O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 13,75% pela sexta reunião consecutiva, em reunião finalizada há pouco na sede do Banco Central, em Brasília.
Em nota divulgada após a decisão, o colegiado diz que o conjunto de indicadores de atividade econômica mais recentes “seguem corroborando o cenário de desaceleração esperado pelo Copom, ainda que exibindo maior resiliência no mercado de trabalho”.
O BC também cita o comportamento da inflação ao consumidor, assim como outras diversas medidas subjacentes, que segue “acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta para a inflação”.
“Considerando os cenários avaliados, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu manter a taxa básica de juros em 13,75% a.a”, diz o colegiado.
Na visão do Copom, tal decisão “é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano de 2024” sem que afete “seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”.
Dentro do esperado
Na visão de Laíz Carvalho, economista para Brasil do banco BNP Paribas, o tom do comunicado manteve o das comunicações feitas pelo Banco Central, seja pelo presidente como pelos diretores.
“Apesar de o Banco Central falar que a apresentação do arcabouço fiscal traz uma diminuição no balanço de riscos, não existe relação mecânica entre a apresentação do arcabouço e a reancoragem das expectativas, a convergência da inflação para a meta”, diz a e economista.
A economista ressalta que a inflação só se aproxima da meta (2,9%) “apenas em um cenário em que a gente tem a manutenção da taxa de juros em 13,75% por todo o horizonte de tempo do Banco Central.
“Então, o jogo ainda não mudou – a gente tem a apresentação do novo arcabouço, mas ainda as expectativas de inflação ainda estão bastante desancoradas, então o Banco Central decide manter o plano de voo anterior que é manter essa taxa de juros em 13,75%”.
A economista aponta ainda uma declaração ao final do comunicado, onde o Copom diz que “a conjuntura demanda paciência e serenidade na condução da política monetária” e que, “apesar de ser um cenário menos provável, não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado”.
Na visão de Laíz, “talvez o mercado possa ler isso um pouco mais ‘dovish’ (queda dos juros e aumento de oferta da moeda), mas na nossa opinião a ata toda mantém o mesmo tom que a anterior e o mesmo tom das outras comunicações dos dirigentes do Banco Central”.
josé Oliveira de Araújo
4 de maio de 2023 3:11 pmNa prática todo o blá blá blá, é para justificar o injustificável. O BCB ficou reduzido a um mero FILANTRO DO RENTISMO e a economia do país ancorada no cais da pasmaceira.
Anônimo
4 de maio de 2023 5:57 pmSalve, Oliveira. Estou testando o novo modelo de resposta aos comentários.
Luis Nassif
4 de maio de 2023 5:58 pmSalve, José. Estou testando o novo formato de resposta para comentários.
AMBAR
4 de maio de 2023 5:47 pmAcho (porque aqui é um lugar de palpites) que as abordagens do governo contra a política de juros exercida pelo banco central é um tanto equivocada. Tal como o cachorro da vizinha que, preso, ataca furiosamente o portão enquanto a gente passa, o governo está trancado dentro da consequência legal de se permitir um banco central independente, sem contudo fazer nada além de latir. O Robert Fields (neto) com dinheiro, poder e prestígio, vai fazer o que sabe fazer melhor: lucrar e mandar o Lula às favas. Falar menos e fazer mais, balançar o Robert pelos meios judiciais e pressões políticas, sem alarde, enquanto engendra um “arcabouço” legal para tirar o país dessa roubada, seria bem mais proveitoso.