O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), anunciou nesta segunda-feira (10) a contratação de “um policial armado para cada escola” estadual catarinense. “Vamos chamar policiais aposentados”, disse o político. “O homem ou a mulher armada dentro da escola em 60 dias a gente começa”, garantiu.
A ação é uma resposta ao ataque em uma creche de Blumenau, que deixou quatro crianças mortas, na semana passada. Contudo, “vários estudos não encontraram nenhuma associação entre a presença de policiais armados em escolas e a dissuasão da violência”, destacou Hugo Souza, em reportagem publicada no portal Come Ananás.
O jornalista ainda lembra que Jorginho Mello é um dos políticos de extrema-direita do país, ligado ao Movimento Pró-Armas, segundo maior lobby armamentista do mundo, ficando atrás apenas da Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês), dos Estados Unidos
“Nos EUA, a NRA financia políticos armamentistas de extrema-direita que defendem a presença de policiais armados em escolas ao mesmo em que fomentam a cultura da violência, do ódio e da paranoia social – substrato dos reiterados ataques em escolas estadunidenses”, escreveu Souza.
Além disso, após conseguir emplacar homens armados dentro de escolas em vários estados, o NRA vêm conseguindo também “introduzir aulas de tiro em ambiente escolar, dadas justamente por agentes aposentados, como os que Jorginho Mello quer pôr, de arma na cintura, nas escolas estaduais catarinenses”, ressaltou o jornalista.
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O problema
Mais uma escola foi alvo de ataques nesta terça-feira (11). Segundo a Polícia Militar, três alunos foram esfaqueados, por volta das 8h, no Colégio Estadual Doutor Marco Aurélio, em Santa Tereza de Goiás, região norte do estado.
O suspeito de cometer o ataque é um aluno da unidade de 13 anos, que foi apreendido.
A Secretaria de Segurança Pública de Goiás informou que as alunas foram socorridas imediatamente e o estado de saúde delas é regular e, felizmente, não há ferimentos graves.
Esse foi o quarto ataque a escolas nos últimos 15 dias no Brasil, todos com faca. O primeiro caso aconteceu em São Paulo (SP). Já na semana passada o alvo foi a creche em Blumenau (SC). Ontem, uma professora e dois alunos ficaram feridos em uma escola particular de Manaus (AM).
A solução?
Em meio aos casos e diversas ameaças espalhadas pelos estados, a população está alarmada com a violência nas escolas .
Hoje, o ministro da Justiça, Flávio Dino, informou que será publicado um edital que vai liberar R$ 150 milhões para estados e municípios fortalecerem a segurança em escolas públicas. A declaração foi dada à jornalista Andréia Sadi, do G1.
O ministro apenas explicou que a decisão sobre a aplicação do dinheiro caberá aos gestores estaduais e não haverá restrição por parte do governo quanto às medidas adotadas.
“Vamos bancar. Não vai ter veto. O edital sai genérico porque vai ficar a critério do gestor estadual e municipal, claro que para escolas públicas”, disse Dino.
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Edivaldo Dias de Oliveira
11 de abril de 2023 3:24 pmJá escrevi sobre. Tudo que é de lá e não presta eles trazem prá cá. Não tarda e passamos eles, dando a cada estudante uma arma ao entrar na escola, na saída devolve. Estudante armado jamais será chacinado.
Fábio de Oliveira Ribeiro
11 de abril de 2023 3:32 pmO #Twitter está impulsionando a campanha de ódio que resultou em tragédias na escolas. Em decorrência desisti de lutar pelo restabelecimento do meu perfil naquela rede bestial e sanguinária.
https://www.linkedin.com/feed/update/urn:li:activity:7051622114566582272/
adelgicio de paula
11 de abril de 2023 6:50 pmPenso que esta questão sobre violência nas escolas é muito mais complexa do que parece à primeira vista. A situação merece uma análise profunda para se encontrar uma solução e estabelecer uma estratégia de contenção. O risco de reduzir a questão à presença de um policial, banaliza um tema que passa por muitas causas. E corre o risco de equiparar a escola a um ambiente da rua. Mas creio que o governo já está se mobilizando para discutir a questão. Seria bom que a sociedade também participasse. Até então a questão ameaçava escolas públicas e quando entrou no setor privado, começa haver uma tendência ao policiamento. Outros aspectos importantes tem que se debatidos, como o surgimento de grupos neonazistas, a influência da violência das redes sociais no comportamento de jovens e questões de saúde mental da população adolescente.
Paulo Dantas
11 de abril de 2023 7:14 pmNão acho que ex-policiais armados vão resolver a questão mas uma coisa é fato estes “malucos” semprem atacam escolas ou asilos nunca um clube de tiro ou acadêmia de muay thai, aquele padre doido da Olimpiada entrou na maratona e não na final do Karate.
Ellos son locos pero non tontos …
Assis
11 de abril de 2023 11:40 pmUMA PROPOSTA DIANTE DA AGRESSÃO CONTRA UM PROFESSOR
Vamos manifestar nossa solidariedade ao corpo docente, funcionários e gestão da Escola Estadual Carlos Alberto de Oliveira – Assis (SP)
Como? Escrevendo uma mensagem para equipe da escola: *[email protected]*
https://www.assiscity.com/local/aluno-ameaca-e-tenta-derrubar-professor-de-cadeira-durante-aula-em-escola-de-assis-125484.html