Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
Camila Bezerra
Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...
Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
Notade3
26 de agosto de 2014 3:11 amMH17: As noticias sumiram!
Depois de varrer a web por dias encontrei esta artigo que talvez explique o sumiço das materias sobre o MH17 da grande midia.
Alguem tem mais informação sobre as investigações sobre o MH17?
da Revista Forum
Após uma campanha para culpar Vladimir Putin pelo assassinato de 298 pessoas, a imprensa internacional se cala frente as evidências, apontando cada vez mais para os ucranianos apoiados pelos EUA
Por Niles Williamson, em wsws.org | Tradução: Vinicius Gomes
O silêncio ensurdecedor do governo e da mídia dos EUA a respeito das investigações da queda do avião da Malaysian Airlines MH17, pouco mais de um mês atrás, “soa” estranho.
A revista nacional Veja também entrou no frenesi midiático de culpar Putin sem qualquer tipo de evidência (Reprodução)
Em questão de horas após a queda, se prolongando pelos dias seguintes, oficiais norte-americanos passaram a alegar – sem produzir qualquer resquício de evidência – que o avião de passageiros, saindo da Holanda com destino à Malásia, havia sido derrubado por um míssil antiaéreo SA-11 disparado por separatistas pró-Rússia ao leste da Ucrânia. Eles, assim, lançaram uma campanha política para conseguir impor ainda mais severas sanções econômicas contra a Rússia e fortalecer a postura militarista da Otan na Europa Oriental.
Sentindo cheiro de sangue, a imprensa norte-americana e europeia passaram a jogar a culpa pela queda no presidente russo Vladimir Putin. A cobertura da edição de 28 de julho da revista alemã Der Spiegel mostrou imagens de vítimas do MH17 junto de um texto em vermelho e negrito onde lia-se “Stoppt Putin Jetzt!” (Parem Putin Agora!). O editorial de 26 de julho do The Economist declarava que Putin era o autor da destruição do MH17, enquanto a revista colocou em sua capa, de maneira grotesca, o rosto de Putin sobreposto a uma teia de aranha, denunciando a “rede de mentiras de Putin”.
Qualquer um, comparando a demonização de Putin pela mídia com o tratamento que estas deram a Saddam Hussein e Muamma Qaddafi, tem de concluir que Washington estava pavimentando um caminho para a mudança de regime em Moscou, como aquelas que aconteceram no Iraque e na Líbia – sendo que a diferença, dessa vez, era que os EUA estavam forçando uma guerra com uma potência nuclear, como a Rússia. Todavia, depois de ter usado a tragédia do avião como um casus belli contra a Rússia, a mídia ocidental largou completamente a mão de sua campanha. O New York Times não publica uma só palavra sobre a queda do avião desde 7 de agosto.
A alemã Der Spiegel com os dizeres “Parem Putin Agora!” (Reprodução)
Não existe uma explicação ingênua para o súbito desaparecimento do MH17 do foco midiático e político. A caixa preta do avião está sendo submetida a investigações por parte dos britânicos há semanas, e os satélites russos e norte-americanos – assim como seus radares militares – estavam vigiando de maneira intensiva o leste da Ucrânia no momento da queda. A alegação de que Washington não tem um conhecimento detalhado sobre as circunstâncias da queda, ou sobre as diversas forças envolvidas, não é verossímil.
Se a evidência que os EUA têm nas mãos incriminasse apenas a Rússia ou as forças pró-Rússia na Ucrânia, eles já teriam liberado para alimentar a sanha da mídia contra Putin. Se ela ainda não foi liberada, é porque as evidências apontam para o envolvimento do regime da Ucrânia em Kiev, assim como seus patrocinadores: os EUA e a Europa Ocidental.
No início, a administração Obama não apresentou qualquer evidência para apoiar suas acusações incendiárias de que Putin era o responsável pela queda do MH17. Em sua conferência de imprensa, no dia 18 de julho – dia seguinte à queda -, o presidente Obama afirmou que ainda era “cedo demais para que nós fôssemos capazes de adivinhar quais eram as intenções que aqueles que poderiam ter lançado esse míssil antiaéreo poderiam ter tido”. Enquanto explorava de maneira cínica para pressionar e ameaçar a Rússia, Obama alertava que “provavelmente haveria desinformação” na cobertura da queda.
Nesse caso, a desinformação sobre a queda do MH17 veio da própria administração Obama, com o secretário de estado John Kerry partindo para uma blitz midiática em 20 de julho, afirmando que separatistas pró-Rússia e o governo russo eram os responsáveis pela destruição do avião.
A única evidência que ele apresentou então foram algumas duvidosas “gravações em redes sociais” postadas na internet. Ele apresentou gravações de áudio não-autênticas de separatistas conversando sobre a queda de um avião, editada e liberada pelo serviço de espionagem ucran
A britânica The Economist “denunciava” a rede de mentiras de Putin (Reprodução)
iano, o SBU, que trabalha de maneira próxima à CIA norte-americana; um vídeo do YouTube também foi apresentado mostrando um caminhão transportando equipamentos militares não-identificados por um estrada e um discurso – já desacreditado – postado online, atribuindo a responsabilidade por derrubar o avião a Igor Strelkov.
Muito rapidamente, o roteiro do governo norte-americano pela queda do MH17 começou a entrar em colapso. Em uma conferência de imprensa no dia 21 de julho, Marie Harf, porta-voz do Departamento de Estado e ex-analista do Oriente Médio pela CIA, declarou que as conclusões da administração Obama sobre a queda do avião eram “baseadas basicamente em senso comum”. Desafiada pelos repórteres a fornecer evidências, ela admitiu que não as tinha: “Eu sei que é frustrante. Acreditem em mim, nós estamos tentando conseguir o máximo [de evidências] possível. E, por alguma razão, às vezes não conseguimos”.
Após um mês de tentativas fracassadas de Washington em conseguir evidências para confirmar suas acusações contra Putin, fica claro que a ofensiva política dos governos da Otan e o frenesi da mídia contra a Rússia, eram baseadas em mentiras.
Se os separatistas pró-Rússia tivessem disparado os mísseis antiaéreos, como os EUA alegam, eles teriam imagens mostrando isso em sua posse, confirmando a acusação sem deixar qualquer sombra de dúvida, pois os EUA possuem um programa de satélite com sensores infravermelho para detectar lançamento de mísseis em qualquer lugar no planeta, assim como os radares norte-americanos localizados em postos na Europa teriam rastreado a trajetória do míssil pelos céus. As informações desses satélites e radares não foram liberadas ao público, pois qualquer coisa que elas devam mostrar não se encaixa no roteiro produzido pelo governo dos EUA nem de sua imprensa.
O que parece surgir, no entanto, são evidências apontando para a participação do regime em Kiev, apoiado pelos EUA, na derrubada do MH17. Um dia após o secretário Kerry fazer suas denúncias, os militares russos apresentaram informações de radar e satélite indicando que um caça ucraniano SU-25 estava em uma região próxima e ascendendo aos céus após a queda do MH17. Essa afirmação não foi respondida, muito menos refutada pelo governo norte-americano.
Em 9 de agosto, o jornal malaio New Straits Times publicou um artigo, acusando o governo em Kiev de derrubar o MH17. Lia-se ali que evidências do local da queda indicavam que o avião foi derrubado a míssil por um caça ucraniano, assim como evidências de uso de armamento pesado de metralhadora.
Enquanto ainda é muito cedo para dizer de maneira conclusiva que o MH17 foi derrubado, as evidências preponderantes apontam para o regime ucraniano e, por trás das cortinas, o governo norte-americano e as potências europeias. Eles criaram as condições para a destruição do MH17, apoiando um golpe fascista no país, em fevereiro desse ano, que levou os atuais governantes pró-ocidente ao poder. A mídia ocidental passou a apoiar a guerra de Kiev para reprimir a oposição no leste da Ucrânia, transformando a região na zona de guerra a qual então o MH17 foi derrubado.
Após o assassinato de 298 pessoas a bordo do MH17, na qual elas tiveram um importante e ainda-por-ser-explicado papel, os governos ocidentais, assim como suas agências de inteligência, se aproveitaram de sua tragédia em uma sinistra e precipitada manobra para escalar as ameaças de guerra contra o governo de Putin. Quem cala consente, e o silêncio ensurdecedor da mídia ocidental sobre o possível envolvimento de Kiev na queda do MH17 comprova a criminalização não apenas da estrutura da política externa desses governos, mas também de seus lacaios midiáticos e de toda a classe governante.
Luciano Prado
26 de agosto de 2014 4:38 amMentiras e mortes
Por onde os Estados Unidos andam deixam um rastro de mentiras e mortes
Montanha
26 de agosto de 2014 9:07 amMH17
Sugiro que siga o @castorphoto no twitter. Ele pública sempre algo sobre este tema.
Pepe Escobar: #MH17 e #MH370 − Ponto de desaparecimento… http://goo.gl/fb/UQhHMj
http://redecastorphoto.blogspot.pt/2014/08/pepe-escobar-mp7-e-mp70-ponto-de.html?utm_source=feedburner&utm_medium=twitter&utm_campaign=Feed:+redecastorphoto+(redecastorphoto)
“Siga os destroços das turbinas. Siga os destroços da cabine. Siga o motivo. Não se pode nem imaginar as placas tectônicas geopolíticas se chocando se o regime de Kiev fosse considerado responsável. Seria o ponto de desaparecimento de toda a noção – distorcida – do excepcionalismo “indispensável” do Império do Caos.”
cumprimentos
Montanha
26 de agosto de 2014 9:07 amMH17
Sugiro que siga o @castorphoto no twitter. Ele pública sempre algo sobre este tema.
Pepe Escobar: #MH17 e #MH370 − Ponto de desaparecimento… http://goo.gl/fb/UQhHMj
http://redecastorphoto.blogspot.pt/2014/08/pepe-escobar-mp7-e-mp70-ponto-de.html?utm_source=feedburner&utm_medium=twitter&utm_campaign=Feed:+redecastorphoto+(redecastorphoto)
“Siga os destroços das turbinas. Siga os destroços da cabine. Siga o motivo. Não se pode nem imaginar as placas tectônicas geopolíticas se chocando se o regime de Kiev fosse considerado responsável. Seria o ponto de desaparecimento de toda a noção – distorcida – do excepcionalismo “indispensável” do Império do Caos.”
cumprimentos
ruyacquaviva
26 de agosto de 2014 3:22 amÉ muita cara de pau…
PSB debocha do País: documento estava no avião
O deputado Marcio França (PSB/SP), que é também tesoureiro da campanha presidencial, escancarou, nesta segunda-feira, a falta de argumentos do PSB para justificar como o partido utilizou um avião fantasma, que não tem dono declarado, nos voos da dupla Eduardo Campos e Marina Silva; “Documento de avião você carrega no avião. Se estava no avião, já não existe mais”, afirmou; ele também insinuou que a candidata Marina Silva não prestará esclarecimentos; “Responder ela tem que responder, no limite da responsabilidade dela”; pelo jeito, no que depender do PSB, as vítimas do acidente em Santos (SP) e os colaboradores de Eduardo Campos que morreram no acidente ficarão a ver navios; um escárnio
247 – O PSB, aparentemente, decidiu debochar da sociedade brasileira. Nesta segunda, quando foi questionado sobre o avião fantasma utilizado por Eduardo Campos e Marina Silva, o deputado Márcio França (PSB/SP) escancarou a falta de argumentos para defender o que parece ser indefensável. “Documento de avião você carrega no avião. Se estava no avião, já não existem mais”, afirmou.
Isso indica que a estratégia do PSB parece a ser a de varrer o assunto para debaixo do tapete. Explica-se: caso não consiga demonstrar de quem é o avião e como ele era pago pela campanha, o partido estará sujeito à impugnação de sua candidatura.
A história é relativamente simples. O antigo dono da aeronave, um usineiro falido, repassou o jatinho a amigos de Eduardo Campos, que assumiram o pagamento de algumas parcelas do leasing. Tais empresários, sem capacidade financeira para comprar um jato de R$ 18,5 milhões, foram recusados pelo cadastro da Cessna, fabricante da aeronave. No entanto, pertencendo ao usineiro ou aos amigos do ex-governador, o avião não poderia ser utilizado numa campanha política, por não estar registrado numa empresa de táxi aéreo. Daí o argumento de Marcio França sobre a possível destruição dos documentos.
Ele também insinuou que Marina Silva não prestará grandes esclarecimentos. “Responder ela tem que responder, no limite da responsabilidade dela”, disse ele. França disse acreditar que Marina não tenha conhecimento sobre como foi feita a negociação que colocou o avião à disposição de campanha.
Ao adotar essa posição, o PSB coloca as vítimas do desastre, sejam eles ex-colaboradores de Campos ou pessoas que perderam seus imóveis em Santos, a ver navios. O seguro não será pago e ninguém se responsabilizará pelas indenizações e reparações por danos materiais. Afinal, o documento estava no avião.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/151275/PSB-debocha-do-Pa%C3%ADs-documento-estava-no-avi%C3%A3o.htm
Jair Fonseca
26 de agosto de 2014 3:55 amPois é, fácil desaparecer com
Pois é, fácil desaparecer com documentos. E daí ninguém se lembra, ninguém sabe de nada, o avião não tinha donos, nem responsáveis por ele…
IV AVATAR
26 de agosto de 2014 6:27 amE a 3a via….do documento
Como é possível não se poder conseguir a 2a. via e até a 3a. via destes documentos junto as empresas e cartórios envolvidos no negócio, será que vai haver um incendio milagroso que o que ocorreu na cidade de Cláudio,no caso do aecioporto…..
martosm venicio
26 de agosto de 2014 12:11 pmSe investigar vai achar.
Vai depender da investigação da PF. Se a investigação for concluída antes das eleições, quais medidas serão tomadas? Cassação? Que rolo, sonegação fiscal, avião sem dono. Imagina esses caras no poder. Engavetarão todos os inquéritos.
nilo
26 de agosto de 2014 10:39 amMais cara de pau ainda o
Mais cara de pau ainda o incêndio misterioso no Galpão da Prefeitura de Cláudio: documentos foram queimados, ora… O fogo destruiu uma sala onde estavam arquivos, computadores, materiais de escritório…
Aécio e parentes nada ver, mera coincidência…
Motta Araujo
26 de agosto de 2014 3:49 amhttp://liberation-de-paris.gi
http://liberation-de-paris.gilles-primout.fr/images/pcallemandrivoli.jpg
SETENTA ANOS DA RENDIÇÃO DE PARIS – Em 25 de agosto de 1944 o General Dietrich von Choltitz rendeu seus 17.000 homens da guarnição do Gross Paris em cerimonia na Gare du Nord. Aceitou a rendição o Gneral Phelippe Leclerc, comandante da 2ª Divisão Blindada das Forças Franceses Livres, dentro dos acordos do General De Gaulle com o Comandante das Forças Aliadas, General Dwight Eisenhower, pelos quais os Franceses Livres é que libertariam Paris e não os americanos, para evitar que a Resistencia comunista pulasse na frente e assumisse a gloria de libertar a capital da França. Cercando Paris sem entrar na cidade estava a 4ª Divisão de Infantaria dos EUA, com 47.000 homens, em caso de qualquer imprevisto os americanos entrariam com força total. Não foi necessario.
A rendição alemã foi um grande acontecimento politico para o General De Gaulle. Hitler tinha dado ordens precisas ao Comandante alemão para dinamitar as pontes sobre o Sena e outros predios historicos de Paris mas von Choltitz desobedeceu, para salvar sua biografia, mesmo com alto risco de vida. A atitude corajosa lhe valeu a gratidão do Estado francês, que o honrou em seu funderal em Baden Baden, em 1969, com a presença de uma delegação militar francesa de alta patente.
De Gaulle teve grande trabalho em conter o impeto da Resistencia que queria tomar a cidade sozinha porque achava que a guarnição alemã já estava enfraquecida e desmoralizada. Mas De Gaulle não queria isso, porque os alemães sempre sabem lutar e porque um enfrentamento de rua poderia causar muitas mortes e danos materiais. Mas sua principal razão era evitar uma vitoria precipitada da Resistencia, inteiramente controlada pelo Partido Comunista Francês e sua adversaria politica natural no pós-guerra. Seus delegados junto à Resistencia conseguiram conter um levante generalizado mas escaramuças individuais, tiroteios, emboscadas de franco atiradores ocorreram de forma descoordenada causando grande tensão na cidade, os alemães ainda dominavam os pontos centrais da cidade.
Choltitz do seu QG de comando no Hotel Meurice, na Rue de Rivoli 228, conseguiu manter uma razoavel coordenação de suas forças, aguardando a chegada de Leclerc. A rendição obedeceu ao protocolo militar mas a Resistencia enebriada pela libertação ensaiou ameaça de varios linchamentos de oficiais, salvos pelas tropas de Leclerc, nem De Gaulle e nem os americanos da 4ª Divisão queriam bagunça geral na embriaguez da libertação.
Mesmo assim a Resistencia cercou o Hotel Meurice( onde ainda nos anos 60 se viam buracos de bala na parede como recordação ). Aliás, um adendo, Choltitz voltou ao Meurice nos anos 60, o garçon do bar o reconheceu e chamou o gerente que achou que ele ficaria hospedado no hotel, já ia lhe oferecer o seu antigo apartamento no 2º andar (o 221) mas Choltitz veio apenas tomar um armagnac e agradecer a gentileza da gerencia que lhe enviou para sua casa em Baden Baden um casaco de lã que esqueceu no armario.
Não vou aqui contar para não ser enfadonho a cruciante negociação do irascivel De Gaulle com o Estado Maior de Eisenhower para realizar seu projeto de fazer Leclerc sozinho libertar Paris, os generais americanos nem queriam ouvir falar disso, especialmente Patton e Bedell Smith, Eisenhower teve que usar toda sua autoridade e bater na mesa para dar espaço de manobra à De Gaulle, Eisenhower era um militar politico (porisso chegou a Presidente) e via na ação de De Gaulle toda uma logica de interesse dos EUA, que não queriam partidos comunistas dominantes na França e na Italia. O que interessava a De Gaulle interessava tambem aos EUA, porisso deixaram o grande estadista fazer o jogo certo para bloquear a Resistencia nessa hora crucial. Roosevelt, que detestava De Gaulle, concordou com Eisenhower na ação Leclerc em 25 de agosto, um dos episodios mais marcantes da Segunda Guerra.
junior50
26 de agosto de 2014 9:42 pmLibe’ a Paris
Caro Motta, vc. sabe que sou um chato, e invariavelmente estamos em assuntos correlatos, portanto, permita-me alguns “adendos”:
1. Paris Festung/ Von Choltitz : Von Choltitz, em uma época um dos mais jovens generais do Exército Alemão, após ser exonerado do comando do 84o HK ( Heer Korp – Corpo de Exército) na frente russa, foi nomeado por Burgdorf ( Chefe do Pessoal do OKW ), com anuencia de Hitler, como substituto do Barão Von Boineburg – Langsfeld ( preso como um dos participes do atntado a Hitler em 20/07/44), como Militarbehefelshaber Paris – Festung.
2. Nomeação errada, para os propósitos de Hitler, pois em 07/08/44, ao receber do “Cabo da Bavaria”, no Wolfschanze, o Comando da Paris-Festung, Choltitz narra: ” A demencia sanguinária do Fuhrer, seu corpo balançava, violentamente, a espuma literalmente subia a sua boca…..tive a impressão de me encontrar diante de um louco ” mas foi para Paris ( cidade que amava ) lá chegando em 09/08/44.
3. FFIs: Frederick Morgan, um dos planejadores da Overlord e assessor politico de Eisenhower , diz: “It is paramount importance that, among first troops to enter Paris, shall be frenchmen”, pois os comunistas com Breton Tanguy ( Codinome; Coronel Rol – Chefe das FFI no Depto. do Sena), dominates no Comite da Libertação (COMAC), desejavam libertar Paris e instalar um governo, ao qual foram impedidos, não apenas pelas movimentações táticas de De Gaulle, ou de Koenig, mas fundamentalmente pela ação politica de Jacques Chaban Delmás.
P.S.: Vindo da Place de Chatelet, através da Rue de Rivoli, 25/08/44, ás 15:30, um comando das FFI, com o Commandant De La Hoire e Ten. Karcher ), irrompem no Meurice, prendem Choltitz, e lhe perguntam: “Sprechen deutsch” ( Fala alemão ?), Choltitz responde em francês: “bem melhor que você “.
aliancaliberal
26 de agosto de 2014 4:19 amPor que a economia não é um
Por que a economia não é um jogo de soma zero
por Juan Ramón RalloApesar de toda a ampla literatura disponível, ainda há pessoas que genuinamente acreditam que a economia é um jogo de soma zero, isto é, que para algumas pessoas ganharem outras têm necessariamente de perder. Tais pessoas acreditam que a economia seria uma espécie de bolo, cujo tamanho é fixo e representa toda a riqueza disponível. Sendo assim, cada indivíduo que se apossa de uma fatia está na realidade retirando esta fatia da boca de outro indivíduo. A verdade, no entanto, é que este bolo de riqueza não tem um tamanho fixo; ao contrário, ele cresce de maneira tal que há cada vez mais quantidade disponível para todos.
O fundador da Escola Austríaca de economia, Carl Menger, deixou claro que, para que uma coisa possa ser considerada um bem econômico, quatro circunstâncias devem ser observadas: 1) deve existir uma necessidade humana; 2) a coisa em questão deve ser capaz de satisfazer essa necessidade humana; 3) o indivíduo deve conhecer a adequabilidade da coisa em satisfazer sua necessidade; e 4) o indivíduo deve usufruir poder de disposição sobre esta coisa.
Tendo em mente estas quatro circunstâncias às quais o austríaco condicionou a existência de bens econômicos, podemos deduzir por que a economia não é um jogo de soma zero na qual toda a riqueza possível já se encontra dada de antemão.
Em primeiro lugar, a imensa maioria das coisas, na forma como se encontram em seu estado natural, não nos permite satisfazer nossas necessidades. Por mais que toda a matéria já exista e esteja disponível na natureza, ela não nos foi dada de uma forma que nos permita satisfazermos nossas necessidades. A matéria tem de ser trabalhada e transformada por meio do trabalho e de investimentos. A madeira das árvores deve ser cortada e processada para a fabricação de abrigos dentro dos quais iremos morar; as terras têm de ser aradas e cultivadas para que possamos colher alimentos que irão saciar nossa fome; o ferro e o alumínio têm de ser extraídos das minas para que seja possível a fabricação de aviões que irão nos transportar de um ponto do globo a outro. Só é possível criar riquezas quando transformamos coisas (que não satisfazem diretamente nossos desejos) em bens (que satisfazem). É por isso que recursos minerais que estão no subsolo não configuram riqueza por si só. Eles têm antes de ser transformados. E isso só irá ocorrer com investimentos maciços, mão-de-obra capacitada e tecnologia avançada.
Em segundo lugar, a incapacidade dos objetos em seu estado natural em satisfazer diretamente nossas necessidades advém do fato de que nem sequer conhecemos todas as suas combinações e usos possíveis. A tecnologia, que é a arte de combinar e ordenar a matéria para que ela gere o resultado desejado, também não nos vem dada; antes, ela deve ser descoberta por meio da investigação e da experimentação, duas atividades que, por sua vez, requerem o uso de outros bens econômicos. Em outras palavras, dado que não somos oniscientes, não apenas temos de criar bens econômicos a partir das coisas que nos circundam, como também temos de descobrir informações acerca de como transformar essas coisas em bens econômicos — informações que, por si só, constituem uma nova fonte de riqueza.
Terceiro e último, por mais adequado que seja um bem em satisfazer nossas necessidades, ele será totalmente inútil se não o tivermos ao nosso alcance. A natureza pode ter sido generosa em nos agraciar com rios caudalosos por todo o planeta; no entanto, estes rios não proporcionarão nenhum serviço àquele indivíduo que se encontra no meio do deserto. Em outras palavras, não apenas temos de produzir os bens, como também temos de saber distribuí-los aos seus usuários finais.
Em nossos sistemas econômicos, produção e distribuição andam de mãos dadas: com o intuito de maximizar nossa eficiência na fabricação de bens econômicos, cada um de nós se especializa em produzir um ou dois bens econômicos no máximo, mesmo que necessitemos de uma grande variedade deles para satisfazer nossas mais diversas necessidades — ou seja, somos produtores especializados e, ao mesmo tempo, consumidores generalizados.
Demandamos os mais amplos e variados bens econômicos e, em troca, podemos apenas ofertar nossa extremamente limitada e específica especialização. E, ainda assim, as trocas ocorrem. Portanto, a maneira de termos acesso aos mais diversos bens econômicos é oferecendo em troca nossa extremamente limitada oferta de bens. E isso ocorre por meio das trocas comerciais.
O problema é que, desde Aristóteles, a humanidade acredita que as trocas comerciais ocorrem somente entre bens com igualdade de valor. Se o bem A é trocado pelo bem B, então necessariamente o valor de A deveria ser igual ao valor de B. Consequentemente, nenhuma troca comercial poderia gerar valor, e sim apenas redistribuí-lo. A interpretação alternativa (a de que o valor de A seria superior ao de B, ou vice-versa) seria ainda mais desalentadora, pois implicaria que, em toda e qualquer transação, um lado ganharia à custa do outro (ele entregaria algo com um valor objetivo maior em troca de algo com um valor objetivo menor).
No entanto, graças a Carl Menger, que popularizou a descoberta de que o valor dos bens não é objetivo mas simsubjetivo, a realidade se comprova totalmente distinta: em toda e qualquer transação comercial, cada lado atribui àquele bem que está recebendo um valor subjetivo maior do que àquele bem que está dando em troca. Afinal, se não fosse assim — se você não valorizasse mais aquilo que está recebendo do que aquilo que está dando em troca —, a transação simplesmente não ocorreria. Em decorrência deste fato, conclui-se que os indivíduos geram riqueza ao simplesmente trocarem bens econômicos. Ao fazerem isso, eles estão recorrendo a um meio (trocas comerciais) para chegar àqueles fins que lhes são mais valiosos.
Em definitivo, a economia não é um jogo de soma zero, uma vez que durante todo o processo de produção de bens e serviços estamos gerando riqueza: seja quando investigamos como converter coisas em bens, quando de fato convertemos as coisas em bens, e quando distribuímos os bens por meio das trocas comerciais.
Ao contrário do que supõem os socialistas — que toda a riqueza já está criada e dada, e que é necessário apenas redistribuí-la —, o livre mercado é o único arranjo no qual os indivíduos podem se organizar de modo a incrementar ao máximo possível a oferta de bens e serviços, os quais iremos utilizar para satisfazer de maneira contínua nossos mais variados fins.
A economia, portanto, não é um jogo de soma zero, mas sim um jogo de saldo positivo e expansivo — a menos que o estado entre em cena e se aposse destes ganhos.
O bolo não está dado e não possui tamanho fixo. Ao contrário, ele cresce e permite fatias cada vez maiores para todos — exceto se o estado entrar em cena e gulosamente abocanhar uma grande fatia.
Juan Ramón Rallo é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri. É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1751
Motta Araujo
26 de agosto de 2014 4:19 amhttp://3.bp.blogspot.com/-mn-
http://3.bp.blogspot.com/-mn-gyonT0Ag/UCotqe59xXI/AAAAAAAAETw/FBa9-o-LFOU/s1600/Ultima_fotografia_general_Sanjurjo.jpg
DESASTRES DE AVIÃO QUE MUDARAM A HISTORIA DA ESPANHA
O levante militar ( o “Alzamiento”) que deu inicio à Guerra Civil Espanhola em 19 de julho de 1936 teve seu curso, historia e desdobramento alterados profundamente por dois desastres de aviação com enormes efeitos politicos.
O levante foi organizado por dois generais veteranos e de grande prestigio no Exercito espanhol, o General Emilo Mola, nascido em Cuba (então parte da Espanha), de 49 anos e o grande lider do Exercito, General Jose Sanjurjo, de 64,
duas figuras de grande prestigio dentro de todo o Exercito. O general Francisco Franco era o terceiro do trio mas muito mais jovem, 44 anos e desconhecido no Exercito, fez toda sua carreira no Marrocos espanhol (hoje Guné Equatorial) e nunca teria prestigio e capital politico para liderar um levante militar contra o governo central.
Franco só despontou como lider do Movimento Nacionalista, que era o grupo que desafiou o Governo republicano de Madri, porque os generais veteranos Mola e Sanjurjo morreram em dois diferentes desastres de avião no decurso da guerra civil, abrindo caminho para o unico do trio que sobreviveu porque pouco andava de avião.
O primeiro a morrer foi Emilio Mola em 20 de julho de 36, um dia depois do inicio do levantamento, Sanjurjo morreu em 3 de junho de 1937. A morte dos dois generais abriu caminho para o unico que sobrou, Francisco Franco, que passou então a liderar o movimento. Franco depois da guerra deu grandes recompensas as familias de Mola e Sanjurjo, começando por enobrecer os dois, Mola como duque e Sanjurjo como marquês, Franco não era rei mas tinha o poder legal de criar titulos de nobreza em nome da Monarquia da qual ele se considerava delegado e cuja abolição em 1931 ele não reconhecia, durante seus 38 anos de poder criou mais de 100 titulos de nobreza.
A morte acidental de Mola e Sanjurjo foi objeto de muitas conjecturas desde os tempos da Guerra Civil. Foi por causa desses acidentes que Franco virou o ditador da Espanha com o fim da Republica em março de 1939. Os inqueritos sobre as razões dos acidentes foram ofuscados pela propria guerra civil e pouco ou nada se apurou, durante a longa ditadura franquista é obvio que o assunto desapareceu, após a morte de Franco e a volta da democracia à Espanha voltaram as especulações sobre os acidentes que deram o poder a Franco, nada foi provado e nem há mais evidencias a apurar passados tantos anos mas as suspeitas sobre Franco nunca desapareceram e hoje há livros sobre esses fatos coincidentes que alteraram o curso da Historia espanhola.
Motta Araujo
26 de agosto de 2014 12:29 pmhttp://www.casadellibro.com/l
http://www.casadellibro.com/libro-el-general-sanjurjo-heroe-y-victima-el-militar-que-pudo-evitar-la-dictadura-franquista/9788497342056/970911
Biografia do General José Sanjurjo, vitima de desastre aereo que mudou a historia da Espanha.
Yuri Carajelescov
26 de agosto de 2014 4:21 amA simpatia de Marina
MARINA SILVA é uma mulher inegavelmente simpática. Além de gozar de sorte invejável, como provam os fatos recentes e outros nem tão recentes. Sua imensa “fortuna” parece ainda não compensar a anêmica “virtù”, ao menos até agora revelada. O mantra marineiro do “novo”, o pouco ou nenhum compromisso partidário, o praguejar contra os políticos tradicionais – sem dispensar o apoio discreto de vários deles-, a pretensa relação transitiva direta com o povo, a baixa densidade programática, a ideologia confusa, os compromissos eleitorais contraditórios apoiados em bandeiras genéricas e ainda, dizem os mais próximos, seu espírito desagregador, remetem no máximo a Jânio e mais recentemente a Collor. Já o palavrear messiânico de quem se julga ungida pela Divina Providência convoca Antônio Conselheiro ou o que a historiografia registra sobre o sertanejo. Percebe-se que MARINA SILVA está longe de ser um Lula de saias ou um FHC de túnica indiana. Mas não residiria nisso seu poder de sedução? De tempos em tempos, parece que uma parcela expressiva da sociedade brasileira se deixa hipnotizar por lideranças assim, que se apresentam como forasteiras do poder e aptas a corrigir todos os seus vícios. O resultado disso é sempre o mesmo e atende pelo mesmo nome: c-r-i-s-e. O que não é de todo ruim para quem tem meios de se proteger e de manobrar. Esses, em tempos de vacas magras, vão à tripa forra. Lucram muito mais do que o habitual. Assim é o grande capital. Por isso pode se lançar ao mar e à aventura. Neca Setúbal, a herdeira do Itaú e lugar-tenente de Marina, não me desmente. Não é que, espasmos de sinceridade à parte, algo quase intolerável em uma campanha assim voraz, a distinta senhora confessa chover lingotes no PSB depois do desaparecimento de Campos? É que no fim quem paga mesmo a conta da farra são sempre os vulneráveis. Os assalariados da ativa e aposentados, beneficiários da assistência social, estudantes, os que usam o SUS, a classe média bovina, antes entorpecida pelo discurso heroico e vazio. E depois tudo volta como era. Ou até muito pior. Retomo o início para pontuar que MARINA SILVA é uma mulher muito mais simpática que Dilma. É indiscutível. Seria, é provável, uma excelente companhia para vencer os obstáculos da trilha Inca ou para uma tertúlia em Visconde de Mauá. Muito mais que a atual, com aquela pinta de inspetora do grupo escolar. Acorre-me que ser presidente do Brasil deve ser muito mais complexo que organizar um picnic veggie em Machu Picchu. Mesmo você sendo uma simpatia de pessoa.
zegomes
26 de agosto de 2014 10:16 amNão é qualquer um que escreve
Não é qualquer um que escreve um texto desse. Necessita ter erudição, elegância e pitadas generosas da mais fina ironia.
aliancaliberal
26 de agosto de 2014 4:21 amAs reais causas da
As reais causas da desindustrialização do Brasil
por Leandro Roque,As notícias estão por todos os lados e já são conhecidas por todos: a atividade industrial está em queda há nada menos quequatro trimestres consecutivos. São quatro trimestres consecutivos de retração na atividade industrial.
Apenas em junho, houve um tombo na produção de quase 7% em relação a junho de 2013.
Para se ter uma ideia, em 12 meses, a quantidade de bens duráveis — mobiliário, aparelhos eletroeletrônicos, jóias e bijuterias, automóveis novos e usados, motocicleta e outros — produzidos pela indústria caiu 3,7%. Isso significa que há hoje 3,7% menos bens duráveis produzidos em território nacional e à disposição no mercado do que havia há 12 meses.
Uma das consequências desse mergulho da produção industrial é que o pessoal ocupado na indústria recuou 3,1%em relação a junho de 2013.
A narrativa de sempre
Até o momento, a explicação dada pela imprensa para essa queda da atividade industrial é bastante convencional.
Segundo os relatos, a inflação de preços em disparada estaria afetando o poder de compra das famílias, e esse efeito da carestia estaria sendo intensificado pelo elevado nível de endividamento das pessoas, que passaram a pagar mais caro pelo crédito em decorrência do aumento dos juros. Com o consumo mais fraco, os estoques do comércio aumentaram. Diante disso, os lojistas reduziram as encomendas à indústria, que então cortou a produção.
Simultaneamente, a indústria vem sofrendo com a política de aumento salarial do governo, com a falta de mão-de-obra qualificada, com o excesso de burocracia, com uma infraestrutura deficiente e com o excesso de impostos, o que faz com que as empresas já não mais consigam competir com os produtos importados.
Para piorar, a indústria também não estaria conseguindo competir no exterior porque o governo não faz acordos comerciais e transformou o Mercosul em um clube bolivariano.
Como cereja do bolo, em vez de conquistar a confiança do empresariado, incentivando os investimentos produtivos com regras consistentes, o governo preferiu intervir em contratos no setor elétrico, tirando qualquer previsibilidade sobre quanto custará a energia, item vital na planilha de custos da indústria.
Muito bem.
À exceção da parte que diz que a culpa é das importações — o Brasil é hoje a economia mais fechada do G-20, e também a mais fechada do mundo em termos de importação de bens e serviços como porcentagem do PIB —, o diagnóstico até está correto, mas ainda está incompleto.
Culpar o câmbio não cola
Em primeiro lugar, culpar o câmbio supostamente valorizado pelos problemas atuais da indústria é algo que não tem o menor sentido econômico. Veja o gráfico da cotação diária do câmbio. O câmbio está hoje 35% mais desvalorizado do que estava em meados de 2010, ano da indústria pujante.
Vale notar que o período do declínio industrial — a partir de meados de 2013 — coincide totalmente com o período da desvalorização cambial mais intensa. Ou seja, foi justamente no período em que o câmbio se comportou de maneira mais favorável às indústrias, que houve a queda na produção industrial.
Logo, culpar o câmbio não cola.
A real causa da desindustrialização
Descartado o câmbio, resta aos economistas entender que a derrocada da indústria brasileira possui outras raízes, as quais não poderão ser solucionadas com políticas paliativas e pacotes do governo.
Pode observar: em toda a sua história, a indústria nacional só não esteve ameaçada naqueles momentos em que o governo praticamente proibiu as importações e impôs uma reserva de mercado.
Portanto, fica a pergunta: quais os principais fatores que afetam o desempenho industrial?
São dois: a inflação monetária e os impostos sobre a renda da pessoa jurídica.
Antes de ir às explicações, duas outras perguntas complementares à resposta acima: por que é difícil encontrar países com histórico de inflação alta que possuam uma indústria robusta e eficiente? Da mesma maneira, por que são exatamente aqueles países com histórico de moeda sólida e baixa inflação que possuem indústrias eficientes e robustas?
E então, como a inflação e o imposto sobre a renda da pessoa jurídica atuam para prejudicar a indústria?
A inflação monetária — gerada pela expansão do crédito — aumenta a quantidade de dinheiro na economia. Esse aumento da quantidade de dinheiro na economia aumenta o volume de gastos das pessoas, aumenta o consumo e, consequentemente, aumenta os lucros nominais das empresas. Esse aumento dos lucros nominais faz, de um lado, com que as empresas vivenciem uma situação econômica que aparenta ser melhor do que na realidade é; de outro, faz com que o volume de impostos sobre a renda que elas têm de pagar aumente na mesma proporção.
Simultaneamente, a inflação monetária também encarece os preços dos bens de capital (máquinas), os preços das peças de reposição do maquinário, os preços da mão-de-obra e todos os demais custos operacionais (contas de luz, água, telefone, aluguel etc).
Ao final, as empresas, enganadas pelos falsos lucros gerados pela inflação, terão feito investimentos errôneos e, ao mesmo tempo, terão menos recursos (os quais foram confiscados pelos impostos) e terão de arcar com custos operacionais maiores, o que significa que houve uma redução na sua capacidade de investimento.
A inflação, portanto, gera um consumo de capital das empresas e afeta sua capacidade de investir e de aumentar sua produtividade.
Para entender como ocorre esse processo, são necessárias apenas algumas noções básicas de contabilidade.
Em primeiro lugar, para entender como a inflação cria uma aparência de lucros maiores, é necessário saber que, por uma questão de regra contábil, os custos que são computados nos balancetes das empresas são necessariamente “históricos”, representam gastos feito no passado. Ou seja, as despesas são computadas antes de as receitas serem auferidas. E é assim simplesmente porque a produção é um processo que ocorre ao longo de um período de tempo.
Mão-de-obra e bens de capital têm de ser comprados meses — ou até mesmo anos — antes de os produtos criados serem finalmente vendidos no mercado. Uma grande indústria, ao investir em máquinas novas e ao contratar mão-de-obra para produzir novos produtos, só irá auferir as receitas trazidas pela venda destes produtos muito tempo após este investimento. É comum o maquinário e as instalações serem adquiridos vários anos antes de sua contribuição para o processo de produção finalmente ocorrer.
Assim, os custos em que as empresas incorrem para produzir seus bens, e que são computados em seus balancetes, representam gastos monetários feitos com vários meses, ou anos, de antecedência. E não são corrigidos ao longo desse período — tanto porque não há como isso ocorrer quanto pelo fato de que maiores lucros valorizam ações e satisfazem acionistas.
Se a Volkswagen adquire hoje maquinários para produzir um novo modelo de carro que só chegará às ruas daqui a dois anos, os custos deste maquinário serão computados em seus balancetes hoje (entrarão como ativos, pois representam um investimento). Já as receitas com as vendas destes carros só serão auferidas daqui a dois anos.
Sendo assim, quanto maior for a inflação monetária entre o período em que foram feitos os investimentos e o período em que ocorrerá as vendas, maior será o lucro nominal desta operação.
Os investimentos foram feitos em uma época em que a quantidade de dinheiro na economia era menor, o que significa que os gastos com esses investimentos foram menores do que seriam caso fossem feitos hoje. Da mesma maneira, a receita com a venda dos produtos fabricados por estes investimentos estão ocorrendo em uma época em que a quantidade de dinheiro na economia é maior. As receitas são maiores do que seriam caso as vendas ocorressem no passado.
Ou seja, a inflação monetária ocorrida entre o momento dos investimentos e o momento da venda dos produtos faz com que o lucro nominal da indústria aumente: dado que os custos computados nos balancetes refletem despesas feitas lá no passado, esse aumento nas receitas gerado pela inflação monetária irá necessariamenteaumentar os lucros da indústria.
Quais as consequências?
Imagine uma economia em que a inflação de preços seja zero e a alíquota do IRPJ seja de 35%.
Suponha que uma indústria tenha feito um investimento em mão-de-obra e maquinário de R$850 milhões. E suponha que sua receita bruta, ao final do ano, tenha sido de R$ 1 bilhão. Nesse caso, seu lucro nominal foi de R$ 150 milhões.
Com uma alíquota de 35%, os impostos que ela pagará serão de R$ 52,5 milhões, o que lhe deixará com R$ 97,50 milhões extras em caixa ao final do ano.
Como a inflação de preços é zero, tanto os custos operacionais quanto os preços dos materiais de reposição que ela terá de adquirir no ano seguinte não se alteram. Logo, nenhum centavo deste lucro terá de ser utilizado para arcar com eventuais custos adicionais para o ano seguinte, de modo que a empresa começará o ano com R$ 97,50 milhões extras e disponíveis para novos investimentos.
Agora, suponha que uma expansão do crédito ao longo do ano eleve as receitas desta indústria em 30% (embora pareça exagerado, o valor é equivalente ao IPCA acumulado ao longo dos últimos 4 anos).
Nesse caso, a indústria terá agora uma receita bruta anual de R$1,3 bilhão, mas seus custos operacionais computados continuarão sendo de R$ 850 milhões. Assim, seu lucro nominal será de R$ 450 milhões. Com uma alíquota de 35%, os impostos que ela pagará serão de R$ 157,50 milhões, o que lhe deixará com um lucro líquido de R$ 292,50 milhões.
Até aí, ela parece estar em melhor situação. Só que, por causa da expansão monetária, os preços e os custos também subiram (no nosso exemplo, 30%). Portanto, para o ano seguinte, todos os custos incorridos por esta indústria — compra de bens de capital (máquinas), compra de peças de reposição do maquinário, o salário da mão-de-obra e todas as demais despesas (contas de luz, água, telefone, aluguel etc) — subirão 30%, o que significa que uma fatia de seu lucro líquido terá de ser usada para bancar esse encarecimento.
No nosso exemplo, os custos operacionais subirão de R$ 850 milhões para R$ 1,105 bilhão (aumento de 30%), o que significa um encarecimento de R$ 255 milhões.
Para arcar com estes R$ 255 milhões adicionais, o dinheiro terá de ser retirado do lucro líquido da indústria (de R$ 292,50 milhões), o que a deixará com apenas R$ 37,50 milhões extras.
Ou seja, em relação ao primeiro cenário, além de ter menos dinheiro para futuros investimentos, a indústrias terá agora de lidar com uma economia cujos preços estão 30% maiores.
Eis um resumo:
Cenário 1 (inflação zero):
Receita: R$ 1 bilhão
Custos computados: R$ 850 milhões
Lucro nominal: R$ 150 milhões
Imposto de renda: R$ 52,50 milhões
Lucro líquido: R$ 97,5 milhões
Aumento dos custos no ano seguinte por causa da inflação: R$ 0
Fatia do lucro líquido a ser utilizada para bancar o aumento dos custos no ano seguinte: R$ 0
Capital extra disponível para futuros investimentos: R$ 97,5 milhões
Cenário 2 (inflação de 30%):
Receita: R$1,3 bilhão
Custos computados: R$850 milhões
Lucro nominal: R$ 450 milhões
Imposto de renda: R$ 157,50 milhões
Lucro líquido: R$ 292,50 milhões
Aumento dos custos no ano seguinte por causa da inflação: R$ 255 milhões
Fatia do lucro líquido a ser utilizada para bancar o aumento dos custos no ano seguinte: R$ 255 milhões
Capital extra disponível para novos investimentos: R$ 37,50 milhões (R$ 292,50 – R$ 255)
Ou seja, a inflação falsificou a contabilidade da empresa e gerou a ilusão de lucros elevados. Mas estes lucros elevados não apenas eram ilusórios, como na realidade deixaram a empresa com um poder de compra menor do que ela teria em um ambiente não-inflacionário.
Quanto maior for a inflação no período, maior será a ilusão contábil da empresa, e consequentemente menor será a sua capacidade de fazer novos investimentos no futuro.
O exemplo numérico acima ajuda a explicar por que é raro encontrar países com histórico de alta inflação que possuam uma indústria robusta e competitiva.
Da mesma maneira, ajuda a entender por que os países com histórico de moeda sólida e baixa inflação — como Suíça, Alemanha pós-1948 e Japão pós-guerra — possuem uma indústria forte, eficiente e produtiva.
Também ajuda a entender por que a China só firmou a sua base industrial após ter domado sua inflação a partir de meados da década de 1990. Processo idêntico ocorreu com a Coréia do Sul.
Consequências
A inflação, portanto, cria inicialmente um cenário de falsa prosperidade para a indústria, que imagina ter lucros maiores do que realmente possui. Essa ilusão de prosperidade faz com que a indústria faça investimentos que não são economicamente sensatos, mas que, por causa da contabilidade falsificada pela inflação, parecem fazer todo o sentido.
À medida que a inflação de preços vai encarecendo seus custos — em conjunto com outros fatores, como a subida dos juros, o maior endividamento dos consumidores, e o arrefecimento da demanda —, a situação da indústria começa a se reverter, e todo aquele bom momento inicial se revela insustentável.
Seus investimentos iniciais se revelam otimistas demais e sobredimensionados, o que a leva a tomar medidas como redução de turnos, suspensão temporária de contratos, férias coletivas, redução das horas de trabalho e corte da produção. No extremo, há demissões e o fechamento de fábricas.
(Aqui vale um parêntese: uma eventual hesitação em recorrer a demissões é uma característica específica do setor industrial. Na indústria, a retenção de mão-de-obra costuma ser maior do que em outros setores porque o empregado industrial tende a ser mais qualificado e mais bem treinado do que os dos outros setores. Sendo assim, o custo de demissão é elevado — e, para contratar outra mão-de-obra novamente, há gastos com treinamento de pessoal na fábrica e em cursos bancados pela empresa.)
Quanto maior o histórico inflacionário de um país, mais obsoleta, atrasada e pouco produtiva é a sua indústria. Eventuais surtos de bonança são passageiros, e só ocorrem em épocas que sucedem períodos de inflação de preços mais baixa.
É por isso que não deveria ter sido surpresa nenhuma quando o próprio Ministro do Desenvolvimento, Mauro Borges, veio a público confessar que a indústria brasileira está envelhecida 17 anos em média, e que os países mais diretamente concorrentes do Brasil contam com indústrias de 7 a 8 anos, na média. Na comparação com os EUA, a coisa piora; a produtividade brasileira é de apenas 20% da produtividade da indústria americana.
Com o nosso histórico inflacionário, realmente não tinha como a indústria nacional não estar envelhecida. E não tem como ela ser produtiva.
Infraestrutura também é afetada
Não é apenas a indústria. A inflação também afeta toda a infraestrutura estatal do país, de rodovias e ferrovias a portos e aeroportos.
À medida que a inflação monetária aumenta as receitas tributárias do governo, os políticos agem como se realmente possuíssem mais receitas, e saem expandindo os gastos do governo e concedendo aumentos ao funcionalismo, ignorando a necessidade de dedicar uma parte dessa receita adicional para a manutenção e o reparo dessas infraestruturas, cujos custos também aumentaram.
O resultado são estradas esburacadas, aeroportos saturados, ferrovias em frangalhos, portos com serviços extremamente lentos, túneis que desabam e sistema de saneamento ruim e pouco abrangente.
Conclusão
Durante a época da hiperinflação no Brasil, praticamente nenhuma indústria fazia planejamento de longo prazo, pois era impossível saber exatamente quais eram os custos reais e quais eram os lucros genuínos.
Após a estabilização da economia, a redução da inflação e a abertura dos mercados — o que permitiu a importação de maquinário de boa qualidade —, a indústria nacional ganhou algum vigor.
Entre 1999 e 2010, a inflação acumulada em qualquer período de quatro anos sempre foi menor do que a inflação acumulada no período de quatro anos imediatamente anterior. (Por exemplo, a inflação acumulada entre 2007 e 2010 foi menor do que a acumulada entre 2003 e 2006). A partir de 2011, no entanto, houve uma grave reversão desta tendência. E parece que essa reversão pegou a indústria de surpresa.
Qualquer tentativa de revigorar a indústria que não posse pela redução da inflação não terá nenhum efeito.
Além do problema da inflação, eis uma pequena fatia da carga tributária que incide sobre a indústria nacional: IRPJ de 15%, mais uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa um determinado valor, mais CSLL de 9%, mais PIS de 1,65%, e mais COFINS de 7,6%.
E não nos esqueçamos também da burocracia, das regulamentações restritivas, dos encargos trabalhistas e sociais, e dos sindicatos.
Sem que todos esses problemas sejam atacados, não haverá nenhuma solução minimamente viável. O encolhimento da indústria brasileira não será revertido por meio de medidas paliativas, por empréstimos do BNDES ou por sucessivos pacotes reciclados pelo governo. Se a inflação, a carga tributária, a burocracia e a infraestrutura (necessária para reduzir os custos operacionais e para escoar os bens produzidos) não forem atacados, a produtividade e a competitividade da indústria continuarão em declínio.
Por fim, é válido enfatizar que deixar indústrias obsoletas quebrarem é mais economicamente sensato do que tentar salvá-las com os paliativos de sempre, com mais subsídios, mais reservas de mercado, mais proteção cambial e mais tarifas de importação.
E isso nos leva às perguntas que realmente interessam: o país realmente tem a propensão para produzir coisas valiosas? É economicamente sensato tentar produzir todas as linhas de industrializados no Brasil, de panelas e pentes a navios e satélites? Por acaso cortar, entortar e rebitar ferro — tarefas que um xing-ling é capaz de executar a custos irrisórios — são coisas economicamente prementes para o país ou será que o governo quer que isso seja feito apenas para exibir estatísticas de produção industrial?
Tentar manipular o câmbio e proibir brasileiros de comprar produtos estrangeiros e de maior qualidade com o intuito de exibir estatísticas positivas para a balança comercial servirá apenas para inflar as contas bancárias dos barões da FIESP. Não podemos ser obrigados — por causa da incompetência do governo — a comprar porcarias fabricadas em solo nacional em detrimento de produtos de maior qualidade fabricados no exterior.
Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1918
alfredo machado
26 de agosto de 2014 4:45 amJatinhos inexplicáveis
Nassif,
Hoje, este Marcio França fez um strike.
A explicação descarada sobre a documentação do avião usado pelo seu PSB atinge a candidata do partido e a candidatura de Geraldo Alckmin, de quem é companheiro de chapa,
Quem compraria um carro usado deste camarada fantasiado de deputado ?
Quanto à acreana, está encurralada, inteiramente insegura, uma vergonha.
JATO DE EDUARDO: DILMA COBRA POSIÇÃO DE MARINA
“Acredito que nós, que somos candidatos, inexoravelmente temos de dar explicação de tudo. Candidato a qualquer cargo eletivo, principalmente a presidente da República, está sujeito a ser perguntado sobre qualquer questão e deve responder, se puder, né?”, disse a presidente Dilma Rousseff, nesta segunda-feira, referindo-se ao jatinho PR-AFA, usado por Eduardo Campos e Marina Silva, que caiu em Santos (SP), matando o governador pernambucano e outras seis pessoas; como o jato não tem dono declarado e não poderia ter sido usado em campanhas políticas, ele pode provocar a impugnação da candidatura do PSB; Marina promete responder até amanhã; o problema é que, aparentemente, não há resposta
25 DE AGOSTO DE 2014 ÀS 20:29
247 – A presidente Dilma Rousseff ampliou a pressão sobre a candidata Marina Silva, do PSB, que prometeu dar uma resposta até amanhã sobre quem era o proprietário do jatinho PR-AFA, usado por ela e Eduardo Campos, e que caiu em Santos (SP), matando o ex-governador pernambucano e outras seis pessoas, no dia 13 de agosto.
“Eu não estou acompanhando isso, porque, você vai me desculpar, mas não é objeto do meu profundo interesse. Agora, acredito que nós, que somos candidatos, inexoravelmente temos de dar explicação de tudo. Candidato a qualquer cargo eletivo, principalmente a presidente da República, está sujeito a ser perguntado sobre qualquer questão e deve responder, se puder, né?”, disse a presidente Dilma.
O “se puder” de Dilma não foi dito ao acaso. O motivo é que, ao que tudo indica, o PSB não possui uma explicação plausível para o uso do avião. Ele pertencia a um usineiro do grupo AF Andrade, que, em dificuldades financeiras, repassou a aeronave para amigos de Eduardo Campos. Como esses amigos, não tinham capacidade financeira para comprar uma aeronave de R$ 18,5 milhões, a Polícia Federal investiga se a transação seria paga com caixa dois de campanhas eleitorais.
Pertencendo ao grupo AF Andrade, a amigos do Eduardo Campos ou ao próprio ex-governador, o jato não poderia ser usado pela campanha de Eduardo e Marina por não estar registrado numa empresa de táxi aéreo.
É também improvável que apareça um dono para a aeronave porque quem assumir a propriedade terá que se responsabilizar também pelo pagamento do seguro, com reparações a quem sofreu danos materiais e indenizações às famílias das vítimas – uma conta milionária.
Além disso, se a legislação eleitoral for aplicada, o PSB poderá ter sua candidatura impugnada por fraude na prestação de contas das horas de voo (leia mais na reportagem “Avião de Eduardo: caixa dois pode derrubar Marina”).
Haroldo Werneck
26 de agosto de 2014 5:02 amLucro das empresas de capital aberto – terrorismo X realidade
Nassif,
Vale a pena ler a coluna do Ricardo Melo na Folha de S.Paulo:
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ricardomelo/2014/08/1505277-a-terra-do-lucro-animal.shtml
O lucro líquido somado de 362 empresas de capital aberto no segundo trimestre de 2014 subiu 11,46% em relação ao mesmo período de 2013. Se as estatais forem tiradas deste grupo, a variação do lucro passa a ser 47,58% – um aumento assombroso diante do terrorismo econômico do dia-a-dia.
Melhor nem falar dos bancos, não é?…
IV AVATAR
26 de agosto de 2014 6:18 amO que o TCU vai fazer se Pasadena dá lucro
É o velho modus operandi do PIG, rentistas e ladrões publicos como Lara Rezende: Contra o PT qualquer um serve. Como fizeram quando de tanto demonizar o PT elegeram Maluf no lugar de Marta Suplicy e, na sequencia, anos de desgovernos com Celso Pitta, Serra, Kassab. Ai quando a administração está um caos o povo chama o PT de volta para arrumar a casa ai novamente vemos uma guerra implacável contra o PT como ocorre em SP contra Haddad e no plano federal contra Dilma. E por falar nisso, o ministro Tucano Ze Jorge quer que diretores paguem prejuizo que não deram a Petrobras. Quero ver o ministro tucano do TCU cobrando do FHC o prejuzuizo dado ao pais por causa do afundamento da P-36 quando tentaram sucatear a empresa para ficarem com ela como ficaram com a Valehttp://www.ocafezinho.com/2014/08/25/pasadena-foi-um-bom-negocio/
Free Walker
26 de agosto de 2014 8:59 amNuma final historica contra o
Numa final historica contra o 11 vezes campeao do mundo Kelly “ET” Slater, Gabriel Medina vence na poderosa onda de Teahupoo e se isola no topo do ranking do Tour.
http://www.aspworldtour.com/posts/64249/live-blog-2014-billabong-pro-tahiti-august-25
Free Walker
26 de agosto de 2014 10:54 amSurf Mag Portugal
http://www.surfportugal.pt/competicao/surf-internacional/5391-billabong-pro-tahiti-gabriel-medina-conquista-o-melhor-campeonato-da-historia-do-surf
Free Walker
26 de agosto de 2014 12:45 pmVale a pena ler a mag de surf
Vale a pena ler a mag de surf portuguesa para se aprecatar com é linda e blea a Última Flor…
Da gosto de ler e ver , mesmo numa revista de surf, como é bonito o português bem escrito…
Free Walker
26 de agosto de 2014 11:37 amO surf brazuca no topo do tour
IV AVATAR
26 de agosto de 2014 9:46 amPetróleo vai gerar R$ 1 trilhão para a educação
Mais recursos
Petróleo vai gerar R$ 1 trilhão para a educação
“Recursos de uma riqueza que acaba (o petróleo), para uma riqueza eterna (a educação)”, comemorou a presidenta Dilma ao sancionar a lei que destina à educação 75% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal.
A estimativa é de que nos próximos 35 anos sejam destinados à educação recursos da ordem de R$ 1 trilhão, entre royalties, participações especiais e parcela do Fundo Social. (Saiba mais nas páginas do Pré-Sal) Serão mais creches, escolas em tempo integral, escolas técnicas e universidades, mais crédito para os estudantes, melhores salários para os professores. Um Brasil cada vez melhor e mais justo.
Palavra do Lula
“Nós praticamente triplicamos o orçamento da educação. E agora vamos fazer mais ainda com a presidenta Dilma. Temos com o pré-sal que recuperar a divida histórica que esse país tem com a educação. E eu sempre digo: a educação é a base para transformar este país”.
Investimentos per capita crescem 250% no Governo do PT
O investimento dos governos Lula e Dilma na educação cresceu em todos os níveis de ensino. Entre 2000 e 2014, o investimento total em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) passou de 4,7% para 6,4% — e chegará a 10% nos próximos dez anos, como determina o Plano Nacional de Educação, sancionada em junho de 2014 pela presidenta Dilma.Com Lula e Dilma, o investimento público direto por estudante, considerando a educação básica e o ensino superior, cresceu de R$ 970,00 em 2000, para R$ 4.916,00 em 2011. Descontada a inflação, o salto foi de R$ 1.962,00 para R$ 4.916,00 por aluno, em todos os níveis de ensino, o que representa um crescimento real de 2,5 vezes. Ou seja, sob Lula e Dilma mais que dobrou o investimento no futuro de cada brasileiro.
União aumenta repasses para o Fundeb
O governo Lula aumentou fortemente os recursos destinados à educação básica e melhorou a sua distribuição pelo país, graças ao Fundeb. Em vigor desde 2007, o novo Fundo substituiu o Fundef, que era restrito ao ensino fundamental e à valorização apenas dos professores. O Fundeb, por sua vez, atende toda a educação básica – creche, educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos – e valoriza os profissionais da educação como um todo. Formado por recursos provenientes dos impostos e transferências dos estados e municípios, o Fundeb recebe anualmente uma complementação federal, que cresceu de R$ 2 bilhões em 2007 para R$ 10,2 bilhões em 2013.
Aroeira
26 de agosto de 2014 10:06 amPSB: só o Eduardo Campos conhecia o dono do avião acidentado
Eles esqueceram de dizer:”só o Eduardo e Deus”
Quer dizer, se somente o Eduardo Campos e Deus sabiam, de quem os parentes das vítimas vão cobrar as indenizações?
A Gol e a Tam devem aprender com o PSB e a Marina: o négocio é deixar a documentação da aeronave dentro do avião. E se por acaso ocorrer um acidente, uma empresa fica acusando a outra de ser a proprietária da aeronave sinistrada. Afinal, sem documento nada pode ser provado. Uma outra coisa: quem fazia as manutenções periódicas da aeronave?
Isso é o que nós podemos chamar literalmente de queima de arquivo de um crime de caixa 2.
E nós brasileiros vamos engolir esta história sinistra? Veja a explicação cínica do PSB de Marina.
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2014-08-25/documentos-sobre-aviao-de-campos-podem-ter-sido-destruidos-no-acidente-diz-psb.html
O novo tesoureiro da campanha presidencial do PSB, Márcio França, tentou distanciar de Marina Silva a polêmica sobre o uso do avião que caiu em Santos matando o então cabeça da chapa, o ex-governador Eduardo Campos. “Responder ela tem que responder, (mas) no limite da responsabilidade dela.”
Entenda: Marina promete respostas sobre compra do jato que matou Campos
França disse acreditar que Marina não tenha conhecimento sobre como foi feita a negociação que colocou o avião, de propriedade da AF Andrade Empreendimentos, à disposição de campanha de Campos.
Não está claro, até agora, se o avião foi emprestado ou alugado para a campanha, e os dados não foram foram apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). França sugeriu que os documentos do contrato poderiam, inclusive, estar no avião, o que dificultaria ainda mais o esclarecimento do caso.
“Documento de avião você carrega no avião. Se estava no avião, já não existem mais”, disse França, pouco antes do debate entre os candidatos ao governo de São Paulo, promovido pela TV SBT, jornal Folha de São Paulo, portal UOL e rádio Jovem Pan. O tesoureiro também alegou desconhecer a forma do contrato, e que dados relativos do avião não entrarão nas contas da candidatura de Marina, que possui uma conta bancária nova, separada da de Campos.
Daniel Krein
26 de agosto de 2014 11:58 amEleição sem oposição
A falta de esclarecimento sobre o verdadeiro dono do jatinho que matou EC e mais seis pessoas é realmente um escândalo. Não se sabe se Marina tinha conhecimento da realidade que ainda não transpareceu, pois em geral o financiaento da campanha fica sob a responsabilidade do cabeça de chapa. Mas o PT pode cair na tentação de impugnar a candidatura da Marina, o que será o maior tiro no pé da história política brasileira. Isso porque o partido tenta de todos os modos um gancho para também impugnar a candidatura do Aécio, o que deixaria Dilma concorrendo só com nanicos. A mensagem óbvia para os eleitores é de que o PT na realidade não quer concorrência. Se de fato realmente conseguir essa façanha, a Dilma se reelegerá, mas não governará, pois o seu crédito diante da população será computável em zero.
Resta a possibilidadel de Paulo Roberto Costa realmente abrir o bico. Segundo ele antecipou, se contar o que sabe sobre a Petrobras não haverá eleição, Só a refinaria Abreu e Lima está custando quase US$19 bilhões, enquanto segundo Graça Foster, o máximo justificável seriam US$4 bilhões. Minha previsão é de que um dia desses o Paulo amanhecerá suicidado na cadeia, como nos tempos da ditadura. Delação premiada ele não fará.
ruyacquaviva
26 de agosto de 2014 2:03 pmDesmascarando mentiras
Pasadena foi um bom negócio!
Finalmente, Petrobrás divulga um relatório especial sobre Pasadena!
Já sabíamos que o lucro operacional tinha sido de US$ 130 milhões no 1º semestre de 2014. Agora a estatal divulgou que o lucro líquido foi de US$ 73 milhões no período, ou R$ 166 milhões. O que significa que ela pode pagar o suposto “prejuízo” estimado pelo relator do TCU, José Jorge (ex-ministro de Energia de FHC na época do apagão e do afundamento da plataforma P-36), de R$ 700 milhões, em 2 anos.
Senti falta, porém, de informações sobre a infra-estrutura extraordinária com a qual conta a refinaria de Pasadena, situada no coração da região mais desenvolvida do mundo do setor petrolífero.
http://www.ocafezinho.com/2014/08/25/pasadena-foi-um-bom-negocio/
Mara L. Baraúna
26 de agosto de 2014 12:06 pmEncontro Nacional em Defesa do Estado Laico
Foto: Sérgio Almeida (Ascom/CNMP)
CNMP promove Encontro Nacional em Defesa do Estado Laico
Do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)
O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), por meio de suas comissões de Defesa dos Direitos Fundamentais e de Planejamento Estratégico, realiza, nos dias 18 e 19 de setembro, na sede, em Brasília, o Encontro Nacional: Em Defesa do Estado Laico. O evento tem como objetivo promover articulação entre os ramos do MP com órgãos ligados a defesa da laicidade, a fim de combater a violação de diversos direitos humanos fundamentais, como liberdade de expressão, liberdade de crença e de não-crença e direitos sexuais e reprodutivos.
O encontro é dirigido aos membros do Ministério Público com atuação e/ou distinto conhecimento pertinente aos direitos humanos, em especial no que se refere à liberdade religiosa e à defesa do Estado laico.
Durante o encontro será lançada a publicação “Ministério Público em Defesa do Estado Laico”, com versão impressa e eletrônica em dois volumes, produzida pelo grupo de trabalho de combate à violência doméstica e defesa dos direitos sexuais e reprodutivos da Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais do CNMP.
Ação Nacional em Defesa dos Direitos Fundamentais
A publicação “Ministério Público em Defesa do Estado Laico” é produto do Projeto Nacional “Defesa do Estado Laico e dos Direitos do LGTB”, que integra a Ação Nacional em Defesa dos Direitos Fundamentais. Iniciativa do CNMP, por meio da CDDF, a ação tem como objetivos fortalecer a unidade nacional do MP na defesa dos direitos fundamentais, além de contribuir para a concretização dos resultados institucionais e o retorno para a sociedade afirmados pela Ação Nacional do Ministério Público – 2011/2015.
A programação será publicada em breve. Informações adicionais podem ser esclarecidas pelo telefone (61) 3366-9272 ou pelo e-mail [email protected]
Assessoria de Comunicação Social
Conselho Nacional do Ministério Público
Fone: (61) 3366-9124
[email protected]
Twitter: cnmp_oficial
Facebook: cnmpoficial
Edivaldo Dias Oliveira
26 de agosto de 2014 12:18 pmO elogio da gambiarra
Pavão voador.
Seria isso Marina Silva, uma perua, o cruzamento entre o pavão e o urubú, conforme a lenda milenar japonesa, juntando o que há de pior em ambos?
Andei refletindo e me lembrei dessa lenda ao tempo que traçava um paralelo entre o seu discurso da “nova política” do “Neo-socialismo” e o embarque do que há de mais reacionário em matéria de economia, verdadeiros operadores de fundos abutres que agora montam na perua e nos vendem como se fosse um “pavão voador” o que não passa de uma gambiarra. Leia, faça sua própria reflexão e conclusão.
A Lenda do Urubu e do Pavão
Conta a lenda que em uma planície viviam um Urubu e um Pavão. Certo dia, o Pavão, sob a sombra de uma árvore, refletiu:
– Sou a ave mais bonita do mundo animal, tenho uma plumagem colorida e exuberante, porém nem voar eu posso, de modo a mostrar minha beleza.Feliz é o Urubu que é livre para voar e sua beleza mostrar.
O Urubu, por sua vez, também refletia no alto de uma árvore:
– Que infeliz ave sou eu, a mais feia de todo o reino animal e ainda tenho que voar e ser visto por todos; quem me dera ser belo e vistoso tal qual aquele Pavão.
Foi quando ambas as aves tiveram uma brilhante idéia em comum e se juntaram para discorrer sobre ela e decidiram: cruzar-se; seria ótimo para ambos, gerando um descendente que voasse como o Urubu e tivesse a graciosidade de um Pavão.
Então cruzaram… E daí nasceu o PERU, QUE É FEIO PRA CARAMBA E NÃO VOA!!!
Moral da história:
“Se está ruim, não faça gambiarra, porque pode pior
Cláudio José
26 de agosto de 2014 12:28 pmPROJETO: O PRÊMIO GANDHI BRASIL
Rio de Janeiro, 26 de agosto de 2014 PROJETO: PRÊMIO GANDHI BRASIL Caros amigos (as) devemos lutar sempre por um mundo melhor e e de paz, mas infelizmente no Brasil, parece que ser de paz e ser careta, não temos nem um prêmio nacional para divulgar essas ações. Pensando nisso gostaria de sugerir um projeto: O PRÊMIO GANDHI BRASIL, onde alguma empresa privada premiaria ações de paz, que estão ocorrendo pelo Brasil, pois apesar de tudo, nós temos alguns guerreiros da paz, que lutam muitas vezes sozinhos e sem apoio de governos pela cultura da paz. Amigos (as) temos prêmios de TV, Teatro, Musica, etc. precisamos com urgência de um prêmio pela paz. Atenciosamente:
Cláudio José um amigo do povo e da paz.
Valdez
26 de agosto de 2014 1:09 pmHolanda Anuncia
A última noticia que eu li a respeito, a Holanda anúnciou que não diculgará na integra o ocnteúdo das caixas-pretas.
Diogo Costa
26 de agosto de 2014 3:57 pmAté quando vai a lua de mel entre PSDB e PSB?
TÁTICA CONJUNTA DA OPOSIÇÃO, MAS, ATÉ QUANDO? – As abóboras ainda não se acomodaram na carroça, mas certo é que haverá inevitavelmente um ‘acordo de cavalheiros’ entre as candidaturas de Aécio e Marina (pelo menos até que a briga pelo segundo lugar na disputa se acirre).
O objetivo destas duas candidaturas é um só: bater em Dilma e no Partido dos Trabalhadores. O objetivo comum é retirar o PT do governo federal.
Este já era o objetivo comum antes, com Eduardo Campos. Agora, com Marina, apenas se potencializou o estratagema.
A direita precisa com urgência de um enfraquecimento considerável de Dilma já no primeiro turno.
Trago alguns dados e depois digo porque é preciso, desde o ponto de vista da direita, enfraquecer Dilma já na primeira volta da disputa:
-Eleição de 2002, primeiro turno: Lula fez 46% dos votos;
-Eleição de 2006, primeiro turno: Lula fez 48% dos votos;
-Eleição de 2010, primeiro turno: Dilma fez 47% dos votos.
Como vemos, as votações do PT situaram-se sempre entre 46 e 48% dos votos nos primeiros turnos de 2002 para cá.
Com este patamar elevado de votos fica muito difícil derrotar o partido de Lula no segundo turno.
E fica difícil porque não existe transferência automática de votos de um candidato para outro. É impossível que um candidato transfira 100% dos seus votos para outrem, em forma de apoio formal ou informal, num segundo turno.
E isto vale para os apoios que o PT receberá e que já recebeu ao longo do tempo; bem como para os apoios que a oposição receberá e que já recebeu desde 2002, nos respectivos segundos turnos havidos de lá até aqui.
Com Dilma ficando na média de 2002, de 2006 e de 2010, neste primeiro turno de 2014, a tarefa de derrotá-la se torna praticamente impossível.
Vejamos mais:
1) Em 2002 Lula fez 46% dos votos no primeiro turno e 61% no segundo. Serra fez 23% no primeiro e 39% no segundo turno. Ou seja, Lula subiu 15 pontos e Serra subiu 16 pontos percentuais;
2) Em 2006 Lula fez 48% dos votos no primeiro turno e 60,8% no segundo. Alckmin fez 41% no primeiro e 39,2% no segundo turno. Ou seja, Lula subiu quase 13 pontos e Alckmin caiu 02 pontos percentuais;
3) Em 2010 Dilma fez 47% dos votos no primeiro turno e 56% no segundo. Serra fez 32% no primeiro e 44% no segundo turno. Ou seja, Dilma subiu 09 pontos e Serra subiu 12 pontos percentuais.
Como vemos, e isto vale para eleições municipais, estaduais ou para a eleição nacional, não existe transferência automática de votos de A para B.
Repetindo, se Dilma mantiver a média dos últimos três pleitos é possível dizer que a sua reeleição, em que pese ser muito disputada, estará praticamente garantida.
À oposição só resta manter a tática do ‘acordo de cavalheiros’ entre si e torcer para que Dilma caia e fique num patamar de 40% dos votos válidos no primeiro turno (talvez nem isto seja o suficiente).
Somente assim é que teriam alguma chance, mesmo que remota, de impedir uma nova vitória eleitoral do Partido dos Trabalhadores.
Resta saber se o PSDB contentar-se-á em ficar de fora de um hipotético segundo turno. Possivelmente não se contente e então o ‘acordo de cavalheiros’ atual sofrerá algumas fissuras, logo ali adiante.
almeid
26 de agosto de 2014 5:35 pmPROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO ANULATÓRIA. DECISÃO A QUO QUE DETERMINA AVERBAÇÃO DA DEMANDA NA MATRÍCULA DE IMÓVEIS E NA JUNTA COMERCIAL. TRANSFERÊNCIA DE PATRIMÔNIO PELO GENITOR A OUTROS FILHOS APÓS RECONHECIMENTO DE PATERNIDADE TARDIA DE OUTRA FILHA. ALEGAÇÃO DE SE TRATAR DE DOAÇÃO OSTENSIVA ENTRE ASCENDENTE E DESCENDENTE EM ADIANTAMENTO DA LEGÍTIMA. NÃO DEMONSTRAÇÃO DA HIGIDEZ DA DOAÇÃO. AUSÊNCIA DE PERIGO DE DANO. INEXISTÊNCIA DE INDISPONIBILIDADE DOS IMÓVEIS E DE RESTRIÇÃO AO DIREITO DE PROPRIEDADE. RECURSO DESPROVIDO.
1 – EXISTE PERMISSÃO LEGAL NO ORDENAMENTO JURÍDICO PARA QUE SE DETERMINE A AVERBAÇÃO NA MATRÍCULA DE IMÓVEL SOBRE A EXISTÊNCIA DE PROCESSO EM TRÂMITE ENVOLVENDO BENS LITIGIOSOS, POIS A LEI DE REGISTROS PUBLICOS(LEI N. 6.015/73) ESTABELECE, EM SEU ARTIGO 167, QUE “NO REGISTRO DE IMÓVEIS, ALÉM DA MATRÍCULA, SERÃO FEITOS. I – O REGISTRO: 12) DAS CITAÇÕES DE AÇÕES REAIS OU PESSOAIS REIPERSECUTÓRIAS, RELATIVAS A IMÓVEIS”.
2 – A AVERBAÇÃO, EM ATENÇÃO AO PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE, É ATO MERAMENTE ADMINISTRATIVO QUE SE DESTINA APENAS A DAR CONHECIMENTO A TERCEIROS INTERESSADOS A RESPEITO DA LITIGIOSIDADE QUE PAIRA SOBRE O BEM, VISANDO PROTEGER O ADQUIRENTE DE BOA-FÉ. 2.1 – NA HIPÓTESE VERTENTE, NÃO SE VISLUMBRA PERIGO DE DANO IRREPARÁVEL AOS AGRAVANTES, PORQUANTO O REGISTRO DA DEMANDA NA MATRÍCULA DOS IMÓVEIS E NA JUNTA COMERCIAL DO PARANÁ NÃO IMPEDE A CONCRETIZAÇÃO DA ATIVIDADE FIM DA EMPRESA DOS AGRAVANTES – COMPRA E VENDA DE IMÓVEIS. TERÁ POR EFEITO, AO CONTRÁRIO, CONFERIR CIENTIFICAÇÕES A TERCEIROS DO PLEITO JUDICIAL PENDENTE, EVITANDO POSTERIOR ALEGAÇÃO DE BOA-FÉ POR PARTE DE EVENTUAIS ADQUIRENTES DOS BENS DOS AGRAVANTES. TAMBÉM SERVIRÁ PARA RESGUARDAR A EMPRESA ENVOLVIDA DE EVENTUAIS ANULAÇÕES DE COMPRA E VENDAS E NECESSIDADE POSTERIOR DE RECOMPOSIÇÃO PATRIMONIAL À AGRAVADA, CASO NECESSÁRIO.
3 – É NULA A DOAÇÃO QUANTO À PARTE QUE EXCEDER À DE QUE O DOADOR, NO MOMENTO DA LIBERALIDADE, PODERIA DISPOR EM TESTAMENTO. É ANULÁVEL, ADEMAIS, A VENDA DE ASCENDENTE A DESCENDENTE, SALVO SE OS OUTROS DESCENDENTES E O CÔNJUGE DO ALIENANTE EXPRESSAMENTE HOUVERAM CONSENTIDO. INTELIGÊNCIA DOS ARTIGOS 549 E 496 DO CÓDIGO CIVIL. 3.1 – EM QUE PESE OS AGRAVANTES ALEGAREM SE TRATAR OS ATOS JURÍDICOS QUESTIONADOS DE DOAÇÃO DE ASCENDENTE PARA DESCENDENTE, EM ADIANTAMENTO DA LEGÍTIMA, RESTA EVIDENCIADO NOS AUTOS QUE HOUVE TRANSFERÊNCIAS DE BENS DO PATRIMÔNIO DO GENITOR DA AGRAVADA, APÓS O RECONHECIMENTO DE SUA PATERNIDADE, PARA OS OUTROS FILHOS, NOTADAMENTE TRANSFERÊNCIA DE QUOTAS DA SOCIEDADE EMPRESÁRIA CAD TRADE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA, SEM O CONSENTIMENTO DA AGRAVADA – O QUE, EM TESE, SERIA UM NEGÓCIO ANULÁVEL (CC, ART. 496)-, E SEM QUE TAL BENEFÍCIO TAMBÉM FOSSE ESTENDIDO A ELA – HERDEIRA NECESSÁRIA. 3.2 – AS SUBSTANCIAIS ALTERAÇÕES POR PARTE DO GENITOR, QUE RECONHECEU, TARDIAMENTE, A PATERNIDADE DA AGRAVADA, A TODA EVIDÊNCIA OCASIONOU A REDUÇÃO DE SUAS QUOTAS SOCIETÁRIAS E CONSEQUENTE AMPLIAÇÃO DO PATRIMÔNIO DA EMPRESA EM QUE SEUS FILHOS E SUA ESPOSA PASSARAM A SER OS SÓCIOS MAJORITÁRIOS, IMPORTANDO ESSE ATO MINIMIZAÇÃO DO QUINHÃO HEREDITÁRIO DA AGRAVADA POR OCASIÃO DA ABERTURA DA SUCESSÃO. 3.3 – ADEMAIS, CONSTATA-SE QUE REFERIDAS DOAÇÕES SEQUER FORAM REALIZADAS SOB A FORMA LEGAL EXIGIDA, OU SEJA, POR MEIO DE ESCRITURA PÚBLICA, CONFORME DISPÕEM OS ARTS. 541 C/C 108, AMBOS DO CÓDIGO CIVIL. 3.3.1 – RESSALTE-SE, AINDA, QUE COGITADAS DOAÇÕES ENCONTRAM-SE DESTITUÍDAS DO DEVIDO RECOLHIMENTO DE IMPOSTOS LEGAIS, NÃO TENDO OS AGRAVANTES TRAZIDO AOS AUTOS QUALQUER COMPROVANTE DE PAGAMENTO DO IMPOSTO DE TRANSMISSÃO REFERENTE ÀS ALEGADAS DOAÇÕES, NOS TERMOS DO ART. 155, I, DA CF/88. 3.3.2 – NÃO HAVENDO AS ALEGADAS DOAÇÕES SIDO REGULARMENTE INSTITUÍDAS PELA FORMA DETERMINADA EM LEI, NÃO HÁ COMO CHANCELAR SUA HIGIDEZ E ACATAR, DE PLANO, A TESE DE QUE REFERIDAS DOAÇÕES VIRÃO À COLAÇÃO NO MOMENTO OPORTUNO. 3.4 – À VISTA DA SITUAÇÃO FÁTICA DELINEADA NOS AUTOS, NÃO HÁ COMO SE AFIRMAR CATEGORICAMENTE AUSÊNCIA DE POSSIBILIDADE DE PREJUÍZO DE DIFÍCIL REPARAÇÃO À AGRAVADA, EM DETRIMENTO DOS ATOS LEVADOS A EFEITOS POR SEU GENITOR, SOB A ALEGAÇÃO DE QUE REFERIDAS DOAÇÕES OSTENSIVAS VIRÃO À COLAÇÃO POR OCASIÃO DA ABERTURA DA SUCESSÃO, PARA QUE SEJAM ABATIDAS E IGUALADOS OS QUINHÕES HEREDITÁRIOS.
4 – ANTE O EVIDENTE ESVAZIAMENTO DO PATRIMÔNIO DO GENITOR, POR MEIO DA EMPRESA CAD, APÓS O RECONHECIMENTO DA PATERNIDADE, ESTARIAM JUSTIFICADAS A VEROSSIMILHANÇA DAS ALEGAÇÕES DA AGRAVADA E O FUNDADO RECEIO DE RISCO DE INEFICÁCIA DA MEDIDA POSTULADA, APTAS A ENSEJAR O DEFERIMENTO PELO JUÍZO A QUO DA ANTECIPAÇÃO DA TUTELA PARA QUE A AÇÃO ANULATÓRIA SEJA AVERBADA NA MATRÍCULA DOS IMÓVEIS E NA JUNTA COMERCIAL, DEVENDO, POIS, SER MANTIDA A DECISÃO AGRAVADA. 4.1 – À VISTA DAS PECULIARIDADES QUE ENVOLVEM A DEMANDA, NÃO SE VISLUMBRA SUSTENTÁCULO NA TESE DOS AGRAVANTES DE INEXISTÊNCIA DE RISCO SUFICIENTE PARA A AGRAVADA APTO A JUSTIFICAR O REGISTRO DA EXISTÊNCIA DO LITÍGIO NA MATRÍCULA DOS IMÓVEIS E NA JUNTA COMERCIAL DO PARANÁ, SOB O HIPOTÉTICO FUNDAMENTO DE QUE TODO O CONTEXTO FÁTICO-JURÍDICO APRESENTADO AOS AUTOS DA AÇÃO ORIGINÁRIA CONDUZIRÁ À IMPROCEDÊNCIA DE TODOS OS PEDIDOS FORMULADOS POR ELA. AO CONTRÁRIO, É IMPOSSÍVEL CONSTATAR DE PLANO QUE OS NEGÓCIOS ENVOLVENDO O PATRIMÔNIO DE SEU GENITOR NÃO TRARÃO À AGRAVADA QUALQUER PREJUÍZO.
5 – AGRAVO DE INSTRUMENTO DESPROVIDO.
almeid
26 de agosto de 2014 5:38 pmEste agravo se refere a
Este agravo se refere a candidato a releição para cargo de Senador – Alvaro Dias
Dados Gerais
Processo:AGI 20140020008583 DF 0000863-96.2014.8.07.0000Relator(a):ALFEU MACHADOJulgamento:09/04/2014Órgão Julgador:1ª Turma CívelPublicação:Publicado no DJE : 22/04/2014
almeid
26 de agosto de 2014 5:39 pmretirado do site jusbrasil –
retirado do site jusbrasil – segue o link
http://tj-df.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/116958713/agravo-de-instrumento-agi-20140020008583-df-0000863-9620148070000#
MiriamL
26 de agosto de 2014 8:39 pmJustiça condena jornalista
Justiça condena jornalista por texto ficcional. Liberdade de expressão?
Com uma crônica, Cristian Góes desagradou o vice-presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe e terminou condenado a sete meses de prisão. Decisão da Justiça é seletiva e viola liberdade de expressão
por Intervozes — publicado 25/08/2014 23:56, última modificação 26/08/2014 11:37
Com uma crônica, Cristian Góes desagradou o vice-presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe e terminou condenado a sete meses de prisão. Decisão da Justiça é seletiva e viola liberdade de expressão
Por Ana Carolina Westrup*
Quantos de nós ouvimos histórias em que o rei tinha o poder soberano e todos os seus subordinados o respeitavam e faziam da sua ordem a lei? Mais do que contar a história de personagens, os contos revelam a busca íntima do escritor em provocar nos leitores a reflexão sobre determinado contexto histórico. A linguagem literária, que usa a ficção como elemento chave, pode se adequar, assim, a qualquer realidade, pessoas, tempos ou lugares. Essa foi a característica central de um texto publicado pelo jornalista sergipano Cristian Góes, em maio de 2012.
Mas não foi essa a compreensão do desembargador e atual vice-presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, Edson Ulisses, que pediu a condenação de Góes. O papel de escritor do jornalista logo deu espaço então ao de alguém que vive um dos momentos mais dramáticos da sua vida. E o episódio expõe, de forma mais do que concreta, a fragilidade em torno do exercício da liberdade de expressão em nosso país.
Vamos ao caso. Em 2012, Cristian Góes publica em um blog de Sergipe a crônica Eu, o coronel em mim, que não cita nomes ou períodos históricos. O desembargador Edson Ulisses, no entanto, entendeu que um dos personagens da história – o “jagunço das leis” – o representava. Ingressou então com dois processos contra o jornalista: uma ação criminal em que pedia a prisão Góes por difamação e uma ação cível, com pedido de indenização por danos morais.
Em janeiro de 2013, na primeira audiência de conciliação, o jornalista propôs publicar uma nota esclarecendo que o texto não fazia referência a ninguém. O desembargador não aceitou a proposta e, em contrapartida, ofereceu ao jornalista a possibilidade de admitir a culpa a ele embutida, visando uma redução da pena. Na mesma ocasião, provocado pelo autor do processo, o Ministério Público Estadual (MPE) também impetrou uma ação penal contra o autor.
Neste momento, já estava claro que o objetivo do desembargador não era esclarecer qualquer erro de interpretação dos leitores, mas sim punir Góes com todo o peso de um processo criminal. Sem conciliação, o processo correu e, em uma velocidade digna das metas do Conselho Nacional de Justiça, em julho do mesmo, o juiz Luiz Eduardo Araújo Portela condenou o jornalista a sete meses e 16 dias de reclusão.
O cerceamento à liberdade de expressão do jornalista ganhou repercussão nacional e internacional. Cristian Góes chegou a participar de uma audiência pública na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) para denunciar o caso.
A pressão social, no entanto, não foi suficiente para mexer as peças no tabuleiro jurídico. O recurso impetrado na turma recursal do Tribunal de Justiça de Sergipe, apesar da consistência dos argumentos, foi negado por maioria. A estratégia foi recorrer, junto ao Supremo Tribunal Federal, pedindo a revisão da condenação. Porém, na última sexta-feira (15), sem sequer julgar o mérito da ação, o ministro do Supremo Ricardo Lewandowski negou o pedido, mantendo, portanto, a condenação à prisão do jornalista.
Para o advogado do caso, Rodrigo Machado, o texto do jornalista não promove qualquer tipo de dano pessoal. Trata-se do direito à crítica através de uma linguagem ficcional.
“O direito da liberdade de expressão não deve ser confundido com o direito de elogiar. É papel de todo e qualquer cidadão fazer crítica a uma situação ou conjuntura política. Cristian fez isso através de um texto ficcional, que se adéqua a qualquer realidade ou personagens. No nosso entender, sua condenação é uma distorção do conceito de liberdade de expressão”, defende o advogado.
A condenação de Góes em diversas instâncias do Poder Judiciário também revela um quadro de desequilíbrio na forma como a Justiça é aplicada para jornalistas de grandes veículos e para comunicadores independentes. Ela mostra o quão seletivo o Judiciário é ao utilizar um texto ficcional para privar alguém de sua liberdade enquanto silencia diante de uma série de violações praticadas por jornalistas da grande imprensa, que destroem reputações e não sofrem qualquer punição.
Um novo recurso deve ser apresentado ao STF, com base no próprio posicionamento do órgão acerca de proteção à liberdade de expressão, manifestada no julgamento do ADPF 130. Já no âmbito da pressão social, uma nova nota de repúdio está aberta a adesões. Entidades de defesa da liberdade de expressão também se preparam para apresentar uma denúncia formal contra a decisão da Justiça brasileira nos organismos internacionais de proteção aos direitos humanos.
*Ana Carolina Westrup é jornalista sergipana e integrante do Intervozes.
http://www.cartacapital.com.br/blogs/intervozes/justica-condena-jornalista-por-texto-ficcional-liberdade-de-expressao-9539.html
Mara L. Baraúna
26 de agosto de 2014 10:00 pmHomenagem aos 80 anos de Sylvia Telles
Sylvia Telles (Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1934 — Maricá, 17 de dezembro de 1966)
Nascida em 27 de agosto de 1934, filha de Maria Amélia D’Atri, francesa, e do carioca Paulo Telles, músico e conhecedor profundo da música clássica, e irmã de Mário Telles, também músico.
Aos dezoito anos, dividia-se entre as aulas no colégio Sacre Coeur de Marie e as lições de dança com a professora Madeleine Rosay, do Corpo de Baile do Teatro Municipal. Também estudava piano e já gostava de cantar, mas sonhava mesmo era ser bailarina. Nessa época, exibia seu talento para a música nas reuniões que seu irmão, o letrista e cantor Mário Telles, promovia na casa da família, na rua Farani, em Botafogo. Por intermédio de Mário, Sylvia conheceu João Gilberto com quem iniciou um flerte.
Com apenas 19 anos, já demonstrava que teria um futuro brilhante ao microfone. Mas seria preciso vencer a resistência do pai, que já havia posto fim ao seu namoro com João Gilberto. Escondida, Sylvinha apresentou-se no programa Calouros em Desfile, comandado por Ary Barroso na Rádio Tupi. Para ajudá-la, seu irmão Mário induziu seu pai a ouvir casualmente o programa no rádio do carro. Quando Seu Paulo percebeu que a cantora que ele havia gostado era sua filha, viu que não podia impedi-la de seguir a carreira. Mesmo porque o primeiro trabalho que ofereceram a Sylvia foi como assistente de palco no ingênuo Circo do Carequinha, exibido na TV Tupi. Mas não demorou muito para ela receber propostas mais adultas como, por exemplo, apresentar-se na revista Gente Bem e Champanhota, na qual cantou a composição de Henrique Beltrão, Amendoim Torradinho.
O espetáculo Gente Bem e Champanhota, apresentado no Teatro Follies em Copacabana em 1955, marcou o início da carreira de Sylvia Telles e lhe rendeu um compacto simples no mesmo ano com as faixas Amendoim Torradinho e Desejo, de Garoto, José Vasconcelos e Luiz Cláudio. Durante essa gravação, Sylvinha foi acompanhada pelo namorado e futuro marido, o violonista Candinho, com quem teve sua única filha, a também cantora Cláudia Telles.
O casal também atuou junto na TV Rio, apresentando o programa Música e Romance. Durante a atração, recebiam convidados como Dolores Duran, Tom Jobim, Johnny Alf, Garoto e Billy Blanco, para cantar e conversar. Além disso, a própria Sylvinha exercitava o seu já impecável gosto musical interpretando canções como a então novíssima Chove Lá Fora, de Tito Madi.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=c5Y4HutN9X8&list=PLCaPoQGz2glGM6_3YzraqPHyTdQASKnbW%5D
Um grande momento do programa Música e Romance era quando Sylvinha interpretava a canção Foi a Noite, de Antônio Carlos Jobim e Newton Mendonça. Essa música fez parte do 78 rotações lançado pela cantora em 1956, trabalho hoje considerado um marco precursor da bossa nova. O lado B trazia a canção Menina, do iniciante Carlos Lyra. Outra curiosidade desse disco é que Candinho, mesmo já separado de Sylvia, acompanhou-a ao violão. O término do casamento não significou o fim da amizade.
Foi a Noite também fez parte do primeiro LP da carreira de Sylvia Telles, lançado em 1957. O disco intitulado Carícia, nasceu da decisão da Odeon de expandir o 78 rotações da intérprete para o formato LP de dez polegadas. Nesse trabalho, a cantora e o ex-marido Candinho reeditaram pela última vez o dueto na canção Tu e Eu com que abriam e fechavam o programa Música e Romance na TV Rio.
Em 1958, Sylvia Telles foi a atração principal do antológico show no Grupo Universitário Hebraico, que reuniu iniciantes como Carlos Lyra, Nara Leão e Roberto Menescal. O apresentador do espetáculo, Ronaldo Bôscoli, havia pensado em João Gilberto como nome principal, mas ele não estava disponível. Convidou então Sylvinha que, mesmo sendo profissional, se considerava como um daqueles garotos cheios de uma bossa muito nova.
Em 1959, ela gravou dois LPs num espaço de apenas quatro meses, com um total de 24 canções, das quais 18 eram de Jobim. O primeiro desses LPs – intitulado Sylvia Telles- trazia clássicos como Estrada do sol, parceria de Tom com Dolores Duran.
Sylvinha Telles era realmente dona de um faro musical invejável, principalmente, quando o assunto era garimpar novos talentos a serem lançados. Além de Tom Jobim, a intérprete deu força a Caetano Veloso para ele tentar a sorte no Rio de Janeiro. Aliás, foi recebê-lo na rodoviária.
Apoiou também Chico Buarque, Elza Soares, Maria Bethânia e, quando todos torciam o nariz para a Jovem Guarda, Sylvia parou na contramão e foi a primeira artista considerada chique a gravar uma música de Roberto Carlos: a romântica Não quero ver você triste.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=5Tqn7koWdJk%5D
No começo dos anos 60, a Odeon abriu mão dos serviços de Sylvia Telles e também de outros artistas do quilate de Lúcio Alves e Sérgio Ricardo. Em solidariedade à esposa, Aloysio de Oliveira pediu demissão da gravadora, migrou para a Philips e levou Sylvia com ele. Na nova empresa, a cantora gravou o LP Amor em Hi Fi que, além da bela versão francesa de Por Causa de Você, traz clássicos como Se é Tarde Me Perdoa, de Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli.
Sylvia Telles foi a primeira cantora profissional da Bossa Nova. Sua carreira se confunde com a trajetória deste importante movimento musical, pois Silvinha sempre esteve presente nos seus principais eventos e foi a primeira artista a gravar um álbum somente com as composições de Tom Jobim, o antológico Amor de gente moça.
Ruy Castro em seu livro Chega de Saudade, à pagina 372 sobre Sylvia Telles. “(…) Ela estivera presente em todos os momentos importantes da Bossa Nova: gravara o 78 r.p.m. com “Foi a noite” em 1956; seu nome puxara o show no Grupo Universitário Hebraico, em 1958 fora a primeira profissional a fazer a ponte entre a turminha e a turmona, e quase ate o fim nunca cantara outra coisa que não fosse samba moderno. E Quer saber de uma coisa? Não é absurdo que na relação de incesto estilístico que os primeiros cantores da Bossa Nova mantiveram com João Gilberto, ela é que o tivesse influenciado e não o contrário. Lembre-se que os dois foram namorados em 1952, quando João ainda usava amídalas à Orlando Silva e a acompanhava todo dia ao violão. Não se pode ter certeza de como ela cantava naquele tempo, mas, desde os seus primeiros 78s a partir de “Foi a noite” em 1956 Sylvia já era a mesma cantora que em 1959 gravaria Amor de gente moça. Ela não havia mudado; João Gilberto, sim.
Sylvia chegou a manter uma carreira de shows e gravações no exterior, facilitada por sua fluência em inglês e francês.
Em 1964, sofreu um grave acidente de carro na rua Tonelero, em Copacabana, ao dormir no volante, voltando de um show.
Em 1966, no auge da carreira, vinda de uma turnê pela Alemanha Ocidental e se preparando para uma série de apresentações nos Estados Unidos, falece aos 32 anos, num desastre de automóvel no dia 17 de dezembro de 1966, no km 24 da rodovia Amaral Peixoto, no Rio de Janeiro. Seu acompanhante, Horácio de Carvalho Neto, também morreu no desastre.
Sua curta carreira nos legou uma discografia pequena, porém essencial para a modernização da música brasileira ocorrida na passagem dos anos 50 para os 60. Até hoje ela é lembrada como uma artista à frente de sua época, a primeira a romper com velhos preconceitos em nome da boa música sempre.
Suas interpretações contidas – comoventes ou divertidas – nos remetem ao tempo da delicadeza, em que o bom gosto e a elegância norteavam a escolha do repertório e dos arranjos. Deixou órfã a musica popular brasileira privando-a de seu talento.
Em 1997, Cláudia Telles gravou o CD “Por Causa de Você – Dedicado à Silvinha Telles”, com músicas gravadas anteriormente por sua mãe, e com Cláudia dividindo as faixas com sua mãe, tendo sido a voz de Silvinha extraída das gravações originais.
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Sylvia Telles. Estúdio F, programa roteirizado pelo jornalista Cláudio Felicio.
Dicionário Cravo Albin
EMI encaixota os dez álbuns feitos por Sylvia Telles em três gravadoras
Ouça Sylvinha Telles na Rádio UOL
Uma intérprete e seu compositor ideal
Discografia
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