O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo na Casa, minimizou as críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à política do Banco Central, que manteve a taxa de juros a 14,75% na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na última quarta-feira (1º).
Durante a cerimônia de posse de Aloízio Mercadante na presidência do BNDES, Lula afirmou que a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, é uma vergonha.
“O presidente está dizendo o que a maioria dos brasileiros acha: os juros, no Brasil, do jeito que estão, são inibidores de investimento produtivo, de geração de emprego”, afirmou Wagner, em entrevista à Folha.
Repercussão
As falas de Lula causaram um alvoroço no mercado financeiro, que especula uma eventual mudança nas regras de autonomia da instituição. Como consequência, o dólar teve alta de alta de 0,51% em relação ao pregão anterior e fechou o pregão de ontem cotado a R$ 5,174. Já a Bolsa de Valores, o Ibovespa, encerrou o dia com alta de 0,18%, aos 108.721,58 pontos.
“Ele não pretende desrespeitar nem o mandato nem a autonomia do Banco Central. Não é esse o debate que está em curso”, garantiu o líder de governo no Senado.
Jacques afirmou ainda que a crítica do governo está baseada na opinião dele e que Lula não espera que as falas tenham uma consequência na gestão do Banco Central.
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