Polícia cita “racismo estrutural” e indicia 6 por assassinato no Carrefour

Apesar de testemunhas terem tentado atribuir a Beto ações que justificassem a violência, a Polícia concluiu que a vítima não praticou nenhum ato criminal

João Alberto Silveira Freitas

Jornal GGN – A Polícia Civil anunciou nesta sexta (11) o indiciamento de seis pessoas pelo envolvimento no assassinato de João Alberto Silveira Freitas nas dependências do Carrefour de Porto Alegre, em novembro. O indiciamento é por homicídio triplamente qualificado – motivo torpe, asfixia e impossibilidade de defesa.

Segundo informações do UOL, a polícia descartou crime de injúria racial, mas citou o “racismo estrutural” como motivo torpe na qualificação do tipo penal. A delegada do caso disse à imprensa que Beto não teria sido brutalmente violentado se não fosse negro.

Foram indiciados os dois seguranças que aparecem nas imagens agredindo Beto, a fiscal do mercado que filma toda a ação, um segurança que falou para a vítima não “fazer cena” e dois funcionários com participação menor no caso. Os três primeiros já estão presos e a Polícia Civil pediu hoje a preventiva dos outros três indiciados.

A denúncia agora será encaminhada para o Judiciário. Cerca de 40 pessoas foram ouvidas no inquérito. Apesar de testemunhas terem tentado atribuir a Beto ações que justificassem a violência, a Polícia concluiu que a vítima não praticou nenhum ato criminal.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora