10 de junho de 2026

Pretos e pardos seguem longe do ensino superior, diz IBGE

Apenas 15,3% dentre pretos e pardos estavam cursando graduação; taxa de escolarização infantil cai para 91,5% em 2022

A taxa de escolarização das crianças entre quatro e cinco anos perdeu força, passando de 92,7% em 2019 para 91,5% em 2022, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Ao avaliar outras faixas etárias, o IBGE afirma que a escolarização da população de 6 a 14 se mantém elevada em 99,4%, mas a taxa ajustada de frequência escolar líquida – que considera a adequação idade/etapa – caiu de 97,1% em 2019 para 95,2% em 2022, o menor nível da série histórica iniciada em 2016.

Já a taxa de escolarização das pessoas de 15 a 17 anos subiu de 89% em 2019 para 92,2% em 2022, assim como também aumentou a proporção dos que estavam na etapa adequada, frequentando ou já tendo concluído o ensino médio, passando de 71,3% em 2019 para 75,2% em 2022.

Na população de 18 a 24 anos, 36,7% das pessoas brancas estavam estudando, enquanto entre pretos e pardos a taxa foi de 26,2%. Entre os brancos, nesse grupo etário que frequentavam escola, 29,2% cursavam graduação, ante 15,3% das pessoas de cor preta ou parda.

Além disso, 70,9% dos pretos e pardos nessa idade não estudavam nem tinham concluído o nível superior, enquanto entre os brancos este percentual foi de 57,3%.

Em 2022, 77,2% dos alunos na creche e pré-escola, assim como 82,5% dos estudantes do ensino fundamental regular e 87,1% do ensino médio regular. Já a rede privada atendia 72,6% dos estudantes do ensino superior e 75,8% da pós-graduação.

Pretos e pardos abandonam estudos para trabalhar

Segundo o IBGE, cerca de 18,3% dos jovens de 14 a 29 anos não concluíram o ensino médio, seja por abandono ou por nunca terem frequentado a escola.

A necessidade de trabalhar foi a principal justificativa dos jovens com 14 a 29 anos de idade para abandonarem a escola, motivo informado por 40,2% deste grupo etário.

Entre as 49 milhões de pessoas de 15 a 29 anos de idade no Brasil, 20,0% não estavam ocupadas nem estudando, 15,7% estavam ocupadas e estudando, 25,2% não estavam ocupadas, porém estudavam e 39,1% estavam ocupadas e não estudavam.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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