O ministro de Direitos Humanos, Silvio Almeida, quer criar mecanismos para responsabilizar criminalmente estabelecimentos comerciais onde pessoas negras são agredidas, em resposta à nova denúncia de violência cometida por seguranças do Carrefour.
Além de expressar esta intenção a interlocutores, o ministro também se encontrou com Luiziane Lins, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, nesta segunda-feira (8).
Almeida deve acionar ainda o Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, o Ministério da Justiça e a Polícia Federal, a fim de articular a regulamentação das empresas de segurança no País.
Entenda o caso
Um casal de negros, acusados de furto de leite em pó, foi agredido e humilhado por seguranças dentro de uma unidade do Carrefour em Salvador, Bahia, na última sexta-feira (5).
A sessão de tortura foi filmada e viralizou nas redes sociais. Nela, o casal é rendido, toma tapas na cara e é obrigado a se identificar. A mulher, Jamile, disse que precisava levar o leite para alimentar a filha.
Histórico
A interlocutores, Silvio Almeida ressaltou a importância da responsabilização criminal de empresas em que estas situações acontecem porque “elas já sabem o que tem de ser feito para evitar novos episódios”.
Silvio participou ainda, em 2020, de um comitê externo antirracista do Carrefour, criado após grande repercussão do assassinato de João Alberto Silveira Freiras, espancado até a morte por seguranças de uma loja de Porto Alegre.
Sobre a recente agressão de Jamile e Jeremias, o Carrefour emitiu nota para lamentar o ocorrido. A empresa também informou que os seguranças foram demitidos e que presta suporte às vítimas.
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