4 de junho de 2026

Dilma e a falácia do inchaço curricular do Ensino Médio

Não é novidade a afirmação de que a educação, e, em particular, a educação básica é um dos principais gargalos para o Brasil e seu desenvolvimento. Por isso, quem quer que se candidate à presidência da República deve enfrentar esta tão espinhosa e complexa questão que abarca diferentes dimensões; desde as mais diretamente escolares, como o investimento na criação e consolidação de uma infraestrutura moderna para as escolas, um currículo nacional mais detalhado, maior valorização dos docentes, formação dos professores, integração de modalidades de ensino etc., até questões, em certo sentido, extra e pré escolares, tais como a desigualdade social e seus efeitos na formação das capacidades cognitivas, a pluralidade cultural e os conflitos ligados à diversidade da sociedade brasileira, as demandas e as características do mundo do trabalho, entre outras.

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Nos últimos dias, a presidente e candidata Dilma Rousseff intensificou em sua campanha a necessidade de reformular o currículo. E, a julgar pela entrevista dada ao Bom dia, Brasil (22/09/2014) da rede Globo sua proposta caminha em direção a um enxugamento das disciplinas ou sua integração e diluição em grandes eixos temáticos mesclando matérias em grandes áreas. Afirmou Dilma:

“O jovem do Ensino Médio, ele não pode ficar com 12 matérias, incluindo nas 12 matérias como Filosofia e Sociologia. Tenho nada contra Filosofia e Sociologia, mas um currículo com 12 matérias não atrai o jovem. Então, nós temos que primeiro ter uma reforma nos currículos”.

Há diversos equívocos nesta declaração. O primeiro deles é a homogeneização da figura do “jovem”, como se este fosse um sujeito bem definido e unitário em seus interesses e expectativas, e, desse modo, não existisse, com efeito, uma pluralidade de diferenças e particularidades sociais, econômicas, regionais, étnicas que singularizam e diversificam o ser jovem na sociedade e escolas brasileiras. Um currículo que não leve em conta a alta diferenciação da juventude contemporânea já nasce fadado ao fracasso.

Segundo, não convence de modo algum a ressalva da presidente Dilma Rousseff quando, curiosamente, menciona Filosofia e Sociologia como exemplos do excesso da grade curricular do ensino médio e, em seguida, afirma na mesma sentença não ter nada contra estas disciplinas. Soa hipócrita e desrespeitoso a inteligência das pessoas. Ora, o simples fato de enunciá-las para comunicar o inchaço do currículo e a pouca atratividade da grade, já é suficiente para deduzir que ela também não possui muito a favor dessas disciplinas, de sorte que, vindo da presidente da República, tal declaração somente reforça a situação historicamente instável e pouco prestigiosa dessas disciplinas na realidade escolar, dificultando ainda mais a aceitação e reconhecimento social enquanto saberes legítimos e socialmente importantes para o país e para a formação dos seus cidadãos.

Por último, talvez o mais gritante equívoco. Vejamos. Que é preciso repensar e problematizar os currículos como forma de atingir mudanças significativas na qualidade do ensino rumo a uma maior excelência na aprendizagem e no ensino, parece-me, um fato inegável. No entanto, equivoca-se enormemente a presidente e candidata quando concebe esta possível reforma por um enxugamento da grade curricular do Ensino Médio, pois o problema não reside na quantidade de disciplinas e matérias, e sim, no que concerne a este particular, na forma de organizá-las e na pouca autonomia e liberdade conferida aos gestores, professores e alunos para dispor e escolher as matérias conforme seus interesses, suas afinidades e expectativas – o que, diga-se, não elimina a necessidade e relevância de uma base nacional orientadora.

Ora, os tidos melhores sistemas de ensino do mundo possuem bem mais disciplinas do que o nosso, tanto no ensino fundamental quanto no médio. Em países como a Finlândia, as crianças tem inclusive aula de culinária, e isto de maneira relacionada aos conteúdos de disciplinas como Ciências, História, Estudos Sociais. Nos EUA, as escolas do ensino médio, desde as mais acadêmicas às mais profissionalizantes (Career and Tecnical Education), adotam uma grade curricular composta por poucas disciplinas obrigatórias e uma variedade de matérias eletivas com focos bem diversos em que professores e alunos são protagonistas na composição do currículo e na combinação das matérias a cursar. Nesse sentido, convivem no mesmo espaço escolar matérias como história da arte, literatura afro-americana, línguas estrangeiras, design gráfico e programação, contabilidade e matemática financeira, economia doméstica, primeiros socorros, marcenaria, astronomia, teatro, empreendedorismo, entre outras mais. Uma reforma curricular, no Brasil, deveria começar exatamente pelo incremento da autonomia de professores e alunos na eleição e combinação de disciplinas, segundo suas aptidões e interesses.

Com mais essa declaração, Dilma Rousseff nos brindou mais uma vez com sua percepção demasiadamente economicista da realidade, a qual enxerga o mundo a partir de sentidos de justiça que priorizam aspirações, competências e resultados que alavanquem números e indicadores de crescimento, de empregabilidade, de ocupação de vagas, acessos, de desempenhos, etc. – não que isto seja algo irrelevante, longe disso, porém, a vida humana e os bens civilizatórios que ela é capaz de criar, aspirar e difundir são bem mais ricos e amplos do que o economicismo suscita.

Temos, portanto, nessa declaração de Dilma a afirmação de uma visão politicamente pobre e intelectualmente estreita, capaz de produzir enormes danos na educação e na vida pública da sociedade brasileira. A elaboração de um documento nacional como currículo escolar é uma política pública que expressa o projeto de sociedade e de cidadão aspirados coletivamente. Não é informada numa visão economicista da realidade que se produzirá as mudanças qualitativas esperadas na educação. A inclusão de mais conteúdos técnicos em detrimento da carga horária e da obrigatoriedade das disciplinas das Humanidades foi uma medida adotada na Reforma dos currículos pela Ditadura Militar. Bem sabemos o resultado e as consequências que isto gerou em termos de compreensão e sensibilidade política, social e histórica do que de fato foi aquele período, assim como em relação aos conflitos, injustiças e desafios atuais.

Uma reforma curricular não pode prescindir da tarefa de fomentar ferramentas intelectuais para a compreensão da sociedade, isto é, de como ela em seus mais diversos aspectos se conecta e impacta a vida dos indivíduos, em suas oportunidades, seus modos de ser e agir, suas aspirações, os problemas que enfrentam cotidianamente, as decisões que precisam tomar ao longo de suas vidas, etc.. Sem isso, abortam-se, alias, as próprias condições de reflexão que, por exemplo, uma reforma educacional exige. Não há como mudar uma sociedade e construir as reformas necessárias sem compreender o que conforma esta sociedade e mantêm determinadas estruturas e padrões de relações sociais que tolhem as transformações aspiradas para a vida dos indivíduos e para o desenvolvimento, num sentido amplo, do país.

A pobreza e a estreiteza do economicismo e do tecnicismo de Dilma em educação reside exatamente nesta contradição entre suas intenções e propostas, a qual ela sequer percebe. Dissociar do ensino técnico-profissionalizante ou enfraquecer no currículo do ensino médio as competências ligadas à compreensão da sociedade e do comportamento humano significa abrir mão de uma dimensão cognitiva e formativa fundamental, tanto para enfrentar de maneira coerente as tarefas e desafios que uma sociedade complexa como a brasileira impõe quanto para cultivar as virtudes individuais e valores coletivos que uma nação que se pretende republicana e democrática reclama. Como foi dito, o currículo é a expressão pedagógica de um projeto de sociedade.

Portanto, um erro grave nesse âmbito pode, inclusive, neutralizar os desdobramentos futuros dos importantes investimentos e avanços educacionais que os últimos governos do PT promoveram, especialmente em matéria de acesso e inclusão social ao ensino superior e técnico, de incentivo à qualificação de jovens pesquisadores e melhorias na in

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  1. discussão bocó

    27 de setembro de 2014 10:09 am

    Enesino méido é

    Enesino méido é responsabilidade dos Estados, governo federal nada pode fazer e  nada tem haver.,

    1. zete

      27 de setembro de 2014 8:00 pm

      ensino médio

      Ensino Médio é responsabilidade  do estado. Mas, as diretrizes é nacional.

       

  2. Marcosmjpa

    27 de setembro de 2014 7:35 pm

      Texto longo e … só

      Texto longo e … só longo.

      12 materias em três anos?

      A melhor maneira para  não aprender nada é querer aprender tudo.

  3. Marcelo Miterhof

    27 de setembro de 2014 7:38 pm

    O currículo é boa idéia para
    O currículo é boa idéia para reduzir as disparidades na educação brasileira. A redução do número de matérias é uma opção igualmente respeitável. Trata-se garantir que a maior parte dos alunos aprendem bem o que é mais fundamental. Ambas merecem ser discutidas com menos adjetivos e apriorismos.

  4. rita scaramuzzi

    27 de setembro de 2014 7:58 pm

    ensino médio em quatro anos!

    ensino médio em quatro anos!

  5. rita scaramuzzi

    27 de setembro de 2014 7:58 pm

    ensino médio em quatro anos!

    ensino médio em quatro anos!

  6. Marco Coelho

    27 de setembro de 2014 9:00 pm

    Circunstâncias atenuantes.

    Eu também fiquei surpreso com a declaração da Presidenta Dilma, principalmente por ser professor de filosofia do Ensino Médio e professor de administração de escola técnica. Ademais, foi o presidente Lula que em 2008 retornou com filosofia e sociologia nos 3 anos do EM no terrítório nacional.

    Contudo, lembremos que em uma entrevista atrapalhada pelos entrevistadores da Globo, ressaltada inclusive neste jornal eletrônico, o tema educação só foi abordado nos 3 minutos finais, quando Ana Paula Araújo fez 4 perguntas, e quando Dilma falou que queria responder as 4 ela disse que só lhe restava 1 minuto.

    Nestes, termos há que se desconsiderar a proposição, pois não houve tempo para as devidas justificações de qualquer proposição.

    Ademais, nâo concordo com o autor quando compara curriculos mais extensos de outros países para justificar serem bons. Não é a quantidade que faz a qualidade. No começo das universidades existia o trivium (gramática, lógica e retórica) e o quadrivium (aritimética, geometria, astronomia e música) que formaram os doutos de nossa civilização ocidental dos quais até hoje debruçamos sobre seus pensamentos.

    O problema do Ensino Médio é que os alunos estão chegando nele, do Ensino Fundamental, analfabetos funcionais. Não sabem ler e interpletar um texto. Suas calegrafias são de quem não tem o hábito da escrita, não conseguem redigir idéias. Na matemática tem dificuldades com as operações básicas. O EF que é da alçada municipal, está muito aquém do pré requisito necessário ao EM da alçada estadual.

    Eu estudei quando era o antigo curso primário, os primeiros 5 anos. Quando nos formavamos estávamos plenamente alfabetizados. Tinahamos pleno domínio das operações básicas da artimética. E eram 3 turnos da dia, com cerca de 3 horas e meia. Fazíamos mais com menos. No ginasial, 4 últimos anos do atual Ensino Fundamental, líamos um livro de um autor clássico brasileiro, por bimestre.

    O problema não é curricular é estrutural.

    1. Anarquista Lúcida

      27 de setembro de 2014 11:16 pm

      Quanto saudosismo! E equívoco…

      Essa escola de que vc se lembra era de uma época onde só 50% da sociedade CHEGAVA à escola primária, e em que cerca de 50% desses eram reprovados no fim do primeiro ano, pois nao se alfabetizavam. Só cerca de 30% dos que entravam chegava ao fim da quarta série. Menos de 10% entrava no ensino médio, e mesmo no antigo ginásio (correspondente ao segundo ciclo do ensino fundamental de hoje) poucos entravam, pois a escolha era entre a escola particular, impossível para a maioria, e uma escola pública “de qualidade” cuja entrada era filtrada por verdadeiros vestibulares, sendo necessário que os alunos se preparassem em cursinhos de admissao. Era uma escola de elite. (Nao estou inventando, consultem a História Inacabada do Analfabetismo no Brasil)

  7. cezar perin

    27 de setembro de 2014 9:28 pm

    Experiencia gaúcha

    Ela poderia pegar a exitosa experiência  gaúcha que está ocorrendo  agora  .Ensino politécnico…Tem muitos caminhos sendo apontados

  8. Jaime

    27 de setembro de 2014 11:12 pm

    O texto é contraditório, pois

    O texto é contraditório, pois a existência de tantas matérias eletivas nos países citados passa pela redução do currículo mínimo obrigatório – e os vestibulares e o ENEM devem se restringir a esse currículo mínimo. Por outro lado, essa redução não deve eliminar as disciplinas de humanas, mas reduzir o número de matérias das demais  disciplinas. A ênfase deve ser a qualidade e não a quantidade e os colégios devem, então, oferecer disciplinas eletivas de aprofundamento nas diferentes áreas para os alunos interessados.

  9. Anarquista Lúcida

    27 de setembro de 2014 11:13 pm

    Zilhoes d disciplinas significam apenas conteúdos nao aprendidos

    Melhor do que ter disciplinas como Filosofia e Sociologia com 2 tempos semanais cada (que é o que é possível numa grade com zilhoes de disciplinas) seria a leitura ponderada e discussao de textos de Filosofia e Sociologia EM AULAS DE PORTUGUÊS. Ou seja, sem currículos fechados de vários conteúdos a serem no máximo “decorados”, verdadeiras discussoes de poucos textos, escolhidos por alunos e professores. A disciplina de Português devia ser isso, espaço para leitura, e tb criaçao, de textos, e nao aulas de gramatiquice vazia. 

    1. Moraes

      28 de setembro de 2014 2:19 pm

      Esse ponto me parece

      Esse ponto me parece relevante mesmo. Mais importante do que a supferficie da coisa – a divisão da “grade” em rótulos disciplinares –  isso nos obrigaria a pensar toda a organização do processo de ensino e aprendizagem. E daquilo que o circunda – o ambiente extra-escolar, a situação social e familiar dos estudantes, etc – , que é um ‘fator’ absolutamente decisivo na formaçao da chamada ‘capacidade de aprender’, uma coisa que não é inata, mas profundamente marcada pelo meio (sobretudo o meio dos primeiros cinco anos de vida). Mas para refazer tudo isso, teriamos, sim, que ir muito além de reformas curriculares e de livros-texto, redivisão de grades, etc.  E isso exigiria bastante dos envolvidos – não apenas dos ‘planejadores’ e dirigentes, mas do conjunto dos professores, por exemplo. Um esforço grande, relativamente caro (não dá para economizar nisso) e com resultados que vao aparecer só alguns anos depois. A estratégia do simples “enxugamento” corre o risco de repetir o bate-bate conservador americano de décadas atrás (quando saiu o relatório Nation at Risk). O relatório era sensacionalista e enviesado e apenas reforçava uma campanha de ‘rigor’ baseado em testes e de redesenho curricular do tipo “mais do básico e essencial”.  Só que nao se discutia o que era o ‘essencial’, se partia do principio de que bastava resumi-lo nos famosos 3 Rs dos pedagogos americanos – ler, escrever, contar. Com um quarto R subentendido (nem sempre): religion. Deu no que deu. Quando leio esse artigo e vejo alguem tomar a escola média americana como modelo de alguma coisa… A escola média americana nao pode ser modelo para coisa alguma. Até porque ela se divide em escola média para 15% e escola média para os 85% restantes. E esta segunda é terrível como exemplo.

  10. alfredo machado

    27 de setembro de 2014 11:27 pm

    Ensino médio

    Alyson,

    Concordo com as suas críticas ao triste comentário de DRousseff.

    O ensino médio pode ter a duração de quatro ou, quem sabe, cinco anos. Sobre a grade, concordo mais uma vez -além de Filosofia e Sociologia, umas cinco ou seis disciplinas obrigatórias ( Governo, História do brasilsil e Português, com certeza, sendo que Matemática Financeira não deve ser desprezada), e mais cinco ou seis a serem escolhidas pelo aluno, de acordo com o interesse de cada um deles e em linha com algum critério pedagógico que possa contribuir para a maximização do aprendizado.

     

    Quanto à carga horária, não sei o que está valendo neste momento, mas precisa ser equivalente a oito horas diárias, aí incluído o horário para estudo dirigido. O aluno deve ser habituado, desde o início, a passar a maior parte do dia na escola, conforme ocorre desde sempre em diversos países.

    É a minha opinião.

     

  11. Fabituz

    28 de setembro de 2014 2:01 am

    Talvez pudéssemos deixar o

    Talvez pudéssemos deixar o aluno do ensino médio escolher entre 4 caminhos possíveis para o seu curso: um com  enfoque na matemática e ciências exatas, um com enfoque na filosofia e ciências humanas, um com enfoque na comunicação, artes, semiótica e linguística, e um com enfoque em biologia e saúde humana.

    Escola com período integral e 60% do tempo dedicado às disciplinas do seu caminho, e 40% distribuído para as demais áreas.

    Hoje o EM é uma geleia na qual se tem de tudo um pouco, o que resulta em nada.

    Melhor ter focos definidos conforme as aptidões de cada aluno afim de maximizar o tempo em disciplinas nas quais o aluno realmente tem interesse no aprendizado, e agrupando as disciplinas dos demais caminhos em disciplinas bem genéricas.

  12. altamiro souza

    28 de setembro de 2014 3:44 am

    o texto é coerente,
    só acho

    o texto é coerente,

    só acho que pegar uam frase solta

    da presidente  numa entrevista truncada

    e complicada para criticá-la

    no mínimo é oportunismo,

    sacanagem intelectual.

     

    é o mesmo  que eu pegar

    uma frase de alguém e navegar

    solenemente com teorias aceitas e

    facil e obviamente corretas.

    se a conversa com a presidente fosse

    só sobre este assunto,

    aí concordaria totalmente com a crítica.

    mas nesse caso nem se dá  o

    direito do contraditório a dilma,

    que poderia explicar com mais detalhes o

    que quis dizer com isso.

    tirar ilações, é no mínimo injusto,

    sem dar o sdireito de resposta.

    1. Professor Anderson

      1 de outubro de 2014 3:33 am

      Ora, nessa frase solta

      Ora, nessa frase solta poderia ter citado qualquer outra disciplina ou campo do saber. Mas ao citar as disciplinas de Filosofia e Sociologia deu a entender muito bem o desprestigio que tem pelos saberes por elas propricionados. Não acho que tenha sido engano.

    2. Erica

      14 de outubro de 2014 5:51 pm

      Não importa em que contexto

      Não importa em que contexto foi dita a frase… eu assisti, e como educadora, me doeu na ALMA ouvir isso da presidente e candidata a reeleição!

      Em vez de investir na escola e na formação de melhores professores, incluindo eventos de arte e esporte na escola, para atrair este jovem, Dilma prefere diminuir a carga horária, retirando filosofia e sociologia….

      Sim, lamentável em QUALQUER contexto!!!!

  13. Gabriel BF Silva

    28 de setembro de 2014 5:16 am

    Eu sou professor de

    Eu sou professor de Sociologia no ensino médio e sou efetivo da prefeitura de São Paulo. Eu acho engraçado aqueles que de alguma forma propõem o incremento da quantidade de aulas de Matemática e Portuguẽs sendo que por décadas os alunos têm cerca de 5 aulas semanais de Matemática e Português e não sabem nem Matemática nem Português. É o típico argumento engana trouxa. Agora, é verdade que na entrevista a presidenta (a quem eu tanto admiro e em quem eu vou votar) demonstrou não entender nada de educação. Aliás nesses 12 anos, o governo não mexeu nada no funcionamento da escola, só interferiu em idade de acesso, bolsas, etc. E a mesma coisa faz o Haddad em São Paulo, que passou os dois primeiros anos de sua gestão brigando com os professores, os quais, no último ano, fizeram 43 dias de greve, a maior greve da história da prefeitura de São Paulo. O nosso ensino médio tem 12 matérias, é verdade, porém o pior é o modelo. Como as escolas trabalham em regime de ocupação total em três períodos, não há espaço para criar algumas matérias alternativas. Para isso, seria preciso que os mesmos alunos estivessem na escola em período integral, porém no período da tarde entram outras turmas que ocupam totalmente a escola, e de noite outras, e assim por diante. Para fazer educação em tempo integral para todos, em consequencia, precisaríamos duplicar ou triplicar o número de escolas e professores, porque você tira três turnos que cursam na mesma escola em período parcial e manda 2 turnos para 2 novas escolas em período integral. E para isso você precisa do dobro de professores e funcionários. Se já está difícil nomear professores para as escolas que existem, imagina se for o dobro ou o triplo de escolas, pois o poder público tende a pagar mais aos que já estão na rede por conta das reivindicações salariais. Acrescente-se a isso o fato de que muitos professores que estão nas escolas querem sair, e de que a escola pública atrai, em geral, os profissionais mais baratos e de formação mais escassa, sendo que, no Brasil, os de maior formação nem passam perto desse tipo de trabalho. As democracias ocidentais desenvolvidas desde a metade do século vinte solucionaram a remuneração dos professores e oferecem educação integral as suas crianças e aos seus jovens, porém é preciso considerar que estão há décadas em uma situação de declínio populacional, enquanto nossa população continua expandindo. Eu não conheço, na história, nenhuma democracia com a população gigantesca e ainda em expansão (como o Brasil) que tenha conseguido implantar educação integral para todos e remunerações satisfatórias a todos os professores, e vocês podem ter certeza de que se isso for ocorrer, será muito, muito caro e em um país em que o imposto é mal visto, em que sonegação é contravenção, é inviável, pois eu não conheço nenhum país em que a educação pública integral para todos não exigiu uma forte carga fiscal. Sendo assim, estamos muito, muito longe de resolver o problema.    

    1. Professor Anderson

      1 de outubro de 2014 3:30 am

      CARO PROFESSOR

      Eu não admiro a  Dilma, assim como não votarei nela como você. Também não concordo com essa pretensão tecnicista de enxergar a educação. Porém, não se esqueça que o ensino de Sociologia e Filosofia tornaram-se obrigatório no ensino básico no goverdo do PT e não do PSDB,  que tinha como chefe um conceituado sociólogo (FHC), que vetou a lei que o instituia.   

  14. alexis

    28 de setembro de 2014 10:05 am

    FORMAR CIDADÃOS

    Educação Média é para formar cidadãos. Jovens com 16 anos podem dirigir carro e, aos 18, votar e responder criminalmente. Devem então contar com uma formação cívica adequada. Nesse período, que acho deva ter no mínimo 4 anos, o menino torna-se jovem, em corpo, sexo e alma. Nesse meio do processo devem existir opções técnicas para quem apresenta vocação manual para isso, ou humanistas para quem quer (ou pode) voar mais longe. Estes últimos deverão explorar os seus próprios limites antes de partir para carreiras universitárias. Matérias diversas, optativas ou não, permitem esta seleção. A educação média é o ponto mais estreito do funil, por onde entra um menino e sai um cidadão para o futuro. 

  15. Professor Anderson

    1 de outubro de 2014 3:43 am

    A quantidade de disciplinas

    A quantidade de disciplinas não é problemas, mas o tempo que o jovem se dedica à sua formação. Vejo jovens que querem estudar e não conseguem concilia-lo com o trabalho.

  16. Henrique portes

    9 de outubro de 2014 11:40 pm

    Tudo bem, retire a filosofia
    Tudo bem, retire a filosofia e a sociologia, e como fica os concursados efetivos q prestaram concurso?

  17. André Luis Veneza Nascimento

    12 de outubro de 2014 2:29 pm

    Reforma Curricular

     Decepcionante a fala da Presidenta, uma das principais providências dos governos da Ditadura Militar foi a retirada dessas disciplinas, em que lado a Presidenta estava?

    Nos curriculos de hoje nos deparamos com disciplinas que pela abordagem poderiam ser dadas na faculdade à partir da escolha do jovem.

     Sou Bacharel em Econimia, especialista em gestão empresarial e acadêmico de Direito, Há mais de trinta anos não me depara com qustões de quimica e física a não ser estudando com mesus filhos, porem Filosofia e Sociologia discuto quase que diariamente, assim comoo médico, enfermeiro, advogado, fisico, matamático e quimico.

  18. Angel Caroline

    14 de outubro de 2014 8:27 pm

    Retirada de filosofia e sociologia da base nacional comum

    O que a Dilma quer é formar pessoas ignorantes…filosofia e sociologia são consideras armas perigosas em relação a ela….mas por que? porque são justamente essas matérias que nos fazem ser quem somos ….matérias que abrem o olhar do povo para a sociedade em si e não de forma idealizada…como ela quer que seja ….matérias essas que nos formam pessoas mais criticas em relação a qualquer ciosa desse paí…que em vez de crescer…..retarda…….

  19. Maria Jose Silva dos ANjos

    16 de outubro de 2014 3:25 am

    Filosofia e Sociologia extinta da Matriz Curricular

    São tantos os questionamentos que este discurso da Srª Dilma Presidente e atual candidata a releição nos instiga. Mas uma indagação que farei: Como fica os profissionais com esta formação; vão trabalhar aonde? com quem? De que serviu estudar tanto e não poder repassar? E o estímulo de um professor que vai pra uma sala de aula ministrar qualquer uma dessas disciplinas e já encontra os alunos apaticos para com a discilina. Haja vista que já é uma práxis. E agora? Diante desta proposta, ridicula, descabida, ignorante e o pior, com propostas de contuinismo de curral eleitoreiro. Porque se a Filosofia nos incentiva a saber “o que é? “porque” e “como”? e a Sociologia nos faz compreender o sujeito como ser social e transformador da sua própria realidade? Como vamos preparar este jovem  para a vida? Seguindo a Filosofia da Carta Magda da Didática do filósofo Commenius: “Ensinar tudo a todos”.  Então se retirar as duas disciplinas, estamos transgredindo toda esta Didática, onde este sujeito cognoscente não terá um embasamento de como ele é neste universo. Será que temos necessidade de enxugar a Matriz Curricular, ou precisamos de uma politica sustantvel em que  a educação como direito inerente e subjetivo do sujeito seja o sustentaculo de uma sociedade justa, igualitaria e equiname para todos? Precisamos sim, de respeito e valorização, e a Sr Dilma não nos respeitou e nem irá nos respeitar. O problema está além de enxugar o Currículo, está no respeito ao cidadão e assegurar de fato e de direito os direitos que temos. É antididático e  antidemocrático. Sinceramente, ela não saiu da “CAVERNA” e quer nos colcar!!!!!!!????

  20. Alexandre Filizola

    16 de outubro de 2014 2:38 pm

    Foi mal interpretada.
    Ela

    Foi mal interpretada.

    Ela quis dizer que o jovem precisa ter mais de 12 disciplinas com a sequência dos estudos.

    Sempre leio este blog e acho que mal desta vez.

    Veja este texto e áudio. 

    http://www.mudamais.com/divulgue-verdade/dilma-nao-vai-tirar-sociologia-e-filosofia-da-grade-curricular

     

    1. Eric

      20 de março de 2015 4:37 pm

      Falou o que não deveria

      Ela não foi mal interpretada, foi péssima nas suas declarações, são coisas bem distintas.

  21. André B.A.

    29 de outubro de 2014 9:55 am

    “Dissociar do ensino

    “Dissociar do ensino técnico-profissionalizante ou enfraquecer no currículo do ensino médio as competências ligadas à compreensão da sociedade e do comportamento humano significa abrir mão de uma dimensão cognitiva e formativa fundamental, tanto para enfrentar de maneira coerente as tarefas e desafios que uma sociedade complexa como a brasileira impõe quanto para cultivar as virtudes individuais e valores coletivos que uma nação que se pretende republicana e democrática reclama.”

     

    E por que ninguém fala em ensinar psicologia aos alunos? Seria muito mais útil, tanto para que eles fossem os melhores pais possíveis (o que, a médio prazo, poderia nos tornar uma sociedade menos violenta e melhorar a capacidade de aprendizado das novas gerações) quanto ajudá-los em várias outras situações (exemplo: ambiente de trabalho). Sejamos francos, comparando sociologia e filosofia à química e à física: os alunos em geral não gostam de nenhuma delas. Entretanto, eles reconhecem a importância da química e da física no desenvolvimento científico (ainda que não consigam muitas vezes aprendê-las e desistam), enquanto consideram sociologia e filosofia inúteis (é fato que eles costumam achar isso). A sociologia, por exemplo, envolve visões de mundo de diversos autores (marx, Weber, etc). Mas os alunos no Ensino Médio têm muito pouco conhecimento objetivo. De que adianta ficar estudando Marx se o cara não sabe nada de micro ou macroeconomia? Mesmos muitas pessoas com doutorado às vezes dizem BARBARIDADES quando falam a respeito (não entendem coisas simples, como o mecanismo de refinanciamento da dívida pública, e acham que tudo o que está no Orçamento da União é dinheiro dos impostos). Só repetem essa porra de “luta de classes e mais valia” feito papagaios, e propõem um sem número de “soluções mágicas” para os problemas econômicos do país. Não estou propondo aqui que todo mundo tenha que aprender economia nas escolas. O que eu digo é que os alunos devem ser instruídos de modo a poderem construir as suas próprias visões de mundo, e não apenas serem apresentados a viões de mundo prontas (sem contar que, geralmente, o professor de sociologia já tem uma visão de mundo definida que tenta impor aos alunos; não que isso seja exclusivo de professores de sociologia, pois muitos professores também fazem isso – geralmente são os de geografia, embora a geografia tenha muito mais conteudo objetivo do que a sociologia). Filosofia, também não serve para nada sem conhecimento objetivo. Sem o domínio disto, sobre o quê a pessoa vai “filosofar”? Sobre a realidade que ela não conhece? 

    Outra coisa que deveria ter mais espaço: interpretação de texto. De que adianta ficar três anos (no mínimo) na escola e não conseguir nem interpretar um parágrafo pequeno? E uma coisa boa é que não é preciso ficar memorizando incontáveis páginas para estudar isso, é algo totalmente prático (no sentido de voltado para a prática). E desenvole o raciocínio! Ou seja, é MUITO IMPORTANTE para que o aluno possa compreender o mundo.

    Quanto à reforma do ensino, acho que ela deveria apenas criar alternativas para quem não consegue avançar no modelo de ensino atual. Nem todos os alunos têm tanta dificuldade assim. Também não acho que um adolescente tenha maturidade para definir tão cedo o que deve estudar. E talvez só quem fosse fazer o curso superior devesse precisar passar em tudo.

  22. José lino

    12 de janeiro de 2015 7:32 am

    diminuição do currículo do ensino médio
    É difícil acreditar que a Dilma que foi retirada da sociedade pela ditadura militar queira fazer o mesmo com a Sociologia e a Filosofia que como ela perdeu a voz nas mãos dos ditadores. Dilma não faça com essas matérias o que os militares fizeram com vc e com elas. Não seja tecnicista e economicista. Vamos pensar a sociedade para promover sua transformação para melhor…

  23. MARCELO SODRÉ

    13 de fevereiro de 2015 4:13 pm

    AI AI AI DILMA, CUIDADO PARA NAO ESTRAGAR O PAIS

    OLHA DILMA, SE VOCÊ TIRAR A SOCIOLOGIA E A FILOSOFIA DO ENSINO MÉDIO SERÁ UMA NEGAÇÃO DA CIDADANIA E DO PENSAMENTO CRÍTICO AOS ALUNOS…QUAL É A TUA?? QUER TORNAR O ENSINO APENAS TÉCNICO…AI AI AI DILMA PENSA MUITO BEM O QUE VOCÊ VAI FAZER POIS SE VOCÊ SACANEAR IREMOS BATER NA SUA PORTA AI EM BRASIL, SOCIOLOGOS E FILOSOFOS DE TODO O BRASIL….

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