5 de junho de 2026

Além dos kits de robótica, PF encontra centrão e aliados de Arthur Lira em movimentação suspeita com kits de saúde

Até ivermectina e azitromicina, ineficazes contra a covid, estão na lista de itens vendidos de forma suspeita por empresa durante a pandemia
Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados. Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Uma movimentação suspeita foi encontrada pela Polícia Federal nas investigações envolvendo os kits de robótica, que transformou um assessor próximo ao presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP/AL), e outros aliados do deputado, em alvos da operação policial. 

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Conforme matéria exclusiva do UOL, um sócio da Megalic, empresa suspeita de vender os kits de robótica superfaturados com dinheiro de emendas de políticos do centrão, aparece como dono de uma empresa, desta vez de medicamentos. 

O possível esquema trouxe ainda mais prefeituras e cifras milionárias à investigação policial, desta vez também de Pernambuco, além de Alagoas, ligadas a partidos e parlamentares do centrão próximos ou aliados a Arthur Lira. Orçamento secreto também aparece como facilitador da movimentação de recursos. 

Denilson de Araújo Silva, 51, é o único sócio da Star Medicamentos e Material Hospitalar Eireli, ou Star Med. Segundo as investigações, a companhia faturou R$ 8,5 milhões em contratos emergenciais da pandemia com prefeituras de Pernambuco entre 2020 e 2022. 

Kit covid

Máscaras de proteção, luvas, agulhas descartáveis, algodão, atadura e remédios, como antibióticos, antigripais, antialérgicos e até ivermectina e azitromicina, medicamentos que chegaram a ser usados contra a covid, mas que são ineficazes, estão na lista de itens vendidos pela Star Med.

A Star Med consta do cadastro da Receita Federal como ativa e com capital de R$ 150 mil. Só que o patrimônio de Denilson, de acordo com a investigação, não combina com o que seria o de um empresário com milhões de reais em contratos com entes públicos.

Segundo o relatório da PF sobre as investigações, ao qual o UOL teve acesso, o fato de Denilson “residir num endereço modesto” indica que, em vez de empresário, ele seria laranja do esquema.

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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