Para fazer frente à principal razão do colapso humano e sanitário da população Yanomami, Lula determinou medidas para a remoção imediata dos garimpeiros ilegais nos territórios indígenas, em Roraima.
Nesta segunda (30), em reunião com ministros e o comandante da Aeronática, brigadeiro Marcelo Damasceno, Lula decidiu cortar os tráfegos aéreo e fluvial dos garimpos na região.
O objetivo de barrar o tráfego pelas vias fluviais e aéreas é interromper o abastecimento dos garimpeiros no território Yanomami, além de impedir o ingresso nessas zonas de pessoas não autorizadas pelo poder público para as atividades criminosas e que disseminam doenças junto aos indígenas.
“Vamos atuar firmemente e o mais rápido possível na assistência de saúde e alimentação ao povo Yanomami e no combate ao garimpo ilegal”, disse Lula, nas redes.
A medida integra a grande operação estudada pelo governo Lula, junto à ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, da Defesa, José Múcio, e da Justiça, Flávio Dino.
A missão do governo com os Yanomami também integra o objetivo maior de remover entre 20 a 40 mil garimpeiros para acabar com a exploração ilegal de ouro em todo o território amazônico.
Para dar início a essas primeiras medidas com a população Yanomami, o governo estuda usar parte do Fundo Amazônia, financiado por outros países. Na tarde de hoje, Lula encontrou-se com o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, para tratar do tema.
Além da derrubada dos tráfegos aéreo e fluvial dos garimpeiros, o governo entrou com uma portaria, assinada pelo ministro Flávio Dino, em edição do Diário Oficial da União (DOU) desta segunda, para a criação de um grupo de trabalho.
O GT terá 60 dias para concluir a análise e propostas de “medidas contra a atuação de organizações criminosas, inclusive com a exploração do garimpo, em terras indígenas.”
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Thiago Magri
30 de janeiro de 2023 4:31 pmAlguém consegue explicar qual é a contrapartida pratica requisitada por esses países europeus pra injetar esses investimentos no fundo amazônia?