5 de junho de 2026

Sylvinha, Claudinha, Mário e Paulo Telles: Parabéns pra vocês!

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Ontem recebi gentilíssima mensagem de Lucio Fagundes Telles, meu mais novo amigo através do Facebook. Lucio é filho do grande cantor e compositor Mário Telles, sobrinho de Sylvinha Telles e primo, obviamente, da  também excelente Claudinha Telles. Com prazer divido-a com vocês:

“Meu caro Luciano hortencio!

É grande o meu prazer e a minha felicidade em poder me dirigir diretamente a você. Eu já o tinha como amigo mesmo antes que soubesses. Desde o dia em que, por acaso, encontrei em seu canal no youtube as gravações feitas por meu saudoso Pai, Mario Telles e minha tia Sylvinha Telles.

Agradeço de coração o cuidado com que preparaste os vídeos que ilustram as canções. Ontem, passeando pela lista de amigos da minha prima, Claudinha Telles, encontrei seu nome e vibrei de felicidade pela oportunidade de poder te agradecer. Hoje é aniversário de Claudinha e amanhã, 27 de agosto, da tia Sylvia. Um dia especial pois o presenteado fui eu.

Um forte e caloroso abraço,

Lúcio”.

Assim, através do Lucio, podemos render homenagens à grande Silvinha Telles no dia de seu aniversário natalício, parabenizar a cantora Claudinha Telles que ontem aniversariou e relembrar com muito prazer também a voz e a música de Mário Telles. Ao Lucio Fagundes Telles, o nosso abraço fraterno.

Luciano Hortencio

Música e literatura fazem parte do meu dia a dia.

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10 Comentários
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  1. jns

    27 de agosto de 2014 1:44 pm

    abaixo a censura

     

    Durmo. Se sonho, ao despertar não sei 
    Que coisas eu sonhei. 
    Durmo. Se durmo sem sonhar, desperto 
    Para um espaço aberto 
    Que não conheço, pois que despertei 
    Para o que inda não sei. 
    Melhor é nem sonhar nem não sonhar 
    E nunca despertar. 

    Fernando Viajandão Pessoa

    Восход Солнца в Океане. Владимир Куш

    (...)

    n770092267_274165_7170.jpg

    Teatro Delacorte no Central Park, New York, 2008

    hair-broadway-big.jpg

    A mesma galera participa da montagem apresentada no Al Hirschfeld Theatre da Broadway, New York, 2009

    [video:http://youtu.be/yZZ4CjMPKyE width:600 height:450]

    PAZ E AMOR!

  2. jns

    27 de agosto de 2014 3:07 pm

    Incontro di Amici

     

    Hans Memling, Musician Angels, 1480

    Velázquez: Three Musicians

    Diego Velázquez, Tres Musicos,1617

    Dirck Hals

    Dirck HALS, Musicians, 1623

    Govert Flinck, Rembrandt as Shepherd with Staff and Flute,1636

    Eustache Le Sueur – Una Riunione di Amici, 1640~1642

    Peter Lely, Violone, 1649

    Picture of MPRO Rehersal

    Carlo Amalfi, Musical Gathering, 1725

    Песенная География (ч2) Бельгия

    Jean Batista Lodewyck (Maes-Canini) Maes, Musicians, 1854

    Wędrowni muzykanci

    Franciszek Streitt, Wędrowni Muzykanci, 1880

    File:Gerrit van Honthorst - De vrolijke speelman.jpg

    Gerrit vam Honthorst, The Merry Fiddler, 1623

    1. lucianohortencio

      27 de agosto de 2014 4:25 pm

      Grazie tante, amico mio!

      [video:http://youtu.be/GfONXnLE9CM%5D

      1. jns

        27 de agosto de 2014 4:53 pm

        MUSAS

         

        “Verdades que eu menti  /  Mentiras que escondi”

          Dos sonhos que eu vivi / do tempo que eu sofri”

         

        This is Nara with Sylvia Telles, another Bossa Nova singer

        [naraesylvia.jpg]

        …and this is the cover of her final album, before she was killed in a car crash in 1966.

        Cláudia Telles, filha de Sylvia Telles

        [video:http://youtu.be/DtIssRtiIuU width:600 height:450]

  3. Mara L. Baraúna

    27 de agosto de 2014 5:06 pm

    Parabéns pelo post!

    Parabéns, amigo Luciano!!

    Acompanho suas postagens, sempre de grande bom gosto. Sylvinha, talentosíssima, merece todas as nossas homenagens!

  4. jns

    27 de agosto de 2014 5:12 pm

    Comandante da Festa

     

    Se você permitir, trouxe um carinha sangue bom prá dar uma canja no níver da Sylvia

    [video:http://youtu.be/T5ckjxrk07s width:600 height:450]

     

  5. Maria Luisa

    27 de agosto de 2014 6:03 pm

    Sylvinha

    Aniversarios são datas que não devemos deixar passar em branco. E que bom que o Luciano e a Mara Barauna não deixaram passar em brancas nuvens a lembrança da voz sensual de Sylvinha Telles. Disse no outro post homenagem, que Sylvinha me lembra o Rio dos anos 50.  De toda uma geração que nos fez sonhar…. Felicidades a familia Telles !

  6. lucianohortencio

    27 de agosto de 2014 7:36 pm

    Obrigado aos amigos

    que se juntaram a essa homenagem para Sylvinha, Mário, Claudinha e Lúcio. Família de artistas, com muita união e simplicidade.

    A todos e a cada um de vocês eu digo: NÃO QUERO VER VOCÊ TRISTE!

    [video:http://youtu.be/IepaJAErjgs%5D

  7. lucianohortencio

    28 de agosto de 2014 10:18 am

    Amendoim Torradinho!

    Primeiro grande sucesso da grande Sylvinha Telles!

     

    [video:http://youtu.be/78OrptGD4wA%5D

  8. jns

    28 de agosto de 2014 5:32 pm

    “cre’m-deus-padres”

     

    O POETA COME AMENDOIM

    a Carlos Drummond de Andrade (1924)

     

    Noites pesadas de cheiros e calores amontoados…

    Foi o sol que por todo o sítio imenso do Brasil

    Andou marcando de moreno os brasileiros.

    Estou pensando nos tempos de antes de eu nascer…

    A noite era pra descansar. As gargalhadas brancas dos mulatos…

    Silêncio! O Imperador medita os seus versinhos.

    Os Caramurús conspiram na sombra das mangueiras ovais.

    Só o murmurejo dos cre’m-deus-padres irmanava os homens de meu país…

    Duma feita os canhamboras perceberam que não tinha mais escravos,

    Por causa disso muita virgem-do-rosário se perdeu…

    Porém o desastre verdadeiro foi embonecar esta república temporã.

    A gente inda não sabia se governar…

    Progredir, progredimos um tiquinho

    Que o progresso também é uma fatalidade…

    Será o que Nosso Senhor quiser!…

    Estou com desejos de desastres…

    Com desejos do Amazonas e dos ventos muriçocas

    Se encostando na cangerana dos batentes…

    Tenho desejos de violas e solidões sem sentido

    Tenho desejos de gemer e de morrer.

     

     

    Brasil…

    Mastigado na gostosura quente do amendoim…

    Falado numa língua corumim

    De palavras incertas num remeleixo melado melancólico…

    Saem lentas frescas trituradas pelos meus dentes bons…

    Molham meus beiços que dão beijos alastrados

    E depois semitoam sem malícia as rezas bem nascidas…

    Brasil amado não porque seja minha pátria,

    Pátria é acaso de migrações e do pão-nosso onde Deus der…

    Brasil que eu amo porque é o ritmo do meu braço aventuroso,

    O gosto dos meus descansos,

    O balanço das minhas cantigas amores e danças.

    Brasil que eu sou porque é a minha expressão muito engraçada,

    Porque é o meu sentimento pachorrento,

    Porque é o meu jeito de ganhar dinheiro, de comer e de dormir.

     

    Mário de Andrade

    Poesias Completas, São Paulo: Martins Editora, 1955. p. 157-158

     

    * * *

     

    Cuidado Lobão!

    Aprecie o amendoinho torradim cum muderação.

    Num izagére!

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