4 de junho de 2026

PIB fecha trimestre em queda de -0,6%

Jornal GGN – O PIB (Produto Interno Bruto) encerrou o segundo trimestre do ano com queda de -0,6%, na análise a preços de mercado, em relação ao apurado no primeiro trimestre do ano, segundo a série com ajuste sazonal divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os números do primeiro trimestre também foram revisados, passando de alta de 0,2% para queda de 0,2%. O resultado coloca o país em recessão técnica – quadro indicado por dois trimestres consecutivos com queda de crescimento. 

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

O PIB em valores correntes alcançou R$ 1,27 trilhão no segundo trimestre, sendo R$ 1,1 trilhão referentes ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 183,7 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.

Ao longo do período, a agropecuária teve variação de +0,2%, enquanto que a Indústria (-1,5%) e os Serviços (-0,5%) sofreram quedas no período. Dentre os subsetores que formam a Indústria, apenas a Extrativa mineral registrou expansão: 3,2%. Indústria de Transformação (-2,4%), Construção civil (-2,9%) e Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (-1,0%) apresentaram queda em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o segundo trimestre de 2013, o PIB teve queda de 0,9%, sendo que a agropecuária permaneceu estável (0,0%), a indústria teve recuo (-3,4%) e os serviços variaram 0,2%.

Nos Serviços, o recuo foi puxado pelo desempenho negativo observado no Comércio (-2,2%) e em Outros serviços (-0,8%). O destaque positivo ficou a cargo dos Serviços de informação, com crescimento de 1,1%, seguido por Atividades imobiliárias e aluguel (0,6%) e Intermediação financeira e seguros (0,4%). Os serviços de Administração, saúde e educação pública (0,1%) e Transporte, armazenagem e correio (0,0%) mantiveram estabilidade em relação ao trimestre imediatamente anterior.

Pela ótica do gasto, o resultado negativo do PIB foi puxado pelas quedas da Formação Bruta de Capital Fixo (-5,3%) e da Despesa de Consumo da Administração Pública (-0,7%). Estes recuos foram parcialmente contrabalançados pela Despesa de Consumo das Famílias, que variou +0,3% em relação ao trimestre anterior. No que se refere ao setor externo, as Exportações de Bens e Serviços cresceram 2,8%, enquanto que as Importações apresentaram queda de 2,1%.

No acumulado nos quatro trimestres terminados no segundo trimestre de 2014 (12 meses), houve crescimento de 1,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. No primeiro semestre, o PIB apresentou uma expansão de 0,5% em relação a igual período de 2013.  Nesta base de comparação, destaque para o desempenho da Agropecuária (1,2%) e dos Serviços (1,1%). A Indústria, por sua vez, sofreu queda de 1,4%.

O PIB acumulado nos quatro trimestres terminados em junho de 2014 apresentou crescimento de 1,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Esta taxa resultou da elevação de 1,3% do Valor Adicionado a preços básicos e do aumento de 1,9% nos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios. O resultado do Valor Adicionado neste tipo de comparação decorreu dos seguintes desempenhos: Agropecuária (1,1%), Indústria (0,5%) e Serviços (1,6%).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

19 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Jorge Luis

    29 de agosto de 2014 2:14 pm

    Olha a conta do aumento dos

    Olha a conta do aumento dos juros chegando…

  2. drigoeira

    29 de agosto de 2014 2:16 pm

    Corram para as colinas!!!

    Material para um mês de campanha…

  3. CarloB

    29 de agosto de 2014 2:21 pm

    É isso aí.

    Pesaram demais a mão no aumento dos juros. E viva o Banco Central independente. Toma Dilma , mais um problema que vai ter que se virar pra resolver!

    E agora , será que o Tombini e seus assessores bancários das reuniões do BC vão assumir o erro e adimitir que acreditaram demais na inflação do tomate da globo a da grande mídia?

  4. Zanchetta

    29 de agosto de 2014 2:23 pm

    O IBGE acabou de dizer que

    O IBGE acabou de dizer que refez as contas do PIB do 1o. trimestre deste ano e, ao invés de aumento de 0,2%, houve um decréscimo de 0,2%… ou seja o aumento de 1,4% caiu para 1%.

    O Governo já tomou medidas para que não se refaça mais nenhuma conta de PIB positivo…

  5. Pibeiro

    29 de agosto de 2014 2:55 pm

    E de quem é a culpa?

    Somente numa economia totalmente estatal o resultado do PIB seria de sua total responsabilidade.

    Num país democrático e de economia aberta e capitalista, PIB é atividade eminentemente econômica (e não financeira). E os bancos estão com lucros astronômicos (as empresas também),

    O empresariado segura tudo, senta em cima do vil metal (que nem tem o formato apropriado…) e torce pra dar tudo errado.

    O deles miseravelmente rende nas oportunidades de aplicação aqui e acolá.

    Para haver recessão (e não apenas recuo do PIB), é preciso haver também desemprego, inflação etc.

    Ora, há pleno emprego, desoneração de folha, insumos com custos reduzidos, inflação dentro da meta, juros altos mas nem tanto qunto os mais de 40% da era neoliberal, há incentivos fiscais, nenhuma crise econômica ou monetária, investimentos em infraestrutura como nunca se fez no período fernandista, moeda um tanto cara (para exportações) mas estável, educação e saúde melhorando, energia mais barata (eletricidade e combustível), incentivos à industria nacional (lucros aqui e não acolá).

    A dívida externa nunca foi melhor. A interna, continua sustentando a banca e a dívida publica é uma das melhores do mundo.

    Há ajustes necessários? Sempre haverá, como em qualquer economia, dinamica (e no nosso caso, em desenvolvimento).

    Mas o que “falta” para o PIB bombar?

    Eminentemente, a zelite empresarial começar a se coçar no econômico e não ficar dormindo no financeiro. E o governo continuar a fazer os ajustes necessários.

    Mas não sozinho!

    Mas respondendo a questão do título, a culpa “obviamente” é de Lula e Dilma!

    Némêz?

    1. aliancaliberal

      29 de agosto de 2014 5:31 pm

      Cristina kirchner deu a mesma

      Cristina kirchner deu a mesma desculpa.

  6. Bruce Guimarães

    29 de agosto de 2014 3:30 pm

    Recessão!!!

    Só digo uma coisa: Tenho dó de quem vai administrar o país a partir de 1º de Janeiro.  

  7. Silvio Torres

    29 de agosto de 2014 3:44 pm

    Nassif, essa recessão

    Nassif, essa recessão anunciada como “técnica”, é política? Pode ter sido criada artificialmente pelos grandes grupos econômicos?

    1. racquad

      29 de agosto de 2014 7:22 pm

      Não. Isso é conceito técnico.

      Não. Isso é conceito técnico. Dois trimestres concecutivos de retração = recessão técnica.

      Não foi inventado agora porque é período eleitoral.

      Vamos parar de procurar chifre em cabeça de cavalo.

  8. Fábio de Oliveira Ribeiro

    29 de agosto de 2014 4:12 pm

    Recessão? Ha, ha, ha… isto

    Recessão? Ha, ha, ha… isto é piada que me faz rir. Cresci durante um período de estagflação com elevadas taxas de desemprego.

    1. aliancaliberal

      29 de agosto de 2014 4:45 pm

      Você cresceu numa época que

      Você cresceu numa época que empregado era quem trabalhava e recebia, não o conceito atual de emprego, inventaram ate o emprego não remunerado.

       

  9. Doug_SP

    29 de agosto de 2014 4:15 pm

    O resumo e o mais preocupante

    O resumo e o mais preocupante é isso:

    agropecuária teve variação de +0,2%, enquanto que a Indústria (-1,5%) e os Serviços (-0,5%) sofreram quedas no período. Dentre os subsetores que formam a Indústria, apenas a Extrativa mineral registrou expansão: 3,2%. Indústria de Transformação (-2,4%), Construção civil (-2,9%) 

    E infelizmente, graças ás eleições, o governo está de mãos atadas. É politicamente inviável no momento qualquer atitude prática para reverter esse quadro; até porque isso não se resolver do dia para a noite, com uma canetada.

    Ou seja, VAI PIORAR… Segurem-se nas poltronas que 2015 será mesmo turbulento.

     

  10. astrogildo cruz

    29 de agosto de 2014 4:22 pm

    Pibinho

    A equipe econômica do governo Dilma cometeu dois grandes erros, influenciada pela opinião não confiável da mídia golpista e rentista: promoveu duas grandes elevações na taxa selic, sendo uma no primeiro ano do mandato, colocando por terra o boom econômico dos dois últimos anos do governo Lula, e a outra em 2013-2014, que coloca no momento a economia brasileira tecnicamente em recessão.

    A notícia, para a candidata Dilma, não poderia ter vindo num momento pior. A pergunta que não cala: vale a pena aumentar a selic, gerando todo um ambiente de desestímulo ao crédito e desconfiança, por causa de 0,7 ou 0,8% de percentual do índice inflacionário, considerando-se ainda que a inflação está dentro do patamar máximo da meta. Quem tiver certeza na resposta, responda!

    Astrogildo Cruz

    1. Ze Guimarães

      30 de agosto de 2014 12:38 am

      Populismo cambial

      Está correto Astrogildo.

      E este foi o pecado capital de todos os governos que falharam até agora. FHC fez o mesmo, mas em proporções maiores a 45% de Selic, o resultado todo mundo conhece. Sarney também fez, quam viveu na época se lembra dos juros estratosféricos pagos pelo overnight, e que não só não acabaram com a inflação como aumentaram ainda mais. Sempre a causa da queda de governos foi a mesma, medo de abaixar os juros, e enfrentar uma pequena inflação com crescimento pleno.

      Fui a pouco ao mercado e vi tomates a R$ 1,99 o Kg, isto a oposição não mostrará nunca. Mas a recessão mesmo que ninguém mostre acaba sendo sentida por todos.

      Faltou pulso para Dilma, Lula jamais teria feito isto. E o pior é que corre o risco de entrar em uma bola de neve; em uma recessão a qual arruinaria o PT consigo. Com a teimosia de Dilma, e o rumo mantido, de um cenário recessivo, mesmo que Dilma ganhe agora, em 2018 será dificil dar mais desculpas ao eleitor e impedir uma vitória de Marina ou de qualquer outro que seja.

      Dá para entender porque Marina sobe nas pesquisas como um foguete, resta perguntar se ela teria mais pulso do que Dilma para abixar os juros ou estariamos trocando 6 por meia duzia. De Aécio e seus juros Armínicos de 45% nem queremos falar aqui.

      Na verdade o que o país sente falta mesmo é de um Lula no comando.

      Por enquanto a recessão está atingindo só os empresários, e o desemprego ainda está em baixa, mas nenhum emprego resiste muito tempo em uma economia recessiva.

       

  11. aliancaliberal

    29 de agosto de 2014 4:51 pm

    Recessão mas com

    Recessão mas com desevolvimento e distribuição de renda.

    Num futuro não muito distante anunciamento em rede nacional de televisão a importação da  Venezuela das máquinas “captahuellas”, para “regular o abastecimento” e “preços justos”. Como pano de fundo, as gôndôlas dos supermercados vazias. Esqueça seu churrasquinho de final de semana

  12. racquad

    29 de agosto de 2014 7:47 pm

    Em maio deste ano, o mesmo

    Em maio deste ano, o mesmo Mantega disse que a Copa seria um dos motores do crescimento do PIB para o trimestre seguinte.

    http://www.brasil247.com/pt/247/economia/141826/Mantega-Copa-deve-ajudar-PIB-no-2%C2%BA-trimestre.htm

    Hoje, ele diz que a Copa (!!!!) foi a responsável pelo PIB ruim.

    Eu realmente não entendi. Quer dizer, qualquer coisa vale? Qualquer coisa justifica o resultado ou expectativa para o PIB?

    Independentemente da questão de pleno emprego e inflação baixa (que só foi baixa porque a Copa das Copas afundou o PIB), a equipe econômica carece de sustentação mínima em sua linha de argumentação….

  13. Roberto São Paulo-SP 2014

    29 de agosto de 2014 11:25 pm

    Por uma revisão na condução da Política Monetária

    ——–30. O Copom avalia que a demanda agregada tende a se apresentar relativamente robusta no horizonte relevante para a política monetária.—–

    É urgente a revisão da atual política monetária conduzida pelo copom, para eliminar o atual expressivo diferencial de juros, reduzindo rapidamente os juros da Selic para algo em torno de 7% a 8% nominais ao ano, bem como anunciar a disposição de vender parte das Reservas Cambiais  caso seja necessário combater eventuais volatilidade na taxa de câmbio.

    O queda do PIB no primeiro e n segundo trimestre de 2014 demonstra antes de mais nada que estamos diante de qualquer coisa, menos que diante de uma inflação de demanda.

    O aumento de juros da Selic promovido pelo copom foi um erro de precipitação diante do ajuste na política monetária nos EUA.

    O aumento dos juros da Selic se revelaram não ser a melhor ferramenta para controlar a inflação.

    Basicamente o aumento da inflação foi contida pelo política de venda de swaps cambiais, que impediu a fuga de capitais diante do atual ajuste da política monetária nos EUA.

    Além disso os dados do PIB, também revelaram os erros de avaliação da maioria dos analistas de mercado, já que não estamos diante de nenhuma necessidade de reduzir os gastos públicos, muito pelo contrário.

    anexos:

    Ata do Copom—184ª Reunião-–Banco Central do Brasil – Data: 15 e 16/7/2014—Publicado na Internet em 24/07/2014
    Sumário

    Evolução recente da economiaAvaliação prospectiva das tendências da inflaçãoImplementação da política monetária——

    —-30. O Copom avalia que a demanda agregada tende a se apresentar relativamente robusta no horizonte relevante para a política monetária. De um lado, o consumo das famílias tende a registrar ritmo moderado de expansão, devido aos efeitos de fatores de estímulo como o crescimento da renda e a expansão moderada do crédito; de outro, condições financeiras relativamente favoráveis, concessão de serviços públicos, ampliação das áreas de exploração de petróleo, entre outros, tendem a favorecer a ampliação dos investimentos. Esses elementos e os desenvolvimentos no âmbito parafiscal e no mercado de ativos são partes importantes do contexto no qual decisões futuras de política monetária serão tomadas, com vistas a assegurar a convergência tempestiva da inflação para a trajetória de metas.

    URL:
    http://www.bcb.gov.br/?COPOM184

    Relatório de Inflação—Brasília–v.16–no. 2—jun–2014—-p. 1‐100 (pdf)
    Publicação trimestral do Comitê de Política Monetária (Copom), em conformidade com o Decreto no 3.088, de 21 de
    junho de 1999.
    Banco Central do Brasil -Publicado na Internet em 26/06/2014

    1-Nível de atividade
    O PIB cresceu 0,2% no primeiro trimestre de 2014, em relação ao quarto trimestre do ano anterior, com base em dados dessazonalizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O ritmo moderado de crescimento refletiu, principalmente, o recuo de 0,1% do consumo das famílias, após nove resultados positivos em sequência, nessa base de comparação.

    Não obstante a evolução recente de indicadores de confiança, de empresários e famílias, a expansão moderada do crédito e os elevados níveis ocupação no mercado de trabalho sugerem que a economia tende a continuar em expansão este ano, todavia em ritmo menos intenso do que em 2013.
    —-1.6     Conclusão
    A atividade econômica cresceu moderadamente no primeiro trimestre de 2014, em linha com a evolução recente do crédito, de indicadores de confiança e do comércio exterior.
    As perspectivas para os próximos trimestres sugerem que a economia tende a continuar em expansão este ano, mas em ritmo menos intenso do que em 2013.

    URL:
    http://www.bcb.gov.br/htms/relinf/direita.asp?idioma=P&ano=2014&acaoAno=ABRIR&mes=06&acaoMes=ABRIR

    1. aliancaliberal

      30 de agosto de 2014 4:46 pm

      Com que poupança Roberto,

      Com que poupança Roberto, você cai no mesmo erro do establishment.

      Outro erro eo não entendiemnto da Lei de Say.

  14. Copa de paulada

    30 de agosto de 2014 4:19 am

    [  Eu acredito que este

    [  Eu acredito que este resultado é momentâneo. Um dos motivos que explicam este resultado é o número de feriados que nós tivemos. Por conta da Copa, tivemos a maior quantidade de feriados em toda a história do Brasil nos últimos anos.]  era previsível que quem estava incentivando copa queria mais a desgraça do governo Dilma.

Recomendados para você

Recomendados