Chefe da ONU se diz preocupada com os ataques de Bolsonaro contra as urnas

"É essencial que o presidente assegure a democracia", declarou a chilena

Ex-presidente Jair Bolsonaro faz gesto para pedir calma com as mãos durante discurso.
Foto: Divulgação/PR

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A alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU), Michelle Bachelet, condenou os ataques de Jair Bolsonaro (PL) contra o processo eleitoral e o Judiciário A chilena também se disse alarmada com o fato de o brasileiro ter convocado seus apoiadores para manifestações no dia 7 de setembro. 

As declarações de Bachelet foram feitas nesta quinta-feira (25), em sua última coletiva de imprensa antes de deixar seu cargo nas Nações Unidas, informou Jamil Chade, em sua coluna no Uol. 

“Bolsonaro intensificou seus ataques ao Judiciário e ao sistema de votos eletrônicos, inclusive em reuniões com embaixadores (estrangeiros) em julho e que gerou forte reação”, alertou Bachelet. 

“O que é mais preocupante é que ele chamou seus apoiadores para manifestar contra as instituições do Judiciário no dia 7 de setembro”, afirmou. 

“Tenho que dizer que, tendo sido uma chefe de estado, um chefe de estado precisa respeitar outros poderes, deve respeitar o Poder Judiciário, o Legislativo. Não deve fazer ataques contra outros. É essencial que o presidente assegure a democracia”, insistiu. “E a democracia exige o respeito por outros poderes”, declarou.

Bachelet, no entanto, garantiu que a ONU irá acompanhar a situação dos direitos humanos e o impacto sobre as liberdades fundamentais no processo da eleição e de seus desdobramentos após a votação no Brasil. 

“Acho que existem muitas situações muito difíceis no Brasil agora sobre direitos humanos. Não só agora. Mas estou seriamente preocupada como informes de aumento da violência política, a manutenção do racismo estrutural e o encolhimento de espaço cívico”, disse Bachelet. 

“Ataques contra parlamentares e candidatos, especialmente os afrobrasileiros, LGBTI e mulheres, preocupam”, afirmou. 

Redação

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