4 de junho de 2026

Após derrota de Bolsonaro, Jovem Pan “faz a limpa” no quadro de comentaristas; veja os demitidos

Segundo colunistas, demissões estão relacionadas a uma "mudança na linha editorial". Novo contratado nega
Reprpdução: Youtube/JOVEM PAN

Nesta segunda-feira (31), a rede Jovem Pan demitiu os comentaristas Augusto Nunes, Caio Coppola, Guilherme Fiuza e Guga Noblat. Mais demissões podem ocorrer nas próximas horas. As mudanças ocorreram apenas um dia após a derrota de Jair Bolsonaro (PL) para Lula (PT) na corrida presidencial de 2022. É a primeira vez na história que um presidente perde a reeleição.

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Guga Noblat, um dos poucos comentaristas críticos ao Governo Bolsonaro na grade da emissora, informou sua demissão no Twitter. Segundo ele, “por não ter defendido a rádio na história da censura.”

Noblat estava afastado da programação desde a semana passada, depois que a Jovem Pan foi intimada pela Justiça Eleitoral a dar a Lula e Bolsonaro o mesmo tratamento durante a eleição, como determina a lei eleitoral. Isso atingiu os comentaristas que gostam de chamar Lula de “descondenado” ou “ladrão”.

Fiuza e Nunes também estavam afastados do programa “Os Pingos nos is”, e as demissões foram confirmadas nesta segunda. A emissora divulgou um comunicado anunciando a demissão de Nunes. Já Fiuza, a decisão veio a público através do colunista da UOL, Fefito. Segundo ele, faz parte da mudança na linha editorial da emissora que, até aqui, estava fechada com Bolsonaro.

Porém, segundo a coluna Teleguiado, Fernão Lara Mesquita e Paulo Figueiredo Filho foram contratados para o quadro “Os Pingos Nos Is” e negam pedido para mudar a linha editorial. “Já estou ao vivo em Os Pingos Nos Is. Não há mudança editorial nenhuma na Jovem Pan e vou provar isso a vocês NO AR”, disse Paulo. A coluna acrescentou que a Jovem Pan define o direcionamento da pauta de acordo com a audiência no Youtube.

Estrelismo

Após um ano da recontratação, Coppolla, por sua vez, teria sido desligado por “estrelismo”, segundo o jornalista Ricardo Feltrin. A Jovem Pan estaria descontente com as poucas participações de Coppolla na emissora. Coppolla fazia participações esporádicas no canal pago JP News.

“Os Pingos nos is” é um dos programas de maior audiência da emissora. Com as demissões, o quadro fica desfalcado e pode sofrer por mudanças. Um dos principais motivos da audiência do programa eram as retransmissões das live do presidente Jair Bolsonaro (PL).

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No Twitter, os espectadores e ouvintes da emissora protestam e dão “adeus” à emissora. Fiuza e Augusto Nunes são os mais citados nas lamentações dos bolsonaristas. Os dois nomes pintaram nos trending tópics da rede social, na tarde desta segunda (31).

Nova linha editorial?

No horário de fechamento das urnas, às 17 horas do domingo (30), dia de segundo turno, a Jovem Pan publicou em seu site um editorial defendendo o respeito ao resultado e manifestando-se em defesa da “democracia”.

“Cada voto depositado na urna é soberano e carrega consigo a confiança do eleitor no candidato escolhido”

JP

No mesmo texto, convocam a manifestação pública de Bolsonaro para defender a democracia brasileira, independente do resultado. A publicação deixou de citar nominalmente ambos os políticos.

“Os candidatos que disputaram as eleições deste ano devem ter esse compromisso claro e serem os primeiros — tenham vencido ou não — a manifestar a defesa e a confiança na decisão soberana do povo.”

JP

Até o momento, Bolsonaro não se manifestou sobre a derrota para Lula.

Icaro Brum

Repórter no Jornal GGN, produtor e apresentador do Programa “Em Movimento” na TV GGN.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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1 Comentário
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  1. Altamir Putzel

    1 de novembro de 2022 4:02 am

    A JOVEM PAN ACABA DE SER BANIDA DE TODAS AS POSTAGENS EM SITE E PLATAFORASA QUE EU PARTICIPO.
    A imprensa brasileira sempre foi canalha. Eu acredito que se a imprensa brasileira fosse um pouco melhor poderia ter uma influência realmente maravilhosa sobre o País. Acho que uma das grandes culpadas das condições do País, mais do que as forças que o dominam politicamente, é nossa imprensa. Repito, apesar de toda a evolução, nossa imprensa é lamentavelmente ruim. E não quero falar da televisão, que já nasceu pusilânime

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