A mudança promovida na política externa brasileira no governo de Luiz Inácio Lula da Silva pode ser vista em números: em menos de um mês, o atual presidente brasileiro já se reuniu com representantes de 15 países, em uma agenda que também passou a englobar temas antes deixados de lado, como clima e direitos humanos.
Segundo o jornal O Globo, os quatro anos do governo de Jair Bolsonaro contabilizaram apenas 31 encontros bilaterais – mesmo com os efeitos da pandemia de covid-19, Bolsonaro se encontrou com representantes de nove países em seu primeiro ano de governo.
Vale lembrar que Bolsonaro sempre se mostrou resistente a dialogar com governos e autoridades que fossem ideologicamente alinhados a ele – o que explica poucos encontros em pelo menos duas oportunidades.
Quando eles ocorreram, foram com políticos mais próximos da direita radical, como Viktor Orbán, da Hungria; Andrzej Duda, da Polônia; e Donald Trump, então presidente dos Estados Unidos.
Por outro lado, o presidente Lula se reuniu com representantes de 28 países durante o primeiro ano de seu primeiro mandato, em 2003.
Atualmente, o atual mandatário já esteve presente em tantas reuniões quanto o antecessor nos primeiros três meses de governo. E a diferença deve aumentar uma vez que o presidente Lula pretende fazer uma série de viagens até o final deste ano.
Entre os encontros a serem realizados, está a visita do chanceler alemão, Olaf Scholz, programada para ocorrer nesta segunda-feira.
Para fevereiro, Lula tem viagem marcada para os Estados Unidos, onde irá se encontrar com o presidente Joe Biden. Em março, ele poderá ir à China e, em seguida, a Portugal e a pelo menos três países da África.
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