28 de julho de 2026

Estudo da UBA revela que quase metade dos jovens argentinos vive em situação de vulnerabilidade social

Dentro desse grupo, 57% relatam que o que ganham com o trabalho não é suficiente para arcar com as despesas mensais, e apenas 24,8% ainda estão estudando
Crédito: Getty Images

Quase metade dos jovens argentinos (48,9%) enfrenta vulnerabilidade social, incluindo pobreza e baixa escolaridade.
A maioria dos jovens trabalha de forma informal, com apenas 15% tendo carteira assinada e alta evasão escolar.
Problemas de saúde mental afetam mais da metade, e 66% usam redes sociais para se informar, com Instagram em destaque.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Um levantamento da Universidade de Buenos Aires (UBA) mostra que praticamente um em cada dois jovens argentinos enfrenta algum tipo de vulnerabilidade social. De acordo com a pesquisa, 48,9% da população entre 18 e 29 anos, o equivalente a aproximadamente 4,1 milhões de pessoas, convive com problemas ligados à pobreza, à baixa escolaridade, ao desemprego e a questões de saúde mental.

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São classificados como vulneráveis os jovens em situação de pobreza econômica ou que não completaram a educação básica, tendo cursado apenas até o ensino fundamental.

Dentro desse grupo, 57% relatam que o que ganham com o trabalho não é suficiente para arcar com as despesas mensais, e apenas 24,8% ainda estão estudando. O levantamento aponta também que dois em cada dez desses jovens estão fora do mercado de trabalho e da escola simultaneamente, e 30% se encontram desempregados.

Os pesquisadores explicam que essa vulnerabilidade aparece de diversas formas na rotina desses jovens, problemas financeiros, condições de moradia precárias, evasão escolar e empregos sem registro formal.

Informalidade

Segundo o estudo, a maioria dos jovens que trabalham não tem vínculo empregatício formal. Somente 15% possuem carteira assinada, contra 76% que atuam de maneira informal ou por conta própria.

As atividades exercidas concentram-se em funções que exigem pouca qualificação, como comércio, construção civil, venda ambulante, comércio pela internet, limpeza e cuidado de idosos.

Entre os jovens empregados, 56,1% já abandonaram os estudos. Olhando para o total da população jovem do país, 32% não estudam, não trabalham nem estão em busca de uma vaga.

A pesquisa aponta ainda disparidades por gênero e por região: a taxa de ocupação é mais alta entre os homens e entre quem mora na Região Metropolitana de Buenos Aires, em comparação com o restante do território argentino.

Saúde precária e insegurança

De acordo com o levantamento, 78% dos jovens não têm plano de saúde e dependem apenas da rede pública. Outro dado preocupante é que 40% dizem morar em bairros que consideram inseguros ou muito inseguros.

O estudo também associa a vulnerabilidade econômica a um quadro preocupante de saúde mental. Mais de 70% dos participantes relataram episódios recorrentes de nervosismo ou ansiedade, e mais da metade mencionou sintomas de apatia ou depressão.

O uso de álcool e outras drogas também chama atenção: cerca de 30% dos jovens disseram ter dificuldade em controlar o consumo de bebidas alcoólicas, cigarro ou outras substâncias.

Na avaliação dos pesquisadores, esses números mostram que o sofrimento psicológico já não é algo excepcional, mas parte do cotidiano de uma parcela relevante da juventude argentina.

Redes sociais

O levantamento também investigou como os jovens se informam. Dois terços (66%) disseram recorrer principalmente às redes sociais para se manter atualizados.

O Instagram é a plataforma mais citada, mencionada por 36% dos entrevistados, seguido do Facebook (22%). A televisão vem em terceiro lugar, com 18% das respostas.

Segundo a UBA, os jovens com mais anos de estudo tendem a diversificar suas fontes digitais de informação, enquanto os de menor escolaridade ainda recorrem com mais frequência ao Facebook e à TV.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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