5 de junho de 2026

Que tal o aprendizado de música como instrumento de integração e promoção social?

Por Zarastro

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Orquestra Nacional Infantil da Venezuela

Aqui no blog, uns declaram voto em Marina. Outros, em Dilma. Outros discutem porque os primeiros declararam voto em Marina. Outros fazem o mesmo, mas com Dilma. Enquanto isso, enquanto passava roupa, preferi ver o verdadeiro futuro, na forma de orquestra sinfônica regida por ninguém menos do que Sir Simon Rattle:

https://www.youtube.com/watch?v=024WDJ39F28#t=136 width:700 height:395

Pasmem: eles têm entre 9 e 16 anos. E de acordo com as estatísticas de O Sistema, 80% deles são oriundas de famílias (muito) pobres. E tocam Gershwin. E Ginastera. E Mahler! Difícil não chorar de felicidade e emoção.

Senhores candidatos, que tal uma propostinha para usar o aprendizado de música como instrumento de integração e promoção social?

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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17 Comentários
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  1. Ivan de Union

    26 de agosto de 2014 12:49 pm

    Meio off-topic:  gostaria que

    Meio off-topic:  gostaria que alguem de Congonhas nos contasse a historia do conservatorio, que se nao me engano esta la ate hoje.  Ja teve muita influencia social, especialmente nos anos 50 e 60 mas hoje ja nao sei nada a respeito dele mais, sei que ele ainda existe mesmo sucateado por virtualmente todos os prefeitos da cidade.

  2. Ivan de Union

    26 de agosto de 2014 12:59 pm

    Nao se traduz muito bem para

    Nao se traduz muito bem para o Brasil, e vai levar um tempao, Zarastro.  Sob essas circunstancias, sim.  Minha irma diz que todo lugar e toda cidade de interior que voce vai na Alemanha tem sua orquestra e sua opera.  Eh cultura deles.  A do Brasil eh roda de violao, roda de choro, roda de samba, roda de batucada, etc.

    Felizmente para a Venezuela, a musica pop deles eh meio apagada do mapa (deles), e a aceitacao da musica classica pode ser mais influente, maior, do que seria ou de fato sempre foi no Brasil.  Nao eh parte da cultura.

    Sim, claro que sou a favor da ideia.  Mas tem que ser adaptada para a cultura brasileira, que nao eh batatinha frita.

    1. Zarastro

      26 de agosto de 2014 4:10 pm

      Claro que levou um tempão

      El Sistema existe desde 1975, e só agora, nos últimos anos, o programa ganhou notoriedade mundial – muito por conta de Gustavo Dudamel, que é oriundo do programa e que se tornou uma celebridade mundial. E lá se vão 40 anos!

      Por outro lado, tudo o que é necessário para começar uma caminhada é dar o primeiro passo. É algo que é terrivelmente clichê, mas que nesse caso é a pura verdade. Me pergunto porque nunca alguns auto-entitulados “defensores da educação” no Brasil (penso particularmente em Cristóvão Buarque) nunca sequer pensaram em conceber algo parecido por aqui. E isso apesar de se ouvir falar o tempo todo que o Brasil é “um país musical”.

      Procure assistir ao documentário “El Sistema“, de Paul Smaczny. Lá eles mostram as condições sociais de quem frequenta o programa: igualzinho às favelas e morros daqui, a única coisa que muda é que lá falam espanhol. Um depoimento quase me fez chorar: uma contrabaixista que não pôde ir à sua primeira apresentação de seu conjunto de câmara porque tinha sido baleada na perna. E assim que pôde, voltou aos ensaios, nem que fosse de muletas mesmo.

      Estou procurando também outro documentário, “Tocar y luchar“, que também aborda o programa.

      De resto, já tem “El Sistema” aí: http://www.elsistemausa.org/.

      1. Zarastro

        26 de agosto de 2014 4:24 pm

        Achei! “Tocar y luchar”

        [video: https://www.youtube.com/watch?v=oIGUXapsI-I#t=160%5D

  3. Celso Junqueira

    26 de agosto de 2014 1:25 pm

    MARAVILHA!!

    Maravilhoso!! Tocam como gente grande. Lembrei-me de quando, dos dez aos dezesseis anos toquei na banda de música de minha cidade. Mas para chegar ao nível que esses meninos e meninas chegaram, com essa idade,  é preciso muita dedicação e estudo. Um orgulho para o povo venezuelano. Parabéns a eles e aos seus professores.

    Há também a Orquestra Juvenil Simón Bolívar, regida pelo maestro Dudamel. Outra maravilha!!

  4. Mota

    26 de agosto de 2014 1:57 pm

    Na Bahia tem (tem, tem, tem) a cópia deste programa: Neojiba

    O governador Petista Jacques Wagner criou em 2007 o programa Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, NEOJIBA, que representa uma possibilidade de mudança na vida de jovens e crianças que, através da prática coletiva da música, adquirem ferramentas essenciais ao desenvolvimento pleno de suas capacidades. O resultado dessa prática é confirmado no alto nível de excelência alcançado pelos músicos das suas orquestras.

    Programa prioritário do Governo da Bahia e pioneiro no Brasil, gerido pelo Instituto Ação Social Pela Música – IASPM, com manutenção da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate a Pobreza e apoio do Teatro Castro Alves, o NEOJIBA é fundamentado no “El Sistema”, reconhecido programa venezuelano criado em 1975 e que hoje conta com mais de 350 mil jovens e crianças e mais de 180 orquestras em todo o país. O diretor-fundador do NEOJIBA é o músico baiano Ricardo Castro.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=L8vXVQHDcuY&list=UUVSR9kNE10i4JBiO92mj_Dw%5D

    1. Zarastro

      26 de agosto de 2014 2:57 pm

      Bravo aos baianos! Mas…

      Bravo aos baianos! Só me preocupa o vínculo direto do NeoJiba ao governo do estado – o que significa que o projeto pode ser extinto assim que o governo trocar de mãos.

    2. músico

      26 de agosto de 2014 3:51 pm

      Até onde sei o NEOJIBÁ é o

      Até onde sei o NEOJIBÁ é o único projeto bem administrado de ensino de música no Brasil. O único que mantém os preceitos importantes que fazem com que o “El Sistema” venezuelano funcione plenamente.

      A grande questão não é simplesmente colocar a garotada tocando violino, mas ter um projeto perene de longo prazo. Nisso o “El Sistema” é primoroso e o NEOJIBÁ também.

      Parabéns ao Ricardo Castro – que o Nassif poderia entrevistar – e ao pessoal do NEOJIBÁ !

      1. Zarastro

        26 de agosto de 2014 8:36 pm

        Ficar de frente para o mar, de costas pro Brasil…

        Músico não-cadastrado, veja como são as coisas. O estado de SP gastou os tubos para fazer a sala SP e colocar uma orquestra sinfônica de classe mundial lá dentro. Há alguns projetos acessórios, mas nenhum deles realmente voltados à inclusão social. Os únicos que poderiam atingir diretamente esses objetivos são o projeto “Descubra a Orquestra“, para professores da rede pública estadual, os quais precisam fazer os cursos da OSESP para se credenciarem a levar seus alunos (fácil, né?) e o projeto “orquestra itinerante”, em que ela percorre o estado de SP.

        E vamos parando por aí. A OSESP sempre foi e ainda é um projeto musical feito pela classe dominante, para a classe dominante (preços “populares”: R$ 15; preços normais, de R$ 36 a R$ 166 “por cabeça”). E em minha opinião, é (mais) um acinte que se comete aqui.

        Por outro lado, aqui em SP tem gente competentíssima, mas que por outro lado “não aceita se misturar com pobre”. Ou que prefere camelar aqui (ou até no exterior), fazendo de tudo, menos música. Gente que fica de frente pro mar – sonhando com uma Europa que praticamente nem existe mais – enquanto dá as costas ao Brasil, às pessoas que dariam tudo para aprender esse ofício de ser músico.

  5. Athos

    26 de agosto de 2014 2:41 pm

    Música é ótima mas esporte é
    Música é ótima mas esporte é melhor.

    1. Zarastro

      26 de agosto de 2014 3:39 pm

      ????

      Melhor por quê?

      Melhor pra quê?

      Melhor pra quem?

      Por que isso ou aquilo?

      Por que não isso e aquilo?

  6. altamiro souza

    26 de agosto de 2014 2:44 pm

    o bolivarianimo socializa

    o bolivarianimo socializa gershwin e mahler.

    nós socializamos faustão e hulk…

    é a diferença entre o belo e os gritos primais.

  7. Dulce (Madame X)

    26 de agosto de 2014 3:09 pm

    Já foi aprovada lei, de

    Já foi aprovada lei, de ensino de música nas escolas. Acho que tem uns dois anos, ou menos. Portanto, no Gov. Dilma. Mas um projeto desses para dar frutos, devemos esperar pelo menos as crianças aprenderem…Eu adorei.

    1. Zarastro

      26 de agosto de 2014 3:21 pm

      Não adianta nada só “aprovar lei”.

      Adianta envolver a comunidade no esforço, que é o que El Sistema e a Neojiba fazem. Pensar que ensinar música fechando a escola à participação da comunidade não vai nos levar a lugar nenhum.

      Simplesmente “dar aula de música”, com provas e notas e ser motivo pra reprovação, não adianta nada. Eu tive isso quando tinha uns 12 anos, na escola pública, e era algo entre ridículo e desastroso.

      1. músico

        26 de agosto de 2014 3:54 pm

        Zarastro, esse é exatamente o

        Zarastro, esse é exatamente o comentário que eu iria escrever.

        Assino embaixo.

        Lembranças ao Tamino, à Pamina e ao Papageno.

        🙂

  8. morallis

    26 de agosto de 2014 4:36 pm

    Música  e educaçã!
    Música é

    Música  e educaçã!

    Música é educação!

  9. almeid

    26 de agosto de 2014 6:06 pm

    Em se falando em

    Em se falando em música…Vocês leram esta decisão perante o STJ do dia 22/08 ?

     

    “Universidade deve pagar direitos autorais por execução de música em praça pública”

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