
Ontem recebi gentilíssima mensagem de Lucio Fagundes Telles, meu mais novo amigo através do Facebook. Lucio é filho do grande cantor e compositor Mário Telles, sobrinho de Sylvinha Telles e primo, obviamente, da também excelente Claudinha Telles. Com prazer divido-a com vocês:
“Meu caro Luciano hortencio!
É grande o meu prazer e a minha felicidade em poder me dirigir diretamente a você. Eu já o tinha como amigo mesmo antes que soubesses. Desde o dia em que, por acaso, encontrei em seu canal no youtube as gravações feitas por meu saudoso Pai, Mario Telles e minha tia Sylvinha Telles.
Agradeço de coração o cuidado com que preparaste os vídeos que ilustram as canções. Ontem, passeando pela lista de amigos da minha prima, Claudinha Telles, encontrei seu nome e vibrei de felicidade pela oportunidade de poder te agradecer. Hoje é aniversário de Claudinha e amanhã, 27 de agosto, da tia Sylvia. Um dia especial pois o presenteado fui eu.
Um forte e caloroso abraço,
Lúcio”.
Assim, através do Lucio, podemos render homenagens à grande Silvinha Telles no dia de seu aniversário natalício, parabenizar a cantora Claudinha Telles que ontem aniversariou e relembrar com muito prazer também a voz e a música de Mário Telles. Ao Lucio Fagundes Telles, o nosso abraço fraterno.
jns
27 de agosto de 2014 1:44 pmabaixo a censura
Durmo. Se sonho, ao despertar não sei
Que coisas eu sonhei.
Durmo. Se durmo sem sonhar, desperto
Para um espaço aberto
Que não conheço, pois que despertei
Para o que inda não sei.
Melhor é nem sonhar nem não sonhar
E nunca despertar.
Fernando Viajandão Pessoa
Teatro Delacorte no Central Park, New York, 2008
A mesma galera participa da montagem apresentada no Al Hirschfeld Theatre da Broadway, New York, 2009
[video:http://youtu.be/yZZ4CjMPKyE width:600 height:450]
PAZ E AMOR!
jns
27 de agosto de 2014 3:07 pmIncontro di Amici
Hans Memling, Musician Angels, 1480
Diego Velázquez, Tres Musicos,1617
Dirck HALS, Musicians, 1623
Govert Flinck, Rembrandt as Shepherd with Staff and Flute,1636
Eustache Le Sueur – Una Riunione di Amici, 1640~1642
Peter Lely, Violone, 1649
Carlo Amalfi, Musical Gathering, 1725
Jean Batista Lodewyck (Maes-Canini) Maes, Musicians, 1854
Franciszek Streitt, Wędrowni Muzykanci, 1880
Gerrit vam Honthorst, The Merry Fiddler, 1623
lucianohortencio
27 de agosto de 2014 4:25 pmGrazie tante, amico mio!
[video:http://youtu.be/GfONXnLE9CM%5D
jns
27 de agosto de 2014 4:53 pmMUSAS
“Verdades que eu menti / Mentiras que escondi”
Dos sonhos que eu vivi / do tempo que eu sofri”
This is Nara with Sylvia Telles, another Bossa Nova singer
…and this is the cover of her final album, before she was killed in a car crash in 1966.
Cláudia Telles, filha de Sylvia Telles
[video:http://youtu.be/DtIssRtiIuU width:600 height:450]
Mara L. Baraúna
27 de agosto de 2014 5:06 pmParabéns pelo post!
Parabéns, amigo Luciano!!
Acompanho suas postagens, sempre de grande bom gosto. Sylvinha, talentosíssima, merece todas as nossas homenagens!
jns
27 de agosto de 2014 5:12 pmComandante da Festa
Se você permitir, trouxe um carinha sangue bom prá dar uma canja no níver da Sylvia
[video:http://youtu.be/T5ckjxrk07s width:600 height:450]
Maria Luisa
27 de agosto de 2014 6:03 pmSylvinha
Aniversarios são datas que não devemos deixar passar em branco. E que bom que o Luciano e a Mara Barauna não deixaram passar em brancas nuvens a lembrança da voz sensual de Sylvinha Telles. Disse no outro post homenagem, que Sylvinha me lembra o Rio dos anos 50. De toda uma geração que nos fez sonhar…. Felicidades a familia Telles !
lucianohortencio
27 de agosto de 2014 7:36 pmObrigado aos amigos
que se juntaram a essa homenagem para Sylvinha, Mário, Claudinha e Lúcio. Família de artistas, com muita união e simplicidade.
A todos e a cada um de vocês eu digo: NÃO QUERO VER VOCÊ TRISTE!
[video:http://youtu.be/IepaJAErjgs%5D
lucianohortencio
28 de agosto de 2014 10:18 amAmendoim Torradinho!
Primeiro grande sucesso da grande Sylvinha Telles!
[video:http://youtu.be/78OrptGD4wA%5D
jns
28 de agosto de 2014 5:32 pm“cre’m-deus-padres”
O POETA COME AMENDOIM
a Carlos Drummond de Andrade (1924)
Noites pesadas de cheiros e calores amontoados…
Foi o sol que por todo o sítio imenso do Brasil
Andou marcando de moreno os brasileiros.
Estou pensando nos tempos de antes de eu nascer…
A noite era pra descansar. As gargalhadas brancas dos mulatos…
Silêncio! O Imperador medita os seus versinhos.
Os Caramurús conspiram na sombra das mangueiras ovais.
Só o murmurejo dos cre’m-deus-padres irmanava os homens de meu país…
Duma feita os canhamboras perceberam que não tinha mais escravos,
Por causa disso muita virgem-do-rosário se perdeu…
Porém o desastre verdadeiro foi embonecar esta república temporã.
A gente inda não sabia se governar…
Progredir, progredimos um tiquinho
Que o progresso também é uma fatalidade…
Será o que Nosso Senhor quiser!…
Estou com desejos de desastres…
Com desejos do Amazonas e dos ventos muriçocas
Se encostando na cangerana dos batentes…
Tenho desejos de violas e solidões sem sentido
Tenho desejos de gemer e de morrer.
Brasil…
Mastigado na gostosura quente do amendoim…
Falado numa língua corumim
De palavras incertas num remeleixo melado melancólico…
Saem lentas frescas trituradas pelos meus dentes bons…
Molham meus beiços que dão beijos alastrados
E depois semitoam sem malícia as rezas bem nascidas…
Brasil amado não porque seja minha pátria,
Pátria é acaso de migrações e do pão-nosso onde Deus der…
Brasil que eu amo porque é o ritmo do meu braço aventuroso,
O gosto dos meus descansos,
O balanço das minhas cantigas amores e danças.
Brasil que eu sou porque é a minha expressão muito engraçada,
Porque é o meu sentimento pachorrento,
Porque é o meu jeito de ganhar dinheiro, de comer e de dormir.
Mário de Andrade
Poesias Completas, São Paulo: Martins Editora, 1955. p. 157-158
* * *
Cuidado Lobão!
Aprecie o amendoinho torradim cum muderação.
Num izagére!