Por IV AVATAR
Em palestra em Campinas, no evento “A economia Brasileira: Desafios ao seu crescimento”, Eduardo Giannetti, um dos gurus de Marina Silva para a economia, defende o ensino pago nas universidade públicas, pelo menos para os estudantes que podem pagar e, segundo ele, os que fizeram nível médio em escola particular, podem pagar ensino universitário. Diante disso, fiz uma pesquisa para saber quem seria atingido com esta medida e achei um artigo que me responde a dúvida, este artigo de Wladimir Saflate, embora não seja uma resposta à Giannetti, é interessante. Como exemplo, ele diz que uma familia que ganha 10 mil reais por mês teria que escolher, dentre os filhos, um deles para ingressar na universidade, como ocorre no Chile

da Folha
Publicado em 17/06/2014
Pagando a conta, por Vladimir Safatle
Contra essa pretensa espoliação, não se apresentam novas formas de financiamento para assegurar a gratuidade e o maior número de vagas. Ao contrário, com esses amálgamas, só mesmo possíveis no mundo invertido do liberalismo brasileiro, procura-se passar a ideia inacreditável de que universidades pagas seriam socialmente mais justas. Essa ideia, no entanto, não tem sustentação alguma.
Segundo esta mesma Folha informou, algo em torno de 60% dos estudantes da Universidade de São Paulo vêm de famílias que ganham até dez salários mínimos (ou seja, até R$ 7.240). Digamos que essa “elite” devesse pagar mensalidades de R$ 2.000 por aluno matriculado na universidade. Para alguns, “justiça social” significa tal família ser obrigada a pagar quase 30% de seus salários para que seus filhos estudem em uma universidade pública.
Imagine se essa família, ou mesmo uma família que ganhe R$ 10 mil, tiver dois filhos estudando em universidades. Como no Chile de hoje, ela deverá escolher um dos filhos para seguir na vida acadêmica. Um belo exemplo de justiça.
Neste ano de eleição, colocar tal tema em pauta mostra a inanidade de nosso debate político atual. Ela mostra também o quanto a classe rica deste país está disposta a fazer para defender seus rendimentos. Deveríamos estar debatendo formas de taxar os realmente ricos para financiar melhor as nossas universidades públicas. Países como o Uruguai, que conseguiram conservar sua educação pública, têm impostos exclusivos para a educação.
No entanto, estamos a debater como espoliar a classe média para evitar usar a capacidade de contribuição dos muito ricos para financiar nossos serviços públicos.
Uma universidade como a USP representa 25% de todas as pesquisas feitas neste país, mesmo sendo administrada de maneira, no mínimo, temerária, como mostraram os resultados da nossa última reitoria. Muitos gostariam de impedir o Estado de financiar tais pesquisas submetendo-as aos interesses imediatos do mercado, transformando-nos em pesquisadores pagos por indústrias farmacêuticas, multinacionais, empreiteiras, bancos e outros amantes do saber desinteressado.
Ricardo JC
26 de agosto de 2014 12:38 pmPelo jeito, este pessoal está
Pelo jeito, este pessoal está querendo começar a minar todo o esforço feito pelo atual governo no sentido de ampliar e democratizar o acesso às Universidades Públicas. Temos que ter cuidado e estudar o que, de fato, estes aventureiros estão dispostos a fazer. Essa notícia me preocupa demais.
Ivan de Union
26 de agosto de 2014 12:47 pmA direita eh igualzinha em
A direita eh igualzinha em todos os paises, Avatar: dismantelar eh a especialidade deles.
Repetindo: nao ha sequer UM projeto de governo anterior que eles mantiveram em seu lugar ou respeitaram. Eles dismantelam tudo em que encostam.
luiz valentim
26 de agosto de 2014 12:50 pmeconomista a favor de taxa Ridículo,incompoeltência e amadorismo
Econimista com um mínimo de coerência e , sic, ciência olharia para
os impostos de renda e imposto sobre herança e qualquer outro tributo já existemnte e não criaria taxa
sujeita a corrupção e de difícil e oneroza cobrança.
Luis Armidoro
26 de agosto de 2014 12:55 pmSerá que este sujeito pagou
Será que este sujeito pagou para estudar?
Gil Teixeira
26 de agosto de 2014 1:34 pmHipócrita
Na Wikipédia (embora não seja nada confiável) diz que esse senhor estudou na USP!
Assis Ribeiro
26 de agosto de 2014 12:55 pmO que Marina propõe é o neoliberalismo adocicado
O novo que se propõe é uma cópia do que fez Tony Blair, e com a mesma nomenclatura de “terceira via”.
Trata -se de uma tentativa de conciliar a direita e a esquerda, através de uma política econômica ortodoxa e de uma política social progressista.
Nada mais que um centrismo radical.
Se essa política não deu certo na Inglaterra, um país com índices de avanços sociais e solidez econômica incomparáveis ao Brasil, quanto mais por aqui.
Essa bandeira também não é novidade no Brasil , e Fernando Henrique Cardoso exerceu seus mandatos dentro desta concepção; os resultados são conhecidos.
Marco Antonio Silva
26 de agosto de 2014 1:02 pmSão piores que o PSDB
E vai atingir logo a turma de alunos das universidades que foram de braços dados com seus mestres para atender a convocatória da Fiat e cia na onda de descrença contra “tudo o que está ai”(não seria por causa da queda dos juros ao patamar de 5% e o colar de tomates da Ana Maria Braga?) Em termos de aplicação do principio do estado minimo para o povão e máximo para eles mesmo(no caso banqueiros, midia, rentistas), são bem piores que os tucanos, cruz in credo
Jaide
26 de agosto de 2014 1:47 pmNeo liberamismo
Neo liberamismo adocicad0?
Tentativa de concilar a direira e a esquerda?
Que nada!
É a já surrada fórmula de dar nova denominação ao velho pacote neoliberal, aplicado até com mais vigor.
Um retumbante “sucesso” na Europa.
Os manifestantes “cívicos” de junho/13 (em sua maioria estudantes), na hipótese de vitória da sua canditata, vão se deparar rapidinho com a “nova política”.
Em linguagem mais moderna: “a materialidade dos fatos”.
Vitor Carvalho
26 de agosto de 2014 2:54 pmE lá vamos nós…
De cima abaixo, com o agravante de se buscar como propósito estabelecer um fonte de energia carísssimo até mesmo para os alemães. Somente um pergunta: se o ensino passar a ser financiado por dívida privada do povão, para onde irá o pré-sal?
Roberto Monteiro
26 de agosto de 2014 3:04 pmDepois do socialismo moreno do Brizola,
Temos a petulância do neoliberalismo moreno da Marina e sua trupe.
Juliano Santos
26 de agosto de 2014 4:14 pmPolítica social progressista?
Política social progressista? Infelizmente nem tem isso, Assis. Sim porque Gianetti diz que a primeira coisa a se fazer é corte drástico do gasto público. Mas a verdade é que o custeio com a maquina não aumentou nos governos Lula/Dilma. Ao contrário, diminuiu. É só pesquisar os números.
Então não tem outra saída, corte na gasto com os programas sociais. É preciso apertar a Marina aí. O blablá dela não resolve a questão, que é matemática. A equação não fecha.
Nesse sentido “a terceira via” brasileira fica mais chique, a la França do Hollande. Bem a gosto da burguesia “de esquerda”
drigoeira
26 de agosto de 2014 1:00 pmNão tem condição de pagar…
Este papo não acaba nunca!!!
Eu pago míseros 540,00 reais para meu filho estudar em escola particular no EM. Qual universidade de qualidade vai ter mensalidade neste valor???
Estes tecnocratas, inteligentes pra caralho, com PHD e várias especializações, não sabem como funcionam as coisas.
Quer cobrar dos estudantes? Porque não incentivam o estágio obrigatório, com pequena remuneração, em comunidades carentes?
É muita gente incompetente administrando o país. Vai pra PQP!!!
Marco Antonio Silva
26 de agosto de 2014 1:22 pmQuer administrar
É muita gente incompetente administrando o país. Vai pra PQP!!!
Ele é assessor de Marina na área econômica. Quer dizer, quer administrar…
aliancaliberal
26 de agosto de 2014 1:28 pmE você quer que os outros
E você quer que os outros paguem para que teu filho estude de “graça”, muito boa a sua ética.
Pagar vai pagar e muito muito mais caro no fim das contas.
Qualquer serviço publico custa de 3 a 5 vezes mais para a sociedade que o serviço privado, não é atoa que ele necessita assaltar a mão armada a população.
edsondias
26 de agosto de 2014 10:45 pmPagar pode pagar… resta
Pagar pode pagar… resta saber se consegue pagar e obter o mínimo de qualidade que as boas universidades públicas ainda oferecem.
Porque eu já fui professor de universidade particular, meu amigo… e vou te falar, viu? Se eu fosse empresário, não contrataria UM profissional formado naquela máquina de fazer diplomas.
rdmaestri
4 de setembro de 2014 3:24 pmColocar a fonte…
Acho bom que pessoas que fazem afirmações do tipo “Qualquer serviço publico custa de 3 a 5 vezes mais para a sociedade que o serviço privado” deveriam colocar de que fonte tiraram estes dados. Afirmações levianas, típicas de conversa de botequim ou de promoções de institutos de “Liberdade Econômica”, baseada simplesmente em outra conversas de botequim ou de outras palestras são completamente irrelavantes.
aliancaliberal
26 de agosto de 2014 3:42 pmQuer que os outros paguem por
Quer que os outros paguem por você, que ética e essa que faz os que não estão na universidade serem obrigados a pagar por meio da força o estudo dos outros.
O serviço publico custa 3 a 5 vezes mais para a sociedade do que a privada.
drigoeira
26 de agosto de 2014 6:20 pmDoente mental!!!
Você é doente, papagaio repetidor. É o verdadeiro dito do Nelson Rodrigues…
Argumentos ridículos, vá estudar. Nunca o serviço público é mais caro que o privado. Pesquise melhor suas fontes e não na revista óia.
O Brasil é um dos poucos países que financia o público e o privado. Uma das formas é emprestando dinheiro subsidiado para empresas privadas, ou estimulando o uso, o consumo, emprestando dinheiro subsidiado para o povo. E a outra forma é debatendo gastos privados no Imposto de Renda.
Pegue sua turma da direita e vá estudar, seu discurso está ultrapassado é o mesmo desde 60 anos. Muda! Nesta campanha eleitoral vcs já ficarão em terceiro, na próxima nem candidato terão.
Repito para vcs idiotas que pensam que serviço público é caro pra cacete. Querem cobrar alguma coisa dos estudantes graduandos? É só obrigar o estágio de conclusão de curso de 6 meses, com pouca remuneração, em comunidades carentes ou necessitadas. Está é a melhor forma dos mesmos retribuirem ao investimento do resto da população.
HELE
26 de agosto de 2014 6:27 pmJusto ou injusto
Se tu pagas apenas R$ 540,00 pro teu filho estudar o ensino médio, vc não se enquadra no perfil da elite, es pobre. Agora pensa se é justo o meu que pago $ 2.000,00 mensalidade em um escola de alta qualidade, concorrendo de igual pra igual com o teu numa Universidade Publica?
drigoeira
26 de agosto de 2014 7:42 pmAcho justo sim…
Primeiro, se vc paga 2000,00 reais é porque é muito burro mesmo. Tenho certeza que a qualidade do ensino de meu filho é semelhante a do seu. Este é o preço de morar em cidades com mais de 200 mil habitantes. Do que adianta pagar 2000 reais se o seu filho não estudar?
Em relação aos outros que estudam em escolas públicas, existem as cotas e o Enem para nivelamento da concorrência.
Sobre pagamento de Universidades, para vc que é de classe alta, pagar 4000 reais por mês não é problema algum.
Então o que vc está fazendo enchendo o saco neste blog? Some daqui coxinha!
matuto
26 de agosto de 2014 1:17 pmFinanciando
Quem está tão interessado na privatização do ensino universitario?
Quem descobrir o porco capitalista, por favor, diga seu nome.
Provavelmente é quem financia Giannetti.
Celso Junqueira
26 de agosto de 2014 1:19 pmGIANNETTI
Eduardo Giannetti da Fonseca é um economista brasileiro, formado na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade e em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas ambas da Universidade de São Paulo.
Logo, fez o curso superior gratuitamente. Essa direita é um perigo. E esse papo de terceira via não me convence. Para mim, terceira via é acostamento.
gabi_lisboa
26 de agosto de 2014 1:22 pmToda essa besteira
Toda essa besteira tranvestida de estratégia econômica, mas que na verdade é estratégia de enriquecimento dos ricos, que os agragados da Marina Silva/Aécio Neves têm defendido está sendo implementada na europa com resultados catastróficos e muitos já foram implementados aqui. O Reagan e a Tacher já usavam os mesmos argumentos em 1980!!!! Aqui nós já tivemos a versão brasileira FHC. Será que nós vamos ter que passar de novo pelo tripé privatização/juros altos/demonização de políticas sociais para nos lembrar o que isso significa? Vamos ter que ouvir de novo que aposentado é vagabundo e voltar a bajular os eua? Me dá arrepios pensar na possibilidade de sermos (des)governados pelo grupo Neca/Lara Rezende corredor de porche, isso não tem nada de novo, é mais do mesmo e nós sabemos até onde essa política leva: arrocho do trabalhador e resgate do fmi.
Assis Ribeiro
26 de agosto de 2014 1:22 pm(Sem título)
aliancaliberal
26 de agosto de 2014 2:16 pmControlar gastos publicos é
Controlar gastos publicos é obrigação de qualquer governo.
Mostra para nós o valor de quanto o governo gasta mais que arrecada ao ano Assis.
carlos afonso quintela da silva
26 de agosto de 2014 1:24 pmNormalmente os que rejeitam o
Normalmente os que rejeitam o Bolsa Família, quotas raciais e outros beneficios aos que têm menos recursos são os que recebem os maiores benefícios dos cofres públicos, inclusive com o ensino gratuito no terceirograu aos seus filhos. O Ensebo nas nossas Universidades deveria ser pago e somente os menos favorecidos deveriam receber a educação gratuita.
Rafael Wuthrich
26 de agosto de 2014 1:29 pmAo invés de se inspirarem na
Ao invés de se inspirarem na Suécia, Dinamarca, Noruega, eles se inspiram…nos EUA. Dá para entender porquê a qualidade de vida é tão diferente nesses países.
Motta Araujo
26 de agosto de 2014 1:35 pmNos EUA não há ensino
Nos EUA não há ensino superior gratuito e na maioria dos paises do primeiro mundo tambem não. O Estado não tem obrigação de dar ensino superior de graça. O que existe é BOLSAS DE ESTUDOS dentro de regras de desempenho, o bolsista precisa ser esforçado e cumprir um minimo de notas.
O que as esquerdas sempre pretendem é criar grupos de estudantes profissionais que são maus alunos e não saem das universidades gratuitas, especialmente as que tem alojamentos, levando ao fim à formação de guetos universitarios, ninhos dos blac blocks da vida.
Não interessa se é o Giannetti ou qualquer outro, na USP grande parte dos alunos pode pagar, a USP está falida e não tem nenhum sentido ser tudo de graça quando os patios de estacionamentos estão cheios de carros dos alunos, na realidade nada é de graça, NOS estamos pagando por eles, que se formam e não dão nenhum retorno à sociedade que pagou seus estudos.
chico da dilma
26 de agosto de 2014 1:29 pmMais uma novidade que a
Mais uma novidade que a Osmarina traz para campanha,alem de dois aviões sem donos,um safado que não entende nada,nem de economia,nem de povo e muito menos de educação! Sai satanás!
Rodrigo C Moreira
26 de agosto de 2014 1:37 pmEu concordo plenamente com a
Eu concordo plenamente com a proposta do Gianetti.
É curioso como aqui todos apoiam o ensino superior subsidiado.
O que temos de concreto é que, atualmente, a universidade pública é para quem vem da classe média e da classe alta.
Aos pobres – principalmente aos brancos pobres, que nao tem direito a cota – resta pagar caro por um ensino que de “superior” so tem o nome.
Enquanto isso, o ensino de base, onde os pobres estudam, vai de mal a pior.
Onde está a justiça neste cenário?
Será certo subsidiar o ensino superior de gente que pode pagar?
É esse o ideal de “justiça social” de vocês?
Por que é tão ruim a ideia de que contribua quem pode pagar?
Saibam, aliás, que na maior parte dos países da Europa é assim. Na frança, por exemplo, paga-se uma taxa semestral para estudar nas universidades públicas.
E ninguém questiona que lá o ensino seja, de fato, público.
Sabem qual é a verdade? Muita gente aqui estudou em universidade pública e treme de medo de saber que pode ter que contribuir de alguma forma.
Esses progressistas são egoístas, isso sim. Essa é a verdade!
Zarastro
26 de agosto de 2014 9:20 pmExemplo ruim para fundamentar sua tese.
Na França (http://en.wikipedia.org/wiki/Education_in_France#Tuition_costs), se lê literalmente (traduzido pelo Google):
Custo do ensino
Uma vez que o ensino superior é financiado pelo Estado, as taxas são muito baixas; a taxa de matrícula varia de € 150 a € 700, dependendo da universidade e os diferentes níveis de ensino. (licenciatura/bacharelado, mestrado e doutorado). Portanto, pode-se obter um mestrado (em 5 anos) por cerca de € 750-3.500,00. Além disso, os estudantes de famílias de baixa renda podem se inscrever para bolsas de estudo, pagando quantias nominais para aulas ou livros didáticos, e podem receber um salário mensal de até € 450 por mês. (Ou seja, lá estudante não só não paga, como recebe do estado pra estudar! Também quero!) Em 2011, 37,5% dos estudantes universitários receberam uma bolsa de estudos, que lhes permitiu obter pelo menos um ano na universidade em que não precisassem pagar taxas.
A taxa de matrícula nas escolas de engenharia públicas é comparável às universidades, embora um pouco mais elevada (cerca de € 700). No entanto, pode chegar a € 7.000 por ano para escolas privadas de engenharia. Algumas escolas de negócios, que são todas privadas ou parcialmente privadas, podem cobrar até € 15.000 por ano.
Seguro de saúde para os estudantes não é obrigatório até a idade de 20 anos, portanto, apenas o custo de vida e os livros têm de ser adicionados. Depois de 20 anos de idade o seguro de saúde para estudantes custa € 200 por ano (Também quero!) e cobre a maior parte das despesas médicas.
Algumas escolas públicas têm outras maneiras de levantar fundos. Alguns não recebem recursos suficientes por parte do governo para viagens de classe e outras atividades extras, e assim por essas escolas podem pedir uma pequena taxa de entrada (opcional) para novos alunos.
Achei também essa tabelinha aqui: http://fr.wikipedia.org/wiki/Frais_d%27inscription_%C3%A0_l%27universit%C3%A9_fran%C3%A7aise. Coisa de louco, meu! Se você fizer dois cursos, você paga menos!
W K
26 de agosto de 2014 1:38 pmEssa discussão antiquérrima (não é
!)
de pagar x não pagar o ensino nas universidades públicas sempre esquece de uma disrupção que pode vir por aí, justamente no ensino, de um modo geral: é a escola via Internet.
Já existem universidades estadunidenses (p.ex. Harvard) que oferecem seus cursos (alguns gratuitamente) na Internet para o aluno frequentar quando quiser. Também no Brasil já existem cursos desta modalidade.
E se quiser um diploma, o aluno tem que marcar um dia para fazer a prova num determinado local. Claro, essa prova é cobrada como uma prestação de serviço da instituição de ensino.
Se essa disrupção pegar, vem as perguntas:
– para que então manter as universidades públicas?
– para que cobrar, se lá fora o curso é gratuito?
Ou seja, essa discussão vai ficar obsoleta bem rápido e as consequencias poderiam ser:
– obsolescência das instalações escolares (campus, colégio, etc.);
– desemprego generalizado dos professores-papagaios, que só repetem as matérias;
– surgimento de um novo campo para os professores mais espertos: elaboração de questões de provas, de exercícios, alas laboratoriais, etc.
Obviamente, os cursos que requerem aulas em laboratórios, terão que ser melhor adaptados, por exemplo, serem criados clones regionais de laboratórios.
Lembro que essa idéia de cobrar nas universidades já circulou durante o regime militar, e os milicos da época desistiram dela, em função de fortíssima reação contrária – maior até do que a resistência da época ao regime.
Luiz FS
26 de agosto de 2014 1:40 pmPois é …
E ele continua defendendo o aumento da carne e do leite, por causa do “poluidor pum das vaquinhas”? (difícil esquecer essa proposta dele).
Ricati
26 de agosto de 2014 1:45 pmPor um ensino superior pago e
Por um ensino superior pago e um ensino básico de qualidade.
Os dipêndios hoje que são desperdiçados nas universidades públicas devem ser revertidos integralmente ao ensino de base. Talvez seja necessário alterar-se a Constituição para isso, mas é fundamental que se faça tal mudança.
Discordo dos argumentos: se 60% vêm de famílias que ganham menos de 10 salários então estão desperdiçando valores, pois é raro o filhinho uniiversitário qua não anda de carro próprio. E mais, entrar em universidade pública ficou muito caro pois a competição é acirradíssima, e com isso os cursos preparatórios estão lucrando horrores.
Ensino superior gratuíto nada tem a ver com financiamento de pesquisas. Existem órgãos governamentais muito bem dotados de recursos para o financiamento de pesquisas, e muitos contam com contribuições da iniciativa privada. Isso é sadio pois o pesquisador deve ser cobrado e motivado na pesquisa para que se empenhe com profissionalismo.
Precisa botar estes recursos no ensino básico, e não em prédios para depositórios de crianças em tempo integral, verdadeiras catedrais faraônicas, nem também em computadores caríssimos de última geração. O ensino básico precisa de remuneração respeitável e motivadora dos docentes, e também de aperfeiçoamento profissional. Hoje é necessário também um “policiamento” interno nas escolas primárias, não para prender mas sim para coibir e dificultar o avanço do tráfico de drogas que já as impregnou de maus costumes.
Todos devem ter consciência cívica de que a situação do ensino básico está pessima e precisa urgente de mudanças. É fundamental se discutir isso nessa campanha eleitoral. Está certo quem propõe mexer neste quadro, mesmo que não seja eleitoralmente muito interessante.
Ivan de Union
26 de agosto de 2014 1:48 pmEstranho eh ninguem notar o
Estranho eh ninguem notar o maior absurdo:
“Digamos que essa “elite” devesse pagar mensalidades de R$ 2.000 por aluno matriculado na universidade”
Quase 900 dolares por mes! Nem nos EUA isso anda acontecendo ultimamente, eh por isso que a maior divida estudantil do mundo, de pouco mais de um trilhao de dolares, esta nas costas dos pos-estudantes americanos. Eles pagam essa divida por anos e anos a fio, quando conseguem, pois quando nao conseguem…
Eh uma situacao infernal.
Roberto Locatelli
26 de agosto de 2014 1:51 pmfalsificação
Escolas públicas pagas, saúde paga, fim de benefícios sociais. Isso se chama neoliberalismo. A Europa está esperimentando. Será que o povo europeu está gostando?
Daniel Krein
26 de agosto de 2014 1:59 pmA ideia seria justa se
A ideia seria justa se impusesse cobrança aos estudantes realmente ricos, ou seja, os que têm renda familiar per capita acima de uns R$10 mil. Mas ocorre que o valor arrecadado com esses pagamentos seria muito pequeno. Além do mais, depois de vendida a ideia haveria o risco permanente de que a cobrança fosse estendida a pessoas de renda crescentemente mais baixa.
Uma vez que os EUA são tomados como a matriz do capitalismo selvagem, é oportuno fazer uma breve exposição de como opera a educação naquele país, pois esse assunto parece ser muito mal compreendido por muitos.
A educação, até a high school, é inteiramente gratuita e também obrigatória para todos. Até o material escolar é distribuído gratuitaente aos alunos, além da alientação, pois o ensino é em tempo integral. Os ônibus escolares são todos das prefeituras.
Após a high school, todos os alunos têm ingresso garantido em um dos Community Colleges, que também são inteiramente gratuitos. Os cursos são de dois anos e têm caráter profissionalizante. Os alunos com ótimo desempenho conseguem bolsas para continuar os estudos em colleges de quatro anos ou nas chamadas universidades de pesquisa. É incomum que um aluno realmente talentoso e dedicado seja desperdiçado pelo sistema e fique sem educação superior do mais alto nível.
No total, apenas cerca de 12% dos estudantes pagam pelo seu ensino superior. Em Harvard, a mais prestigiada universidade do mundo, na qual se formaram mais de trinta ganhadores do prêmio Nobbel, apenas 25% do orçamento de cerca de R$2,5 bilhões vem de mensalidades estudantis. O restante vem de contribuições de filantropos, a maioria dos quais é composta de ex-alunos financeiramente bem sucedidos da universidade, e de contribuições do governo, que na verdade sustenta quase toda a pesquisa universitária – uma parte também vem de filantropos.
A Universidade da California, a maior e melhor universidade pública dos EUA, pertence ao governo da California. O ensino na UC é pago, mas a maioria dos estudantes nascidos no estado paga muito pouco.
Os alunos que pagam anuidades têm direito a empréstimo para se sustetarem e arcar com o pagamento dos cursos (paga-se por disciplina). Os juros são muito baixos e o prazo do empréstimo é longo. Estudos diversos comprovam que é ótimo negócio contrair um desses empréstimo.
Finalmente, deve-se apontar que o ensino americano fica significativamente barateado por ser muito flexível e ter grades curriculares com muito poucas disciplinas obrigatórias. Tipicamente, um estudante universitário americano cursa quatro disciplinas por semestre, cada uma com três horas de aula por semana.. Os estudantes especialmente talentosos são encorajados a queimar etapas de formação para se formarem mais rapidamente. Para comparação, o estudante universitário brasileiro faz tipicamente sete disciplinas por semestre, cada uma com quatro horas de aula por semana, o que encarece enormenente os esstudos e tira-lhe a qualidade, pois não é possível aprender bem realmente nada.
Zarastro
26 de agosto de 2014 6:29 pmNassif, promove isso a post!
.
janes salete
26 de agosto de 2014 2:00 pmSó atraso nas propostas de
Só atraso nas propostas de governo da oportunista marina!. Vai falar isso na campanha, ou deixará para dizer para os facebuqueiros, só depois de eleita? Os oportunistas agem sempre dessa forma: tudo é bom, maravilhoso, enquanto que nas entrelinhas está o pega ratão. Na faculdade que estudo, 80% vem pela PROUNI e se ela, oportunista marina, falasse que seus ministros querem só univeridades pagas, corrriam dessa candidatura como o diabo da cruz. Mas, claro, os oportunistas marineiros, não vão deixar isso claro durante a campanha. A marina me lembra as companhias telefônicas: em suas propagandas parece que a maior parte das ligações serão gratuítas, tantas são as “vantagens”, mas, depois, vem a conta e pagamos mais do que era previsto. É a tal da propaganda enganosa, que anda bombando pela mídia velhaca e corrupta desse país.
Mogisenio
26 de agosto de 2014 2:00 pmOs fins justificam os meios
Não, não é possível. O Gianetti é melhor do que isso.
Até então eu achava que ele tinha superado o economista e se tornado um pensador. Mas, com este texto, se foi isso mesmo que ele disse, serei obrigado a reclassificá-lo como economista.
O “ranting” foi para ” BBB “
Começou pelo final? Fala de educação já na universidade? Que papo mais furado foi este agora? Surtou?
João Maria Fernandes de Sousa
26 de agosto de 2014 2:07 pmO avião, tem um avião no meio do caminho…
A grande mídia, que ajudou tanto a propagar a tal historieta do “jatinho do lulinha” vai fazendo cara de paisagem, mesmo após 13 dias do acidente… mas parece que Jânio de Freitas tá muito convencido não… nem outros veículos menos influentes:
“PSB debocha do País: documento estava no avião
O deputado Marcio França (PSB/SP), que é também tesoureiro da campanha presidencial, escancarou, nesta segunda-feira, a falta de argumentos do PSB para justificar como o partido utilizou um avião fantasma, que não tem dono declarado, nos voos da dupla Edu
O PSB, aparentemente, decidiu debochar da sociedade brasileira. Nesta segunda, quando foi questionado sobre o avião fantasma utilizado por Eduardo Campos e Marina Silva, o deputado Márcio França (PSB/SP) escancarou a falta de argumentos para defender o que parece ser indefensável. “Documento de avião você carrega no avião. Se estava no avião, já não existem mais”, afirmou.”
Fonte: http://www.tribunahoje.com/noticia/115040/politica/2014/08/26/psb-debocha-do-pais-documento-estava-no-avio.html
E o texto de Jânio Freitas:
(De onde não foi possível por uma parte aqui)
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/janiodefreitas/2014/08/1505817-em-torno-do-aviao.shtml
aliancaliberal
26 de agosto de 2014 2:13 pm(Sem título)
Marco Antonio Silva
26 de agosto de 2014 3:30 pmVc não se importa com o calote dado pelos ricos
Dona Aliança, mas a Dona Neca Setubal do Itau, que deve 18 bilhões de reais ao fisco, pode né
aliancaliberal
26 de agosto de 2014 10:36 pmOnde esta escrito isso?
Amigo
Onde esta escrito isso?
Amigo não inventa, usar falácia do espantalho não cola é ate “feio” para um adulto usar este meio.
Luiz Fernando Mendes de Santana
27 de agosto de 2014 2:39 amG! – 03/02/2014 – Receita
G! – 03/02/2014 – Receita cobra Itaú por R$ 18,7 bilhões em tributos por fusão com Unibanco.
“O Itaú-Unibanco divulgou ao mercado nesta segunda-feira (3) que foi intimado na quinta-feira (30), pela Receita Federal, a pagar R$ 18,7 bilhões em impostos relacionados à fusão com o Unibanco, que originou o maior banco privado do país, em 2008.”
aliancaliberal
27 de agosto de 2014 4:13 pmA falácia existe na
A falácia existe na afirmação”
Vc não se importa com o calote dado pelos ricos“.
Sérgio T.
26 de agosto de 2014 2:21 pmNunca muda…q
Esse idiota estudou na USP, mas tudo bem, ele pode achar que teve “moleza” demais, e agora acredita que tudo deveria ser pago por todos… Sabe, aquela simplificação marota do “não existe almoço grátis”, etc… Espero sinceramente que após essa eleição essa turma vá para o inferno!
Um abraço.
Marco Antonio Silva
26 de agosto de 2014 2:23 pmUm sem noção esse Giannetti
Estudou na USP e depois voou prás Oropa, ah, ele deve ser contra então o Ciencia Sem Fronteiras
ruyacquaviva
26 de agosto de 2014 2:26 pmNo dos outros é…
Pergunta se ele pegou o valor correspondente à mensalidade que ele deveria ter pago (segundo o que ele mesmo disse, não que eu concorde) e doou para a Universidade?
Tenho certeza que não fez isso.
É que no dos outros é refresco…
Grazie
26 de agosto de 2014 2:22 pm?!
E tem gente que ainda vai votar em Marina??!!!!!!!!!!!!!!!
alexis
26 de agosto de 2014 3:48 pmPois…
a conta será paga por “papai”, aquele troglodita antiquado que irá votar na Dilma.
peregrino
26 de agosto de 2014 2:24 pmperigo real…
o país inteiro é uma tentação irresistível para os que apoiam Marina e Aécio
com essas novidades que se baseiam em desejos antigos, forçar o cidadão a ter de pagar por tudo, é que pretendem se vingar, impondo arrocho, dores e perdas à sociedade
para qualquer pessoa inteligente de verdade, ensino gratuito é investimento, mas esses idiotas acham que não
JoãoP
1 de setembro de 2014 1:32 pmLamento dizer: eles não são
Lamento dizer: eles não são “idiotas”, são muito espertos… Como diz alguém antes de mim: “estado mínimo” para o povão…
altamiro souza
26 de agosto de 2014 2:38 pmcomesses tucanos-masrinists
comesses tucanos-masrinists pelo jeito tudo sderá pago, saúde,educação.
parece lógico só para o neoliberlismo , mas quem não tem tá perdido, a maioria da população.
rmoraes
26 de agosto de 2014 2:41 pmMensalidades pagam custos?
Trata-se de um artigo de Leandro Tessler de 2011. Desvenda de forma clara o mito de que a mensalidade dos alunos é capaz de cobrir os custos operacionais de uma Universidade. Este argumento (mensalidades para cobrir custos) é utilizado indisciminadamente e tem um fundo falacioso que engana apenas os incautos e acoberta os que agem de má-fé. Grifos no texto são meus.
Leandro Tessler derruba alguns mitos sobre o ensino superior nos EUA12/05/2011 – 08:42 do sítio da Unicamp
Com intuito de derrubar alguns mitos correntes no Brasil em relação às universidades norte-americanas, o professor Leandro Tessler, coordenador de Relações Internacionais da Unicamp, concedeu palestra sobre “O sistema de ensino superior nos Estados Unidos – O que podemos aprender?”, no final da tarde de quarta-feira. O evento fez parte da série de seminários organizada pelo Grupo de Estudos em Ensino Superior (GEES) do Centro de Estudos Avançados (CEAv) da Universidade.
Entre os pontos destacados por Leandro Tessler estão a dimensão e a complexidade do sistema norte-americano, a sua forte desregulamentação e o fato de ser majoritariamente público e beneficiado por grande investimento do governo federal, quando muitos brasileiros pensam exatamente o contrário. “O ensino superior nos Estados Unidos, tanto público quanto privado, é pago. Mas a chamada propina dos alunos não cobre os custos e, em alguns casos, nem chega perto disso. Apesar de não haver um sistema de educação nacional, o governo federal é a maior fonte de recursos das instituições”.
Números apresentados pelo coordenador da Cori mostram que as escolas de ensino superior dos EUA receberam, em 2009, 153 bilhões de dólares do governo federal e 78 bilhões dos estados, na forma de auxílio estudantil, financiamento de pesquisa e benefícios fiscais. “É uma cifra astronômica, considerando que a Unicamp, por exemplo, recebe um bilhão de dólares em um ano normal. Além disso, as instituições americanas, públicas ou privadas, possuem outra fonte muito importante, que são as dotações, com as quais podem se financiar. É comum que ex-alunos vitoriosos na vida façam uma grande doação como retribuição”.
No ano passado, segundo Tessler, o sistema apresentava 4,5 mil escolas de ensino superior, 20,5 milhões de matrículas (no Brasil são 5,5 milhões), 3,2 de diplomas concedidos, 1,5 milhão de professores e 3,8 milhões de funcionários (incluindo os docentes). Ele explica que no sistema existem instituições que oferecem cursos de dois anos nos community colleges (ou junior colleges, equilentes privados); de quatro anos nos state colleges e liberal arts colleges; e de doutorado nas universidades.
“Os community colleges são profissionalizantes e geridos pela comunidade onde se encontram, tendo por isso uma forte ligação com o sistema produtivo local. Os state colleges, em sua maioria, só oferecem cursos até o mestrado, enquanto os liberal arts college são muito importantes na formação norte-americana, voltadas para educar os jovens nas artes liberais – filosofia, literatura, artes, música. É comum que presidentes dos Estados Unidos tenham passado por esses colégios de artes”.
Tessler observa que, assim como não existe o conceito de universidade federal, não há um ministério da educação para regular o ensino superior nos EUA, o que implica em um processo seletivo de estudantes igualmente desregulamentado. “Cada universidade seleciona os alunos da maneira que julgar mais conveniente, com uma exceção determinada pela Suprema Corte, que proíbe sistemas de cotas ou bônus fixos por conta da raça – o que temos aqui, lá é ilegal. Outra exceção importante é o Masterplan da Califórnia, que norteia o sistema naquele estado”.
Em relação às universidades, que oferecem doutorado e atividades de pesquisa, o palestrante informa que 168 são públicas (com 21% dos estudantes de ensino superior) e 112 privadas (que recebem 8% dos alunos). Ele acrescenta que, em 2009, 43% dos estudantes estavam nas escolas públicas de curta duração, 16% nos state colleges (4 anos) e 13% nos colégios de artes liberais. “Trata-se, portanto, de um sistema de ensino superior majoritariamente público (embora não gratuito), ainda que muitos daqui o vejamos como privado”.
Outro aspecto salientado por Leandro Tessler é a inexistência de isonomia salarial para os professores, seja em instituições públicas ou privadas. “Não se faz concursos e os salários são negociados, havendo alguns astronômicos. Desde que Steven Weinberg, Nobel de Física, se transferiu para a Universidade do Texas para estabelecer um grupo de altas energias em Austin, nunca divulgaram o seu salário, mas foi provavelmente a maior negociação desta área nos Estados Unidos”.
Entretanto, afirma Leandro Tessler, a crise econômica vem tendo efeitos pesadíssimos sobre o sistema de ensino superior dos EUA, havendo grande preocupação com sua perda de competitividade diante de países como Canadá, Coreia do Sul, Israel e vários da Europa. “Tem gente achando que o sistema já se perdeu e está se degradando. Os salários estão congelados na maior parte das universidades, contrata-se menos, adiam-se investimentos em infraestrutura e aumenta-se o valor das propinas. Barack Obama tem um projeto para que o país volte a ser o primeiro em graduação até 2020”.
LC
26 de agosto de 2014 2:45 pmConversar não pode ?
Fiz economia na UERJ nos anos 80. Não tinha dinheiro p/pagar, nem em sonho. Era razoável que fosse gratuita para mim? Óbvio.
Morando em SP fiz direito na USP nos anos 90, já trabalhando e tendo uma renda razoável para os padrões brasileiros. Poderia contribuir com alguma coisa, que fornecesse uma bolsa a quem não tinha condição de frequentar a faculdade de direito? Certamente. É uma discussão cabível em qualquer lugar sensato do mundo, a não ser na opinião dos fanáticos do blog. É engraçado que os fanáticos tem ódio da classe média, acham a nossa carga tributária racional e compatível com a renda do país, pedem inclusive que seja aumentada, mas nesse caso fica todo mundo defendendo o direito de um cara de 18 anos que ganhou um Audi do papai p/ir a USP/UFRJ etc. sem contribuir com nada. O valor a ser contribuído é sempre discutível, mas porque a contribuição em si é um tabu quase religioso?
Antes que algum idiota afirme que eu poderia ter contribuído por vontade própria (argumento usado pelos extrema direita americana contra os aumentos de impostos do Obama), é claro que sim, mas o que está se discutindo aqui é política educacional em sentido amplo, e como custeá-la, e não se o Gianetti fez USP há décadas e não pagou pelo curso. Claro, não pagou, mas deve ter passado na Fuvest e cumprido as regras.
PS: Falar que o nosso modelo brasileiro (???!!!) é “EUA” ou “Dinamarca” é duplamente debochado. É coisa de quem não tem a menor noção de nenhum dos dois países citados…
jair almansur
26 de agosto de 2014 2:56 pmA USP USA DINHEIRO DAS
A USP USA DINHEIRO DAS CRECHES, DO ENSINO BASICO E DA SAUDE. POUQUISSIMO DEVOLVEM À POPULACAO POBRE.
Zarastro
26 de agosto de 2014 3:30 pmSugiro que você visite o HU da USP
Em greve há quase 90 dias, e que atende toda a comunidade da zona oeste de São Paulo, e outros municípios. Cuidei de minha erisipela lá.
Grazie
26 de agosto de 2014 2:57 pmRelembrar é preciso.
Lembro como se fosse ontem as dificuldades imensas que passavam as universidades públicas.
Entrei na graduação na época de FHC e cansei de participar de manifestações estudantis em Brasília implorando por bolsas, por investimentos na Ciência e pelo não sucateamento do ensino superior. Quando entrei no doutorado era o segundo ano do governo Lula, e nossa, quanta diferença! As bolsas começaram a surgir novamente nos programas de pós, houve incremento nas mesmas (reajustes, taxas de bancada) e novas bolsas para estudos no exterior (doutorado sanduíche). E aí veio o governo Dilma, o boom no Ciência sem Fronteiras, com jovens indo para o mundo todo, estudando em ótimas universidades, quando que isso acontecia em nossa época de graduação ou pós?! Gente, a diferença é absurda!
Meu irmão tem um colega que faz medicina pelo Ciência sem Fronteiras em uma ótima Universidade nos EUA e o mesmo só faz xingar a Dilma. Quando indagado que sem o governo dela ele não estaria lá, o mesmo responde: “estou aqui pelo meu esforço, não devo nada a essa va#**”. Sabe, as vezes acho que esse povo merece um novo desgoverno.
Marco Antonio Silva
26 de agosto de 2014 3:28 pmEssa turma do estado minimo para o povão
Se essa gente voltar será o fim da nossa caminhada,,,,fim do pre-sal,,,,fim da grana pra educação,,,pois eh assim na logica do estado minimo para o povão e maximo para eles mesmos adeptos desta logica…programas como o ciencia sem fronteiras nem pensar, imagina so o estado pagando pra pobre se aperfeiçoar no estrangeiro. So pra elite que pode pagar
Elvys
26 de agosto de 2014 3:08 pmPaulo Renato quando Ministro
Paulo Renato quando Ministro da Educação também propôs a cobrança de mensalidades em universidades públicas. Perguntem se os tucanos têm chances de voltar ao governo federal. E os ‘iluminados’ da campanha da Marina voltam com as mesmas propostas. O que a classe média vai achar disso? Não sairam às ruas em junho de 2013 pedindo mais saúde, mais educação, tudo padrão fifa? Mais um ‘à conferir’.
Marco Antonio Bergamaschi
26 de agosto de 2014 3:10 pmEnquanto nos governos Lula e
Enquanto nos governos Lula e Dilma houve uma rápida expansão das universidades e institutos federais, os economistas ligados a Marina propõe ensino pago. Defendo que as futuras gerações, nosso filhos, tenham a oportunidade que nós tivemos, isto é, poder frequentar uma escola pública, gratuita e de qualidade.
Wanderson Brum
26 de agosto de 2014 3:12 pmMenos estado e mais cobrança,
Menos estado e mais cobrança, é um passo maroto para privatizar as universidades públicas, e vender o país o mais rapido possivel, e nos transformar numa bela Cuba, não a dos Castro, mais sim a de Fulgencio Batista.
Como diria um certo pensador amiguinho do Pinochet, “não existe almoço grátis”…só banquetes!!!
Alessandre de Argolo
26 de agosto de 2014 3:16 pmO critério da renda familiar é exíguo para legitimar a cobrança
É o tipo de decisão que, para se legitimar, precisa de muito mais do que a mera alegação de que existem famílias que poderiam pagar pelos estudos dos filhos nas universidades públicas, se considerada a renda familiar. Esse critério é exíguo para legitimar a decisão.
Para tomar esse tipo de decisão, ainda que aparentemente seja razoável exigir que aqueles que efetivamente possam pagar, paguem pelos estudos, o que significaria praticamente a vedação do ensino público, gratuito e universal para todas as pessoas, isto é, existiriam pessoas sem o direito de estudar gratuitamente, é necessário analisar quais seriam os benefícios advindos dessa iniciativa.
O que de bom aconteceria a partir disso? Aumentaria o número de vagas ofertadas? Melhoraria a qualidade do ensino? Tudo isso precisaria ser analisado. É certo que o Estado economizaria, mas seria uma economia de gastos que impactaria o setor de forma positiva?
O princípio da capacidade contributiva é consagrado no sistema constitucional brasileiro, isto é, o Brasil segue a linha de que aqueles que podem pagar mais devem pagar mais. A iniciativa estaria dentro do princípio a partir do momento que as pessoas de quem seriam cobrados os valores para estudar em universidade pública estariam pagando mais do que os demais estudantes. Estariam sendo tributadas e estariam pagando mais um valor sobressalente para poder estudar. Não poderiam falar em discriminação inconstitucional. A questão é que, para tanto, os valores cobrados dos estudantes que poderiam em tese pagar teriam que ser pagos a título de taxa, um tipo de tributo, e não de preço. Seria uma taxa, pois é o tributo usualmente criado em contraprestação a um serviço público (daí se classificar tradicionalmente as taxas públicas como tributos vinculados a uma prestação de serviço público).
O problema que isso geraria é claramente o de onerar, em termos tributários, a já sufocada classe média brasileira. Desoneraria outros segmentos e oneraria a classe média. Para quem quer se eleger falando em diminuição da carga tributária, soa um tanto contraditório. As verdadeiras motivações dessa decisão são obscuras em termos tributários e de finanças do Estado. Não ficam claras as consequências desse tipo de política pública. A quem interessaria? O Estado desoneraria quais setores, se a necessidade de arrecadação ou, no mínimo, de destinação para o setor das universidades, diminuiria? Haveria alocação de recursos para quais setores e com que objetivos? Isso se chama legitimar a decisão. Mostrar por que seria algo bom.
Sta Catarina
26 de agosto de 2014 3:46 pmEconomistas
Alessandre,
Acho que não deve ter nem análise. Estariam simplesmente privando as pessoas de seus sonhos de terem um futuro melhor. Esses economistas idiotas, só sabem avaliar os números (lucro ou prejuízo). Não levam em consideração a realização profissional e acadêmica; a possibilidade de um emprego melhor; melhor remuneração. São frios como uma pedra.
Orlando Soares Varêda
26 de agosto de 2014 3:26 pmTrata-se de mais um dos
Trata-se de mais um dos surrados lenga lengas, tão ao gosto das elites endinheiradas. Quando estes rapazes, versados em econominês, se desdobram para produzir achados para atender encomendas dos donos do mercadismo. É de lascar. Essa turma, quando surge uma encomenda, comporta-se como antigos tipógrafos, logo sacam de sua caixa de clichês. Saia de baixo que vai chover chavões.
O clássico chavão: “não existe almoço de graça” geralmente marca presença. Ai velho, prepare a paciência para aturar a ensebada retórica, que no fundo, cuida de edulcorar a tisana. É que por detrás dos bastidores, neguinho não tá gostando muito da chegada dos sem berço. A imagem que me vem à lembrança, é do bando de jovens participando dos “rolesinhos” nos templos de compras, ansiosos por cobrar sua pedaço na merda,digo, partilha do bolo.
Orlando
Sta Catarina
26 de agosto de 2014 3:40 pmPatético
Esse cara é um pateta. Pelo jeito a educação num possível governo Marina vai pro brejo. Também, para ela e seus “apoiadores”, povo esclarecido é um perigo. Chegando em casa vou postar essa matéria na rede social para servir de alerta aos iludidos.
Miguel A. E. Corgosinho
26 de agosto de 2014 3:45 pmExiste uma realidade exterior totalmente grátis.
Universidade paga, saúde paga, fim do bolsa família, mas preserva o nexo interno de unidade em caixa, para aumentar a taxa de juros, conseguinte pela inteiração.
A intenção é o desaparecimento dos traços particulares com o mundo exterior, enquanto as coisas são submetidas à regra única entre os membros do mercado financeiro: a teoria de ficção de resultados da realidade exterior (espacial, oculta, secreta).
O mercado financeiro não quer que as partes da sociedade sejam visadas intencionalmente pelo lado público.
Em face dos demais, o mercado financeiro não contempla a coesão de diferença nem de autonomia, no ponto de vista do individuo orgânico, em que o Estado possa ter, de modo absoluto, a forma dos cidadãoa membros um do outro, mas acidentalmente; visto que o materialismo histórico é a ideia como realizada, na qual se constitui uma base de suporte do sujeito vivente – uma existência veridica da nossa reflexão.
aliancaliberal
26 de agosto de 2014 3:46 pmUniversidade publica gratuita
Universidade publica gratuita é um mito, ela é paga e bem paga .
O serviço publico custa 3 a 5 vezes mais para a sociedade que o serviço privado.
Athos
26 de agosto de 2014 4:00 pmSão Paulo fazendo o favor de
São Paulo fazendo o favor de trazer este debate para o Brasil.
Isto não é assunto do Brasil, não existe polêmica.
São Paulo, porque no te calas?
C. Acácio
26 de agosto de 2014 5:39 pmA preocupação desses caras
A preocupação desses caras com o dinheiro público é comovente. Gostaria que , por coerência , demonstrassem o mesmo entusiasmo no combate ao pagamento perverso e espoliativo dos juros …
DanielQuireza
26 de agosto de 2014 6:32 pmÉ algo a ser discutido.
A usp
É algo a ser discutido.
A usp está mal das pernas há tempos, todo o orçamento é consumido pela folha de pagamento. Há mais de 12 anos o preço do bandeijão são ridículos R$ 1,90 e a comida é boa.
Tinha aluno que ia de camionete cabine dupla, nem cabia direito nas vagas.
Daniel Krein
26 de agosto de 2014 7:05 pmuma possível solução para USP
Daniel,
como apontei em comtário anterior, o dinheiro arrecadado com o pagamento dos realmente abastados seria muito pequeno, e há ainda outros riscos na medida.
Quanto à USP, conheço-a bem. Fui professor titular visitante nela e convivo com a universidade há décadas. É muito mal admnistrada, mais ainda que as federais, às quais sou mais ligado. Compromissos com gastos permanentes são assumidos sem uma extrapolação das suas consequências. O custo de cada aluno é altíssimo. Só do governo de SP, a USP recebe mais de R$5 bilhões por ano, o que dá coisa de R$86 mil para cada aluno de graduação. Há ainda os estudantes de pós-graduação, mas esses são mantidos principalmente pelos recursos vindos da Fapesp, CNPq e Capes. O custo por aluno é mais alto do de qualqer universidade britânica.
Os maiores gastos não são passíveis de cortes, pois são gastos com salários, pensões e aposentadorias. Mas o número de professores por aluno é absurdamente alto. Isso é decorrente de que a grade curricuar é excessivamente carregada: um aluno da USP tem mais que o dobro de aulas que um americano e mais que o triplo que um inglês. A solução que vejo: criar nossos campi e aumentar o número de vagas, sem aumentar o número de professores. O Estado entraria com mais dinheiro, para equiibrar as contas, mas a autonomia financeira da universidade teria de ser revista para que a bomba não torne a explodir. O currículo seria enxuto, o que na verdade melhora a qualidade dos cursos, além de reduzir a relação professor/aluno.
Essas medidas também se aplicam às universidades federais, nas quais cada aluno custa mais que deveria.
Zarastro
26 de agosto de 2014 8:05 pmDaniel, no jurássico ano de
Daniel, no jurássico ano de 1995, essa discussão já existia e as “soluções”, também. Lembro-me que um comentarista da Bras-Net (uma lista de discussão por e-mail) sugeriu que cada aluno que pudesse pagaria ao menos um salário mínimo por mês de mensalidade.
Respondi fazendo uma conta grosseira e mostrando que esse valor, além de ser um peso para muitos que frequentavam a universidade (que não é só Med, Poli e FEA), seria uma gota no oceano de recursos que essas instituições necessitam, e não reduziria em nada a(s) crise(s) econômicas periódicas que enfrentam. Lembro-me que uma pessoa respondeu que “minha conta não se aplicava, mas não tenho tempo para mostrar o porquê agora” (heh!).
Quanto à grade ser carregada, isso talvez decorra de dois fatos: um, não temos o “community college” que você citou em outra resposta, e assim a faculdade tem que ensinar – muitas vezes reensinar – tudo para o aluno desde antes da estaca zero; dois, as próprias exigências curriculares do MEC, que forçam uma quantidade insana de conhecimentos goela abaixo dos alunos. Sou a favor que as pessoas sejam expostas a um pouco de tudo – até para decidirem sobre o que possam gostar ou odiar – para que, depois, cada um possa se aprofundar de acordo com as suas potencialidades e afinidades.
Finalmente, a formação poderia e deveria levar mais tempo – afinal de contas, é um contra-senso que o conhecimento que temos a respeito do universo só aumente e que todos queiram se formar em tempos mais curtos, por conta de exigências do “mercado”.
Daniel Krein
26 de agosto de 2014 10:30 pmA escola deve ensinar os fundamentos
Zarastro,
O conhecimento acumulado é tão grande e o avanço das ciências e tecnologias é tão rápido que a esperança de que o estudante abarque tudo “is not even wrong”. Diante disso, a tendência dominante em todo o mundo é de que as escola só ensinem os conceitos mais seminais e os métodos mais poderosos e polivalentes de uma dada área. De posse dessa formação, é fato já comprovado que o profissional dominará rapidamente e por si mesmo os detalhes técnicos da ocupação que venha a exercer. Alé disso, a formação do indivíduo cada vez mais é completada na própria empresa. Para algumas profissões, como a de pesquisador e de medicina, há necessidade de pós-graduação para que a pessoa fique preparada.
Fui um dos planejadores do projeto pedagógico da Univ. Fed. do ABC. Lá, há dois bacharelados, um em ciência e outro em tecnologia, com duração de 3 anos. Após esse bacharelado, em mais dois anos o estudante torna-se mestre em alguma engenharia ou ciência. Os bacharéis de 3 anos têm tido grande aceitação do mercado.
rdmaestri
4 de setembro de 2014 3:12 pmCaro Daniel.
Entrei meio
Caro Daniel.
Entrei meio tarde nesta discussão, mas espero que ainda tenha tempo para progredir um pouco sobre o assunto.
Fui professor de uma universidade federal por mais de 36 anos e atualmente depois de aposentado ainda colaboro diretamente como professor convidado (sem remuneração) ministrando dois cursos na graduação em disciplinas eletivas para quem queira se especializar na área de Recursos Hídricos. Participo também pro bono público na orientação de pesquisas.
Coloquei uma espécie de mini-currículo não para me bazofiar ou para chamar a atenção sobre a minha pessoa, mas sim para mostrar que tenho alguma experiência na formação de alunos de engenharia e vivenciei períodos bons e períodos péssimos na Engenharia Brasileira, e por isto me sinto a vontade de fazer algumas considerações e críticas à formatação dos cursos de graduação da UFABC.
Como a UFABC começou a sua vida num período em que há um crescimento na economia acho que a experiência destes primeiros anos não é representativa do mercado brasileiro para engenheiros, e mais, não acho que esquemas como o da UFABC sirvam de exemplo para todo o país.
A UFABC, sob o meu ponto de vista, tem um sério problema de identidade, ela ao mesmo tempo em que tem uma denominação de Universidade ela tenta fazer um papel misto entre uma Universidade e um Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia. A grade curricular da UFABC é quebrada em duas etapas, uma primeira etapa que forma os Bacharéis em Engenharia, e uma segunda que pretende formar um Engenheiro Pleno.
Parece-me que o objetivo da divisão é que no fim do terceiro ano os alunos estejam aptos para ingressar no mercado de trabalho e se ele quer seguir na direção de engenheiro pleno ele segue mais dois anos. Porém esta divisão, analisando não as intenções, mas sim os detalhes da grade curricular ao meu juízo, tenta seguir o que países europeus estão implantando (ou já implantaram) no ensino em Engenharia.
Entretanto acho que seguir o exemplo europeu, sem respeitar as especificidades do nosso ensino, é uma temeridade. Primeiro devido à diferença do nosso ensino de primeiro e segundo grau e o segundo fator, e mais importante, reproduzindo a perversidade que este tipo de ensino acarreta.
Nosso ensino de primeiro e segundo grau apresenta uma grade curricular com sérias deficiências na parte das ciências ditas exatas. A formação em física, matemática e biologia é extremamente deficiente e superficial, acarretando que a formação nestas ciências básicas não é suficiente para uma progressão imediata em tópicos mais avançados. Verifico que no Perfil de Formação dos profissionais da UFABC há uma compactação de disciplinas e poderia inclusive mostrar com detalhes as lacunas que esta compactação cria, pois tem que passar já no segundo ano para disciplinas de formação no segundo ano. Chamo a atenção, que copiando a formação europeia, esqueceu-se de levar em conta que nos países europeus a formação de segundo grau já é voltada para o curso superior que o aluno deseja.
Nos maiores países europeus como o segundo grau já é orientado dependendo da opção que faz o aluno no fim do primeiro grau, ele tem estudos específicos para a Universidade, tendo os alunos que vão para a engenharia várias disciplinas que não são nem tangenciadas no nosso ensino de segundo grau. Desta forma quando chegam às Escolas de Engenharia plena, podem rapidamente atingir disciplinas de formação técnica.
Esta estratificação desde o segundo grau, é extremamente perversa para o futuro dos alunos, por dois motivos, primeiro porque a definição da profissão deve ser feita de forma muito precoce e segundo que definido de forma precoce o futuro o aluno fica praticamente limitado a uma escolha que não tinha maturidade para fazer. A perversidade no sistema não termina aí, pois já na escolha e principalmente no ACESSO aos cursos que dão maior “status social”, é dividido entre aqueles que já precocemente tiveram uma formação melhor no primeiro grau (geralmente os filhos de pais com mais recursos) e os filhos de operários e emigrantes.
O que chamo a atenção que apesar de um discurso liberal de acesso livre ao ensino superior, os entraves para que os jovens advindos das classes trabalhadoras é bloqueado antes do mesmo ter terminado o seu segundo grau. A forma de acesso a uma Universidade que diplomam os alunos com títulos de Engenheiro Pleno é complexa e tortuosa, escondendo neste processo prematuro de escolha de carreira a perversidade do sistema.
Voltando a UFABC, esta tenta copiar os currículos de Universidades europeias, sem levar em conta a pré-seleção perversa que é feita já no segundo grau. Como resultado tem-se alunos num curso compactado sem a base necessária para tanto.
Apesar das deficiências do nosso ensino de nível superior, ele leva em conta a especificidade de nossa formação de segundo grau, e qualquer movimento para modifica-lo tentado aproximá-lo do estratificado ensino europeu, é mais um freio na ascensão social do que uma democratização do ensino.
DanielQuireza
26 de agosto de 2014 8:08 pmSerá ? Um novo campus é muito
Será ? Um novo campus é muito caro para se abrir. Imagine só todo o custo com infraestrutura, segurança, etc…
Fora a pressão para a contratação de novos professores.
Também acho que cobrar é bem complicado, mas as universidades precisam ser melhores gerenciadas, disso não tenho dúvidas.
Jaime
26 de agosto de 2014 10:14 pmRedução de currículos
Até que enfim alguém propondo a redução do conteúdo em prol do aumento de qualidade. Isso precisa ser implementado urgentemente no ENSINO MÉDIO onde o conteúdo ministrado não para de crescer, o que inevitavelmente piora a qualidade do ensino e o aproveitamente da aprendizagem.
drigoeira
26 de agosto de 2014 7:30 pmSe para o hospital…
Não repassavam o dinheiro da União. Imagine para uma Universidade cheia de estudantes.
Estes valores são falsos, pode acreditar.
Quando mudar o Governo de SP aí vc vai ver quanto de recursos vão estar disponibilizados para a população. Será igual ao Governo Federal quebrado em 2002, o Lula fabricou dinheiro né!
JoãoP
1 de setembro de 2014 1:22 pmQue tal usarmos os !8 bilhões
Que tal usarmos os !8 bilhões que o ITAU deve à União, o um bilhão da GLOBO, os 630 milhões da NATURA e, para resumir, os 13% do PIB que evaporam na sonegação (http://www.valor.com.br/brasil/3333552/no-mundo-brasil-so-perde-para-russia-em-sonegacao-fiscal-diz-estudo) em financiamento de Universidades Públicas e Escolas Técnicas?
Ou será que alguém ache que a sonegação deve ser preservada, afinal esses “empresários” geram empregos…
André Reis Rezende
26 de agosto de 2014 6:32 pmUma postagem no “Muda Mais” sobre o tema
O Muda Mais fez um ótimo artigo sobre o tema, embora naquele momento a proposta de ensino pago viesse de um assessor de Aécio Neves
http://mudamais.com/divulgue-verdade/assessor-do-aecio-quer-privatizar-universidades-publicas-pode-isso-producao
André Reis Rezende
26 de agosto de 2014 6:36 pmO guru de Marina deve ter copiou a proposta do PSDB
Em junho último a Folha publicou de forma detalhada a proposta de ensino pago proposta por Aécio Neves. O assessor de Marina deve ter copiado, isso tem lógica, uma vez que a politica econômica de Aécio e Marina é a mesma
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/samuelpessoa/2014/06/1478158-universidade-paga.shtml
Volnei
26 de agosto de 2014 6:43 pmNão paga faculdade mas paga o especulador imobiliario
O cara não paga a universidade publica (10, 20%, não importa, se pode pagar tem que pagar) mas paga o especulador imobiliário que inflaciona o preço dos imóveis nas regiões proximas às federais, tem 20 apartamentos pra alugar, alta demanda, então põe o preco que quer porque as pessoas aceitam pagar em 3 ou 4 individuos, ficando razoavel para cada um o valor cobrado. Não paga a universidade mas paga pra viver longe da familia, com combustivel, manutenção, condominio, baladas (e quantas baladas), vida social.
Então, o cara não ajuda a financiar a universidade publica, mas ajuda a enriquecer a todos os demais da iniciativa privada: cinema, posto de gasolina, imobiliarias, especuladores, donos de shoppings, donos de pubs.
E aí, estudando de graça, formado, enriquece e dá uma banana para a sociedade.
Na boa, estes 10 ou 20% de ricos tinham que ser cobrados, mesmo que posteriormente, estilo FIES.
abraço,
Karen T.
3 de setembro de 2014 3:27 pmEquívocos
Desculpe, mas acredito que você não tem muita consciência da real situação dos universitários e da proposta governamental quanto a cobrança de mensalidades. É de praxe dizer que estudante enriquece a iniciativa privada ao pagar para viver londe da família e tudo mais, mas vejamos: isso vai mudar se aumentar o custo com uma mensalidade? NÃO VAI. O brasileiro é um ser alienado que acha que 10% aqui o ali vai ser considerável, mas isso só amplia a desigualdade que já é tão grande e onera ainda mais os recursos da classe média. Eu mesma estudo numa instituição de ensino pública, e moro num apartamento e na situação que você descreveu, com exceção das festas. Meus pais trabalham muito e se privam de muito conforto para que eu possa estar lá estudando e buscando uma situação melhor que a deles. Se ainda tivessem que pagar mais 10% se quer pela universidade, eu teria que abandonar os estudos.
Essa proposta é uma forma de elitizar ainda mais as universidades. Pense você se realmente seria feita uma proposta desigual que visa cobrar apenas dos “ricos”, isso seria ilegal e acabaria por tirar da universidade aqueles que sempre lutaram por ela. Estudei a vida toda em uma escola pública e passe direto no vestibular, não acho que deveria ser submetida à essa situação. E mais da metade de todos que conheço se apresentam em situação similar.
Não ajudamos o setor privado alugando apartamentos e tudo o mais porque queremos, é uma necessidade. Aumentar mais gastos a isso significaria a desistência de muitos de um direito previsto em Constituição, que é o de educação gratuita de qualidade.
Respeito sua opinião, mas acho que um pouco mais de informação ajudaria a entender o nosso lado também.
Tagutti
26 de agosto de 2014 7:20 pmNovas formas de reestabelecer vantagens comparativas?
Para tentar entender um pouco o porque a cobrança de mensalidades tornou-se obsessão entre alguns economistas, é de bom tom ressaltar os processos a que passam nosso ensino superior, público e privado.
Quando falamos de universidade pública, tradicionalmente existe – mesmo sem o acesso das camadas mais pobres – diferenças de classe social inter-faculdades e intra-faculdades.
Cursei tanto o ensino superior privado quanto o público e, enquanto no primeiro havia uma homogeneidade maior, no segundo existia um ambiente mais disperso: na Medicina, Engenharia (Poli) e Administração/Economia (Fea) geralmente classe média alta e ricos; na FFLCH, IME e outros, uma variedade maior de pessoas de diferentes classes sociais.
Nos últimos anos, observa-se um processo, embora lento, de migração da classe média alta/ricos para o ensino superior privado em alguns cursos específicos: quem antes só queria FEA-USP hoje procura também (senão como 1ª opção) FGV e INSPER, quem antes só ia atrás de ECA hoje também procura a ESPM e a Casper Líbero, e assim suscetivamente.
Some-se a este fenômeno um acesso maior, para a classe média alta, a graduação em faculdades estrangeiras, seja pelo aumento de renda que permite algo antes inacessível, seja por subsídios públicos (como o Ciência sem Fronteiras). Hoje vejo muitos vestibulandos, que não são ricos, já tentando direto Stanford, MIT, Harvard, algo que sequer passava pela cabeça de um jovem de classe média na época em que me formei (que nem faz tanto tempo assim).
Para os ricos/elite então, classe a qual pertence Gianetti, uma USP só estará no horizonte para cursos em que a instituição possui qualidade superior às privadas (como Ciências Sociais, p. ex., em que Neca Setubal se formou), ou em relação a situações específicas (por ex: a pessoa escolhe para estar perto da família, ou por comodidade).
Em outra ponta, temos um processo – meio que tímido – de aumento de participação relativa dos pobres na universidade pública, seja por meio de incentivos do poder público (cotas, bônus para alunos de escola pública, etc), seja pelo aumento de renda de vários dos mais pobres, o que possibilita maior acesso aos colégios privados e a uma preparação melhor para os exames de ingresso nos cursos.
Eis, de uma forma bem clara, mais um exemplo de como as coisas funcionam no Brasil: no momento em que a universidade pública ameaça tornar-se mais inclusiva, o establishment começa a pensar meios de reestabelecer (a melhor expressão é “preservar”) a vantagem comparativa das classes altas, ensaiando crises no aparato público (vide USP) e fazendo seus filhos migrarem para o ensino privado/estrangeiro.
Ademais, a cobrança de mensalidades segue muito bem nossa cultura de tributação regressiva: se por um lado o pobre/”nova” classe média, devido ao ganho real de renda, consegue matricular seu filho no cursinho pré-vestibular e ele passa na USP, por outro o Estado apropria este excedente em forma de mensalidades. Bem conveniente que esta discussão ganhe força bem no momento em que o ensino superior ameaça tornar-se menos elitizado.
Ressalte-se, que vimos o mesmo processo acontecer no ensino básico: quando este se expandiu e alcançou os mais pobres, a qualidade caiu a galope e classe média/ricos migraram para o ensino privado. Caso não haja politização, uma discussão séria sobre o assunto, podemos ver repetido o padrão, mas de uma forma mais grave: além da queda de qualidade (trazida por crises, má gestão, arrochos, mas preservando convenientemente bastiões como cursos de Medicina e Engenharia), a cobrança de mensalidade que onerará os novos incluídos.
Resta ver se terão coragem de vitimar nesse processo as principais instituições de pesquisa do país.
Nilva de Souza
26 de agosto de 2014 7:23 pmTempos atrás alguém propôs
Tempos atrás alguém propôs que se a pessoa fizesse dois cursos em universidade pública, o segundo deveria ser cobrado.
Lembro da entrevista de uma moça que estudava em duas unidades na mesma época e disse ser contra porque tinha passado nos vestibulares e seus cursos eram pagos pelos impostos.
Acho que deveria ser como é com os documentos. A primeira via é gratuita e as segundas vias pagas.
Ou seja, o ensino público universitário deve ser gratuito para um primeiro curso de graduação. A partir do segundo curso, especializações etc, deve ser pago.
Evitaria que os Gianettis da vida usasse duas vagas ao mesmo tempo, cursando Economia e Filosofia.
Eduardo Pereira da Silva
31 de agosto de 2014 8:47 amOnde passa um boi, passa a boiada.
Se bem conheço o pensamento desse pessoal é sempre assim, começam com uma proposta ridícula, mas que soa bonita para alguns tipo “opa! gente “rica” pagando para financiar as universidades para os mais pobres”, mas a verdade é bem diferente. Primeiro que não são pessoas “ricas” pelo extrato se verifica que seriam pessoas da classe média e nem é da classe média alta. Mas adiante, eles baixam, o “teto salarial” das famílias que teriam que pagar, depois mais um pouco, depois dizendo novamente que precisam de mais financiamento “particular” para tocar as universidades públicas eles começam a aumentar o valor das mensalidades que seriam cobradas, neste momento, de famílias com menos renda do que no início e quando se percebe acabaram com ensino publico a nível universitário e tudo é privatizado e de tabela, acabam com essa coisa “chata” de cotas.
Oras, porque acham que no governo tucano eles não construiram uma universidade pública sequer? Para empurrar para as faculdades privadas e assim, aos poucos (não pode ser na cara dura que o pessoal perceberia logo), vão tirando do Estado a responsabilidade pelo ensino superior público.
No final, esse nível de ensino acaba sendo privatizado e os mais pobres voltam ao lugar onde eles sempre acharam que deveriam ficar, até o nível médio e cursos técnicos para ser mão de obra barata para as elites, mas até estigmatizaram a palavra “elite”, como se quando dizemos isso estivessemos a falar da classe média.Pior que a classe média cai nesse conto do vigário “se achando elite” e não percebendo que a verdadeira elite apenas querem que eles pensem que são elite para ter massa de contraponto quando se fala algo da “elite”. Agora até Chico Mendes virou elite… Ah! vá…
Vejam que prometem sempre uma educação melhor, mas já falam praticamente em por fim no pré-sal, uma das maiores fontes de receitas para realmente se dar um pulo gigantesco na qualidade de ensino público do país. Ai eu me pergunto que responsabilidade mesmo eles querem ter com a educação? Só até o nível médio e ensino técnico para formar massa de mão de obra barata.
Denis Souza
31 de agosto de 2014 6:49 pmUniversidade Paga
Finalmente alguem consegue enxergar que, gasto por aluno maior que universidade, professores que recebem por periodo integral mas nao aparecem para trabalhar ( estao trabalhjando em casa…claro), mais de 100% de gasto so com folha de pagamento, etc,etc. Aluno quer pode tem de pagar ao assim vai haver cobranca sobre este parasitismo todo!
MARCOS FERREIRA
4 de setembro de 2014 1:03 amMais os jornadeiros de junho
Mais os jornadeiros de junho dos 0,20 centavos não sairão do FACEBURRO E foram pedir na rua Educação e Saúde Padrão FIFA? agora aguentem, aposto que a maioria daquela cambada vota na crorofila neoliberal do Itaú Marina Silva.
Mozart Gomes
6 de setembro de 2014 1:00 pmAcho muito justo, fui aluno
Acho muito justo, fui aluno de universidade pública no interior, e era o único de 40 alunos que tinha bolsa moradia e um dos poucos que tinham estudado em escola pública, a maioria das pessoas que fazem faculdade pública estudaram em escolas particulares e dos que estudam em faculdades particulares são oriundos da escola pública. Então quando os alunos entram na faculdade as famílias em melhores condições param de pagar os estudos dos filhos, e os mais pobres tem que pagar o estudos dos filhos, como dizia o Chico Science: “O de cima sobe e o de baixo desce”, engraçado, eu pretendo votar na Luciana Genro, mas quanto mais atacam a Marina mas parece razoável votar nela.
IV AVATAR
7 de setembro de 2014 11:16 amProfessores contestam Giannetti
Assessor de Marina chama Unicamp de cria do regme militar. Professores protestam
http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/08/assessor-de-marina-chama-unicamp-de-cria-regime-militar-e-professores-respondem/