10 de junho de 2026

Proposta do Brasil que garante estratégia global para saúde indígena é aprovada pela OMS

Governos do mundo todo foram unânimes ao aprovar a medida, na 76ª Assembleia Mundial da Saúde (AMS), em Genebra.
Foto: Agência Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou, nesta segunda-feira, uma resolução do Brasil que tem como objetivo garantir uma estratégia global para assegurar a defesa da saúde dos povos indígenas. Governos do mundo todo foram unânimes ao aprovar a medida, na 76ª Assembleia Mundial da Saúde (AMS), em Genebra.

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Em meio ao desmonte socioambiental proferido nos últimos dias, a notícia traz um momento de respiro e ânimo para continuar lutando em prol das minorias que são a raiz do povo brasileiro. 

A resolução

A iniciativa conta com o apoio da Austrália, Bolívia, Canadá, Cuba, EUA, Peru e UE. Além de outros países terem reconhecido o papel protagonista do Brasil, como a Dinamarca, a Nigéria, a Guatemala, México, e a própria OMS.

A agência, que propôs uma estratégia global de 3 anos, chamou a resolução de “histórica”, e está pronta para dar o pontapé inicial no projeto. Conforme o acordo, cada governo criará seu plano de ação – não obrigatório – para garantir a saúde indígena, onde cada país agirá voluntariamente para definir as políticas. 

Confira, abaixo, as medidas que os países signatários deverão adotar:

  • Desenvolver conhecimento sobre o contexto de saúde dos povos indígenas de seus territórios por meio de coleta dados;
  • Identificar necessidades específicas e lacunas no acesso e cobertura por saúde física e mental atual;
  • Desenvolver, financiar e implementar planos e estratégias; 
  • Reduzir a desigualdade de gênero, social, cultural e barreiras geográficas ao acesso equitativo a serviços de saúde de qualidade, prestados em terras indígenas; 
  • Incorporar abordagem intercultural e intersetorial no desenvolvimento de políticas sobre a saúde dos povos indígenas; e
  • Adotar uma abordagem inclusiva e participativa no desenvolvimento e implementação de pesquisa e desenvolvimento. 

A iniciativa do governo Lula

Ao apresentar a proposta, o governo Lula deixou evidente a real situação em que vivem os povos tradicionais e a defasagem que sofrem por viverem bem menos que a população mundial. Além disso, o Brasil exige que grupos indígenas participem do processo de elaboração do projeto.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou que a iniciativa é uma resposta ao retrocesso e que “considera um processo em curso”. 

“A resolução encoraja os demais países a desenvolverem planos nacionais e buscarem estratégias que possam assegurar o acesso à saúde dos povos indígenas, respeitando o direito à consulta e fortalecendo a participação social na construção de ações, programas e políticas voltadas a essas populações”, complementa a ministra. 

O secretário de Saúde Indígena, Ricardo Weibe Tapeba, também se posicionou. “Nosso país tem muito a ajudar, porque já temos um subsistema implantado, temos uma política consolidada, mas precisamos olhar as iniciativas de outros lugares que não incluímos ainda no Brasil”, declara. 

Confira o acordo na íntegra.

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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