10 de junho de 2026

Analfabetismo cai, mas diferenças regionais se destacam

Taxa no Nordeste chegava a 11,7%, contra 2,9% no Sudeste; índice mensurado pelo IBGE caiu para 5,6% em 2022

A taxa de analfabetismo no Brasil caiu de 6,1% em 2019 para 5,6% em 2022 segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mas a análise regional mostra que a questão ainda é um desafio em muitos aspectos.

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Enquanto o Nordeste contabiliza uma taxa de analfabetismo da ordem de 11,7%, o percentual no Sudeste dentro do mesmo período de análise ficou em 2,9%. No grupo dos idosos (60 anos ou mais) a diferença entre as taxas era ainda maior: 32,5% para o Nordeste e 8,8% para o Sudeste.

Das 9,6 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade que não sabiam ler e escrever, 59,4% (5,3 milhões) viviam no Nordeste e 54,1% (5,2 milhões) tinham 60 anos ou mais.

As três maiores taxas de analfabetismo do país foram apuradas no Piauí (14,8%), em Alagoas (14,4%) e na Paraíba (13,6%) e as menores, no Distrito Federal (1,9%), Rio de Janeiro (2,1%) e em São Paulo e Santa Catarina (ambos com 2,2%).

Mais jovens pretos e pardos analfabetos

Os dados mostram que 7,4% de pessoas pretas ou pardas com 15 anos ou mais de idade eram analfabetas, mais que o dobro da taxa encontrada entre as pessoas brancas (3,4%). No grupo etário de 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo dos brancos foi de 9,3%, enquanto entre pretos ou pardos ela chegava a 23,3%.

Embora mais da metade (53,2%) da população de 25 anos ou mais havia concluído, pelo menos, a educação básica obrigatória, isto é, possuíam ao menos o ensino médio completo.

No entanto, para as pessoas de cor preta ou parda, esse percentual foi de 47%, enquanto entre as brancas a proporção era de 60,7%.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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