4 de junho de 2026

Observadores e até governos estrangeiros mostram preocupação por operações da PRF no dia eleição

Embaixadas estrangeiras no Brasil e embaixadores brasileiros no exterior chegaram a ser consultados por autoridades de diferentes países sobre o significado de tal medida
Agente da PRF de costas, durante uma operação nas estradas
Foto: Polícia Rodoviária Federal/Agência Brasil

As operações realizadas pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) neste domingo (30/10), especialmente na região do Nordeste – reduto eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) –, têm causado preocupação não só no Brasil, mas também no exterior.

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No Brasil, essa preocupação dos eleitores com uma possível distorção do resultado em função dessa situação é a mesma dos observadores internacionais que acompanham as eleições de perto. Fora do país, organizações internacionais pela defesa da democracia e até autoridades de países estrangeiros vêm fazendo consultas sobre o que está acontecendo nas eleições brasileiras deste domingo.

A coluna de Jamil Chade, no UOL, afirma ter recebido informações de que embaixadas estrangeiras no Brasil estão sendo consultadas por seus governos, que pediram informações sobre o que está acontecendo neste segundo turno das eleições.

O colunista assegura que também recebeu relatos de embaixadores brasileiros no exterior que foram consultados por autoridades dos países onde estão, que desejam saber o que está acontecendo, algumas delas demonstrando temor sobre um possível prejuízo nos resultados eleitorais.

Entidades como a ONU (Organização das Nações Unidas) e a OEA (Organização dos Estados Americanos), também expuseram sua preocupação sobre as ações da polícia rodoviária e a possibilidade de que um número importante de eleitores seja prejudicado devido a esta situação.

Entre as organizações pela defesa da democracia, a primeira a se manifestar com um comunicado foi Human Rights Watch, que afirmou estar “muito preocupada com denúncias de operações da Polícia Rodoviária Federal, que supostamente estão impedindo ou atrasando o acesso aos locais de votação de eleitores que usam transporte público (…) Em 29 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral proibiu qualquer operação da PRF relacionada ao transporte público de eleitores. As autoridades deveriam cumprir imediatamente as decisões do TSE, suspender todas as operações que possam levar à supressão do direito ao voto dos eleitores brasileiros e garantir que possam exercê-lo com liberdade e segurança”.

Vale lembrar que o ministro Alexandre de Moraes fez pronunciamento na tarde deste domingo no qual assegurou que as operações da PRF “não causaram nenhum prejuízo do direito de voto”.

Victor Farinelli

Victor Farinelli é jornalista residente no Chile, corinthiano e pai de um adolescente, já escreveu para meios como Opera Mundi, Carta Capital, Brasil de Fato e Revista Fórum, além do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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