4 de junho de 2026

Lula decide cortar tráfegos aéreo e fluvial de garimpeiros em terra Yanomami

Lula determinou medidas para a remoção imediata dos garimpeiros ilegais nos territórios indígenas Yanomami
Área impactada pelo garimpo na região do Apiaú na terra indígena Yanomami - Divulgação

Para fazer frente à principal razão do colapso humano e sanitário da população Yanomami, Lula determinou medidas para a remoção imediata dos garimpeiros ilegais nos territórios indígenas, em Roraima.

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Nesta segunda (30), em reunião com ministros e o comandante da Aeronática, brigadeiro Marcelo Damasceno, Lula decidiu cortar os tráfegos aéreo e fluvial dos garimpos na região.

O objetivo de barrar o tráfego pelas vias fluviais e aéreas é interromper o abastecimento dos garimpeiros no território Yanomami, além de impedir o ingresso nessas zonas de pessoas não autorizadas pelo poder público para as atividades criminosas e que disseminam doenças junto aos indígenas.

“Vamos atuar firmemente e o mais rápido possível na assistência de saúde e alimentação ao povo Yanomami e no combate ao garimpo ilegal”, disse Lula, nas redes.

A medida integra a grande operação estudada pelo governo Lula, junto à ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, da Defesa, José Múcio, e da Justiça, Flávio Dino.

A missão do governo com os Yanomami também integra o objetivo maior de remover entre 20 a 40 mil garimpeiros para acabar com a exploração ilegal de ouro em todo o território amazônico.

Para dar início a essas primeiras medidas com a população Yanomami, o governo estuda usar parte do Fundo Amazônia, financiado por outros países. Na tarde de hoje, Lula encontrou-se com o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, para tratar do tema.

Além da derrubada dos tráfegos aéreo e fluvial dos garimpeiros, o governo entrou com uma portaria, assinada pelo ministro Flávio Dino, em edição do Diário Oficial da União (DOU) desta segunda, para a criação de um grupo de trabalho.

O GT terá 60 dias para concluir a análise e propostas de “medidas contra a atuação de organizações criminosas, inclusive com a exploração do garimpo, em terras indígenas.”

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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1 Comentário
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  1. Thiago Magri

    30 de janeiro de 2023 4:31 pm

    Alguém consegue explicar qual é a contrapartida pratica requisitada por esses países europeus pra injetar esses investimentos no fundo amazônia?

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