Observadores e até governos estrangeiros mostram preocupação por operações da PRF no dia eleição

Victor Farinelli
Victor Farinelli é jornalista residente no Chile, corinthiano e pai de um adolescente, já escreveu para meios como Opera Mundi, Carta Capital, Brasil de Fato e Revista Fórum, além do Jornal GGN
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Embaixadas estrangeiras no Brasil e embaixadores brasileiros no exterior chegaram a ser consultados por autoridades de diferentes países sobre o significado de tal medida

Agente da PRF de costas, durante uma operação nas estradas
Foto: Polícia Rodoviária Federal/Agência Brasil

As operações realizadas pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) neste domingo (30/10), especialmente na região do Nordeste – reduto eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) –, têm causado preocupação não só no Brasil, mas também no exterior.

No Brasil, essa preocupação dos eleitores com uma possível distorção do resultado em função dessa situação é a mesma dos observadores internacionais que acompanham as eleições de perto. Fora do país, organizações internacionais pela defesa da democracia e até autoridades de países estrangeiros vêm fazendo consultas sobre o que está acontecendo nas eleições brasileiras deste domingo.

A coluna de Jamil Chade, no UOL, afirma ter recebido informações de que embaixadas estrangeiras no Brasil estão sendo consultadas por seus governos, que pediram informações sobre o que está acontecendo neste segundo turno das eleições.

O colunista assegura que também recebeu relatos de embaixadores brasileiros no exterior que foram consultados por autoridades dos países onde estão, que desejam saber o que está acontecendo, algumas delas demonstrando temor sobre um possível prejuízo nos resultados eleitorais.

Entidades como a ONU (Organização das Nações Unidas) e a OEA (Organização dos Estados Americanos), também expuseram sua preocupação sobre as ações da polícia rodoviária e a possibilidade de que um número importante de eleitores seja prejudicado devido a esta situação.

Entre as organizações pela defesa da democracia, a primeira a se manifestar com um comunicado foi Human Rights Watch, que afirmou estar “muito preocupada com denúncias de operações da Polícia Rodoviária Federal, que supostamente estão impedindo ou atrasando o acesso aos locais de votação de eleitores que usam transporte público (…) Em 29 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral proibiu qualquer operação da PRF relacionada ao transporte público de eleitores. As autoridades deveriam cumprir imediatamente as decisões do TSE, suspender todas as operações que possam levar à supressão do direito ao voto dos eleitores brasileiros e garantir que possam exercê-lo com liberdade e segurança”.

Vale lembrar que o ministro Alexandre de Moraes fez pronunciamento na tarde deste domingo no qual assegurou que as operações da PRF “não causaram nenhum prejuízo do direito de voto”.

Victor Farinelli

Victor Farinelli é jornalista residente no Chile, corinthiano e pai de um adolescente, já escreveu para meios como Opera Mundi, Carta Capital, Brasil de Fato e Revista Fórum, além do Jornal GGN

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