O Ministério Público Federal (MPF) no Mato Grosso ajuizou nesta sexta-feira (21) uma representação urgente contra dois estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) que estavam organizando um ato armado em favor de Jair Bolsonaro (PL) na sede da instituição na capital do Estado, Cuiabá.
De acordo com denúncia da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em Mato Grosso (PRDC/MT), o Conselho Estadual de Direitos Humanos do Estado de Mato Grosso recebeu cópias da mensagem compartilhadas em um grupo de aplicativo de mensagens onde os universitários pediram às pessoas que tivessem armas de fogos as levassem para a manifestação.
O grupo denominado ACON-Jovem se define como cristão e organiza atos religiosos na universidade. Nas mensagens, um dos estudantes cita, inclusive, uma possível ajuda do ex-vereador Marcos Paccola (Republicanos) cassado pela Câmara de Vereadores de Cuiabá por quebra de decoro parlamentar pela morte do agente socioeducativo Alexandre Miyagawa, em julho de 2022. O parlamentar responde por homicídio qualificado.
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“Galera precisamos agir como Cristo! Vamos nos mobilizar na UFMT na praça do RU [Restaurante Universitário] canta (sic) o hino nacional, fazer uma oração, e fazer uma caminhada até avenida Fernando Corrêa. Pacificamente. Posso chamar os docentes pela liberdade (tem no mínimo uns 15 professores na ufmt). Os técnicos. A imprensa e a polícia, tenho contato do Paccola ele pode dar uma força, e quem tive (sic) armado, vá, pois eles pode (sic) nos atacar”, diz uma das mensagens.
Em meio a denúncia, o MP pediu que seja determinado aos representados que, no prazo de 24 horas, se abstenham de divulgar, propagar, convocar e/ou realizar evento com o uso de armas, em espaços públicos, e também, caso seja realizada, que ocorra de forma pacífica e sem o uso de armas, sob pena de aplicação de multa não inferior a R$100 mil pelo descumprimento.
O MP ainda solicita que os estudantes removam os conteúdos e se retratem nos grupos de mensagens instantâneas, redes sociais e canais utilizados para a divulgação, propagação e convocação indevida, e ainda, promovam uma nota pública se retratando da atividade e informando a não realização do evento com uso de armas, em locais públicos, devendo informar o caráter ilícito da ação, sob pena de multa de R$ 100 mil na hipótese de descumprimento desta ordem.
Caso haja a manifestação, o MP determinou que sejam adotadas as medidas necessárias para impedir o ato com o uso de armas.
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