O julgamento da ação que pode tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível tem data para ocorrer e está marcado para o próximo dia 22, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A ação foi apresentada pelo PDT, questionando a conduta de Bolsonaro em uma reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada, há quase um ano, em julho de 2022.
Na ocasião, dia 18 de julho, Bolsonaro reuniu dezenas de diplomatas estrangeiros para fazer uma apresentação de mentiras sobre o sistema de votação brasileiro.
Também atacou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do TSE e exaltou um suposto papel das Forças Armadas na avaliação do processo eleitoral.
Na ocasião, ele pôs em dúvida a segurança das urnas e a lisura do processo eleitoral a três meses do processo eleitoral em que terminou derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ataques nominais
Conforme destacou a DW, Bolsonaro tentou deslegitimar a autoridade do TSE para organizar as eleições e atacou nominalmente os ministros Luís Roberto Barroso, que presidiu a Corte até fevereiro de 2022, Edson Fachin, que comandava o tribunal, e Alexandre de Moraes, que assumiu a presidência do TSE em 16 de agosto.
Segundo Bolsonaro disse na ocasião, os três “querem trazer instabilidade” ao Brasil ao não aceitarem as “sugestões das Forças Armadas” sobre a urna eletrônica.
Padrão extremista
Ataques ao Judiciário fazem parte do manual de atuação de líderes de extrema direita eleitos em todo o mundo. No caso do Brasil, o período de Bolsonaro na Presidência teve ainda uma particularidade: a atuação alinhada de líderes do Congresso.
A atuação do STF e do TSE durante a gestão Bolsonaro tornou-se mais importante devido à atuação dócil de líderes do Congresso, especialmente do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), em relação ao presidente, em troca de um controle cada vez maior sobre o destino de verbas públicas para suas bases eleitorais.
Outro enrolado por ataques ao TSE
O deputado cassado Deltan Dallagnol (Podemos-PR) prestou depoimento ontem à Polícia Federal na condição de investigado no inquérito que apura acusações de que ministros do TSE cassaram seu mandato visando uma vaga no STF. Ele alegou imunidade parlamentar para se eximir de culpa pelas acusações.
LEIA MAIS:
Deixe um comentário