10 de junho de 2026

O CNMP puniu a Lava Jato errada, por Luis Nassif

Deixaram correr o prazo para não tomar nenhuma medida contra a organização que atuava em Curitiba.

Dois erros não fazem um acerto.

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O primeiro erro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) foi a ausência de punições para os crimes da Lava Jato. Deixaram correr o prazo para não tomar nenhuma medida contra a organização que atuava em Curitiba. Da parte dos procuradores em geral, e da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) em particular, foi a falta de uma ampla autocrítica sobre os crimes da Lava Jato.

O segundo erro foi tentar compensar a leniência inicial punindo uma falsa Lava Jato, a força tarefa do Rio de Janeiro, erroneamente batizada de Lava Jato, mas em nada parecida com a Lava Jato original.

Os procuradores do Rio de Janeiro compartilhavam informações com seus colegas – ao contrário da LJ que escondia as operações para tenebrosas transações.  Não vazou informações para a imprensa, não montou Powerpoint,  nem foi seletiva em relação aos partidos políticos.

A punição de 30 dias de suspensão, aplicada em Eduardo El Hage, foi estritamente política, para livrar a cara do CNMP em relação à vergonhosa subordinação à Lava Jato. O culpado dessa punição é o ex-procurador Deltan Dallagnol, que utilizou o MPF de escada, abrigou-se em um cargo de deputado federal e expôs todos seus colegas à severidade atrasada do CNMP.

A acusação é de que o MPF Rio de Janeiro teria vazado um inquérito sigiloso. O que houve foi meramente a divulgação de um release, como ocorre automaticamente em qualquer MPF estadual. Alega-se que o inquérito era sigiloso. Não era. Pelas explicações, foi erroneamente arquivado como sigiloso mas, imediatamente, classificado como inquérito público.

Esse é mais um subproduto espúrio da Lava Jato, o de igualar procuradores sérios aos arruaceiros de Curitiba.

E nem se espere que a ANPR se pronuncie sobre essa injustiça, apontando as causas reais da punição. 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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5 Comentários
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  1. Raphael Ferrari

    20 de dezembro de 2022 5:50 pm

    Vlw Nassif. Perfeita a sua análise. Não enxergar o excesso do CNMP no caso da FT do RJ equivale a não enxergar os excessos da FT do PR. Abc.

  2. João Ferreira Bastos

    20 de dezembro de 2022 5:55 pm

    É impressionante que com tantos crimes cometidos esse DD ainda esteja solto

  3. IVO MENEZES

    20 de dezembro de 2022 7:51 pm

    Todo o desmonte das empresas do setor de óleo gás, indústria pesada, construção civil… ficará impune. Os arruaceiros estão protegidos agora.

  4. +almeida

    21 de dezembro de 2022 12:15 am

    A quadrilha da Lava Jato jogou a região sul do Brasil na lama. A sequência de escândalos de abuso do poder, de corrupção, de traição de desvios de verba e descumprimento do dever é um pesado bombardeio de fogo amigo, que fazem contra a região, para protegerem aos seus e se preservarem das punições.

  5. Belmiro Machado Filho

    21 de dezembro de 2022 2:38 pm

    A Lava Jato foi sem dúvida alguma a MAIOR ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA JURÍ-DICO-JORNALÍSTICA já vista na História Mundial recente. Foi operacionalizada por GANGSTERES de TOGA apoiados por CANETAS de ALUGUEL da pior espécie, abrigados e protegidos nos covis das redações da “grande imprensa”. Estes CRIMINOSOS TOGADOS não poderão jamais e em tempo algum ficar impunes. ELES como Agentes de Estado cometeram os mais diversos e hediondos CRI-MES contra o Estado Democrático de Direito, contra a Constituição e CONTRA A SOBERANIA NACIONAL e DEVERIAM TER SIDO PRESOS IMEDIATAMENTE. MORO, DALLAGNOL E DEMAIS CÚMPLICES NA CADEIA JÁ!!!

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