22 de outubro de 2026

Campanha de Lula vai ao TSE contra posts de Nikolas Ferreira que distorcem fala sobre exames de toque em meninas

Deputado tirou frase do presidente de contexto, atribuindo ao incentivo de exames preventivos o cunho sexual
Reprodução TV Brasil

Campanha de Lula pediu ao TSE a remoção de publicações de Nikolas Ferreira sobre declaração do presidente em Belém.
Lula falou sobre exames preventivos de câncer e cirurgia robótica; Nikolas publicou críticas com interpretação contestada.
Pedido ocorre antes das eleições de 2026; TSE ainda não decidiu sobre remoção das publicações contestadas.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a retirada de duas publicações do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) relacionadas a uma declaração feita pelo petista sobre exames preventivos de saúde.

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A fala de Lula ocorreu durante um evento em Belém (PA), na segunda-feira (28), quando o presidente abordou a resistência de homens em realizar exames para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de próstata. Na ocasião, ele afirmou que “o homem não gosta de toque” e que “as mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas”.

Durante o discurso, Lula mencionou a realização da primeira cirurgia robótica de próstata pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na região Norte e defendeu a importância do diagnóstico precoce da doença. Ele também relatou a morte de sua mãe, Dona Lindu, em decorrência de câncer uterino, na década de 1980.

A declaração provocou reação de Nikolas Ferreira nas redes sociais. Em uma das publicações, o deputado escreveu: “Menina pequena não aprende a tomar toque nenhum, Lula!!!!”. Em outra, questionou a declaração do presidente e associou a fala a uma interpretação de caráter sexual.

Na representação encaminhada ao TSE, a campanha de Lula afirma que o presidente se referia a exames ginecológicos preventivos realizados por mulheres e que Nikolas teria apresentado a declaração de forma descontextualizada. Segundo os advogados da campanha, o deputado teria acrescentado aos comentários referências que não foram feitas pelo presidente.

O documento afirma ainda que a interpretação apresentada pelo parlamentar teria atribuído à fala de Lula um sentido diferente daquele expresso durante o discurso. A campanha pede, por isso, que as publicações sejam retiradas do ar.

A controvérsia ocorre a poucos dias do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 e envolve dois candidatos: Lula, que busca a reeleição, e Nikolas Ferreira, candidato à Câmara dos Deputados.

Até a publicação da matéria, o TSE ainda não havia divulgado decisão sobre o pedido da campanha.

Desespero

A tentativa de Nikolas Ferreira, conhecido por criar narrativas duvidosas e já condenado por transfobia, reflete a angústia bolsonarista para tentar recuperar a imagem do senador Flávio Bolsonaro (PL), que teria sido vítima de fake news relacionada aos católicos e Nossa Senhora Aparecida.

Nesta semana, vídeos em que o presidenciável teria dito que destituiria Nossa Senhora do título de padroeira do país voltaram a circular nas redes sociais. Em substituição à santa negra, o novo eleito para o cargo seria Jesus.

A polêmica ficou ainda maior quando a campanha de Flávio pediu a retirada de uma publicação do humorista Antonio Tabet. “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”, publicou.

O humorista, no entanto, não citou nominalmente o presidenciável. Ainda assim, teve o post derrubado Judiciário.

Vale ressaltar ainda que a educação sexual de crianças e adolescentes não é uma das prioridades defendidas por Ferreira.

Em abril, o deputado cusou professores de exibirem pornografia em sala de aula sem apresentar qualquer prova. Além de repudiar, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) pediu que o parlamentar fosse responsabilizado.

*Com informações do Estadão.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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1 Comentário
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    30 de setembro de 2026 6:35 am

    Ao que parece essa eleição foi dominada pela intersecção entre a escolha da melhor “mamadeira de piroca” e o “juiz eleitoral para chamar de meu” que vai assegurar sua propagação ou proibição se a artimanha tiver sido empregada pelos inimigos. A comunicação política foi esvaziada pelos memes, a justiça foi sequestrada pelo esvaziamento do debate eleitoral e uma vez mais as urnas correm o risco de ser transformadas em minúsculos caixões do regime democrático. Algo precisa ser feito, sem dúvida.

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