Os números de brancos, nulos e abstenção no primeiro turno das eleições 2022 foram positivos para levar Jair Bolsonaro ao segundo turno em duas frentes: se, por um lado, o recorde de votos válidos e menos brancos e nulos favoreceu o atual presidente, por outro, a abstenção de eleitores se deu com maior concentração entre os eleitores de Lula.
A primeira constatação foi transmitida pelo ex-diretor do Datafolha, Mauro Paulino, que afirmou na segunda-feira (03) pós eleições que Lula teria ganho a disputa presidencial se o volume de votos brancos e nulos não tivesse caído ao menor patamar da história.
Por outro lado, a abstenção, ou seja, a ausência dos eleitores nas urnas foi prejudicial também para Lula porque se concentrou em municípios e regiões que Lula era o preferido.
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Reportagem de O Globo mostra que os 20,95% de eleitores que não foram votar no último domingo prejudicaram mais Lula do que possíveis acréscimos que tivesse Jair Bolsonaro no resultado final.
A conclusão foi feita com o cruzamento dos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE): municípios onde Lula liderava tiveram mais abstenção, e municípios que Jair Bolsonaro teve um maior desempenho, pouca abstenção.
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Tirando raras exceções, como foi o caso de Mato Grosso, Pará e Roraima, que Bolsonaro foi levemente prejudicado pela abstenção, segundo o levantamento de O Globo, Lula saiu prejudicado em grandes colégios eleitorais, como Minas Gerais.
Estes dados impediram melhores números para o candidato e, juntamente com os números de brancos e nulos, podem ser a razão de ele não ter ganho as eleições em primeiro turno.
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