19 de junho de 2026

TAM: os exterminadores de custo exterminaram seu futuro

 
Não existe figura mais execrável no capitalismo moderno que o “exterminador de custos”.
 
Não se julgue que seja desimportante reduzir custos. Mas não existe inteligência corporativa nas empresas que colocam a redução de custos acima da visão estratégica.
 
Há limites para essa redução. Se afeta a clientela, se compromete a venda futura, não adianta economizar trocados agora e perder o bonde depois.
 
É o caso da TAM, a empresa que já foi um orgulho do país.
 
No início da abertura econômica dos anos 90, a TAM era o exemplo acabado de que o país tinha condições de oferecer qualidade global. E nem se pense que a TAM oferecesse a qualidade ignorando a necessidade de rentabilidade.
 
Comandante Rolim, um daqueles gênios empreendedores intuitivos, montou sua estratégia adquirindo aviões de menor qualidade e menor custo. Compensava a menor qualidade oferecendo um serviço de primeiríssima ao passageiro, desde os estofamentos de couro nos bancos ao tapete vermelho. Conquistou o público corporativo com esse upgrade e com os planos de milhagem. Nas empresas, era o funcionário que pressionava o RH para voar pela TAM. E a TAM tinha o menor custo operacional e a passagem mais cara: ela vendia qualidade.

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Tinha tanta consciência sobre a importância dessa diferenciação, que dividiu a gestão da TAM em três frentes: uma financeira, outra operacional (que colocou nas mãos de um executivo agressivo) e uma de qualidade, que ficou sob seu comando. Fez questão de dar status à qualidade, protegendo-a das medidas operacionais, por saber que residia ali o diferencial de preços e de clientela.
 
Rolim se foi, a TAM perdeu-se no meio do caminho entre o eficientismo meia boca e a tentativa de volta aos tempos de qualidade, e acabou vendida à LAN chilena, dona de um estilo tão agressivo quanto burro.
 
Veio então  a fase de economia e rentabilização a qualquer custo.
 
Para faturar em comerciais, montou uma TV intragável, sem sequer ter padronização de altura. Aliás, antes da venda para a LAN, pelo menos tinha música e programas de qualidade.
 
Os aviões não tem parâmetro de temperatura. Em um vôo, a temperatura pode estar a 30 graus e em outro a 10 graus. Durante algum tempo, desligavam o ar condicionado com o avião parado, para economizar combustível.
 
Para reduzir o custo de seu programa de milhagem, tratou de impor todas as dificuldades para o passageiro registrar suas milhas, inclusive nos aplicativos de smartphones – que abrange justamente o seu antigo público preferencial, o corporativo. Passaram a utilizar uma velha jogada das cadernetas de poupança dos anos 80: apostar na ignorância do cliente. Qualquer cochilo,  ele não conseguirá registrar seus pontos e terá que fazê-lo nos balcões da companhia. Justo nos programas de milhagem, cujo objetivo maior é o da fidelização do cliente.
 
Nos aviões, encolheram cada vez mais o espaço entre os bancos. Não servem sequer sanduíche quente e não existe mais o atendimento para reclamações – para uma companhia que se orgulhava de permitir ao passageiro falar diretamente com o presidente -.
 
Tudo isso em um  momento em que a aviação ganha um salto de qualidade, com a inauguração dos novos aeroportos, abrindo espaço para a competição.
 
A Gol, aquela empresa que ironizávamos como empresa de ônibus urbano que voa, ganhou uma qualidade à altura da velha TAM. Nela, tudo funciona, de bancos espaçosos a aplicativos de fácil interatividade. Após cada vôo, o passageiro que cadastrou seu celular recebe um MSM pedindo uma nota para os serviços. Reduziu as exigências para os cartões de clientes e facilita como pode o registro de milhagem, justamente porque milhagem não é custo, é fidelização do cliente.
 
As demais companhias – Azul e Avianca – estão vindo com tudo, e tudo não significa muito. Apenas espaço maior entre os bancos, gentileza maior das comissários de bordo, aplicativos funcionais, milhagens honestas. Se a Avianca descobrir a tempo que TV a bordo serve apenas para incomodar o sono dos passageiros, poderá ir longe, assim como as demais.
 
A lógica da rentabilidade de curto prazo a qualquer preço é responsável não apenas pela perda da clientela a médio prazo. Às vezes, responde também por desastres aéreos. Não se tenha dúvida que a tragédia de Congonhas foi fruto desses exterminadores não de custos, mas de futuro.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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40 Comentários
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  1. Free Walker

    4 de setembro de 2014 11:18 am

    Volta Comandante

    Volta Comandante Rolim….Volta Luciano….

  2. Free Walker

    4 de setembro de 2014 11:22 am

    Nos sentindo numa lata de

    Nos sentindo numa lata de sardinha, la em cima, a 30 mil pes..Eh mole?

     

  3. Free Walker

    4 de setembro de 2014 11:27 am

    Completando….

    Nos 90s tinha Campari, cerveja, whisky Bell’s, conhaque Macieira e “janta”, era soh pedir para a garconete comissaria. Nao me lembro se dava para fumar um Marlborinho. O mundo esta muito chato.

  4. Alberto Moura

    4 de setembro de 2014 11:33 am

    hoje eu prefiro pagar um

    hoje eu prefiro pagar um pouco mais e voar de Azul que pegar um TAM, recentemente por problemas de horario precisei usar um voo da TAM para Salvador, a decadencia interna do aparelho era nitida, pedi um fone de ouvido, a aeromoça me disse que tinha acabado, achei normal, no voo de retorno dias depois, também não tinha, era obvio que é mais um corte de custos!

    mas eu tenho duvidas, uma empresa estrangeira pode operar voos domesticos no Brasil?  será que o governo brasileiro e tão idiota que não percebeu que a TAM agora e chilena?

    1. -Charlie-

      4 de setembro de 2014 12:47 pm

      Eles só estão fornecendo

      Eles só estão fornecendo fones de ouvidos em vôos com “duração superior a três horas”! Ou seja, saindo de SP, só se vc for a Fortaleza, Belém e adjacências. Saindo de Brasília então, só se você for a Rio Branco…

  5. W K

    4 de setembro de 2014 11:57 am

    Knee defender contra caçadores de custos …

    Alguns empreendedores mais criativos já estão lançando produtos inovadores para os passageiros das voadoras que apertaram o espaço entre os assentos! 

    Aqui:

     

    http://www.gadgetduck.com/goods/kneedefender.html

     

    Isto é uma espécie de trava colocada nas articulações da poltrona à frente do interessado, que imobiliza essa poltrona, permitindo ao passageiro ainda algum conforto restante. O passageiro pode levá-la na bagagem de mão, e instalar antes de começar o voo. Azar do passageiro sentado na poltrona bloqueada !

    E esse gadget já deu xabu:

     

    http://www.theguardian.com/business/2014/aug/26/plane-diverted-as-passengers-fight-over-seat-reclining

     

    E aqui – em alemão:

     

    http://www.spiegel.de/reise/aktuell/knee-defender-im-flugzeug-umstrittener-knieschuetzer-schafft-platz-a-988094.html

     

    Se essa moda pega no Brasil, o tal caosaéreo reaparecerá repaginado e em grande estilo ! 

     

     

     

  6. droubi

    4 de setembro de 2014 11:59 am

    As duas cias estão ao mesmo

    As duas cias estão ao mesmo tempo, paradoxalmente, quebradas, enquanto as suas empresas de milhagem (Multiplus e Smiles), estão com lucros astronômicos.

    Não adianta reclamar das cias. se a falta de regulação é total.

    Neoliberalismo nãio significa apenas liberdade total ao capital financeiro.

    Esta falta de regulação dos setores da chamada economia real também é neoliberalismo. O setor financeiro é apenas mais um setor desregulado.

    Colocar as cias. para cuidar das agências, eis o crime primordial.

    1. EJ

      4 de setembro de 2014 5:14 pm

      Banco Central

      Exatamente como a fadinha (má) da floresta quer fazer com o Banco Central…

  7. Ivan de Union

    4 de setembro de 2014 12:09 pm

    Aa proposito dos

    Aa proposito dos exterminadores de futuro, Nassif, assisti ontem pela primeira vez.  Roteiro de Rod Serling, a primeira peca ao vivo que foi filmada e transmitida duas vezes (videotape nao existia abundantemente como mais tarde e ninguem sabe se a segunda filmagem ainda existe) porque todo mundo gostou demais:

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=tEUHl8RGrpk%5D

     

    A moca fazendo fofoca no comeco eh Elizabeth Montgomery, ainda com cara de crianca.

    E as propagandas sao incriveis!  Minha esposa achou legal que tinha Philadelphia cream chesse no Canada na semana passada, mas nao sabiamos que era marca tao velha assim!

  8. Free Walker

    4 de setembro de 2014 12:26 pm

    Foi com medo de avião….

    A aeromoça sexy sempre fica mais bonita….

    https://www.youtube.com/watch?v=yeNPo8cdj_8

  9. Georgeis10

    4 de setembro de 2014 12:26 pm

    Perfeito!

    Artigo soberbo. Retrata com fidelidade o que qualquer passageiro comum (porém, frequente) há anos vem percebendo. Parafraseando a campanha daquele jornalão, “a diferença é que a GOL / SMILES funciona…”

  10. Fernando J.

    4 de setembro de 2014 12:39 pm

    Exercício de imaginação

    Você é um piloto da TAM. Conheceu a TAM antiga e agora está no olho do furacão da nova companhia: só se ouve falar de reengenharia, rentabilização, corte de despesas, maximização de resultados, por aí. Você, o piloto, está em Porto Alegre a caminho de São Paulo. A companhia ordena que se encha os tanques de combustível até a boca, porque eé mais barato. O avião está lotado, mais as bagagens, os aparelhos acusam que o avião está com excesso de peso. O piloto levanta voo, ao chegar próximo a Congonhas recebe a informação: o tempo está pra lá de horrível, chove muito, pista lisa e escorregadia, além do excesso de peso. Nesse final de tarde nem urubu está voando, de tão ruim que está o tempo. 

    O experiente piloto SABE que deveria desviar o pouso para Guarulhos, por uma questão de segurança, qualquer aprendiz faria isso. Porém, ele reflete, pensa e conclui que se ele descer em Guarulhos vai causar um imenso transtorno, porque Congonhas é um aeroporto de distribuição de passageiros, entre ônibus para deslocar passageiros de um terminal a outro, umas quatro a cinco horas, no mínimo. Atrasos. E …….custos, que tanto a companhia reclama e exige a redução da tripulação diariamente. 

    Daí os pilotos pensam na interpelação por escrito que terão de responder aos superiores (exterminadores de custos) para justificar porque alteraram o pouso para Guarulhos, impondo uma brutal elevação de custos à companhia, e tomam a terrível decisão: se benzem, fazem figa, invocam a proteção divina e decidem pousar o voo TAM 3054 em Congonhas, no dia 17.07.2007, para economizar uns trocados para os patrões. 

    1. Ernesto GMV

      4 de setembro de 2014 12:40 pm

      Imaginação não

      Este mesmo avião já havia pousado em Congonhas duas vezes  neste mesmo dia, com a mesma chuva.

    2. -Charlie-

      4 de setembro de 2014 12:50 pm

      Perfeito. 
      Faltou mencionar

      Perfeito. 

      Faltou mencionar que um dos reversores não estava funcionando, e não havia sido reparado ainda porque “dá pra voar com apenas um reversor”.

    3. MValentim

      4 de setembro de 2014 6:42 pm

      Não é bem assim

      Em qualquer empresa existe pressão por redução de custos, em alguns casos fora de propósito, como comentou o Nassif. No caso do acidente em Congonhas os pilotos falharam na execução dos procedimentos em não trazendo as duas manetes para a posição Idle no momento do toque e posteriormente para a posição Reverso. Os pilotos estão mortos e não podem se defender mas, infelizmente foi isto. Ah, eles sabiam fazer isso, pois isso é procedimento normal, mesmo para reverso pinado e já haviam feito esse mesmo procedimento naquela mesma aeronave naquele mesmo dia. Por que decidiram fazer diferente? Não sei e ninguém sabe.

  11. Mário Mendonça

    4 de setembro de 2014 12:43 pm

    Nassif
    Latam, combina com

    Nassif

    Latam, combina com lata, logo,  descartável…..

  12. O Açougueiro

    4 de setembro de 2014 1:19 pm

    Exterminadores de custo

    A redução de custos é uma droga, reduz conforto, reduz privilégios, mas é uma tendência mundial. A gente vê os mesmos procedimentos em companhias européias e americanas (American Airlines, por exemplo é tal e qual a Itapemirim da rota Brasil-EUA, Delta vai pelo mesmo caminho, as regionais americanas então cobram US$ 25,00 por cada mala ambarcada, e não é mala adicional, é mala com peso normal embarcada no porão do avião) e só se salvam a Turkish que ainda mantem um excelente padrão a custos razoáveis e as árabes que tem excelente padrão mas a um custo extremamente alto.

    E daí vem o Nassif falar que a GOL “ganhou uma qualidade à altura da velha TAM” ??? Aonde? Vendendo pacotinho de batatas fritas e latas de refrigerante morno? E a colombiana com aqueles Fokker MK-28 que são na verdade os Fokker 100 renomeados para não dizer que utiliza os sucatinhas da TAM????

    Tenha a santa paciência, viu? Tudo bem, podemos falar da Azul, que tem, sim, um padrão de conforto com monitores individuais, vários canais de vídeo, uns snacks que você pode se servir a vontade, etc. Mas citar a GOL e a colombiana como padrões de eficiência e respeito ao consumidor???  É porque não deve voar nestas duas desde que o Brasil ganhou sua última copa do mundo.

  13. Lineu Ignacio

    4 de setembro de 2014 1:22 pm

    …..lider é mais do que se vê…..

    Nassif :

     

    Sua  visão é feito atrves do espelho retrovisor da ideologia.

    No capitalismo, o lucro corresponde aos votos.

    Se um empresa tem lucro é eleita.

    O lucro é elemento fortlficador das engrenagens.

    Se a TAM se perdeu  na busca  da  redução de  custos é porque ela é ineficiente.

    E sendo ineficiente deve abrir espaço para outro.

     O que voce podeia ter dado mais enfase é o carisma da liderança Rolim.

    O que aconteceu com a TAM não foi nada mais que a falta de um lider.

    O problema é que todo  lider  deve ter preocupação com a sustentabilidade do negocio.

    Rolim sempre fou muito paparicado.

    entretanto não foi competente bastante para manter sua companhia voando.

    Ou seja, nada de maiores qustionamentos sobre  a forma capitalista de administrar custos.

    A TAM  acabou porque seu fundador foi incompetente. Só isso.

     

  14. Eden SP

    4 de setembro de 2014 1:37 pm

    os cabeças de planilha da aviação

    A Tam deixou de ser TAM a partir do momento em que passou a ser gestada por banqueiro de investimento, no caso o tal Bologna.

    Descaracterização total da companhia. Um espurgo aos valores da era Rolim. Passou a ser uma empresa behavorista, em que gentileza, delicadeza e atenção tinham que ser justificados em planilha excel. Do contrário,  rua. Hoje, evito ao máximo viajar por ela. Engulo a Viação Rodoviária Gol, mas não a Tam.

     

  15. Frederico69

    4 de setembro de 2014 1:58 pm

    milhagens honestas

    na azul semana passada fui fazer uma consulta usando primeiro pagamento em dinheiro e depois com pontos e dinheiro.

    espantosamente para pagar com dinheiro ficava mais barato que usar pontos e dinheiro. palhaçada total!!

    1. Ivan de Union

      4 de setembro de 2014 2:58 pm

      Como alguem disse antes,

      Como alguem disse antes, falta regulamentacao.  E nao eh pouca.

  16. Newton b

    4 de setembro de 2014 2:09 pm

    Até quando vão ficar

    Até quando vão ficar repetindo a ladainha de que chovia e a pista estava escorregadia? Isto me parece aquela desculpa de time que perde e diz que o campo estava ruim. Não estava ruim também para o outro time? Quantos pousos e decolagens foram feitos em Congonhas naquele dia sob as mesmas condições climáticas? O mesmo avião já havia pousado duas vezes em Congonhas naquele dia. Não sei porque as pessoas não se reportam àquele vídeo que registrou o pouso do avião. Nele qualquer leigo pode ver que não houve nenhuma derrapagem ou escorregão, mas que em vez de frear, o avião acelerou a partir do meio da pista. Aliás dá para ver também que o avião que pousou antes do Airbus estava praticamente parado já na metade da extensão da pista. A pista não era a mesma para os dois aviões?

    Tem razão a Itaú seguros de processar a Airbus pela queda de seu aparelho. Quem derrubou o avião da Tam e também o da Air France no meio do Atlântico foi o computador de bordo. Esta nova “técnica” de transferir a reponsabilidade da condução dos voos e dos pousos e decolagens para o computador.e arriscadíssima, se o computador falha não há salvação. 

    Estou de acordo de que a pressão pelo corte de custos pode ter aumentado o risco da aterrisagem pelo excesso de peso e a não procura de uma alternativa, já que o pouso em pista molhada exige sempre uma pouco mais de pista. Mas a decisão mais arriscada, e que se mostrou fatal,  foi a decisão de pousar com um único reverso funcionando. O computador de bordo não soube interpretar esta sistuação da aeronave e a jogou de encontro ao prédo da própria Tam. Uma trágéia, como são todos os desastres.

  17. Pedro M.

    4 de setembro de 2014 2:25 pm

    Ué, mas não foi o Lula e sua

    Ué, mas não foi o Lula e sua ministra DIlma que saboratam o avião da TAM? Foi isso que deu a entender no Jornal da Globo, vulgo “estórias da meia-noite”

  18. JoaoMineirim

    4 de setembro de 2014 2:42 pm

    Exterminadores de

    Exterminadores de custo colocam a redução de custos acima da visão estratégica.

    Qualquer semelhância com o a “administração gerencial tucana liberal” é mera coincidência.

     

  19. Maria Silva

    4 de setembro de 2014 2:56 pm

    So não vale economizar na segurança …

    A Gol esta cobrando pelo lanche. E cobra em  dolar, convertido para o real. Acho quer tudo pode ser cortado, menos a segurança. Quando se economiza nos custos de manutençao e qualidade dos pilotos, ai  é pra tremer. Não sei se é impressão minha, mas os pilotos da TAM fazem aterrissagem horriveis, em que o avião praticamente despenca na pista. Nas pouca vezes que estive na Europa , de ferias, viajei em uma companhia em que os lugares não eram marcados no check in. Entrava-se no avião e  era um salve-se quem puder. A bagagem de mão era rigorosamente controlada, e frequentemente voce era obrigado a se sentar numa potrona, enquanto sua bagagem de mão poderia ficar em qualquer bagageiro onde houvesse vaga.  As vezes era dificil encontrar e sacola.Serviço de lanche e bebidas  pago. Comissarios de bordo estressadissimos. Preço da passagem não passava de 50 euros.

  20. Fernando J.

    4 de setembro de 2014 3:11 pm

    Exterminadores de custos

    Entre 2000 e 2004, atendi uma empresa, um conglomerado com atuação em vários negócios e presença em 8 Estados brasileiros. Atrás da mesa do diretor financeiro/controller havia uma placa, da qual ele se orgulhava muito, era o seu lema:

    “Custo é igual a unha, tem de cortar todo dia”

  21. Atila

    4 de setembro de 2014 3:11 pm

    TAM

    Trabalhei na era Rolim da saudosa TAM. Os gerentes de base se reuniam com o presidente e diretores semanalmente para avaliar a qualidade de serviços oferecidos (pontualidade, atendimento no balcão e a bordo, serviços de comissaria, etc.etc.) Os parâmetros eram estabelecidos principalmente pelas reclamações e elogios recebidos pelo setor Fale com o Presidente. Infelizmente os “cabeças de planilha”, após a morte do comandante, assumiram os novos e desastrosos rumos.

  22. altamiro souza

    4 de setembro de 2014 3:30 pm

    acho que esse excelente post

    acho que esse excelente post tem uma amplitude bem maior.

    a mesma visão poderia ser adotada par a economia brasileira.

    com a xcompração wentre a velha política neonliberalque pretende reduzircustos -a todo custo – sem ter uam visão holística da sociedade como um todo.

    ver todos os lados da economia,

    e não um  só lado que benefica apenas a uma elite que expropriou o país em pelo menos quinhentos anos de história, processo rompido com a ascenção do governo trabalhista de lula.

    ou que pelo menos tentou.

     

  23. Newton b

    4 de setembro de 2014 3:51 pm

    Cara Maria Silva
    Sua

    Cara Maria Silva

    Sua percepção do “tranco” que o avião leva ao pousar, bate com a orientação dos manuais da prórpria Airbus, de que este “tranco” serve para o computador de bordo “entender” que o avião já tocou o chão. Depois de uma série de aterrisagens desastradas, que não terminaram em desastres maiores pois ocorreram em pistas longas e os pilotos tiveram condições de recuperar o controle da aeronave, foi incorparado ao manual esta orientação do “tranco”. Ou seja os Airbus simplesmente não podem fazer aterrisagens “suaves”. Eta computador burro!!!

  24. Sta Catarina

    4 de setembro de 2014 4:01 pm

    Aviação

    Se não me engano no debate da BAND a presidente Dilma falou que em seu governo houve um aumento de 70 milhões de pessoas utilizando avião. O que um volume destes deveria acarretar? redução dos custos via aumento da lotação na aeronave. Não acontece. Estive em Congonhas no último sábado para levar meu filho para Joinville. Trecho CGH x JOI x CGH. Perdi o horário e fui remarcar. O atendente me falou que teria que pagar a diferença: R$ 1.600,00. Valor para uma viagem que leva 40 minutos cada perna. ABSURDO. Estas empresas contratam esses executivos “experts” no mercado e a bosta começa. São um bando de ignorantes que só sabem reduzir custo e aumentar passagens.

    1. Jorge Pereira

      4 de setembro de 2014 8:52 pm

      DILMA E A REDUÇÃO DOS CUSTOS

      AVIAÇÃO, Temos que usar o bom senso. Quando Dilma se referiu a diminuição dos custos. Acredito que fala de longo prazo. E como investimento em educação, bolsa familia e transposição do rio são francisco, entre outros. É longo prazo! Com certeza. Abraço.

  25. Iron

    4 de setembro de 2014 4:01 pm

     
    Nassif, não sei se eh

     

    Nassif, não sei se eh saudosismo de sua parte, mas nessa questão VC está errado. Era outra época, outro cenário na economia mundial. A TAM conseguia crescer este modo, elegendo a qualidade, uma vez que os preços eram tabelados. A continuar com esta estrategia, seria inevitável uma falência.

  26. Athos

    4 de setembro de 2014 4:56 pm

    É Nassif mas isso é problema
    É Nassif mas isso é problema do dono.

    Os executivos estão felizes com o bônus maior especialmente no momento em que o recebem.

    Tivemos caso semelhante na Light. Ótimos bônus e bueiros indo pelos ares.
    A empresa, tanto faz. Isso é problema dos donos.

  27. Marcotog

    4 de setembro de 2014 5:47 pm

    Das empresas aéreas que fazem

    Das empresas aéreas que fazem rotas nacionais, sempre que possível utilizo a Avianca. É como dito aí. Ao menos caibo razoavelmente na poltrona. Não preciso ficar todo torto devido ao espaço ridículo. Poltronas de couro não faça a mínima questão. Não gosto de couro sequer nos bancos do carro, mas para quem é magro é sofrível se acomodar nessas poltronas de avião extremamente desconfortáveis. As cadeirinhas de madeira do tempo de escola eram melhores. 

    O problema da Avianca é que durante o embarque, o volume daquela porcariazinha de autopromoção deles é muito alto. Incomoda demais.

    Sobre os lanches na Tam. Dia desses, voltando de Curitiba para SP, estavam servindo lanches quentes, mas sabe como é, né. Aquele típico lanchinho que se você der para um cachorro, ele refuga. 

    Na minha opinião, as empresas aéreas estão assim: Avianca – Azul – Tam – Gol (que mais parece um celta…)

     

     

  28. Aleandro Chavez

    4 de setembro de 2014 6:44 pm

    Uma correção: quando o avião

    Uma correção: quando o avião está parado, o ar condicionado tem que estar desligado. Não é a TAM, é qualquer companhia.

    1. Edoar

      5 de setembro de 2014 4:55 am

      Outra correção: da onde você

      Outra correção: da onde você tirou esta meu caro? Hoje em dia todos os jatos de uso comercial possuem o chamado APU (Auxilary Power Unit) que fornece eletricidade, como tambem ar para partida dos motores e para o sistema de ar condicionado quando a aeronave está no solo. Desligando o sistema de ar condicionado no solo, faz com que o APU trabalhe em um regime mais economico (não tem sangria de ar), em outras palavras, gasta menos combustível. 

      Economia porca!

       

  29. Davide

    4 de setembro de 2014 9:35 pm

    Certo 100% a qualidade caiu

    Certo 100% a qualidade caiu demais e com isso toda a companhia. Pena!

    Viajei muito melhor na TAP depois de ser barrado no checkin da TAM por um fucionario ridiculo!

  30. jose miguel rasia

    4 de setembro de 2014 10:33 pm

    ou registro a milhagem antes

    ou registro a milhagem antes de voar ou perco tudo. Fiz uma viagem para a Italia outro dia e quem diz que consegui registar meus pontos. Reclamei por escrito e quem diz que me responderam. A tam nao quer que sejamos fiéis.

  31. Odulia Barroso

    4 de setembro de 2014 11:24 pm

    sobre a TAM –

    Transferi 40 000 para a TAM em junho. Quando eu fui resgatar as milhas, tirar as passagens,  a minha surpresa foi grande. Simplesmente foram retirados 16 000 pontos desses que foram transferidos pois eles disseram que elas tinham sido usadas por alguem que eu nao conheço – em 2012 uma passagem para Manaus. Não conheço a pessoa que eles disseram que voou com as minhas milhas, é uma operação totalmente suspeita e, mesmo querendo saber como isso pode acontecer, até hoje não tive a menor explicação, tampouco as milhas foram devolvidas. Assim mesmo, entraram na minha conta e pegaram o que é meu e não me deram nenhuma explicação. Se por acaso eu tivesse transferido 100 000 milhas, por exemplo, e eles disserem que alguem usou em 2012 o total de 90 000, teriam tirado as minhas milhas. Eu me pergunto: existe segurança no relacionamento com uma empresa que age assim com seus cliente?

  32. Rodrigo Queluz

    5 de setembro de 2014 1:57 pm

    Pseudo low cost

    As cias no Brasil comecaram a oferecer um serviço digno de aviações Low Cost da Europa e EUA, mas cobrando preço de Huge Cost!!

     

    A TAM tá ficando parecendo com a RyanAir, só que cobrando até 3x mais! E sem contar que quando você compra uma passagem pela RyanAir você sabe que tá comprando uma low cost, que apesar de seguro, vão fazer de tudo pra economizar e você pagar o mais barato possível. Última vez que andei por lá não tinha TV, rádio, assento numerado nem um copo d’água. Pelo contrário, passava carrinho vendendo de água a perfume, em preços exorbitantes. Em compensação eu paguei 20 euros ida e volta entre Dusseldorf e Roma!! Aqui paguei 100 reais, em promoção, ida e volta São Paulo e Londrina.

    Aqui se pega o melhor dos dois mundos (melhor para a empresa, claro): o preço das High Cost e os serviços da Low Cost.

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