A coligação Pelo Bem do Brasil, que lançou o presidente Jair Bolsonaro (PL) à fracassada tentativa de reeleição, ingressou nesta terça-feira (22) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um pedido para anular os votos registrados em cinco modelos de urnas eletrônicas anteriores a 2020.
Somados, os modelos questionados representam 352 mil urnas eletrônicas, segundo informações da CNN Brasil. A quantidade questionada equivale, portanto, a 61% de todas as urnas eletrônicas que foram usadas nas eleições gerais de 2022 (577 mil).
A defesa de Bolsonaro alega ter encontrado evidências “contundentes de mau funcionamento de urnas eletrônicas, através de eventos registrados nos arquivos Logs de Urna, demonstradas em laudo técnico de auditoria realizada pela entidade Instituto Voto Legal – IVL”, contratado pelo PL.
A coligação ataca “todas as urnas dos modelos de fabricação UE2009, UE2010, UE2011, UE2013 e UE2015”, porque “apontaram um número idêntico de LOG, quando, na verdade, deveriam apresentar um número individualizado de identificação.”
Com isso, Bolsonaro, o candidato derrotado por Lula (PT) no segundo, requer “que sejam invalidados os votos decorrentes das urnas em que comprovadas as desconformidades irreparáveis de mau funcionamento”.
Moraes dá resposta relâmpago
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, reagiu prontamente à petição da coligação de Bolsonaro.
Moraes determinou prazo de 24 horas para que o questionamento das urnas seja estendido também para o primeiro turno das eleições de 2022, já que as máquinas usadas no segundo turno são as mesmas.
“As urnas eletrônicas apontadas na petição inicial foram utilizadas tanto no primeiro turno, quanto no segundo turno das eleições de 2022. Assim, sob pena de indeferimento da inicial, deve a autora aditar a petição inicial para que o pedido abranja ambos os turnos das eleições, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas. Publique-se com urgência”, diz o despacho assinado por Moraes pouco depois das 16 horas desta terça (22).
Reação
A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, usou as redes sociais para manifestar-se sobre a petição. Segundo ela, “a urna valeu para todos, no primeiro e no segundo turno”.
Leia a petição abaixo:
AMBAR
22 de novembro de 2022 6:01 pmGrande Xandão!!!
José de Almeida Bispo
22 de novembro de 2022 6:13 pmTá osso!
+almeida
22 de novembro de 2022 8:40 pmConsidero inacreditável que o ainda Presidente da República Federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, se deixou levar por ingênuas, desesperadas e estapafúrdias leviandades, que o faz passar por mais um grande e ridículo vexame nacional e internacional. O Estado Brasileiro, que aceitou, respeitou e ratificou sua vitória nas eleições presidenciais de 2018, sem qualquer contestação a lisura do pleito e das urnas eletrônicas, não merece mais essa desonrosa, inaceitável e gratuita agressão.
Anônimo
22 de novembro de 2022 10:08 pmO cara administrou mal o país e agora está com medo que sejam dês vc descobertos os podres dele . Está com medo de ir pra cadeia é um mau perdedor .que crente é esse .se ele continuar no poder ai sim o povo vai morrerporquressa onda de assalto e assassinatos só aumentou depois que ele liberou o acesso às armar para todo mundo.a pátria tem que ser amada e não armada .ele está querendo dar o golpe no Brasil de novo .se ele continuar no poder o Brasil vai ficar isolado do mundo
CARLOS ROBERTO HONORIO DA SILVA
23 de novembro de 2022 9:24 amImagine se virar moda, o perdedor poder reclamar do resultado das urnas só porque não foi ele que ganhou!!!! Imagine se pudesse contratar uma empresa de fundo de quintal para contestar as apurações oficiais? Imagine se o Presidente do TSE fosse um ministro indicado por ele e acolhesse tal pedido!!! A democracia precisa vencer para extirpar esse câncer que se apoderou e tenta se apoderar da nação, porque tirá-los depois, pode custar muito sangue.
Jose Rinaldo Albino
23 de novembro de 2022 11:48 amOBS1.: *# Ora, se as urnas de 2020 e anteriores são defeituosas e não podem ser checadas/fiscalizadas porque são IRREGULARES/DEFEITUOSAS, conforme quer o PL, então a eleição de 2018, QUE ELEGEU BOLSONARO, é absolutamente NULA, porque em 2018 todas as urnas utilizadas para processar e computar os votos eram ANTERIORES A 2020 e, portando defeituosas – NÃO PODERIAM, POIS, SER CHEGADAS/FISCALIZADAS. Consequentemente, a eleição de Bolsonaro em 2018 é nula e todos os atos administrativos assinados por ele até os dias de hoje também são nulos.
OBS2.: NÃO SEI SE MEU RACIOCÍNIO ESTÁ CERTO, CONSEQUENTEMENTE, SOLICITO A PALAVRA OS JORNALISTAS E ESPECIALISTAS DO SITE PARA ESCLARECER A VERDADE E SE MEU RACIOCÍNIO ESTÁ EQUIVOCADO OU CORRETO.