Preso desde 3 de maio, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), foi liberado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) para prestar depoimento à CPI dos Atos Antidemocrático da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Relator das investigações sobre o fatídico 8 de janeiro, Alexandre de Moraes autorizou ainda a presença de outros investigados à CPI, entre eles Alan Diego dos Santos, suspeito de provocar um atentado a bomba próximo ao Aeroposto de Brasília às vesperas do Natal.
José Acácio Sererê Xavante, líder indígena que convocou pessoas para ameaçar o presidente Lula dias antes da posse, e os policiais militares Flávio Silvestre Alencar e Jorge Eduardo Naime Barreto, que supostamente facilitaram as invasões às sedes dos Três Poderes, também estão na lista de convocados pelos parlamentares distritais.
Fraudes
O ex-braço direito de Bolsonaro está preso no Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, após operação da Polícia Federal (PF) para apurar um esquema de falsificação de carteiras de vacinação.
Apesar de permanecer em silêncio em depoimento à PF em 18 de maio, a esposa de Cid, Gabriela, admitiu às autoridades que o o marido usou o certificado de vacinação adulterado e afirmou que é dele a responsabilidade por inserir dados falsos de vacinas contra a Covid-19 no sistema do Ministério da Saúde.
Além da CPI, o militar também foi convocado para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), composta por deputados federais e senadores. Em ambos os casos, a participação de Cid ainda não foi agendada.
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