5 de junho de 2026

As especulações sobre o Brasil pós-eleições

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As ultimas prévias da campanha de Dilma Rousseff indicam sua vitória sobre Marina Silva no segundo turno por 45 a 40. No primeiro turno, Dilma poderia chegar a 47% dos votos válidos.

Há que se ressalvar o fato das pesquisas diárias – o chamado tracking – serem realizadas com um público restrito, servindo mais para identificar tendências do que resultados finais. E 5 pontos de diferença, antes de terminar o primeiro, não configura vitória.

De qualquer modo, as últimas tendências registradas nos diversos institutos reabriram uma discussão que andava embargada: o que poderá ser um segundo governo Dilma.

A colunista política do Estadão Dora Kramer já trabalha com a hipótese de vitória de Dilma e com a constatação de que, mesmo vencendo, o PT sairá menor. Está certa. O filósofo Renato Janine dá conta de que as eleições atuais marcam o final de um modelo e que as eleições fundamentais serão as de 2018, quando estiveram mais maduros os desdobramentos das manifestações de junho do ano passado.

***

De minha parte, acredito que as eleições atuais são as mais relevantes pós-redemocratização justamente por abrir uma discussão conceitual ausente das últimas eleições. Mais do que isso, por  explicitar um conjunto de mudanças na sociedade que a classe política demorou a entender.

Do lado da Dilma, finalmente abandonou o discurso monotemático de PAC, macroeconomia e juros para focar no modelo de desenvolvimento que representa, com seus diversos desdobramentos lógicos na educação, no sistema de inovação, nos mecanismos de crédito.

É um modelo afetado por erros de implementação – mas que, com bom senso da presidente, poderão ser corrigidos.

***

O desafio maior será conviver com a radicalização da democracia.

Em junho passado, por exemplo, o fenômeno das redes sociais só foi compreendido por Marina. Nem Dilma, nem Aécio, nem Campos se deram conta da nova realidade, da emergência de novos grupos sociais. Aliás, contra várias avaliações depreciativas sobre Marina, fontes do Palácio ressaltaram sua inteligência política de ter percebido os novos tempos antes dos demais.

***

A adaptação aos novos tempos será um desafio gigantesco para as atuais estruturas institucionais – governo, partidos políticos, demais poderes.

Não existe democracia interna nos partidos. Os partidos acostumaram-se a falar apenas através de seus caciques. Governos e partidos terão que abrir canais de participação e sair da zona de conforto de falar para plateias domesticadas.

***

Partido de maior tradição popular, no poder o PT perdeu a vocação do ônibus que abrigava os novos movimentos que surgiam. Levou um susto com as manifestações de junho, mas até agora não reagiu à altura.

Já o PSDB perdeu a alma quando entregou as formulações a economistas de mercado e à mídia. Mesmo vencendo as eleições em São Paulo, o governo Alckmin terminará antes de começar, assim que explodir a crise hídrica ou ficar claro o desmonte que produziu nas instituições estaduais.

Marina foi a primeira a perceber os novos movimentos, sua plataforma política incorporou as demandas de diversos novos grupos sociais. Tem intuição, mas, a rigor, não tem nem partido nem condição de montar partido. Continuará sendo um símbolo à espera de um estadista que dê forma ao seu agrupamento.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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98 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    23 de setembro de 2014 9:30 am

    O PT envelheceu, o PSDB

    O PT envelheceu, o PSDB morreu, o PMDB continua a ser uma cloaca e o PSB vestiu uma mascara verde oliva. A única  novidade foi o PSOL, que lançou uma candidata que virou a Sarah Palin da esquerda com ajuda de um comediante cretino. 

    1. Wanderson Brum

      23 de setembro de 2014 11:53 am

      Sarah Palin da esquerda…Até

      Sarah Palin da esquerda…Até onde vai a miopia! O papel do Psol, embora ainda não tenha se recuperado do rancor com o PT, é o de fazer a crítica à esquerda que muita gente dentro do partido não faz ou não tem coragem de fazer.

      1. Fábio de Oliveira Ribeiro

        23 de setembro de 2014 1:02 pm

        Bla, bla, bla… é tudo o que

        Bla, bla, bla… é tudo o que os eleitores da Sarah Palin do PSOL tem a dizer depois que ela foi humilhada pelo Danilo Gentili. A espertalhona queria um tempinho a mais de TV e se fodeu. Ha, ha, ha… 

        1. luiz mattos

          23 de setembro de 2014 7:52 pm

          É isso mesmo grande Fábio.

          É isso mesmo grande Fábio.

    2. Francy Lisboa

      23 de setembro de 2014 1:27 pm

      Sarah Palin da esquerda eh

      Sarah Palin da esquerda eh otimo! Boa sacada. Mas acho que a Luciana eh mais utopica para aquilo que ela pensa. A Palin podem SIM chegar ao poder nos EUA, jah a Luciana…

  2. jo lima

    23 de setembro de 2014 9:43 am

    Resumindo = se o Brasil

    Resumindo = se o Brasil depender exclusivamente do quadro político atual, estamos fu… (rs).

     

     

  3. alexis

    23 de setembro de 2014 10:05 am

    “Clarividência” de Marina?

    Marina, e o grupo que a apóia, compreendeu cedo as mudanças na sociedade, pois a sociedade é justamente pautada por ondas globais geradoras de “mudanças” e, por tanto, o grupo global que apóia Marina desde 2007 tinha pleno conhecimento do que estava por vir. Dentro do tecido social a comunicação que emana da grande mídia começa a perder importância (PIG) e, em compensação, são as mídias sociais (internet, celular) as maiores fontes de “comunicação” de hoje. Não foi por acaso que o grupo que apóia Marina denominou-se “A Rede” e, inclusive, no começo dessa campanha, foi forte a ostentação de cores como os do Banco Itaú e da Natura, incluindo nisso o uso do nome “rede” em algumas propagandas do Itaú, anos atrás.

  4. Henrique Dias

    23 de setembro de 2014 10:06 am

    Eleições

    Acredito que a melhor opção ainda é a Dilma. Marina pode ter a sensibilidade para perceber porém. não tem o preparao para administrar. Nota-se em seus discursos muitas vezes dúbios, um retrocesso. Querer misturar política com religião representa uma volta ao passado do ínicio do cristianismo. Quando o chefe de Estado era também chefe da igreja.

    Aécio infelizmente seguiu o caminho dos filhos e netos mimados, se perdeu em  seus imptos de bonachão e boa vida.

    1. Raphael Sanches

      23 de setembro de 2014 11:46 am

      Religião na Política….

      Olá Henrique Dias….

      Sinto lhe informar mas a religião já está completamente misturada com a política no Brasil, talvez você não perceba por que esta religião É A SUA!

      A Igreja Católica aprova e desaprova leis, manda e desmanda no Governo….

      Os católicos misturam religião com tudo, até com café!

  5. Daytona

    23 de setembro de 2014 10:16 am

    Que monte de besteiras.
    “as

    Que monte de besteiras.

    “as eleições fundamentais serão as de 2018, quando estiveram mais maduros os desdobramentos das manifestações de junho do ano passado.”

    Não houve nada de estrutural nesses movimentos, são parte da estratégia de desestabilização utilizada pelos EUA, o mesmo que foi aplicado na Primavera Árabe. Basta ver os eventos no período: campanha contra a Copa do Mundo, aquele vídeo produzido da idiotinha que mora nos EUA dizendo que não viria à Copa(e que teria tido “milhões” de visualizações, mesmo sendo em inglês, com o “grande interesse” dos americanos pelo futebol).

    Mais asneiras:

    “O desafio maior será conviver com a radicalização da democracia.”

    Sim, do tipo de Democracia exportada pelos EUA, derrubar governos democraticamente eleitos para colocar conservadores no poder.

    “Em junho passado, por exemplo, o fenômeno das redes sociais só foi compreendido por Marina. Nem Dilma, nem Aécio, nem Campos se deram conta da nova realidade, da emergência de novos grupos sociais. Aliás, contra várias avaliações depreciativas sobre Marina, fontes do Palácio ressaltaram sua inteligência política de ter percebido os novos tempos antes dos demais.”

    Claro, Marina captou perfeitamente, basta ver como seu programa de governo vai ao encontro dos anseios da população: Independência do Banco Central, Flexibilização das Leis Trabalhistas, Revisão do Conceito de Trabalho escravo, entre outras medidas, a ser implementadas pelos mosqueteiros da “Nova” Política: Roberto Freire, Bornhausen, o serrista Walter Feldman, Heráclito Fortes, tudo patrocinado pelo Itaú(e sua Rede)e embasado nas ideias “progressistas” de Giannetti e André Lara Resende.

    É tudo que o povo quer!

    1. Véio Zuza

      23 de setembro de 2014 10:51 am

      É isso aí, bicho véio! E sem

      É isso aí, bicho véio! E sem essa de manifestações “espontâneas”… sem uma “central” a coordenar os coxinhas, não tem manifestação! E sem espaço na TV, também não! Essas “jornadas de junho” são o equivalente da tal “primavera” egípcia, que deu no que deu; ou da “revolução laranja” na Ucrânia – ainda tá dando, até o inverno… aí, o tio Vlad desliga a torneirinha e fica toda a Oropa passando frio – ou arrega!

      E tem outra: porrada resolve! abre a mente desses incautos…

      Não te mixa, Dilma!

      Saravá!

       

      1. Daytona

        23 de setembro de 2014 11:08 am

        O Programa da Marina é

        O Programa da Marina é verdadeira música para os ouvidos dos interesses norte-americanos: Banco Central independente, revisão do marco do petróleo, aproximação de EUA e UE na política externa, em prejuízo do Merocsul(que, desde o início, os EUA tentou destruir).

        A plataforma é a mesma utilizada nos países árabes, a fundamentalista Marina Silva, com seu discursinho rocambolesco regilioso, é o mais parecido com a Al-Qaeda que eles encontraram.

        Um governo Marina seria um ISIS sul-americano, guiado por Silas Malafaia e Neca do Itaú.

    2. Marroni

      23 de setembro de 2014 12:01 pm

      É por aí, Daytona.

      O Nassif tem este velho fetiche pelo “novo”. Mas Marina não é novidade nenhuma. É a negação política da Política a serviço do império do caos. Veio para desagregar o projeto de emancipação da cidadania em curso. Fiel ao manualzinho do Gene Sharp.

      1. Daytona

        23 de setembro de 2014 12:09 pm

        Marroni, escrevi outro

        Marroni, escrevi outro comentário em que elaboro o que penso sobre a estratégia do Império do Caos, como produto das ideias neoconservadoras que foram predominantes no governo W. Bush, mas continuam influentes no governo Obama.

        1. Marroni

          23 de setembro de 2014 12:44 pm

          Está aqui.

          Esta história do movimento OTPOR

      2. Juliano Santos

        23 de setembro de 2014 1:54 pm

        Sim é verdade, o Nassif tem

        Sim é verdade, o Nassif tem fetiche pelo novo. “Os novos tempos” é seu bordão. Está na cara que o discurso “marineiro’ que aparece nesses “novos tempos” é novo apenas no formato. Marina usa termos com aparência de moderninho, mas o que está lá, tirando a casca, é “perda de direitos trabalhistas”, “aumento de juros” e etc.

        Nassif erra quando diz que Marina “incorporou novas demandas em sua plataforma”. Mas acerta quando diz que ela foi quem melhor entendeu que uma plataforma, qualquer que seja, tem que acontecer nas redes socais, entrar de cabeça nas novas dinâmicas de comunicação.

        Eu vou te falar um negócio, só o fato de chamar seu partido de Rede já ganhou a simpatia de muita gente. Ela intuiu sim, a crise da “democracia representativa”, que é uma crise que na verdade se arrasta há muito tempo, a do presidencialismo de coalisão. O fato de não ter proposto alternativas, não anula esse fato inquestionável.

        O problema dela começou quando num segundo momento, teve que convencer que sua “democracia direta” funciona. Veja bem, ela submeteu seu programa de governo aos twitters do Malafaia. O que ficou claro é que não basta usar as novas ferramentas de comunicação. É preciso ter uma mensagem clara. Aí ela se deu mal. Seu eleitorado está se restringindo aos coxinhas deslumbrados (e desinformados)

         

  6. Arthemísia

    23 de setembro de 2014 10:21 am

    Talvez Marina não tenha

    Talvez Marina não tenha exatamente compreendido as manifestações, mas se identificado, o que é diferente. Talvez ela sinta o mesmo incômodo com a política que os manifestantes, mas não sabe o que fazer com isso. Talvez ela rejeite tudo o qu esta aí, mas não faz a menor ideia do que colocar no lugar (e talvez isso explique sua incapacidade em criar um partido; na verdade, ela não quer um partido). Talvez seja apenas uma manifestante…..

  7. chico da dilma

    23 de setembro de 2014 10:27 am

    “Em junho passado,por

    “Em junho passado,por exemplo,o fenômeno das redes sociais só foi compreendido por Marina.”Parei,vou tomar um cibazol com cajuina e volto amanhã.Não vai ter segundo turno.Saravá!

  8. Daytona

    23 de setembro de 2014 10:28 am

    “Marina foi a primeira a

    “Marina foi a primeira a perceber os novos movimentos, sua plataforma política incorporou as demandas de diversos novos grupos sociais. Tem intuição, mas, a rigor, não tem nem partido nem condição de montar partido. Continuará sendo um símbolo à espera de um estadista que dê forma ao seu agrupamento.”

    Esse é o ponto, esses movimentos de junho foram dispersos, mera estratégia de fragmentação, Marina só percebeu isso(ou foi orientada, pois fazia parte da estratégia, o elo entre Marina e o governo Democrata é a Open Society de George Soros).

    Os vai e vem da Marina são ilustrativos de como não é possível constituir um partido com base na estratégia de desestabilização dos movimentos de junho, pelo simples motivo que a fragmentação e a dissolução de atores políticos é o objetivo desses movimentos.

    1. Juliano Santos

      23 de setembro de 2014 2:11 pm

      É verdade, Daytona. Mas o

      É verdade, Daytona. Mas o governante tem que saber lidar com essa fragmentação, dialogar com ela. Pelo menos com a parte que não é apenas campanha pela desestabilização.

      Existe uma fragamentação que é consequência do formato e da dinâmica das redes sociais. Não necessariamente ruim. Se fazer presente nesse terreno movediço, se colocando, se defendendo e deixando claro suas propostas e realizações é fundamental para o governante. Esse são “os novos tempos” do Nassif.

      PS: A Marina por ser um símbolo vazio, apareceu não um estadista, mas uma banqueira para dar forma (e de rebarba, grana!) ao seu agrupamento 

      1. Daytona

        23 de setembro de 2014 2:45 pm

        A Marina agiu como Marina:

        A Marina agiu como Marina: oportunista e inescrupulosa.

  9. Assis Ribeiro

    23 de setembro de 2014 10:39 am

    Não faço a mesma leitura que Nassif

    O movimento de junho foi declaradamente apolítico, e se Marina tivesse na época cargo em executivo estaria na mesma roda

    Pesquisa do Ibope em outubro de 2013 dava vitória de Dilma no 1º turno  inclusive com Marina incluída

    A preferência de Marina pela juventude já tinha sido claramente expressa nas eleições de 2010 e é pelo seu discurso ecológico (fora da agenda dos movimentos), portanto Marina não colheu frutos das ruas

    Dilma respondeu aos anseios dos movimentos liberando bilhões de reais para a mobilidade urbana, assinando o DEC. 8.243 de Participação Popular, “+ Médicos”, melhoria na educação,

    Sobre o PT, o que Haddad vem fazendo em SP é tudo o que os jovens sempre pediram em toda a história de qualquer grande cidade no mundo

    1. Patativa

      23 de setembro de 2014 10:44 am

      EXCELENTE !!!

      tenho lido o blog regularmente… mas sem me manifestar.

      Esse comentario de Assis Ribeiro merece destaque !!!!!

      1. esquiber

        23 de setembro de 2014 12:09 pm

        Também discordo de que as

        Também discordo de que as manifestações eram difusas. Quem articulavam essas manifestações, o rosto ou os rostos invisíveis que deram origem aquela histeria coletiva tinha um propósito claro e bem definido que continuou nas campanhas contra a copa culminando no VTNC. Não podiam era revelar seus objetivos e muito menos tomar à frente de tais protestos porque seriam desmascarados e o viés político uma vez  identificado esvaziaria o movimento. Agora quem aderiu, os milhões que foram as ruas em sua maioria foram contaminados pelo espírito de turba, erguendo cartazes e defendendo causas que sequer conheciam. Coloque nesse balaio o Anonimus, os black blocks e outros grupos da extrema direita radical que fomentavam pelo face, por meio de memes a desconstrução do governo Dilma e de seu partido o PT. Os pelegos do MPL foram o cavalo no qual as falanges montaram para incendiar o país.

    2. Daytona

      23 de setembro de 2014 11:13 am

      Basta lembrar que o grande

      Basta lembrar que o grande nome que saia de pesquisas realziadas entre os manifestantes não era o de Marina Silva, mas Joaquim Barbosa.

      O veloz ocaso desse senhor denota o quão curto é o prazo de validade desses movimentos de desestabilização, que se valem da estratégia de “shock and awe” empregada pelos americanos: criar grande comoção e fazer com que o grande público tome decisões importantes sob este estado de desorientação.

      Interessante notar também o papel de tragédias, principalmente acidentes aéreos, nessa estratégia: 11 de setembro, o avião na Ucrânia(que justificaria a intervenção americana, mas não deu certo), acidente de Campos, etc.

      Foi assim que aprovaram o Patriot Act, a invasão do Afeganistão, Iraque, etc.

      No caso Marina, o erro foi de timing. Tivesse o acidente de Campos ocorrido mais próximo das eleições, talvez ela conseguisse vencer ainda no primeiro turno.

    3. mauricio dantas rodrigues

      23 de setembro de 2014 11:18 am

      parabens pelo comentario,

      parabens pelo comentario, assis. faço minha, suas palavras.

    4. rafaelborges

      23 de setembro de 2014 3:39 pm

      O PT de Lula e Haddad foi

      O PT de Lula e Haddad foi quem melhor compreendeu as manifestações de junho de 2013.

       

         Muito se fala e muito ainda se falará sobre “as jornadas de junho”. Existem alguns pontos que não podem ser questionados:

      – As manifestações tiveram caráter nacional. Embora com maior força em grandes centros urbanos e no sudeste, cidades pequenas em todas regiões do páis tiveram uma garotada gritando seu “vem pra rua”.

      – As manifestações repudiarama a tutela de partidos ou da mídia, servindo de válvula para a insatisfação de liberais e conservadores, para o pensamento de esquerda, de direita e mesmo dos que negavam a política.

      – Alguns temas uniram as várias correntes de insatisfeitos, tais como a cobrança por melhores serviços públicos, combate à corrupção, criticas a copa (como símbolo da falta de critério nos gastos públicos) e a crítica ao modelo político.

         Chamou a atenção como a panela de pressão vivida naqueles dias não explodiu em um “Fora Dilma!”. Como compreender como um governo que ficou tão nas cordas saiu das manifestações ainda como favorito para reeleger-se?

         O fato é que o PT, sob a liderança de Lula, é que melhor compreendeu o momento político de então. Enquanto o PSDB de Alkimin ficava associado à repressão da PM, Lula declarava que era preciso negociar com o movimento. Foi assim que Haddad chegou a debater com os militantes em plena crise a viabilidade do passe livre, levantando a hipótese de o aumento do imposto sobre combustíveis para subsidiar passagens. Lula também teve o mérito de colocar no tabuleiro das análises a tese de que a população estava mais exigente por conta dos avanços já conquistados. Ironizados por muitos à época, a ideia serviu como contraponto ao monopólio das versões encampadas pela grande mídia.  

        É preciso lembrar que o governo tinha gordura pra queimar. Lula saira em 2010 com aprovação recorde e o governo Dilma tinha também aprovação muito alta. Apesar disto, os pactos propostos pela presidente, em especial a proposta de reforma política, sinalizaram a compreensão adequada do momento político. A mídia e o PSDB de ALkimin pativam num disrcuso que era preciso respeitar o limite  da ordem pública, um tanto perdidos ao ver fracassar a tentativa de captalizar para oposição a insatisfação externada pela população. O silêncio (mesmo que não no sentido literal) satisfeito de Marina parece ter sido pouco para torná-la uma porta-voz legítima daquele movimento difuso.

         Se em um primeiro momento Haddad parece ter sido tutelado por Lula na forma como lidar com a crise, as recentes medidas de sua gestão, simbolizadas na questão das ciclovias, demonstram como o prefeito parece ter compreendido os novos ventos. Em pleno perído eleitoral, uma medida polêmica deixou o flanco do PT paulista exposto para os fuzilamento recorrente da grande mídia. A aprovação de cerca de 80% da população na questão das ciclovias  revela que a ousadia de Haddad está em sintonia com os anseios de quem demanda o enfretamento pelo país de seus velhos e novos problemas.   

       

       

       

  10. Assis Ribeiro

    23 de setembro de 2014 10:53 am

    Quebraram os bancos e Marina

    Quebraram os bancos e Marina está com o Itaú

    Pediram mais estado (melhores transportes, educação e saúde públicos) e Marina oferece menos estado.

    GLBT nas ruas e Marina atende ao puxão de orelha de Malafaia

    Pediram seriedade na politica e Marina muda de opinião a cada segundo, esconde seus rendimentos, escamoteia sobre o acidente de avião, cria várias divergências internas,…

    Como diz um comentarista:

    – Tempos interessantes

    1. Juliano Santos

      23 de setembro de 2014 2:20 pm

      É por isso que ela está

      É por isso que ela está caindo, Assis. A despeito de ter entendido primeiro e melhor os “novos tempos”, o da comunicação em rede.

      O problema é que sua proposta parou aí, nomear seu partido de Rede. O resto é mais velho que andar para frente (ou melhor, para trás). Como, por exemplo, tirar direitos trabalhistas. Desde a época dos adversários do Getúlio!

  11. Daytona

    23 de setembro de 2014 11:02 am

    Basta compreender um pouco as

    Basta compreender um pouco as ideias que guiam a política externa norte-americana para se perceber claramente do que se tratam esses movimentos desestabilizadores e fragmentários de junho e o Cavalo de Tróia norte-americano que é a Marina Silva.

    Aqui um trecho das ideias de Michael Ledeen, um dos principais autores neocon dos EUA:

    “Creative destruction is our middle name, both within our own society and abroad. We tear down the old order every day, from business to science, literature, art, architecture, and cinema to politics and the law. Our enemies have always hated this whirlwind of energy and creativity, which menaces their traditions (whatever they may be) and shames them for their inability to keep pace. Seeing America undo traditional societies, they fear us, for they do not wish to be undone. They cannot feel secure so long as we are there, for our very existence—our existence, not our politics—threatens their legitimacy. They must attack us in order to survive, just as we must destroy them to advance our historic mission.”

    http://www.theamericanconservative.com/articles/flirting-with-fascism/

    Coloquei no Google Translator:

    “A destruição criativa é o nosso nome do meio, tanto dentro de nossa própria sociedade e no exterior. Nós derrubar a velha ordem todos os dias, de empresa para a ciência , literatura, arte , arquitetura e cinema à política e à lei. Nossos inimigos sempre odiei esse turbilhão de energia e criatividade , que ameaça as suas tradições ( sejam elas quais forem ) e envergonha -los para a sua incapacidade de manter o ritmo. Vendo América desfazer sociedades tradicionais , eles nos temem , porque eles não desejam ser desfeita. Eles não podem se sentir seguro , enquanto nós estamos lá , para a nossa própria existência : a nossa existência , nossa política não – ameaça a sua legitimidade. Eles devem nos atacar , a fim de sobreviver , assim como devemos destruí-los para avançar a nossa missão histórica .”

    Essas ideias estão em sintonia com o conceito de Império do Caos, elaborado pelo Pepe Escobar para definir as estratégias de fragmentação e desestabilização adotapas pelos EUA no Oriente Médio, Norte da África, Ucrânia, etc. As fanfarronadas de junho brasileiras fazem parte dessa estratégia.

    A estratégia do Império do Caos é corolário do idealismo wilsoniano(base da política externa americana por quase 100 anos)quew pretendia fazer do mundo um “lugar seguro para a Democracia”.

    Sua aplicação nas últimas décadas teve início com a ideia de “nation-building”, adotada com retumbante fracasso pelo governo neoconservador de W. Bush. Diante de seu fracasso, a ideia de “nation-building”, de formar, por meio de engenharia social, sociedades ao gosto dos interesses norte-americanos, foi reformulada pelos Democratas do governo Obama, passando a constituir um modelo para desestruturar, e não construir, sociedades que os americanos não gostam, como a Ucrânia que apóia a Rússia, a Líbia de Khadaffi e o Brasil do PT.

    Vide como a estratégia de despolitização dos brasileiros, defendida por Marina, visa, na verdade, conter os avanços conseguidos desde a redemocratização, com forte impulso à partir do governo Lula.

    Ignorar a participação dos norte-americanos no Projeto Marina de Desestabilização, sob o escapismo fácil e grosseiro de que se trata de “teoria da conspiração”, é um grave erro, basta notar como, a luz dos ideias neoconservadores da estratégia de política externa do Império do Caos, os movimentos de junho e o Projeto Marina passam a fazer sentido.

    1. Daytona

      23 de setembro de 2014 12:16 pm

      Um ponto interessante é a

      Um ponto interessante é a afirmação do Ledeen sobre a destruição de tradições e o caso brasileiro. Nota-se que, com seus objetivos fragmentários e desestabilizadores, a estratégia neocon visa enfraquecer aspectos de determinadas culturas que fortalecem seus respectivos países. Vide, por exemplo, a maneira como a questão racial foi historicamente trabalhada no Brasil, o que sempre foi motivo de inveja dos EUA. Não que no Brasil não exista racismo, mas a situação brasileira nem de perto se compara com a sociedade racialmente fragmentada dos EUA, onde bairros são segregados segundo critérios raciais, e o país foi por décadas segregado legalmente, por meio da leis Jim Crow.

      Diante disso, o que faz o Império do Caos?

      Apresenta uma postulante à presidência guiada pelo discurso da intolerância de um Silas Malafaia. Notável como uma das primeiras polêmicas da candidatura Marina tenha sido a questão dos direitos LGBT.

      Perceptível também como o discurso neocon brasileiro, por vezes enrustido de progressista, se articula em torno do discurso fragmentário do ódio por parte de fundamentalistas evangélicos, fascistas de extrema direita(vide o Bolsonaro)e o humorzinho politicamente incorreto de pseudo-humoristas, baseado em piadas racistas e preconceituosas. 

       

  12. Arimatea13

    23 de setembro de 2014 11:24 am

    Acho que o Nassif tá mais

    Acho que o Nassif tá mais perdido que todos os políticos em relação as “xornadas de xunho”. Quanto a marina ela não representa nada. Marina é de um vazio completo. Só isso. 

  13. CB

    23 de setembro de 2014 11:39 am

    Estas tais manifestações de

    Estas tais manifestações de 2013 não me convencem muito quanto à sua espontaneidade. Lançando mão do direito que todo mundo tem a uma teoriazinha conspiratória de vez em quando, diria que as manifestações foram planejadas e executadas para servir de trampolim a Marina, ou JB, ou Campos, ou a qualquer um a quem coubesse desempenhar o papel de 3ª via no pleito de 2014. Fato notável é que sempre eram voltadas contra o governo federal ou municipal (do PT), mas pouco, ou nada, se manifestou contra o governo da Província do Tukanistão.

  14. jose joao auar junor

    23 de setembro de 2014 11:56 am

    o comentario de nassif

    AS PALAVRAS QUE A SRA. MARINA FALA, SAO LINDAS E MARAVILHOSAS , CHEGA ATÉ ME ARREPIAR DE TANTA MUDANÇA QUE HAVERÁ QUANDO ELA ASSUMIR , O PROBLEMA QUE QUANDO UMA PESSOA SENTA NAQUELA CADEIRA , MUDA TUDO , TODOS OS PENSAMENTOS , VONTADES , E O PODER , NAO VÊ LULA , DURANTE ANOS FALOU QUE IRIA  MUDAR TUDO QUE ESTAVA AÍ , MUDOU ?, MUDOU NADA , PELO CONTARIO O PODER É QUE MUDA AS PESSOAS , E NO CASO DE MARINA VAI ACONTECER A MESMA COISA , QUANDO SE SENTAR LÁ NA CADEIRA SER FOR ELEITA , VAI TER QUE DANÇAR CONFORME A MUSICA SE NAO, NAO GOVERNA , NAO ADIANTA TER PALAVRAS QUE O POVO QUE HOUVIR , PORQUE CHEGANDO LÁ  VAI TER QUE TER ACORDOS POLITICOS NEM SEMPRE A FAVOR , E NEM SEMPRE CONTRA , APESAR DE NAO SER PT , ACHO QUE FORAM FEITAS COISAS QUE MELHORARAM O PAIS , É ASSIM QUEM SABE DAQUI A ALGUNS ANOS MELHORANDO AOS POUQUINHOS TEREMOS UM PAIS DE 1a MUNDO .

    1. Francy Lisboa

      23 de setembro de 2014 12:32 pm

      por que vc estah GRITANDO?

      por que vc estah GRITANDO?

  15. esquiber

    23 de setembro de 2014 11:57 am

    Discordo dessa tese de que as

    Discordo dessa tese de que as manifestações de junho tenham sido um movimento espontâneo de insatisfação contra o governo, até porque não obstante as deficiências que existem, o Brasil se saiu muito bem diante da grande crise protegendo seu mercado interno e gerando milhões de empregos com um amplo programa de infraestrutura em execução. Se fosse mesmo um movimento de insatisfação espontâneo, contra tudo que está aí, teria chegado às portas do judiciário, o mais nefasto, corrupto, nababesco, aristocrático e hermético poder. Se um dos três poderes tivesse que cair por causa de protestos de rua, o primeiro seria o judiciário. Durante as tais manifestações não se viu um só cartaz erguido em direção ao poder judiciário, exigindo que aquele poder fosse reformado. Como não houve manifestações com a mesma virulência que chegaram próximo do Palácio do Planalto em relação ao governo de Geraldo Alckmin cuja corrupção, um dos motes dos manifestantes, é infinitamente maior do que a corrupção que dizem tanto infestar o governo federal.

     

    As manifestações de Junho foram uma tentativa de golpe branco articulado pela direita que contou com o efeito manada, pelo romantismo de um sem números de coroas frustados que deram combustível para insensatez inconsequente de uma juventude despolitizada e alienada que agora começa a perceber que não se pode deixar de acompanhar o dia a dia da política e só comparecer a cada quatro anos para votar e querer mudar tudo, mesmo que esse tudo seja feito em seu benefício, a pretexto do estigma da corrupção, pecha colocada sobre o partido da hegemônia que fez a mais difícil de todas as escolhas, governar para quem precisa de governo. 

    São Paulo vive hoje uma crise de desabastecimento de água digna dos piores momentos do Nordeste das antigas que também está sendo inclementemente castigado por uma de suas piores secas, entretanto medidas foram tomadas para que os moradores do semi árido convivam com essa situação adversa. Não vemos os famigerados saques nos centros urbanos das pequenas, médias e grandes cidades nordestinas, tão comuns em época de prolongadas estiagens, situação que era politicamente explorada pelas FRENTES DE EMERGÊNCIAS onde grassavam o compadrio, a corrupção e o saque aos cofres público, uma exploração da desgraça alheia. Aliás há mais de 12 anos não vemos isso no Nordeste.

    Se quisessem mesmo fazer manifestações com o propósito de mudar as coisas fariam agora em São Paulo. Curiosamente a popularidade da presidenta Dilma só caiu depois dos protestos e a disputa eleitoral para presidência se acirrou. Já Alckmin que faz um péssimo governo, atolado em corrupção e num descalabro administrativo só viu sua popularidade crescer e segundo essas pesquisas feitas nas coxas pode vencer as eleições em primeiro turno. Que manifestações fuleragens são essas?

  16. alirio

    23 de setembro de 2014 11:57 am

    Servidores

    Outra questão a ser levada em conta pelo novo governo, no conjunto de mudanças necessárias é a reavaliação do Serviço Público. O PT chegou ao governo com apoio dos movimentos sociais e classe trabalhadora, incluídos os servidores, categoria relegada ao segundo plano logo no inicio do Governo Lula. É um grupo altamente influenciável pela mídia, tanto que é onde notamos um irracional e até feroz antepetismo.

    Nesse momento, assim como o Poder Judiciário e o Ministério Público, várias categorias estão em campanha para atualização dos vencimentos. Por isso acho que é necessário reavaliar a retribuição que a Sociedade deve dispender com essa parcela do Serviço Público.

      Esse problema da remuneração ocorre, com muitos maiores prejuízos para a Sociedade, em minha modesta opinião, na área tributária. É um setor que reúne os maiores especialistas, não somente advogados, mas também contabilistas, administradores, economistas, etc. em constantes embates com um quadro deficitário e mal remunerado de servidores.

     

  17. naldo

    23 de setembro de 2014 12:01 pm

    Desculpem minhas palavras de

    Desculpem minhas palavras de antemão. toda eleição os “cientistas politicos” vêm com esse papo que essas eleições são as mais issoa as mais aquilo, desde as eleições indiretas do tancredo leio e escuto isso; levar a serio certos nomes da globonews é outra piada de mal gosto, senão, vamos lembrar das previsões que fizeram no passado e as que fazem agora, não passam de achismo e muitas vezes de desejos mesmo; até hoje espero que a economista daquela emissora acerte a previsão que fez quando anunciava que o desemprego havia caido “mas vai subir” disse ela, já passou mais de dez anos, um dia cai, é a Lei de Newton não?,  

  18. Jota Mauro

    23 de setembro de 2014 12:05 pm

    Sociologia as avessas

    Os movimentos de junho de 2013, não foram na realidade um movimento social amplo, foi sim um movimento mais ligado a grupos sociais específicos, ligados a problemas de metrópoles, não tem como corrigir distorções de mais de 30 anos sem se preocupar com mobilidade nas capitais e interior de todo Brasil, eu só chamo de movimento por que começou em um determinado grupo e se alastrou via redes sociais. As redes sociais sim são um novo movimento social, este capaz de influenciar não só uma eleição, mas também de levar um país inteiro ao Apocalipse, nas redes sociais não existem controles da mídia, não existe âncoras, todo mundo escreve o que bem entende, não existe grandes redações midiáticas controladas, se por exemplo alguém com o intelecto mais desenvolvido surtar e saltar asneiras bem escritas, logo estará cheio de seguidores, infelizmente nem os sociólogos, nem os jornalistas conseguem entender ainda como absorver tanta informação, portanto não tem como fazer grandes análises sobre tal fenômeno. O Brasil após as eleições continuará a ser o velho Brasil, um povo heterogêneo, com vários idiomas, sotaques, uma diversidade cultural de dar inveja a qualquer país desenvolvido, um povo capaz de conviver com desmandos de todos os tipos, sobrevivente de uma ditadura militar imoral, de uma ditadura midiática ainda pior que a militar e mesmo assim um povo que consegue sorrir, que consegue sambar seu carnaval, ser brasileiro é viver a própria diversidade humana, é vender o almoço para poder jantar e assim mesmo agradecer a Deus por mais um dia, brasileiro que é brasileiro não desiste nunca, com certeza após as eleições o Brasil será ainda melhor, em 2016 teremos Olimpíadas, em 2018 seremos Hexa e assim por diante, continuamos sendo brasileiros, o pior já passou.

    1. aveland sambaú

      23 de setembro de 2014 9:04 pm

      Você mandou muito bem. Parabéns! Penso igualzinho.

      O Meu Brasil é mais.

      Aveland Sambaú

      O meu Brasil é mais que uma cultura
      É uma mistura de muitas gentes
      De muitas cores tão diferentes
      E do tamanho de um continente

      O meu Brasil é mais do que um clima
      Mais que beleza, tão natural
      Este gigante que sai na frente
      Fazendo a gente se levantar
      Que o futuro já é agora
      Está na hora de acreditar

      O meu Brasil é mais que um esporte
      Do que uma guerra, que um campeão
      O meu Brasil é mais do que um artista
      Que uma festa, que uma canção

      O meu Brasil é mais que uma raça
      Que uma escola, que uma nação
      O meu Brasil é mais uma família
      Que crê unida e vai na fé.

       

      Se quiser ouvir:

      https://soundcloud.com/aveland-cambraia-neto/o-meu-brasil-e-mais-aveland

  19. MAureli

    23 de setembro de 2014 12:20 pm

    Há tempos, venho observando

    Há tempos, venho observando que o Nassif parece que gosta de ´curtir´ com estranhas reflexões, para levantar bolas para que todos possam se distrair, levandoe ao sucesso do blog. 

    Acho que ele deve rir muito, dizendo: “Beleza, polêmmica à vista”

  20. Daytona

    23 de setembro de 2014 12:26 pm

    Os grupos de interesse que se

    Os grupos de interesse que se articulam em torno do projeto de desestabilização e fragmentação esposado por Marina Silva são facilmente identificáveis?

    Quem ganha muito dinheiro em um cenário de forte instabilidade e incerteza?

    Ninguém menos que os especuladores, os mesmos que enriqueciam no governo FHC, um grupo estéril cujos investimentos de curtíssimo prazo não produzem um único grão de feijão, não geram um único emprego, uma trupe de urubus que só ganham com a miséria alheia. Eles estão lá na equipe Marina, André Lara Resende(que enriqueceu com as variações cambiais durante o governo FHC)Neca do Itaú e seus amigos.

    Combinado com eles, há os profetas do apocalipse, o grupo de fundamentalistas que promove o medo em um contexto de fortes mudanças, e que defendem o regresso como salvação. A eles se aliam outros conservadores de extrema direita, como os saudosistas da ditadura, igualmente escandalizados com o avanço de ideiais progressistas.

    Em suma, esse é o grupo da Marina Silva.

  21. Francy Lisboa

    23 de setembro de 2014 12:27 pm

    Pera ai! Acho que to maluco.

    Sinto discordar de dois pontos no texto que nao foram desdobrados o suficiente para serem  considerados fundamentados.

    1-=A colunista política do Estadão Dora Kramer já trabalha com a hipótese de vitória de Dilma e com a constatação de que, mesmo vencendo, o PT sairá menor. Está certa?

    Eu vejo extamente o contrario. Dora Kramer eh legitima serrista  e sua afirmacao nao fugiu do script. Mas o Nassif dizer que ela estah certa? Certa por que?

    O PT apanhando merecidamente ou nao vem sobrevivendo em epoca onde se declarar politico ou explicitar suas preferencias virou como se declarando leproso. A demonizacao do PT com todos os factoides gerados e a chuva de acusacoes sem peh nem cabeca ecoam como o grito de guerra: #ForaPT! Bem, mesmo assim, repito, mesmo assim, contra toda essa campanha contra o partido ele tem chances reais de se manter por mais quatro anos. Eu lhes pergunto: isso eh sair menor?

    Venho batendo na tecla de que o PT foi sim o grande responsavel pelo clima de radicalizacao da midia. Lembro de um episodio em que a Jennifer Lopez ao se separar do cara de bunda Ben Affleck disse que o principal motivo era o do rapaz nunca discutir quando ela ficava histerica, ou seja, ele mantianha a cara de bunda mesmo com as loucuras direcionadas a ele. A midia foi a Jennifer Lopez do PT, sempre acusando de inerte, bundao, prego, sem culhoes, etc. Ela, a midia, foi se descabelando, se descabelnado, ateh ficar exposto para todos que ela nao sabia conviver com o PT e precisava desfilar todos os ataques possiveis.

    Nao eh de hoje que muita gente jah percebe a maldade nos comentarios da grande midia, nao eh de hoje que um publico cada vez maior simplesmente nao acredita nas caras e bocas do marido da Fatima Bernardes. Esse grupo de “desconfiados” passou pela peneira e, mesmo nao morendo de amores pelo PT, sabe reconhecer as conquistas do partido e espera que mais coisas bons possam acontecer. Os cascalhos que ficaram retidos na peneira nesses ultimos 12 anos, as pecas de granulometria maior, ainda acreditam fielmente na verdade absoluta da midia e compoem o corpo que flutua entre Marina e Aecio na esperanca de derrotar o “comunismo/bolivarianismo que incentiva o consumo em massa levando banqueiros a lucros estratosfericos” (pausa para risos. muuuitos risos aqui).

    Nao, Nassif, o PT sairah ainda maior nesse eleicao. Sairah maior porque fez a cobra mostrar os dentes, descurtinou desejos sombrios de uma classe media estupidamente mal educada  e visivelmente nao patriotica. Eh como se estivessemos vendo um filme da serie Rock Balboa. O PT estah todos moido, quebrado, mas ainda consegue dar uma ultimo golpe certeiro para fazer esse adversario que nao suporta ver a vaidades materiais terem sido “demasiadamente” diluidas nesses ultimos anos.

    2) Em junho passado, por exemplo, o fenômeno das redes sociais só foi compreendido por Marina

    Como?! Quando?! Onde?! Nao faz sentido essa afirmacao, o fato dela nao ter sido alvo de criticas foi sua incrivel capacidade de se manter longe do passivo de poder mesmo depois de ter sido ministra. O ero primaz foi ter achado que o eleitorado de Marina de 2010 era fiel a ela e nao uma mostra do que eh hoje o sentimento de ser anti-PT a qualquer custo. Ela conseguiu captar a demanda da sociedade? Ninguem conseguiiu Nassif, repito ninguem. Mas eh claro que eu nao posso falar sobre a massa que foi as ruas ssob o risco de tentar aliviar a barra do governo, como se o fato de estar na massa torna todos inimputaveis sobre o drama que assola o pais.

    Talvez nesse ponto more o principal perigo. A insistencia que temos de tratar o povo como massa nao pensante. O eleitorado da Marina tinha boa parte de jovens universitarios idealizadores, pessoas que simpatizavam com a antiga Marina, nao com essa de hoje. As mudancas constantes para atender diversos interesses contrarios a historia da Marina fizeram o ser eleitorado fiel, o fiel de verdade, reduzir. Arrisco a dizer que hoje  a parte do eleitorado de Marina que nao eh Marina de verdade eh muito maior do que o de 2010. Isso eh captar a mudanca? Ou surfar na ignorancia politica da populacao que foi as ruas e que ainda poe feh que todos os problemas nacionais podem ser resolvidos pelo presidente?

    Ha [pessoas que estao te ntado entender o porque de Dilma estar na frente, mesmo depois do Junho de 2013. Uma das explicacoes eh a conscientizacao cada vez maior de que  a maior parte dos mundos que formam a cabeca de cada cidadao sao devassados principalmene por agentes locais. Isso volta a questao da loucura que se tornou o noticiario no Brasil, a tentativa de colocar qualquer coisa na conta do governo federal e de relativizar seus avancoes eh sim percebida por parte da populacao. O que se entende eh que a populacao brasileira nao estah emburrecendo, muito pelo contrario, os anticorpos contra a tentativa de catarse direcionada estah se multiplicando. Por isso, Marina nao eh nada mais que oportunista que ainda acha que o sistema imunologico do “Homer Simpson” eh de um soro positivo.

     

    1. Ivan de Union

      23 de setembro de 2014 12:19 pm

      Muito bom, Francy!

      Muito bom, Francy!

    2. Tina

      23 de setembro de 2014 1:00 pm

      É isso!

      Concordo integralmente. Minha percepção é de que não só o PT sai maior dessas eleições, como também uma boa parte da população, pela primeira vez, está começando a compreender a importância doa governos do PT para o Brasil. Muitos olhos só se abriram agora. 

    3. Donadio

      23 de setembro de 2014 2:20 pm

      2) Em junho passado, por

      2) Em junho passado, por exemplo, o fenômeno das redes sociais só foi compreendido por Marina

      Como?! Quando?! Onde?!

      De fato… além da “sacação” de chamar o seu natimorto partido de “Rede”, o que mais indica que Marina e sua equipe tenham compreendido alguma coisa a respeito de redes sociais?

      Vejo mais compreensão disso no PT, e mais ainda, na extrema-direita, que usa muito bem a internet e a possibilidade de anonimato que ela gera, para fazer uma comunicação goebbelsiana, transformando mentiras em verdades a custo de tanto repeti-las.

      Quantos “memes” sobre as trapalhadas da Marina nós já vimos? E quantos “memes” capazes de alavancar a candidatura dela? Eu, pelo menos, não vi nenhum. Falta, por completo, à equipe da Marina a capacidade de transformar suas idéias em slogans, bandeiras, pílulas ideológicas com alguma capacidade de convencimento e mobilização.

      Marina não tem nada a ver com as jornadas de junho, a não ser a enorme vontade de aproveitá-las de alguma forma. Entre as dezenas de idéias diferentes e disparatadas que estruturaram o junho de 2013, nenhuma tem nada a ver com Marina. A rejeição à PEC 37 não é Marina, é Ministério Público. A redução das tarifas de ônibus não é Marina, é bandeira da esquerda em geral, de anarquistas ao PT. A rejeição aos partidos não é Marina, embora ela tenha “surfado” nisso tentando criar um partido que (por algum motivo não esclarecido) não é “partido” mas “rede” (mas duvido que não tenha, ou não tivesse, se chegasse a existir, Comissão Executiva e Diretório Nacional). Rolezinho passa longe de Marina. “A periferia nunca dormiu” não tem nada a ver com Marina. “Não vai ter copa” nunca foi uma ideia marinista. A repulsa às atitudes homofóbicas do Deputado Feliciano passa ao largo do “marinismo”.

      Marina não é uma “nova política”, é, na melhor das hipóteses, “más de lo mismo”. Podia parecer algo diferente quando estava em terceiro lugar, e podia deblaterar contra a polarização PT/PSDB; mas quando passou à frente de Aécio, tornou-se – não por vontade própria, mas pela lógica da situação – a nova face da oposição, da tucanidade. Por que, até agora, não existe de fato uma “terceira via” como projeto político concreto; somente uma ansiedade mal definida e sem coerência interna contra o fato de que só existem duas “vias”.

      1. Francy Lisboa

        23 de setembro de 2014 6:59 pm

        í isso Donadio, exatamente

        í isso Donadio, exatamente isso. O Nassif falar que ela compreendeu as tais jornadas é que cause-me especie. Talvez tenha sido apenas um ponto pra tornar o texto mais “equilibrado”. prefiro acreditar nisso.

        1. luiz mattos

          23 de setembro de 2014 7:50 pm

          O Nassa de estar comendo

          O Nassa de estar comendo muita coxinha.Volta pro quibe turco!

  22. HERBERT LIMA

    23 de setembro de 2014 12:28 pm

    Eu quero saber é se os bancos

    Eu quero saber é se os bancos – antes demonizados pelo PT – vão continuar ganhando bilhões com a poupança e o FGTS do trabalhador que mal repõe a inflação, ou seja: O partido do trabalhador(?) é o vilão do patrimonio do próprio trabalhador. Será que, somente a partir de 2018, após implodir com tudo, reconheçamos que nada diferente foi feito a não ser doações para os bolsa votos?

    1. Nazario Centurion

      23 de setembro de 2014 3:41 pm

      eu quero saber

      O FGTS é administrado somente pela Caixa Econômica Federal.

  23. Franklin Caetano de Freitas

    23 de setembro de 2014 12:28 pm

    Não concordo.

    Se Dilma vencer o PT será o grande vitorioso. Não é qualquer governo que resiste as manifestações passadas, isso se falando do executivo central, afinal todas as insatisfações do povo são sempre depositadas no presidente. Isso não quer dizer que o PT não precise se renovar. É evidente que precisa, afinal são 12 anos no poder. Eu quero um PT com a cara do Haddad.

    1. luiz mattos

      23 de setembro de 2014 12:33 pm

      E que resgate as Bandeiras do

      E que resgate as Bandeiras do Sion.

  24. Aline C Pavia

    23 de setembro de 2014 12:31 pm

    Cinco Pactos

    Apenas quatro dias após as manifestações Dilma foi à televisão e anunciou os cinco pactos em resposta às manifestações de junho.

    Saúde, educação, mobilidade urbana, reforma política e responsabilidade fiscal.

    Ela sancionou royalties do petróleo e do pré-sal para saúde e educação e trouxe mais de 15 mil médicos para atender 50 milhões de pessoas.

    Está investindo 142 bilhões de reais em mobilidade urbana, muitas dessas obras já concluídas ou em andamento.

    A reforma política não veio, menos ainda o plebiscito para uma constituinte exclusiva. O Gilmar Dantas está sentado em cima do processo que acaba com doações privadas em campanhas políticas.

    Marina tentou embarcar na onda do coxismo apolítico e não obteve sequer 300 mil assinaturas para fundar um partido. E hoje, apenas um ano depois, se transformou numa caricatura patética do que poderia ter sido um dia.

    A prova de que os movimentos nas ruas eram apenas micaretas para depois botar as fotos no instagram é quando vemos hoje o Movimento Passe Livre não falando um “pio” sobre o aumento dos pedágios que tivemos em julho, sobre o caos que temos no manejo de cargas em rodovias e integração com Santos e São Sebastião, ou sobre o IPTU progressivo do Haddad barrado pela justiça.

    A própria blogosfera teve um papel decisivo ao colocar os “líderes” dos “protestos” no seu devido lugar: não à esquerda, de forma revolucionária e libertária, mas servindo de bucha de canhão da ultradireita. Os black blocs e o cinegrafista Santiago enterraram o pouco de “entusiasmo” que ainda pudesse haver em ir às ruas. Obviamente que não entramos no mérito do quão atrasado e despolitizado é um movimento que se pretendia ser de vanguarda, mas só provou ser absolutamente desconectado de um mínimo de consciência política e raciocínio necessários ao debate legítimo e verdadeiro. A ausência de trabalhadores, moradores de periferia, pobres e negros nesses “protestos” também foram comprovações da total falta de legitimação popular dessas “manifestações”.

    Bem disse Ariano Suassuna quando analisou: “O gigante acordou, deu um peido e voltou a dormir”

    A ÚNICA pessoa que respondeu de forma concreta e completa aos “protestos” de junho foi Dilma Rousseff, mas vou repetir o que ela própria disse: “eu como Presidenta não tenho como mandar fazer tudo!” Também porque as pessoas não fazem a MENOR ideia do que é responsabilidade de cada ente político (vereador, deputado, governador, senador, presidente, prefeito, ministro etc) então mandam ELA tomar naquele lugar no Itaquerão na frente de 3 bilhões de pessoas ao vivo, o que prova que o pior problema do país hoje em dia é a ACEFALIA, a total DESEDUCAÇÃO e EMBURRECIMENTO dessas novas gerações, além é claro da POBREZA DE ESPÍRITO de não reconhecer ABSOLUTAMENTE NADA DE BOM em 12 anos de governo federal que têm feito TUDO O QUE É POSSÍVEL para os brasileiros, especialmente os 140 milhões de brasileiros das classes C D e E.

    1. Sergio SS

      23 de setembro de 2014 9:06 pm

      Assino embaixo, Aline, sem

      Assino embaixo, Aline, sem tirar nem por.

      Acho incrível esta insistência em se referir as manifestações de junho como algo novo que “mudou a forma de se ver ou fazer política”. Estas pessoas não se mobilizam nem para cuidar da sua rua, ou do bairro, e querem se arvorar como líderes máximos para mudar o Brasil? Até hoje não vi um manifesto oficial qualquer (sem contar os tresloucados do MPL) que dê um sustentação ou conteúdo aos gritos que sairam daqueles “rolezinhos com grife”. O Nassif insiste tanto nisto, mas até hoje não caiu a ficha do conjunto vazio que aquilo representou, tanto é que ninguem mais fala disto (a não ser como peça de marketing) e, por fim o que temos ? Dilma com 40% dos votos!!

  25. luiz mattos

    23 de setembro de 2014 12:32 pm

    Algum jornalista de vergonha

    Algum jornalista de vergonha na cara poderia me explicar porque a Record com seu jornalismo “isento e honesto”não publicou a pesquiZa Vox Populi?

  26. jose joao auar junor

    23 de setembro de 2014 12:33 pm

    o comentario de nassif

    AS PALAVRAS QUE A SRA. MARINA FALA, SAO LINDAS E MARAVILHOSAS , CHEGA ATÉ ME ARREPIAR DE TANTA MUDANÇA QUE HAVERÁ QUANDO ELA ASSUMIR , O PROBLEMA QUE QUANDO UMA PESSOA SENTA NAQUELA CADEIRA , MUDA TUDO , TODOS OS PENSAMENTOS , VONTADES , E O PODER , NAO VÊ LULA , DURANTE ANOS FALOU QUE IRIA  MUDAR TUDO QUE ESTAVA AÍ , MUDOU ?, MUDOU NADA , PELO CONTARIO O PODER É QUE MUDA AS PESSOAS , E NO CASO DE MARINA VAI ACONTECER A MESMA COISA , QUANDO SE SENTAR LÁ NA CADEIRA SER FOR ELEITA , VAI TER QUE DANÇAR CONFORME A MUSICA SE NAO, NAO GOVERNA , NAO ADIANTA TER PALAVRAS QUE O POVO QUE HOUVIR , PORQUE CHEGANDO LÁ  VAI TER QUE TER ACORDOS POLITICOS NEM SEMPRE A FAVOR , E NEM SEMPRE CONTRA , APESAR DE NAO SER PT , ACHO QUE FORAM FEITAS COISAS QUE MELHORARAM O PAIS , É ASSIM QUEM SABE DAQUI A ALGUNS ANOS MELHORANDO AOS POUQUINHOS TEREMOS UM PAIS DE 1a MUNDO .

    1. IV AVATAR

      23 de setembro de 2014 12:43 pm

      Xará, seu comentário eh muito bom mas em caixa alta tortura

      Xará, seu comentário eh muito bom mas em caixa alta  tortura a gente, talvez vc seja novato por aqui, mas o Nassif já orientou a não fazermos isso. Nassif, aproveita e deixa ai um tutorial sobre uso do blog, de forma permanente, em algum lugar, abração!

  27. IV AVATAR

    23 de setembro de 2014 12:47 pm

    O niilismo como ferramenta da restauração conservadora

    Ao elaborar este post não tive a intenção de encadear um raciocínio e sim de fazer um apanhado, uma coletânea sobre o tema “manifestações de junho”,  que sirva como lembrete

    http://josecarloslima85.blogspot.com.br/2014/08/a-construcao-do-voto-niilista.html

  28. mcn

    23 de setembro de 2014 12:53 pm

    É preciso esperar que a nação

    É preciso esperar que a nação escolha o próximo presidente para fazer um balanço mais completo. Mas acho que já dá para encarar uma avaliação preliminar desta que parece ser a mais decisiva batalha eleitoral brasileira, desde a abertura democrática. Dentro das minhas limitações, consigo enxergar alguns ganhos para o Brasil:

    1. Enfraquecimento do serrismo. O grande responsável foi Aécio ao demitir da campanha Xico Graziano, o chefe do marketing de esgoto tucano (internet e redes sociais). O benefício desse saneamento básico ao país foi sentido até aqui nas discussões do blog, com a menor presença de trolls pagos (para defender o serrismo, só pagando). Tal gesto, contudo, custou a eleição para o mineiro, já que 3 dias após a demissão, serristas vazaram à Folha a história do Aeroporto de Cláudio (MG), que assombra o candidato até hoje. O “coiso” ainda tem uma chance de sobrevida como senador (meus conterrâneos, que votam em Maluf, tb votam em Serra. Fazer o que?), mas seu espaço de manipulação e maldades em âmbito nacional reduziu-se sensivelmente.

    2. Foi bom o Brasil descobrir que a velha mídia pode muito, mas não pode tudo. A turbinada midiática de Marina, após a morte de Eduardo Campos, mostrou que o cartel, principalmente a Rede Globo, com seus braços nos institutos de pesquisa, ainda tem poder de fogo para bagunçar, mas não para desestabilizar o regime democrático. A reação de Dilma na reta final da campanha indica que o Brasil profundo demora para se posicionar, mas está vivo e atento às tentativas de manipulação. Democracia sem povo, não mais.

    3. Outra descoberta para que pode ser útil para a oposição: a velha mídia não entende nada de política, nem de Brasil. Os caras turbinaram 2 candidatos ocos (Marina e Aécio) e agora, na reta final, não sabem o que fazer com nenhum deles. É capaz de Dilma se reeleger com o voto útil de conservadores contra os dois postes que a mídia escolheu. A oposição precisa se livrar rapidamente da velha mídia se quiser continuar participando do jogo democrático. Precisa aprender a conduzir e a não se deixar conduzir. Do contrário, morrerá abraçada a ela.

    4. A campanha mostrou tb que há cada vez menos espaço para improviso na gestão pública. O Brasil mudou para melhor. Há cada vez menos desperdício e corrupção na máquina pública, e, portanto, maior demanda por gente qualificada para gerí-la. É um risco apostar em quem não sabe o que é governar. Aécio fez algumas coisas boas em MG, mas nunca governou de fato. Marina é meio Cristovam Buarque, poka-prática e muito discurso. Ambos, Aécio e Marina, facilmente manipuláveis. Suponho que, como Heloísa Helena, nenhum dos 2 sobreviverá politicamente após a eleição.

    Acho que o Brasil sai fortalecido desta guerra, mais consciente de suas forças e limitações.

    1. armando botelho

      23 de setembro de 2014 6:30 pm

      No livro do Romeu Tuma ,

      No livro do Romeu Tuma , assasinato de reputações fica bem claro o “modus operandis” ,da máquina de propaganda petista . Agora recente alguns jornalistas e politicos foram vítimas  desta forma de agir , com mudanças de informações pessoais e estas modificações sairam de computador do Planalto . A presidente na oportunidade fez toda uma cena e pediu desculpas . Mas esta forma de ser e fazer politícas vitimou agora recente a candidata Marina , com terrorismo explicito sobre os eleitores num jogo sujo e anti democrático .

  29. NICKNAME

    23 de setembro de 2014 12:54 pm

    Uns reforços ao voto em Luciana Genro

    Simples cidadão confessa:iria votar em Dilma no 1º turno.Dúvida veio ao ler(quem sabe apressadamente?…)”Porque Apóio Dilma”,sobre o qual já registrara num comentário perdido(tá lá,ao qual remeto,entre mais de 200 – e não foi o único partici- pante a se aventurar).Tb diante de textos ambíguos,de conclusões tardias(ou assim divulgadas).Diante de soldadinhos de chumbo eufóricos qdo não faltam puxa-saquismos em torno de Nassif ou um ou outro doutor –  exceções de sempre.Diante de despolitizantes,ligeiras,apelativas críticas contra a adversária,além de condenações precipitadas (por incompreensões,  “pra não fazer o jogo da direita”, e… já fazendo),sobre as quais tb já comentara curta,prolixa,e mesmo atrapalhadamente. Diante da visão de longuíssmo prazo,mas não desprezível clara propaganda (conscientização) p/ uma Luciana Genro).O texto “Porque Apóio Dilma” e o texto acima,e hoje nem tão criativa variante pichação “Sarah Palin de esquerda” é que refor- çam meu voto.Não que o texto de Nassif não seja meritoso,mas se compromete nalguns detalhes emblemáticos (principal- mente o “Porque Apóio Dilma” – remeto aos senões,comentário desta vez q não vou repetir).Digo mais,faltou a uma esquer- da parada no tempo o que uma Marina viu um pouco mais à frente do seu nariz (seria ela de esquerda?).Faltou o que só agora se vê,mas já se apontara num e noutro comentário deixado:o valor da subjetividade,a “intuição” , “a carga simbólica” (cito uma rara participante) e não para todo o sempre determinismo econômico (o povo não quer só comida, “a gente quer comida, diversão e arte”).E vem inevitável pergunta (percebida resposta, mas, infelizmente, não aqui neste blog mesmo que com algumas análises complexas, outras herméticas): – Não seria papel de esquerda reunir novos atores sociais? Não seria papel de esquerda renovada enxergar significados outros? Não me surpreendeu um outro blog de esquerda franco-atira- dora perceber mais que traços de esquerda na candidatura Marina (mas neste blog é um pecado, já que irmandades crentes não perceberiam). Por fim, uma Erundina ou um Plinio de Arruda Sampaio (vide eleições passadas quando apoiou Serra em 2º turno, o que saberiam de bastidores? com sua experiência, sua provável sabedoria, sua idade, seu histórico) não podem, de maneira tão peremptória, ser tachados de traíras, de eleitoreiros, de rancorosos ( que o sejam também, e daí? ), etc. etc., rico vocabulário que tanto se viu e se vê. É chato, sim, mas a tecla de renovação parece ter sido batida à-toa. Apesar disso, vislumbro vitória, ao mesmo tempo que a temo (acho que plagio Nassif neste receio, numa hipótese levantada em seu “Porque  Apóio Dilma”).

  30. JB Costa

    23 de setembro de 2014 1:23 pm

    Penso que esse post é

    Penso que esse post é intempestivo. Pertinente, mas intempestivo. Há, sim, segundo apontam as pesquisas, uma tendência de vitória para Dilma. Mas a disputa ainda está em aberto.

    Bem, se pertinente então vamos lá. Esse segundo governo de Dilma, o quarto do PT, de início já será inédito na história do país se considerarmos apenas governos eleitos e democráticos no regime republicano. Getúlio Vargas ficou dezenove anos no Poder, mas desconsiderando o governo provisório de 1930-1934 e o período ditadorial 1937-1945, só governou sob o regime democrático apenas oito anos. Deste modo, supondo-se que em 2018 dê novamente PT aí serão quebradas todas as marcas. 

    Concebo esse segundo mandato para Dilma – se se efetivar – como talvez a última oportunidade do PT, ou do Luladilmismo resgatar algumas promessas que ficaram esquecidas ou olvidadas ao longo desse longo trajeto. Não há como procrastinar mais uma vez apelando para discursos diversionistas ou comparações com o passado,  posto que se for apelar para isso esbarrará nele próprio. Ou seja, quer queiram ou não terão que olhar para frente, agir de forma mais ousada e contextualizada. 

    O desafio se torna imenso; quase intransponível, em razão das demandas reprimidas e dos adiamentos no enfrentamento de pontos chaves para a governança da nação. O primeiro deles, concordo com o post, é a disposição e coragem de apreender as “mensagens” não só de junho de 2013, mas de “junhos” como potência porque é de se esperar que a “fadiga de material”, ou seja, o desgaste do esquema após tanto tempo no Poder, certamente será um indutor e um agravante para que manifestações de descontentamento sejam mais assíduas.

    Se efetivamente o PT e seus líderes quiserem fazer história, saírem pela porta da frente, devem iniciar o processo de adaptação aos novos tempos por transformações no amâgo do próprio modo de fazer política.  A começar pelo abandono de três vezos absolutamente incompatíveis com o contexto: a) O Dom Lulismo(*). b) O farol na pôpa. d) A política de classes. 

    a) Dom Lulismo: referência ao “Sebastianismo”, um fenômeno secular que teve origem na segunda metade do século XVI, surgindo da crença da volta de Dom Sebastião, rei de Portugal, que desapareceu na batalha de Alcácer-Quibi, na África. Como ninguém o viu tombar e morrer, cresceu o mito que o soberano um dia oltaria. 

    Lula, ainda bem, ainda não morreu e, espero, não morrerá ou desaparecerá tão cedo. Mas mesmo em vida já se afigura como um “Dom Sebastião” do petismo. Uma espécie de um “vir-a-ser” político que asseguraria, caso ocorra imprevistos, a permanência do partido no Poder. 

    Ora, isso é apelar para uma práxis política ultrapassada, incompatível com os novos tempos. A prioridade deveria, ou deverá ser a revitalização de idéias e propostas acompanhada da formação de novos quadros.

    b) Farol na pôpa: pecará o petismo-lulismo-dilmismo se insistir nessa estratégia de ter como referência o passado. Como já realçado, o passado agora é ele próprio. Dado isso, até mesmo por não ser mais contingente, deverá antepor novos horizontes a serem alcançados. Em resumo: se encerra a temporada de justificações e comparações. 

    c) Política de classes: já deu o que tinha que dar essa ênfase ao conflito de classes. Mesmo porque ele se tornará autocontraditório considerando que o próprio esquema de Poder alardeia aos quatro ventos a mobilidade social. A tão mal afamada “classe média” engordou. Incorporou os resgatados das antigas classes D e E. Nesse sentido, se fará necessário a alocação de um discurso menos excludente e também de ações que visem essa tal malsinada “classe média”. 

     

     

    1. joao

      23 de setembro de 2014 1:56 pm

      sabe JB
      O que penso eh que como nao temos outro lider politico para atravessar esta lama da situacao consolidada da democracia, da politica atual e das regormas, os novos tempos ou 2.o e com segundo mandato do PT, vou mesmo com o velho LULA e espero que aguente o tranco.
      Se ele participar como um ” auxiliar” nestas aguas bravias da politica, economia e liderar uma reforma para o Bem do Brasil, independente de que partido seja vitorioso, o importante sera avancar, dominar, nao calar e trazer a luz de um horizonte para os brasileiros.
      A paz social, politica e economica para um pais.
      Agora prrecisamos mais do que nunca do PT para seguir e adiante um Brasil mais uniao para nossos filhos.
      Independente amanha de que partido sejamos mais que a ideia de um Brasil maior esteja consolidado para nossos filhos.
      Podemos descansar em paz

      1. esquiber

        23 de setembro de 2014 7:18 pm

        Quem disse que não temos

        Quem disse que não temos outro líder no PT? Temos um em São Paulo que está aprendendo a fazer política e quando amadurecer e entender que a luta política não esmorece é feita todo santo dia, confrontando, debatendo e se expondo, coisa que desde que foi eleito não tinha feito vindo fazer agora depois que Lula lhe deu  um “sacode” e os resultados já dão mostras de que sua popularidade melhorou, razão pela qual o PT pode senão em 2018 em 2022 lançar Haddad como seu candidato.

         

  31. Fulvia

    23 de setembro de 2014 1:43 pm

    (Sem título)

    cemiterio01.fw  580x411 The best friend

  32. jc.pompeu

    23 de setembro de 2014 1:49 pm

    tá doido! meu…
    jogo nem foi

    tá doido! meu…

    jogo nem foi disputado ainda o jogo de ida e o da volta, este em campo neutro no mesmo tempo…

    e seu nassif, no adiantado do dia d hora h, já abre o merchan teológico discursivo do terceiro tempo!

    é muito marketing publieditorial mercado futuro bem antes do jogo propriamente ter sido jogado…

    sem chance!

    tá tudo dominado!

     

     

  33. armando botelho

    23 de setembro de 2014 1:50 pm

    O grande problema do Brasil

    O grande problema do Brasil na conjuntura atual é uma democracia capenga , em que a oposição que fiscalisa o governo é cooptada com cargos na administração , restando uma parte da mídia para fazer esse papel. 

    As reformas politicas não aconteceram e os vicios do sistema levam a corrupção sistêmica , com o mensalão 1 e agora o mensalão 2 , via Petrobrás . Um partido não deveria ficar mais de um mandato no governo pois a alternancia no poder é fundamental para o bom funcionamento das instituições . O vício da continuidade de um partido ficar muito tempo no poder transforma a democracia numa semi ditadura , com um judiciário fraco um legislativo inoperante e um executivo viciado que distribui cargos em estatais para premiar o apoio politico de partidos nanicos .

    Ainda agora temos a evidencia do desequilibrio desta democrácia em que a candidata a reeleição faz sua campanha do gabitete presidencial e com um tempo desproporcional com sua principal adversária .

    A esperança maior é que com mais educação o povo tenha capacidade para entender a realidade politíca do pais e não venda seu voto em troca de bolsa família que se tornou a maior compra de voto ja visto e a kprova é que Dilma tem maioria justamente entre os analfabetos e quem tem no máximo o fundamental  que é a classe justamente manipulada descaradamente .

     

     

  34. Gerson Roque

    23 de setembro de 2014 2:08 pm

    Não creio

    Nassif, eu só posso acreditar que vc tenha escrito estas coisas e, concordado com a “gênia” da dora kramer ( no minúsculo mesmo), para insuflar debate neste espaço.

    Caso contrário, o que justificaria vc, sempre, tão centrado, ter se deixado levar por argumentos de janine (também no minúsculo), para quem as eleições que valem, da fato, são as de 2018 pois, estas já estão perdidas, para ele e o que ele representa.

    A candidata que interpretou bem os eventos de junho, o fez de tal forma que tudo que afirma e depois desafirma (nega), vai de encontro ao que os “revoltosos seletivos” de junho bradavam.

    Nassif, se tua intenção foi provocar. objetivo alcançado. Contudo, não te exponha tanto!

  35. Alexandre Weber - Santos -SP

    23 de setembro de 2014 2:09 pm

    Dois tostões

    Primeiro que a luta de classes que importa para o POVO e TODO MUNDO é a que se trava entre a Plutocracia e o Povo.

    Esta está longe de acabar, muito pelo contrário, com a concentração da renda nas mãos de 6.666 Capitalistas em todo o mundo aumentando, vai estar mais forte do que nunca. A plutonomia é um fenômeno irreversível hoje.

    A Marina é a representante da plutocracia no Brasil, sua plataforma de governo é esplícita sobre isto.

    A pergunta honesta e necesária hoje seria, qual o melhor candidato hoje para o povo e a nação brasileira frente aos desafíos que o Sec. XXI trouxe.

    O Brasil não está só no planeta e a Dilma têm um viéz isolacionista que não pode ser olvidado gratuitamente. Já a Marina têm um viéz entreguista e o Aécio , talvez por ser mineiro em cima do mundo, conciliador e negociador.

    Na minha humilde opinião, nenhum dos três apresenta condições mínimas e necessárias para a presidência do Brasil, infelizmente.

    Marcamos passo nesta última quadra e se um novo pacto de governabilidade entre as forças vivas da nação, sublevando os ímpasses atuais, acorrentados em interesses particulares e paroquiáis inconfessáveis, seremos o peru de natal dos plutocratas, que continuarão sem oposição ou resistência matando o sonho de um Brasil grande e jogando o seu povo na mais abjeta escravidão.

    1. Alexandre Weber - Santos -SP

      23 de setembro de 2014 2:25 pm

      O mundo e o Brasil, não estamos só

      O Planeta sofre forte instabilidade hoje e o controle econômico-ideológico passa a ser menos sutil.

      Western plutocracy goes bear hunting
      The post-Cold War status quo in Eastern Europe, not to mention in Western Europe, is now dead and a Cold War 2.0 inevitable. The Empire of Chaos will never accept Russia’s sphere of influence in parts of Eurasia (as it doesn’t accept China’s). It will never accept Russia as an equal partner. And it will never forgive Russia – alongside China – for openly defying the creaking, exceptionalist, American-imposed world order. -Pepe Escobar (Aug 1, ’14)

    2. aliancaliberal

      23 de setembro de 2014 5:57 pm

      Alexandre weber sempre foram

      Alexandre weber sempre foram os grandes capitalistas que financiam o socialismo.

  36. Sidiclei

    23 de setembro de 2014 2:13 pm

    eleições

    Acho que o contexto eleitoral que vem se desenhando levarão a presidenta Dilma a um segundo mandato. Também vejo que será um mandato em que um modelo de governo estará se esgotando (iniciado por FHC e incrementado por um visão mais popular por LULA e Dilma). A prova de tudo isso, ao meu ver, é que não temos propostas claras. Dilma reforça como proposta aquilo que vem implementado neste governo, isso permite um norte maior a campanha, o que vai fazer toda a diferença. O PSDB sairá da eleição esfacelado. O partido paga o preço por não conseguir ajustar um projeto mínimo que inspire confiança no eleitorado brasileiro. Marina tem uma história de vida a ser respeitada, é inteligente soube captar a insatisfação de parte da população. Porém, não sabe muito bem pra onde atirar. Hoje ela é a filha que possui a maior parte da herança, mas não consegue ter clareza de como lidar com isso. Falta uma estrutura partidária, incrementada por políticos tarimbados que lhe dem o mínimo de sustentação para assumir tamanha responsabilidade como esta de administrar o país. Certamente nas condições atuais Marina é risco muito grande ao país. Governos montados no formato colcha de retalhos, tem sido desastrosos, Brasil  a fora.

  37. Lee Vrie Levi E. Solto

    23 de setembro de 2014 2:14 pm

    2 cenários e meio…

    Os cenários para Aécio e Marina já conhecemos desde os tempos fernandistas e seriam piores, pois aperfeiçoados.

    No caso de Marina, ainda “mais piores” posto que, mais dissimulada, a “festa” em volta dela seria mais solta ainda.

    Com relação a Dilma, não falarei muito pois não quero arriscar dar munição para inimigos (do Brasil). Deixa acontecer.

    Direi apenas que será um mandato bem melhor (como foi o de Lula), pois estará mais livre das amarras políticas que ponderam os riscos da re-eleição e a continuidade de um governo sério e competente (não disse perfeito).

    O já vislumbrado estadismo prevalecerá sobre o as vezes necessário cuidado político.

    Portanto, mudaremos mais e mais rápido ainda.

    Como já é fato, para melhor!

  38. Antonio Carlos Ferreira

    23 de setembro de 2014 2:25 pm

    O que os brasileiros querem

    Não é a Marina que pode ganhar, não é o Aécio e nem a Dilma, são ideologias que sera escolhido e de acordo com o mapa de pesquisa eleitoral o sul e sudeste e parte  centro oeste e pontualmente no nordeste clama por uma sociedade  social -capitalista e outras partes grande anceio por socialismo extremistas. O nundo corre para igualdade em quase tudo menos no campo ideológico, estamos caminhando para uma divisão quem sabe do pais. 

  39. CELSO ORRICO

    23 de setembro de 2014 2:31 pm

    bola fora

    Nassif anota aí e confere depois das elições: o PT aumentará sua bancada tanto no Senado como na Câmara, é isso que mostram as ruas e não o “aquário”..que recaída é essa ? novo pelo novo não é absolutamente nada..

    não sou cristão mas gosto dessas palavras do Apóstolo Paulo criticando a igreja de Laudiceia one cita o Apocalipse Cap III , versícluo 16:

    ” seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomitaeria””.

  40. rodrigo frateschi

    23 de setembro de 2014 2:53 pm

    Quem é moderno?

    Não sei se concordo. A Marina vem há tempos se alinhando com os “sem partido” que na verdade começaram na USP com os grupos que perderam o DCE, mas que, contra a decisão, invadiram a reitoria lá atrás.

    É lógico que tem peso e influência. Por exemplo, o governo Haddad talvez seja o mais influenciado por isso e o que tenha mais aparentemente absorvido e dado respostas e talvez seja o governo mais moderno do Brasil por isso.

    Mas e os pactos propostos pela Dilma? e o Decreto de participação popular?

    A Marina já estava nessa de ser candidata de um “não partido”. Já buscava espaço tentando ser a voz desse pessoal. Mas esse pessoal é o pessoal que deixou a direita entrar e dominar. Fui advogado de muitos estudantes presos e vi a fascinação deles com os Black Blocs e com a massa confusa nas ruas. Mas mesmo eles estão se defendendo e reagindo, pois são estudantes e acho que percebem as armadilhas da reivindicação genérica.

    A Marina só fez o discurso genérico pois acredita que uma onda de protestos poderia aparentar maioria, o que não é.

    Agora, com a serenidade do tempo que leva a eleição, perde os votos dos que deixam de ser ingênuos.

    1. Edivaldo Rocha de Sousa

      23 de setembro de 2014 7:40 pm

      Ingênuo?

      Creio que fez uma leitura muito errênea.

      1) São pessoas instruidas 

      2) não são genéricos, são bem posicionado, sabem o que querem, ingênuos são os que pessam diferentes 

      3) os Dce´s na verdade são um palanque do PT, POIS A UNE se alimenta dele.

      4) Por exemplo, uma pessoa que expressou exatamente o pensamento deste grupo, Foi a Voz moral do Brasil nos ultimos tempos, Joaquim Barbosa, quando disse que esses partidos são de fachada, que são pau mandados do Executivo.

      5) Todo mundo, que tem o minino de intelegência, sabem dos acordos inescrupulosos que se criam para ter o apoio de um partido, e outros partidos criados para obter lucros…

  41. Samuel Leite

    23 de setembro de 2014 3:01 pm

    Luis Nassif

    Sou leitor assíduo de suas matérias e postagens…

     

    Sempre isentas e muito esclarecedoras…

     

     

     

    Genial…

     

     

     

     

  42. altamiro souza

    23 de setembro de 2014 3:07 pm

    li os comentários, a

    li os comentários, a maioria

    excelentes.

    parabéns.

    é por isso que gosto deste blog.

    mas pra não me alongar, assino embaixo dos comentários de francy lisboa e do assis.

    penso assim tb e me orgulho disso.

    dando a minha pitada, acho quye as

    manifetações de junho se inserem no

    mesmo esquema de manipulação

    realizada por essa grande mídia

    cornelística eletronica

    que nestes últimos doze anos

    pretendeu trirar do governo o

    projeto trabalhista, mas perdeu todas.

    talvez dilma ganhe no  primeirot

    urno, mas prefiro pensar que

    a luta será intensa atéo  último minuto,

    senão é dar milho pra bode.

    quer dizer: pensar numa vitória

    antecipada é subestimar ea direitona

    cruel que quer pelo jeito mais desmprego,

    mais juros  altos,

    menos estado,

    menos crescimento economico,

    mai´s tragédias sociais.

    mais pobres nas esquinas,

    revivescendo um tempo que

    a maioria destes jovens de hoje

    nem sequer tem ideia da

    dimensão retrógrada

    que é viver nesses tempos obscurantistas

    de excluisão social,

    como na era fhc neonliberalizante,

     com desemprego altíssimo,

    como ocorre na espanha,

    onde 60 por centodos jovens não

    conseguemarranjar emprego.

  43. Daytona

    23 de setembro de 2014 3:12 pm

    Eu vejo essa ideia de

    Eu vejo essa ideia de radicalização da Democracia como um sintoma do fim da Ditadura da Televisão. Esse período de aproximadamente meio século, entre o fim da Segunda guerra Mundial e o começo do século XXI será lembrado como a Idade das Trevas da Televisão, sendo a Internet uma espécie de Prensa de Gutemberg.

  44. NICKNAME

    23 de setembro de 2014 3:15 pm

    Ver “Uns reforços ao voto em Luciana Genro” em + antigos coments

    Remeto a 2 colaborações,1 curta lá mais abaixo.Contam-se dedos comentários menos fervorosos e análises-títulos,alguns aprofundadas,outras herméticas q ninguém entende e… aplaude…Remeto ainda a outro q se encontra perdido p/ euforia míope e puxa-saquismos entre mais de 220 comments s/ “Porque Apóio Dilma”(comment q me exigiu + espaço,sem falhas de minha má prolixidade).Pra não alongar,e,de relance: pouco criativa rotulação (Sarah Palin de esquerda),eo grosso das irmandades crentes presentes no Blog (blogs meio franco-atiradores de esquerda,acertam com muita antecedência,e res- peitam,não chamam disso e daquilo umas Erundinas. E um Plínio em eelições passadas? Vejomuito desrespeito p/aqui.

  45. Nazario Centurion

    23 de setembro de 2014 3:33 pm

    Após as eleições

    No geral o texto é aceitável, mas no particular sobre a Marina ele fica assim meio sem pé e nem cabeça, ao dizer que a “genial” Marina foi a única perceber a essência e desdobramentos das manifestações do ano. Ela nada percebeu, pois se tivesse percebido não teria apresentado um projeto de governo e uma campanha tão bisonhos que beira a estultice. Ela, como dizem poraí, somente surfou tipo, se colar, colou. Não está colando e nem colará!

  46. Miguel A. E. Corgosinho

    23 de setembro de 2014 4:49 pm

    “O filósofo Renato Janine dá

    “O filósofo Renato Janine dá conta de que as eleições atuais marcam o final de um modelo e que as eleições fundamentais serão as de 2018, quando estiveram mais maduros os desdobramentos das manifestações de junho do ano passado.”

    É formidável um filósofo não ter um modelo de sistema em mente (se chamar de filósofo) e devemos esperar os desdobramentos do progresso da economia – ciência do saber vago – até 2018.

    “O desafio maior será conviver com a radicalização da democracia.”

    Faz sentido.

    Imagina por exemplo que temos que testemunhar que o significado de democracia – inclusão social – ser confundido com uma sofística do capitalísmo internarcional – a qual tem provado a impotência da república federativa, na medida que esta supõe a sociedade como “verdade que não existe”.   

    “Governos e partidos terão que abrir canais de participação e sair da zona de conforto de falar para plateias domesticadas.”

    Isso mesmo Nassif, para não sermos apenas plateias domesticadas, temos que abrir os canais em que possamos fazer a democracia através da razão ou experiência.

    A internet é capaz de ser esse canal mundial, que interdita a pretensão do capitalismo internacional obscurantista de elevar-se entre o sistema dos bancos digitais e expandir o império americano. 

    Precisávamos de um instrumento justificativo da razão – consciência externa – que o governo verifica a demonstração da sociedade, fiável – na condição de conhecimento de valor inabalável – de que a terra está móvel em si; e eis-nos em círculos a recuar a regressão do mundo real, para apreendermos os sentidos que podemos julgar o valor de aparência que recebemos os objetos, e fazer as somas sociais para si, que se repetem na capitalização do infinito. 

    “Continuará sendo um símbolo à espera de um estadista que dê forma ao seu agrupamento.”

    Se não houver a fidedignidade para economia não haverá democracia social, pois as demais ciências que dependem dessa verdade também não podem progredir em inovação pública, porque o valor da nação não é conhecimento demonstrável, mas cópia fictícia de um Todo fora.

     

  47. JB Costa

    23 de setembro de 2014 5:00 pm

    Vamos ser francos e diretos:

    Vamos ser francos e diretos: se Dilma for reeleita, e a depender do meu voto e de mais alguns da família ela será, quem primeiro tem a obrigação de mudar somos nós. Mudar no sentido de sairmos dessa autêntica trincheira em que nos metemos a partir de 2003. Temos que adquirir uma postura mais crítica(no sentido de analítica) perante a esse esquema de Poder a quem devotamos tanto esforço e abnegação. Antes de sermos petistas, dilmistas, lulistas, o que diabo for, somos cidadãos brasileiros. 

    Discurso piegas? Pouco me importa. Nós, eleitores e simpatizantes difusos, movimentos sociais, a dita intelligentsia, a imprensa não partidarizada,  e quem mais se habilitar, obrigamo-nos a compor menos o quadro de defensores perpétuos e incondicionais do petismo-lulismo-dilmismo e mais o da sociedade civil organizada. Já demos nosso quinhão – e que quinhão! – para o esforço de mudar em parte a face iníqua deste país. O PT e seus hierarcas adquiriram maioridade e estofo político. Podem, e DEVEM, responder pelos seus equívocos recorrentes sozinhos. 

    A questão dada é: o atual esquema de Poder recebe(ou receberá) pela quarta vez um voto de confiança dos brasileiros. Tem correspondido a contendo essa simpatia pelo que tem a apresentar após três mandatos. Mas ainda é pouco. Ao longo desse tempo ficaram às margem do caminho muitos projetos mudancistas, a exemplo da Reforma Política e Tributária. Há também as improvisações que se tornaram, paradoxalmente, permanentes, a exemplo das renúncias fiscais na política econômica. E sobre esta, continua o percalço de ainda termos que conviver com taxas de juros pornográficas;de dependermos do agronegócio para o um certo equilíbrio da balanço de pagamentos; de financiarmos nosso desenvolvimento com poupança externa.

    Temos não de esperar, mas de exigir de um novo governo petista um enfrentamento político com as corporações midiáticas, adequando-as para conviver num ambiente democrátivo. Adequação que passa, é bom insistir, pela dimensão física-corporativa, e não por nada nem parecido com censura. Para isso, nada mais desejável que um ministro politicamente forte, ideologicamente afinado, intelectualmente preparado e com dotes de negociador. Basta de contemporizadores.

    Não devemos ter medo das ruas. Mesmo porque o PT foi egresso delas. Foi o primeiro partido neste país erigido de uma base popular-operário. Cujo mentor maior – Lula, um operário – passou a “guiar” os intelectuais. Ele e mais alguns companheiros. Por que, então, essa cisma agora com os protestos? Para responder a essas perguntas temos que voltar o já aludido no início de forma tímida, mas agora bem clara: porque tínhamos,e temos ainda, pudor(vergonha, se quiserem) de certas atos abomináveis, seja por ação ou omissão, capitaneados pelo partido e alguns de seus dirigentes. 
    Erros e equívocos sempre justificados em função de causas maiores e melhores. 

    Basta com tudo isso. O PT e seus líderes já esgotaram seus quinhão de desacertos. E nós(pelo menos este escriba) a paciência. 

     

    1. Athos

      23 de setembro de 2014 5:10 pm

      Vamos ser francos, não
      Vamos ser francos, não mudarei uma vírgula.
      Quem sempre criticou o PT precisa mudar? Quem tem que mudar é o PT e Vcs!

      Onde está a discussão histórica sobre a jornada de trabalho de 40 horas?
      Eu continuo defendendo….e o PT? E vc?

      Nem todos os eleitores do PT ficam de olhos fechados, como muitos aqui do blog.

      1. JB Costa

        23 de setembro de 2014 5:29 pm

        Sinto muito, Athos. Não

        Sinto muito, Athos. Não escrevi esse texto pensando na tua excelsa pessoa. Leia, releia, rereleia até apreender o sentido. 

        O problema de se exercitar a autocritica é esta ser entendida como um ato de expiação. 

        Como encarar as coisas como adultos. 

        1. pedro cavalcanti

          23 de setembro de 2014 6:48 pm

          contestação

           A propósito de uma opinião aqui expressa de que o outro leitor deveria ler, reler e treler para poder entender o que foi excrito pelo autor, não recordo o nome, é coisa pequena. Demonstra uma frágil idéia e superioridade. Não é por aí. O mal não éstá quem quem não entende e sim em que não se faz entender. Adquiria objetividade.

        2. Athos

          23 de setembro de 2014 7:00 pm

          Tem razão, minha leitura foi
          Tem razão, minha leitura foi superficial mas se.pensa que estou falando do que eu penso, também não leu “direito “.

          Reforma tributária e política não são reivindicações da esquerda, são necessidades. E de difícil implementação e imenso risco.

          Movimentos de esquerda adoram novas promessas e reivindicações. Mas e as velhas? Esqueceram?
          Quem esqueceu foram As Esquerdas. Seus dirigentes não apenas esqueceram como ordenaram que assim o fosse.
          As massas devem ser conduzidas e quem tem que mudar é só o PT.
          Conduza!

          1. esquiber

            23 de setembro de 2014 7:15 pm

            Será que não é suficiente o

            Será que não é suficiente o massacre midiático diuturno ano a ano, sem tréguas, uma verdadeira guerra sem quartel? Iremos nos juntar aos fracassomaníacos da velha mídia e adicionar mais críticas como se não bastassem as que são feitas em tamanha desproporção? Acredito que todo eleitor de Dilma tem senso crítico, só não o exercita porque sente-se interditado em coonestar esse jornalismo parcial, faccioso, desonesto e criminoso. Se a mídia fosse minimamente honesta nas críticas que faz ao governo de modo geral, reconhecendo os avanços e contribuindo para que o Brasil melhorasse em todos os setores, criticando o que deve ser criticado e elogiando o que deve ser elogiado sem o viés partidário que caracteriza sua atuação, a maioria esmagadora dos eleitores esclarecidos de Dilma que vota no PT estaria pronta para contribuir com as críticas necessárias. Fazê-lo em apoio a uma mídia permanentemente em pé de guerra com o governo é legitimar esse jornalismo de oposição que não se esmera pela objetividade. Enquanto a mídia não retomar o papel que lhe cabe na cobertura que faz do governo em benefício da sociedade e não de interesses de grupos privados, eu pelo menos estarei em minha insignificância defendendo todas as ações desse governo, embora aqui e acolá fique desiludido e também critique consciente de que não deveria. Há críticas demais e elogios de menos para eu me juntar aos velhacos da velha mídia.

          2. NICKNAME

            23 de setembro de 2014 8:30 pm

            NÃO É SUFICIENTE COISA NENHUMA

            Acredite, siga acreditando.

          3. Athos

            24 de setembro de 2014 3:22 pm

            O problema é este. Vc pensar
            O problema é este. Vc pensar que quem critica o Governo está do lado da mídia.

            Vc coloca as críticas construtivas lado a lado com os factoides da mídia. E faço 3 perguntas retóricas para reflexão.
            Como se crítica um Governo assim?
            Governo sem crítica, pode ser bom?
            Por fim, a mídia critica ou só faz propaganda?

            E o fatality:
            Nassif está com as mídias com suas críticas e MEDO que Dilma ganhe em primeiro turno?

            Eu acho que a mídia não tem nada a ver com o fato de que o Governo Dilma foi ruim. Por ruim entenda poderia ter sido muito melhor.

            Se for só para ficar administrando o dia a dia, qualquer um serve. Voto no PT para que transforme o Estado. Se.o PT não quer ou não tem força, … Estou sempre em busca de outras opções. Acho que todos estão.
            A mídia sempre foi isso, quem . mudou não foi o PT, foram as esquerdas.

            O incrível é que num país que ninguém se apresenta como direita, a esquerda é timida.

  48. sergio tavares

    23 de setembro de 2014 5:42 pm

    Tenho perguntas gostaria de respostas

    Quando Lula ganhou em 2002  o dolar disparava ,inflação nas alturas economia indo de mal a pior.

    diziam os especialistas que era o risco lula.

    Na eleição atual o quadro é o mesmo e na minha opinião bem pior. Qual o motivo desse descontrole total da economia?

    é o risco Marina…é o risco aecio…..qual é o risco

    Roubar a petrobrás é permitido?

    A quantidade de assassinatos é normal?

    O pt é realmente o melhor para o nosso pais?

    Ganhar sem trabalhar é o certo?

    Aprovação automatica é o caminho?

    Tb sou sou Brasileiro e vou falar que nem os manos….tamo junto……so que de 45 na cintura…..farinha pouca…eu atiro na cara primeiro….e vamos que vamos….que venha a guerra civil……deus nos ajude…amém

  49. Arnoldo Guerra

    23 de setembro de 2014 6:05 pm

    Este cara é suspeito. Todas

    Este cara é suspeito. Todas as suas opiniões ou são favoraveia Dilma, ou são contra os outros.

    Antigamente isto era jornalismo suspeito ou m………………

     

  50. Antonio Adalmir Fernandes

    23 de setembro de 2014 7:15 pm

    Por que não mudar?

    Os brasileiros já deram suficientes mostras de que são absolutamente comodistas, no que se refere à escolha do estadista para administrar o país. Veja-se a enorme dificuldade que eles têm de entender o que seja gerenciar o país com as potencialidades como o Brasil, cujo governo, de forma populista  e socialista, apenas priorizou a distribuição de renda, sem a menor preocupação com as demais políticas governamentais. Na verdade, os simpatizantes do socialismo apenas percebem que o governo petista se esforçou, sem segundas intenções, para fomentar os programas assistencialistas, aproveitando o tempo todo do governo para fazer marketing sobre seus feitos, como se isso não tivesse o viés eleitoreiro, com a exclusiva finalidade de perenidade no poder. O governo competente e preocupado não somente com o desenvolvimento social, certamente teria priorizado suas políticas para o aperfeiçoamento, o aprimoramento e a modernidade dos demais sistemas político, eleitoral, econômico, tributário, previdenciário, administrativo, trabalhista, tecnológico etc., de modo a promover a reformulação desses sistemas, tendo como objetivo a eliminação dos obstáculos e dos gargalos que contribuíram para dificultar o crescimento econômico do país, a exemplo dos entraves demonstrados nos evidentes descontroles das contas públicas, das dívidas públicas, das taxas de juros, da inflação, da injustificável carga tributária e de tantas precariedades que atravancam o progresso do país, a exemplo do custo Brasil, que vem contribuindo positivamente para a desindustrialização e o tangimento do país do capital estrangeiro, cujos investidores já perceberam que a falta de competitividade da produção nacional é prejudicial à aplicação do seu dinheiro no Brasil. Além dos baixos indicadores de crescimento econômico, conforme evidenciados pelo ridículo desempenho do Produto Interno Bruto, com crescimento negativo no primeiro semestre do corrente ano, o governo padece da pior crise de credibilidade pelos sucessivos escândalos de corrupção batendo à sua porta, como os desastrosos rombos no patrimônio da Petrobras, que o governo insiste em tanger para longe do Palácio do Planalto as sequelas maléficas dos prejuízos decorrentes da malsucedida compra da sucateada e superfaturada refinaria de Pasadena, no Texas, por preço exorbitante e altamente prejudicial aos interesses nacionais, da dos estragos revelados pela Operação Lava-Jato da Polícia Federal. Não obstante à desmoralização da administração pública, o governo ainda teve a infelicidade de implantar o indigno e condenável sistema  do fisiologismo ideológico no serviço público, mediante o loteamento de ministérios e empresas estatais entre os partidos integrantes da sua base de sustentação no Congresso Nacional, tendo por finalidade o fortalecimento e a consolidação do seu principal projeto de perenidade no poder. Trata-se, como se vê, de governo que se destacou pela disposição de privilegiar o desenvolvimento social, com a distribuição de renda às famílias carentes, programa esse que poderia ser feito por qualquer governo, não fosse a primorosa consecução, a qualquer custo, da permanência no poder, para a qual todos os esforços foram despendidos, inclusive relegar a planos secundários os projetos e as metas de desenvolvimento do país. Infelizmente, as pessoas estão radiantes diante do governo populista, que não se cansa de se vangloriar de seu feito, que ainda culpa a classe burguesa  e imprensa tendenciosa de se opor aos grandes legados desse governo, que ainda considera normais a construção de porto, aeroportos, estradas, hospitais e importantes obras em país governados por ditadores, além de perdoar o pagamento de dívidas referentes a empréstimos concedidos a países africanos. Não se trata de relativizar os avanços do governo, mas sim de se avaliar com sensibilidade e consciência os efeitos perversos das precariedades pela prestação dos serviços públicos, evidenciados na saúde, na educação, na segurança pública, nos transportes, no saneamento básico, na infraestrutura etc., conforme os protestos das ruas, mostrando o desgoverno e as deficiências administrativas. Compete à sociedade se conscientizar sobre os reais benefícios e malefícios promovidos pelo governo para os brasileiros, sem essa de se colocar culpa inexistente no coitadinho governo, como se ele não tivesse mácula, mas somente bondade, embora as precariedades e as mazelas suplantem sobejamente os programas sociais, que são incapazes de justificar a gestão da administração do Brasil, ante as suas potencialidades e riquezas, que não pode se limitar ao gerenciamento da distribuição de renda, como se só isso, que é importante, fosse motivo suficiente para se dispensar a eficiência e eficácia  na gestão dos demais programas de governo, que não se descurar da estrita observância dos salutares princípios da legalidade, do decoro, da moralidade, da transparência e da dignidade, combatendo com firmeza as irregularidades e as corrupções com recursos públicos. Acorda, Brasil!

     

  51. Sergio SS

    23 de setembro de 2014 7:40 pm

    Nassif, o que saiu das ruas

    Nassif, o que saiu das ruas em Junho de 2013 foi “odeio todos os políticos e todos os partidos”.

    Marina chegou e falou que era a nova política e bombou. Chegou a 30% em questão de dias. Quando esta massa “mega-inteligente” percebeu que ela fazia a velha política, Marina derreteu. Esta mesma massa não está nem aí para o programa de participação popular do Governo Federal… nunca participaram nem de reunião de condomínio… que catzo de inserção temos que ter então? No facebook ?

    A pergunta é: como lidar com esta massa dos “odeio tudo que está aí” que sofrem lavagem cerebral da grande mídia e são manipulados por mentiras diárias dos fakes fascistas da internet?

    1. Sergio L

      23 de setembro de 2014 10:27 pm

      Sergio SS, voce fez a análise
      Sergio SS, voce fez a análise mais lúcida sobre as tais “manifestações de junho”, melhor que a do Nassif!! Marina compreendeu?!? Compreendeu o que?? Ela só quis se apropriar visando capitalizar para sua campanha, só isso. Dilma sim, propos alternativa real como a citada participação popular e com que os “manifestantes” contribuiram?? NADA! Sem contar a prestimosa contribuição do PIG, ora para inflar as manifestações, ora para ignorar e esconder a proposta de participaçào popular, tudo visando apenas ferrar Dilma/PT…

  52. Ricardo Cavalcanti-Schiel

    23 de setembro de 2014 8:21 pm

    After the fact: junho de 2013

    Concordo com Nassif que o grande marco fenomênico da política recente (independente de sua “real natureza” ou sua interpretação conspiratória) são as manifestações de junho do ano passado.

    Alguns podem, o quanto quiserem, tapar o sol com a peneira, mas a resiliência do fenômeno não vai tirá-lo do seu lugar. O negócio é como interpretá-lo.

    Pelo que pude perceber, entre meus colegas profissionais da academia, consolidaram-se duas alternativas interpretativas para apreender o tal fenômeno.

    Uma é a que lhe tributa como fundamento causal a emergência de uma “nova subjetividade”, emulada pelo espaço virtual das redes sociais. É a velha interpretação das media no estilo Marshall McLuhan: “o meio é a mensagem”. Todo o resto se explica como mágica performativa. Essa interpretação se baseia numa espécie de psicologia social automatista: as mensagens passam a ser eficientes apenas pela natureza do seu meio, sem que se que perguntem sobre os fundamentos de legitimação de seus conteúdos.

    O “fenômeno das redes sociais”, como se refere o Nassif, torna-se, assim, um fenômeno hipostasiado, opaco, impenetrável: ou se adere à sua realidade imponderável e à suposição de um “novo sujeito” sociológico absoluto (mais um desses sujeitos pós-modernos de vontade e potência), gerado pelo éter digital, ou o fenômeno sequer seria apreensível.

    A outra alternativa interpretativa pode ser sintetizada numa expressão cunhada por Luiz Eduardo Soares: o “colapso da representação”. Ela implica em reconhecer que o poder de combustão do fenômeno radica na existência de um fosso entre expectativas sociais sedimentadas, em termos simbólicos, ao longo dos anos e uma institucionalidade política (que vai além do PT, mas que acaba encontrando nele uma expressão paradigmática) percebida como encerrada em sua autosuficiência, insensível e surda àquelas expectativas. Tendo realizado pesquisas durante uma década e meia na Bolívia, eu mesmo comparei os destinos do “lulismo” com a “democracia pactada” do período neoliberal boliviano, que culminou com a derrubada do presidente Gonzalo Sánchez de Lozada (https://www.academia.edu/3851077/El_incendio_politico_en_Brasil ).

    Um dos efeitos desse “colapso da representação” é a contaminação da “política” como um todo, sob o signo do “tudo que está aí”. Essa contaminação não é apenas motivada por uma “falta de discernimento político”. Essa, no fundo, seria uma crítica moral do mesmo naipe da crítica moral conservadora contra a corrupção. O PT passou a ser percebido como “um partido como outro qualquer” não apenas pela retórica midiática conservadora contra a corrupção, a que o próprio PT não soube responder. O PT mesmo jogou a favor dela na medida em que se contentou com encastelar-se no condomínio de um poder autoreferenciado, assumindo uma posição demiúrgica de doador, de outorgante, ao invés de uma posição de intercambista com, por exemplo, os movimentos sociais.

    Num ambiente de colapso da cidadania e da representação, chega a ser compreensível (evidentemente junto com outros vários fatores) que a expressão que assumiu aquele repúdio generalizado foi a do que Paulo Copacabana se referia outro dia como a de uma política infantilizada: “quero tudo agora e de qualquer jeito” (http://www.viomundo.com.br/politica/paulo-copacabana-marina-sera-aprisionada-pelos-banqueiros.html).

    De fato, o Nassif me parece certo em desconfiar que a “radicalização da democracia” será o grande imperativo desafiador. Parece-me que a candidatura Dilma é a que tem maior potencial para fazer frente a ele (ou o PT pode dar adeus a 2018 e até mesmo à sua própria razão de ser como partido, convertendo-se numa sombra ao estilo PS francês ou PSOE espanhol). Nesse sentido, a candidatura Marina só parece ter uma carta: o blefe. Mas é um blefe poderoso, exatamente porque, num primeiro momento, conseguiu capitalizar a infantilidade messiância do avesso do avesso do avesso da política. Pode ter sido mérito dela, mas não foi “culpa” dela. Já é mais do que hora do PT se dar conta disso plenamente.

  53. NICKNAME

    23 de setembro de 2014 8:27 pm

    Passou da hora,uns gatos pingados já disseram isso muito antes.

    E ainda vem uma manifestação abaixo, outro crente da irmandade, dizer que acredita que todo eleitor de DIlma tem senso critico, ó, seres elevados, não são humanos.E quando o blogueiro Nassif escreve algum artigo mais reflexivo,levantando dúvidas,e pondo perguntas e receios no ar,a leitura é superficialíssima,os aplausos puxa-saquistas chegam a mais de 200. Mas o blogueiro tb erra ao não ser muitíssimo claro pra galera,e,num texto de hoje,certamente pensado com dias, semanas de antecedência, vem tardiamente descobrir o Brasil. O tempo de “exigirmos” passou. Sindicatros foram cooptados, alguns sindicalistas prenhes de arrivismos e carreirismos foram pra postos do governo, um santo já não está tão perto de nós. Até a Carta Capital parece ter se arrependido de uma foto em close da Marina (como uma Veja de sinal trocado): em edição seguinte traz reportagem alertando s/excessivas e meias-verdadeiras críticas, e ainda trouxe uma outra foto, desta vez, de uma Marina simpática, sorridente, visitando uma creche). Ah, esse meu masoquismo…ó, militância de fé. Tem seu papel.

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