10 de junho de 2026

Números refletem mudança na política externa brasileira

Em apenas um mês, Lula tem encontros com 15 países e outras reuniões estão programadas; em quatro anos, Bolsonaro teve 31 reuniões bilaterais
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante chegada a Argentina. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A mudança promovida na política externa brasileira no governo de Luiz Inácio Lula da Silva pode ser vista em números: em menos de um mês, o atual presidente brasileiro já se reuniu com representantes de 15 países, em uma agenda que também passou a englobar temas antes deixados de lado, como clima e direitos humanos.

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Segundo o jornal O Globo, os quatro anos do governo de Jair Bolsonaro contabilizaram apenas 31 encontros bilaterais – mesmo com os efeitos da pandemia de covid-19, Bolsonaro se encontrou com representantes de nove países em seu primeiro ano de governo.

Vale lembrar que Bolsonaro sempre se mostrou resistente a dialogar com governos e autoridades que fossem ideologicamente alinhados a ele – o que explica poucos encontros em pelo menos duas oportunidades.

Quando eles ocorreram, foram com políticos mais próximos da direita radical, como Viktor Orbán, da Hungria; Andrzej Duda, da Polônia; e Donald Trump, então presidente dos Estados Unidos.

Por outro lado, o presidente Lula se reuniu com representantes de 28 países durante o primeiro ano de seu primeiro mandato, em 2003.

Atualmente, o atual mandatário já esteve presente em tantas reuniões quanto o antecessor nos primeiros três meses de governo. E a diferença deve aumentar uma vez que o presidente Lula pretende fazer uma série de viagens até o final deste ano.

Entre os encontros a serem realizados, está a visita do chanceler alemão, Olaf Scholz, programada para ocorrer nesta segunda-feira.

Para fevereiro, Lula tem viagem marcada para os Estados Unidos, onde irá se encontrar com o presidente Joe Biden. Em março, ele poderá ir à China e, em seguida, a Portugal e a pelo menos três países da África.

Saiba Mais

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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