, vai ter que esperar eu ganhar”, respondeu Lula a jornalistas, após encontro com lideranças do PSD que declararam apoio à sua candidatura no segundo turno.
Lula aproveitou para agradecer o apoio que recebeu nesta quinta de economistas e dos criadores do Plano Real. Ele disse que o gesto de grandeza de nomes que historicamente são mais ligados ao PSDB é um sinal de reconhecimento de que sua candidatura é a única capaz de garantir o debate democrático.
O ex-presidente também disse que é contra o Teto de Gastos, mas que terá “responsabilidade fiscal e social” com o País.
CARTA A EVANGÉLICOS
Lula também foi incitado pela imprensa a responder sobre a notícia de que pretende lançar um manifesto aos evangélicos para ampliar a votação no segmento que é liderado por Jair Bolsonaro. O petista negou que fará uma carta pessoal aos religioso, mas abriu para a possibilidade de a campanha fazer o gesto. O mesmo serviria para o agronegócio.
“Eu trato religião com muita seriedade. Fé e espiritualidade não podem ser motivo de banalização política. As pessoas me conhecem e sabem que sou religioso. As pessoas sabem que eu fiz a lei de liberdade religiosa, criei a marcha para Jesus. Não preciso ficar prestando contas porque as pessoas sabem. Não preciso ficar fazendo carta. O que tenho é um legado de 8 anos que me fez terminar o mandato com 87% de bom e ótimo. Me desculpe mas eu não tenho – a não ser que a coordenação ou o partido queira – ficar fazendo carta para todos os setores”, disse Lula.
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