4 de junho de 2026

A falta de compostura política e os selfies

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Jornais divulgavam a face entristecida de Marina, solidária com a família Campos e escondiam a dor de Lula. Lulistas expunham a dor de Lula e divulgavam a foto de Marina sorridente. Caciques do Sustentabilidade abriam negociações com caciques do PSB visando garantir o lugar para Marina. Caciques do PT atuavam na outra ponta, visando trazer de novo o PSB para a base.

Nos jornais, colunistas entravam em orgasmo imaginando cenas que pudessem explorar a dor familiar e seus efeitos na comoção nacional. Na blogosfera, o contraponto. Nos dois lados a atenção enorme aos movimentos da família. Pois a família colocou Marina no carro que transportou o caixão, bradavam os jornais. Mas a esposa colocou o caçula no colo de Lula, rebatia a blogosfera.

Essa disputa macabra, compreensível até – em momentos como esse não há tempo para celebrar o luto – montou seu pacto de paz, seu momento de se indignar sem expor a própria hipocrisia.

Todos se irmanaram na condenação unânime das pessoas que, em um evento aberto à população, eminentemente popular e informal, ousaram tirar “selfies” à beira do caixão.

A senhora que aparece na foto não supunha que, com seu gesto, daria uma nova dignidade à política nacional.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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48 Comentários
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  1. marta

    18 de agosto de 2014 12:48 pm

    Nassif, todas as fotos da

    Nassif, todas as fotos da Marina sorridente, que apareceram na rede , tiveram como fonte os jornais. Está estampado em todos deste ontem. 

    1. Jair Fonseca

      18 de agosto de 2014 1:16 pm

      Mas o que o Nassif diz

      Mas o que o Nassif diz claramente é que cada lado selecionou (ou omitiu) as fotos que mais lhe interessavam politicamente. No caso das fotos de Marina sorridente, estas foram escondidas na mídia corporativa e selecionadas pela mídia alternativa, que apoia o PT. Eu apoio o PT, mas considero desonesto selecionar essas fotos para interpretá-las como sinal de felicidade de Marina com a morte de Eduardo Campos. Por mais ambíguos que sejam os sentimentos humanos, frente a seus interesses, usar essas fotos desse modo é forçar a barra e também fazer papel de abutre. Houve até quem dissesse: “olha lá a Marina acenando e sorrindo para os fotógrafos, ao lado do caixão”, sendo que ela provavelmente ela acenou e sorriu para alguém que acenou e sorriu para ela, e os fotógrafos flagraram o gesto. Marina estava lá, já em campanha, como os outros candidatos também. Evidentemente que, dos políticos importantes presentes ao velório, Lula era o mais próximo de Campos, e o mais emocionado.

      1. Ivan de Union

        18 de agosto de 2014 1:28 pm

        Concordo, Jair.  Eh tao obvio

        Concordo, Jair.  Eh tao obvio que ela estava acenando para uma pessoa, que nao dava pra sair Campos na foto daquele angulo, e que a pessoa pediu pra ela levantar a foto.  Nao, ela nao esta prohibida de sorrir nao -so faltava mesmo!

        Eh o nigucim  das 5 estrelas do blog em outra escala.  A “morte de alguem” deve ser estrelada em 1 ou em 5?

        Ninguem estrela mortes.  Todo mundo estrela itens jornalisticos.

        E Marina nao “sorri” da morte de ninguem, sorri para pessoas especificas.  E tem todo direito.

        1. Jair Fonseca

          18 de agosto de 2014 1:41 pm

          Exato, Ivan, sorrir num

          Exato, Ivan, sorrir num velório é comum. É até uma forma de reconfortar alguém, de não se deixar abater e dar uma força aos outros. 

          1. João Mac-Cormick

            19 de agosto de 2014 11:45 am

            Sorriso só em gurufim

            Discordo. Sorriso não é comum em velório, principalmente perto do corpo. Se há um lugar de alegria num velório é quando este é um gurufim. Comportamento deplorável da candidata Marina.

      2. Nira

        18 de agosto de 2014 1:44 pm

        Mais uma vez concordo com

        Mais uma vez concordo com você ( e com o Ivan também )  . Infelizmente esse tendenciosismo ( isso existe na língua portuguesa  ? ) faz parte do tal jogo jogado.

        Só uma ressalva ao post : não sei quanto aos outros jornais, mas o Globo destacou tanto em foto quanto em texto a emoção do Lula, sim.

  2. altamiro souza

    18 de agosto de 2014 12:50 pm

    dança macabra do messianismo

    dança macabra do messianismo ilusionista e falsamente comovedor..

  3. NNN

    18 de agosto de 2014 1:04 pm

    Exploração

    Tive a impressão que a foto da Marina sorridente foi explorada por todos os seus adversários.

  4. Assis Ribeiro

    18 de agosto de 2014 1:05 pm

    Outras fotos

    http://3.bp.blogspot.com/-hk71hxEd9xQ/U_GUzll9lrI/AAAAAAAAsxo/z52lrw-asao/s1600/LulaRenata.jpg

    http://varelanoticias.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Dilmaenterroariano.jpg

    http://2.bp.blogspot.com/-CwlMZ7rWeVA/U_Ex3OyDDnI/AAAAAAABpd0/CbrrIgIVxfc/s1600/marina-velorio-campos-3.jpg


     

  5. josé adailton

    18 de agosto de 2014 1:05 pm

    Medíocres

    Gostei do post , mostrando a natureza humana com um exemplo cotidiano da nossa mediocridade.Também concordo a conclusão sobre a situação da família: “…Mas toda essa dança macabra, compreensível até – em momentos como esse não há tempo para celebrar o luto.” No entanto não entendo o luto como uma celebração, pois para alguns é algo profundo que permanece na nossa mente por um tempo determinado ou até para sempre.

  6. Assis Ribeiro

    18 de agosto de 2014 1:15 pm

    Dor e consolo

    Renata Campos, visivelmente abatida, manteve-se serena e foi abraçada pelos filhos diversas vezes

     

  7. matuto

    18 de agosto de 2014 1:20 pm

    Revelando Tudo

    Somos todos mediocres.

  8. Ataíde Coutinho

    18 de agosto de 2014 1:30 pm

    Cobertura midiatica

    Quem assistiu a cobertura pela TV sequer viu Lula ou Dilma, apenas Marina .Aécio ,Serra, Alckmin,Alvaro Dias,hoje só se fala em Mmarina que segundo o datafolha e a veja já ganhou a eleição .

    Alias a midia eliminou completamete Dilma ,Haddad Padilha, Lula dos noticiarios radiofonicos e televisivos.

    1. Frederico69

      18 de agosto de 2014 1:57 pm

      quem ressucitou a rede lodo que aguente

      no início do mandato lula arranjou um emprestimo pra rede lodo não falir. e depois disso tem enfiado milhões em publicidade pra garantir o sustento dela.

      agora aguenta firme sem reclamar.

  9. CB

    18 de agosto de 2014 1:31 pm

    As imagens dizem muito do

    As imagens dizem muito do caráter da pessoa. Sorridente, com o cotovelo apoiado no caixão, um homem de largo sorriso ao lado? E pra mim ainda piorou: ela tirou foto, sorridente, ao lado de uma “fã” tendo o caixãod e Campos dinate de si. Eu estou sentindo é um tremendo de um nojo por ela, agora. Antes, não levava a sério, agora, sinto nojo.

  10. Frederico69

    18 de agosto de 2014 1:44 pm

    hehehe

    Nassif acertou no fígado.

  11. Eden SP

    18 de agosto de 2014 1:45 pm

    a exploração deploravel
    Parabéns.
    Um “tapa na cara” destes exploradores sordidos da memória de quem se foi. Atitudes que desabonam o sentido solidário do brasileiro. É a exploração deselegante e nefasta do evento, perpetuada, especialmente, por uma imprensa oportunistas de quinta estirpe.

  12. Tagutti

    18 de agosto de 2014 1:51 pm

    Alguns na blogosfera já perderam entes queridos?

    Parece que não. Se tivessem, saberiam que não é crime sorrir em velório.

    O ser humano é complexo, não existe comportamento padrão e único para o luto, o mais comum é a alternância entre o sorriso e o choro, a irresignação e a conformidade.

    Explorar UM (ou alguns poucos) único momento em que Marina esboça leve sorriso, não é só pusilânime, é equiparar-se a quem sempre criticou.

    Isto é grave. Sem credibilidade, a blogosfera perde capacidade de dialogar com a sociedade para se tornar exclusivo abrigo de radicais do vale-tudo (e os complacentes com eles).

    Alvissareiro que Nassif diferencie-se da turba. Mas sem autocrítica de vários, o panorama é cinza.

    1. DanielQuireza

      18 de agosto de 2014 2:07 pm

      Também acho exagero criticar

      Também acho exagero criticar Marina pela foto sorrindo, mesmo não tendo pegado bem. Mas a coisa é muito mais complicada porque fica verossímil. Quem mais se beneficiou com o ocorrido ?

      Não acho, sinceramente, que Marina tenha ficado contente, tenha sorrido porque achou bom ele morrer.

      Mas, por outro lado, ela com certeza achou muito bom ser a cabeça de chapa, coisa aque ela deseja desde que criou a rede. Ela achou ótima a pesquisa que saiu hoje, que a coloca como presidente eleita daqui a 49 dias.

      Ai o paradoxo. Ela não achou bom ele morrer, mas achou ótimo ser cabeça de chapa. Talvez por isso o sorriso em meio a expressões tristes.

      1. Jair Fonseca

        18 de agosto de 2014 2:15 pm

        Certo, a situação é ambígua

        Certo, a situação é ambígua mesmo. Mas a Marina certamente não sorriu de alegria, devido à sua situação como candidata, muito menos por felicidade devido à morte do companheiro de chapa, e sim sorriu para alguém que estava ali. Qualquer um que já esteve num velório sabe que essa é uma forma de cumprimentar alguém.

        1. Sergio SS

          19 de agosto de 2014 10:08 pm

          Jair, é necessário uma

          Jair, é necessário uma correção… foram VÁRIAS fotos… Em uma delas ela aceitou fazer pose ao lado de eleitor na boca do caixão e sorrir. Sinto muito, mas não me parece uma postura natural, muito menos elegante.

          Isto enfraquece muito o argumento de que foi um momento, ou apenas um click. A discussão é inútil e nada traz de conteúdo à campanha, mas a minha tradução e impressão pessoal é que a Marina está iluminada e sedenta pelo poder… e isto não é bom.

      2. Tagutti

        18 de agosto de 2014 2:50 pm

        Eu acho que você está exigindo um pouco demais dela..

        É preciso separar as coisas. Pois foi exatamente isso que não fez quem criticou Lula que, por outrora ter comparado Campos a Collor, seria hipócrita por se declarar triste e exaltar as qualidades do falecido.

        Essa ambivalência, de Marina como política ficar feliz pela nova oportunidade, e ao mesmo tempo triste pelo falecimento de Campos, só alguém muito desprendido não teria.

        Então, podemos usar isto para desqualificá-la? É possível dizer com certeza que seus concorrentes agiriam de forma diferente (desistindo talvez)? Veja que a própria viúva depositou confiança em Marina, não cabe a nós especular sobre que tipo de relação ela tinha com Campos.

        1. DanielQuireza

          18 de agosto de 2014 3:35 pm

          Sim, é exatamente isso que eu

          Sim, é exatamente isso que eu disse. Nâo concordo em usar isso para desqualificá-la. Mas também temos que dizer a realidade dos fatos, ora.

          Dilma, Aécio, Lula, todos perderam duas vezes. Marina não. Por isso ela mostrou momentos de alegria. Porque não é de ferro e também não teve dons artísticos de conseguir fingir o tempo todo uma tristeza pura, que não era real.

        2. Sergio SS

          19 de agosto de 2014 10:00 pm

          “Pois foi exatamente isso que

          “Pois foi exatamente isso que não fez quem criticou Lula que, por outrora ter comparado Campos a Collor, seria hipócrita por se declarar triste e exaltar as qualidades do falecido.”

          Caramba, não dá pra resistir… Vc caiu nesta pegadinha da Folha? E está repetindo como todos os coxinhas, desde RA até os bobos do Face? A mídia realmente faz mais estragos do que eu imaginava…

          O que Lula falou foi um discurso político, num momento efusivo, de campanha, e somente aconteceu a crítica, PORQUE EDUARDO CAMPOS, QUE DEVE MUITO DE SUA POPULARIDADE E CONQUISTAS AO PT, COMEÇOU A BATER COVARDEMENTE NA DILMA EM TODOS OS SEUS DISCURSOS, INCLUSIVE COM MENTIRAS.

          Não entendo, o PT tem que calar pq o campos agora virou beato pra vc? Realmente esta eleição vai ser complicada…

      3. Maria Silva

        18 de agosto de 2014 4:22 pm

        Daniel. Não se deve sorrir em

        Daniel. Não se deve sorrir em velorios, principalmente quando se esta ao lado do caixão, do morto vitima de uma tragedia. Não se deve acenar, apoiar os cotovelos ( caixão não é balcão) conversar efusivamente… se voce não esta triste, pelo menos finja que esta, por que é de bom tom, como se dizia antigamente. Se voce quer sorrir e cumprimentar as pessoas, então procure outro lugar, mas não ao lado do morto. Fazer “festa” ao lado do morto é de muito mal gosto. É coisa de aproveitador. A mensagem que se passa é: estou aqui me aproveitando das cameras e holofotes para aparecer e tomar o lugar do morto na memória e na politica. Isso é rasteiro.

      4. Maria Silva

        18 de agosto de 2014 4:23 pm

        Daniel. Não se deve sorrir em

        Daniel. Não se deve sorrir em velorios, principalmente quando se esta ao lado do caixão, do morto vitima de uma tragedia. Não se deve acenar, apoiar os cotovelos ( caixão não é balcão) conversar efusivamente… se voce não esta triste, pelo menos finja que esta, por que é de bom tom, como se dizia antigamente. Se voce quer sorrir e cumprimentar as pessoas, então procure outro lugar, mas não ao lado do morto. Fazer “festa” ao lado do morto é de muito mal gosto. É coisa de aproveitador. A mensagem que se passa é: estou aqui me aproveitando das cameras e holofotes para aparecer e tomar o lugar do morto na memória e na politica. Isso é rasteiro.

  13. Assis Ribeiro

    18 de agosto de 2014 1:54 pm

    A sociedade foi transformada

    A sociedade foi transformada em sensacionalista, espetacularizada, personalista, glamourizada, novelizada e midiática.

    Difícil concorrer com os princípios éticos e morais.

  14. Ronaldo Souza

    18 de agosto de 2014 2:02 pm

    Uma fixação até então não identificada

    Existe um texto de Millôr Fernandes (na verdade mais de um) sobre a importância do palavrão na vida das pessoas.

    Não há como negar; em determinados momentos o palavrão exibe caráter terapêutico.

    Nasce bem lá nas entranhas, cresce, vem subindo, ganhando força, enche-se o peito e ele sai.

    Com ele vai toda a sua tensão.

    Pronto. Como diz Millôr, você está refeito, recuperou o seu equilíbrio.

    Filho da puta.

    Pode ser dito ou pensado.

    Dito é melhor, mais prazeroso e o efeito terapêutico é infinitamente maior.

    Pau-sa-da-men-te.

    Tem coisa melhor?

    O alívio é imediato. Quebram-se todas as tensões.

    O palavrão é uma atitude que tanto se manifesta individualmente como coletivamente.

    Você xinga quem você quiser, na hora em que você quiser, no lugar em que você quiser, até porque pode faze-lo em silêncio.

    A ligação do palavrão com o futebol é absoluta e antiga.

    Aí ele pode refletir sentimentos bem opostos. O que expressa a alegria incontida pelo gol ou a insatisfação pelo gol perdido, pelo jogo perdido.

    Além do palavrão, a vaia também possui muita ligação com o futebol. Ela, porém, sempre expressa insatisfação.

    Se o xingamento tanto pode se dar individualmente quanto coletivamente, a vaia tende a ser mais coletiva.

    Se o palavrão já se incorporou ao dia-a-dia das pessoas, a vaia não. O seu lugar mais comum continua sendo os campos de futebol

    Ninguém vaia em casamento, mesmo que se saiba que o amado ou amada não é aquele(a) que está no altar.

    Não é comum vaiar em uma reunião de condomínio, ainda que os condôminos estejam xingando o síndico em silêncio.

    Ninguém vaia em um velório.

    Por razões óbvias, nesses ambientes não é comum que as vaias ocorram.

    Mas o mundo anda e a roda gira.

    Em velório já se vaia.

    Revela-se quem o faz.

    E quem o induz.

    De tão inimaginável, vocês não acham que a estupidez da vaia em um velório representa baixeza e pequenez jamais vistas? Não acham que desqualifica qualquer um que a estimule, faça ou aplauda?

    O velório é o momento em que se vela o corpo da pessoa querida antes que ela saia da nossa vida em definitivo.

    Você já sentiu a dor dessa hora?

    Você já sentiu a dor do momento de velar a mãe, o pai, o filho, a filha, o irmão, a irmã…?

    Como você se sentiu nessa hora?

    Cabia ali qualquer coisa que não fosse a sua dor?

    Cabe selfie?

    Em momentos de tantos desencontros do homem com ele mesmo, quem sabe na vaia esteja se manifestando a sensação de prazer orgástico!

    Não há prazer no sadomasoquismo?

    Você viu a vaia no velório?

    O que responderia uma pessoa saudável?

    Eu vi a dor da família. E chorei com ela.

    Como as pessoas que gostam de exibir bom comportamento, bons modos, requinte e boa etiqueta parecem ter esquecido qualquer regra nesse sentido!

    Na civilização do espetáculo, como diz Vargas Llosa, onde o culto ao corpo, à beleza e ao consumo é a tônica, ultrapassamos as fronteiras da estupidez.

    Em momentos de excessiva exposição pessoal, estamos nos mostrando demais e deixando vir à tona o que de fato somos.

    Até o que comemos precisa ser mostrado.

    E o que consta nos nossos currículos?

    Formação de nível superior.

    Superior?

    Ainda há o que nos diferencie do animal?

  15. mcn

    18 de agosto de 2014 2:17 pm

    Concordo com a análise do

    Concordo com a análise do Nassif. Esconder ou mostrar imagens que melhor convém ao seu projeto político é uma forma de manipulação do público. Nesse episódio, mídia e blogueiros pecaram.

    A foto de Marina sorrindo no velório não significa nada. Usar a imagem para diminuí-la é fazer, com sinal trocado, o jogo sujo da direita em desespero.

    A transformação de Campos num “semideus sacrificado”, como disse alguém, é dos episódios mais sórdidos da imprensa brasileira. A tigrada não está nem aí para a dor das famílias das vítimas ou para a perplexidade do povo. Querem ver o circo pegar fogo e mergulhar o mundo no mesmo desespero em que vivem, já que há 12 anos o PT insiste em governar bem e direito essa nação.

    A blogosfera progressista não deveria copiar o pior lado do outro lado.

  16. Paiva

    18 de agosto de 2014 2:18 pm

    Meus cumprimentos,

    Meus cumprimentos, Nassif 

    Assino embaixo.

  17. janes salete

    18 de agosto de 2014 2:25 pm

    Bom, sorrir fazendo pose em

    Bom, sorrir fazendo pose em velório de um companheiro cabeça de chave, só posso constatar que a outrora vice, esteja focada na própria campanha. Ser ingênuo para querer ser politicamente correto, não cabe mais. Está faltando muita sinceridade atualmente com a desculpa do “politicamente correto”. São várias fotos com a senhora marina fazendo pose de candidata. Não vamos santificar também essa senhora oportunista. Chega de santos políticos de barro.

  18. Daniel Krein

    18 de agosto de 2014 2:43 pm

    A Marina sorridente

    O que vejo na famosa foto é Marina e um homem de óculos sorrindo carinhosamente para um dos filhos de Eduardo. A distorção do significado da foto com objetivos eleitorais é a única coisa anômala em todo o incidente.

  19. El Cid

    18 de agosto de 2014 3:12 pm

    Agora, uma outra coisa:

    o Twitter é dela e se o usa, que também o use de sua maneira… mas achei estranho ela não postar nada sobre a tragédia que aconteceu com o Eduardo Campos e os que estavam dentro do avião… confiram:

     

    https://twitter.com/silva_marina

     

  20. EduardoR

    18 de agosto de 2014 3:27 pm

    Está dando nojo!

    Sinceramente, está havendo absoluta falta de sensibilidade humana, nos dois lados. E isto está dando nojo!

    Regredimos décadas (no mínimo), politicamente falando. Explorar eleitoralmente uma morte trágica ( e todo desastre aéro já é trágico em si) é o fim de paicada!

    Eu já andava irritado com essa nova mania de “discutir” política por “memes” de humor de gosto duvidoso que reina nas redes tipo facebook. Esta exploração mórbida me desamina muito…

    Como já disseram: parece que as pessoas nunca perderam um ente querido

  21. johnnygo

    18 de agosto de 2014 3:31 pm

    Somos ridículos

    Já sorri em velório de quem não é muito importante para mim. Acho que poderia sorrir no velório de um pai, uma mãe ou um irmão. Sei lá. Somos humanos, ridículos e contraditórios, a seriedade é um verniz embusteiro criado pela civilização. No caso de Marina, não me indignei propriamente com os vários sorrisos. Fiquei perturbado pelo gestual típico de campanha, emoldurado pela distribuição de bandeiras com o número do PSB, pela estampa antecipada slogans eleitorais. Tudo bem, ela acenou para fulano ou beltrano, diga-se em seu benefício que tenham sido meros cumprimentos. Mesmo assim, caberia maior recato, em se tratando da morte de um político que a cacifou no partido e lhe deixou um legado promissor (a conferir). Caberia maior recolhimento, mesmo que em nome do tal verniz embusteiro, principalmente porque Marina era, evidentemente, figura chave em toda aquela encenação. Sim, havia uma encenação além da dor sincera de muitos. Sem falar no orgasmo midiático, creio que erraram também os militantes do PSB e da Rede, que deram vazão ao espírito de propaganda eleitoral em um palco mórbido. Se até mesmo os familiares mais próximos de Eduardo se deixaram levar pelo clima de apropriação da tragédia, não poderíamos esperar outra coisa senão este chafurdar deprimente que depois se espalhou nas redes sociais, inclusive nas hostes governistas. Somos mesmo ridículos.

  22. Juliano Santos

    18 de agosto de 2014 3:41 pm

    Concordo, a Marina sorridente

    Concordo, a Marina sorridente aqui ou ali numa foto não quer dizer nada. O gesto mais patético foi dessa senhora do selfie. Isso, como disse o Assis, é um sintoma de uma sociedade idiotizada por mídias frívolas e emburrecedoras. E não é só no pig, nas redes sociais também, principalmente o Facebook.

    Agora, quem mais ficou emocionado de forma sincera foi o Lula. Mas isso apenas quer dizer que ele é o político mais chegado à família Arraes. Não se pode tirar “méritos políticos” de algo que é puramente pessoal. Esse tipo de disputa é boba e quase infantil

  23. Maria Silva

    18 de agosto de 2014 4:08 pm

    Não tem como se respeitar um

    Não tem como se respeitar um espetaculo como esse, onde todos foram expostos de maneira muito duvidosa. Não houve solenidade nem respeito pelos mortos. A começar pela midia, utilizando todas as forma de tirar proveito eleitoral da situação. Ainda não acredito que a Marina tenha declarado que foi salva pela “divina providencia”  … é de muito mal gosto. No meio desse contexto circense, os sefies é o que tem de melhor e mais sincero. Sim, independente da dor, quero uma foto ao lado do caixão do agora beatificado Eduardo Campos, para colocar no face, no zap, e guardar para a posteridade. Por que não?  

  24. Emma

    18 de agosto de 2014 4:29 pm

    ESPETÁCULO

    A cidadã comum que fez a selfie não cometeu nenhum crime, claro. Foi apenas falta de educação. Mas também é simbólico daquilo no qual se transformou a morte de Eduardo Campos: além de um “palancório” – como alguém já cunhou na internet – virou também um espetáculo. Pessoas que nem sabiam quem era Eduardo passaram a considerá-lo um santo que morreu precocemente. Cheguei a ler em comentários chorosos que “Campos foi o melhor presidente do Brasil sem nunca ter sido”.  Ele virou uma celebridade instântanea depois de morto , incentivado pelas manifestações da imprensa. Mesmo eu – que acompanho politicamente razoavelmente e o respeitava – fiquei surpresa, pois não sabia que ele era TÃO “maravilhoso”.

    A ironia é que Eduardo Campos se aproximou de Marina pela popularidade dela junto a um tipo de público, mas agora é ela quem herda dele um tanto do fator “santidade” que atraiu novas intenções de votos.  Há tantos aspetos nessa história toda que valeria uma tese de doutorado…

  25. mpaiva

    18 de agosto de 2014 5:16 pm

    Na famosa foto estão todos

    Na famosa foto estão todos olhando, conversando e sorrindo (comedidamente, inclusive) com a esposa do Campos.

    A explicação, em post do cara de óculos :

    https://www.facebook.com/souzasaulo/photos/a.229234807229306.1073741837.194395877379866/354023061417146/?type=1

  26. Y.N. Daniel

    18 de agosto de 2014 5:32 pm

    Apaga tudo, vamos falar de

    Apaga tudo, vamos falar de outra coisa.

    PS: Selfie no caixão é para levar para o psiquiatra, urgente!!!

  27. a

    18 de agosto de 2014 5:43 pm

    Não acredito que Ela tenha

    Não acredito que Ela tenha sorrido (risos) da situação mas para alguem que a cumprimentou. Ninguém pode saber o que uma pessoa sente nesses momentos. E pior é querer julgar as pessoas.

    Quanto a dizer que ela vai ganhar a eleição aí já é dar atestado de insanidade

  28. Anafilófio

    18 de agosto de 2014 6:35 pm

    Analisar selfies?

    O caríssimo Jair Fonseca resume muito bem a desonestidade “jornalística” da manipulação das fotos. Nem parece um petista, como se apresenta, tamanha licidez. Quanto ao “contraponto” da blogosfera, confesso que não vi, houve sim foi muito silêncio e omissão, reclamada aqui, e houve aqui também, e mesmo agora, apenas análise de superficialidades. Esperava encontrar aqui uma análise séria da (óbvia) mudança do cenário político causada pela morte do candidato, coisa que o senhor sabe fazer muito bem, e não comentários sobre educação, sorrisos e selfies. Cordialmente.

  29. Gilberto .

    18 de agosto de 2014 6:40 pm

    Para refletir

    Muito se falou e se fala sobre os selfies do velório de Eduardo Campos. O que presenciamos não é uma novidade. 

    Para quem não sabe, norte e nordeste cultivaram este hábito por bastante tempo. 

    Um grande amigo de meu avô (piauiense), que não pode comparecer ao velório, nos cobrou este tipo de foto e mostrou a que carregava na carteira do velório do seu pai. Isto ocorreu em 1965.

    O costume parece vir daqui:

     

    domingo, 16 de junho de 2013

     

    Memento Mori – A Estranha Tradição Vitoriana da Fotografia Post-Mortem

     

     

     
    O hábito de homenagear entes queridos que partiram, sempre acompanhou a humanidade. Uma das formas principais de prestar homenagem, era salvaguardar uma imagem de como era o indivíduo em vida. Na Roma Antiga, era muito comum às famílias de posse contratar um artista para que retratasse o morto em uma tela, painel ou quem sabe até que esculpisse uma estátua. Isso permitia que, de certa forma, o falecido fosse  “imortalizado”, oferecendo uma lembrança constante de como o indivíduo era em vida.  Esse costume não era tão difundido, por uma série de razões. Nem todos tinham meios de pagar a um artista para pintar um retrato. Além disso, o resultado podia demorar semanas e resultar em algo  que não era exatamente aquilo que a família esperava. Alguns artistas podiam ter uma concepção que não se enquadrava no que a família desejava ver retratado. Finalmente, nem todos os artistas desejavam trabalhar em uma atividade que muitos poderiam considerar… tétrica. 
    Na Renascença a prática foi trazida de volta e realmente, alguns importantes artistas se especializaram em criar imagens de gente morta. Membros do clero eram retratados logo após a morte para que a aparência deles fosse preservada para a posteridade. Na Espanha, na mesma época, oferecia-se a chance de imprimir a silhueta de pessoas mortas em panos de linho, em uma arte semelhante a que criou o Santo Sudário. O hábito evoluiu para as máscaras mortuárias, que surgiram na França e que até hoje são comuns, sobretudo quando o falecido é alguém ilustre cujas feições são preservadas em gesso. Após a invenção do daguerreótipo (o precursor da fotografia), o hábito de criar imagens duradouras dos entes queridos mudou drasticamente. As pessoas que não tinham acesso a artistas, passaram a usar um método mais barato e cujos resultados eram semelhantes. A partir da Era-Vitoriana, o mundo viu surgir um promissor mercado de fotos post-mortem, obtidas por uma classe de profissionais que se esmerava em conceder uma “aparência de vida” a corpos já inanimados. A atividade ficou conhecida como “Memento Mori”, expressão que pode ser traduzida com “Lembrança dos Mortos” e encontrou grande aceitação na Europa e no Novo-Mundo.    
    É provável que em nenhuma outra época da história as pessoas estivessem tão preocupadas com a aparência dos mortos quanto no século XIX. Foi durante esse período que a fotografia post-mortem (também chamada de memorial fotográfico e imagem lamentosa) ganhou fama. De fato, entre 1860 e 1880, esse tipo de fotografia converteu-se na modalidade mais usada para registro de imagens – e tristemente pessoas que jamais foram fotografadas com vida, deixavam instruções para sê-lo após a morte. Os primeiros memento-mori surgiram logo depois da invenção do processo fotográfico em 1839. Já em 1848 existiam profissionais especializados em oferecer seus serviços para famílias que desejavam ter uma imagem de seu ente querido. A fama destes fotógrafos como verdadeiras “aves negras” em busca de pessoas prestes a morrer a fim de oferecer seus serviços, chegou a conceder uma má-fama aos profissionais da fotografia. Por algum tempo, fotógrafos chegaram a ser comparados a coveiros e agentes funerários. O memorial era uma peça bastante decorativa. A imagem era captada em uma folha de cobre prateado que por sua vez era transferida para uma película de vidro emoldurada. Era comum que ele fosse colocado sobre lareiras ou na parede. Ainda que fosse mais barato que o trabalho de um artista, uma fotografia ainda custava o equivalente a semanas de salário. 
    Especialmente comuns eram os memento-mori de crianças e bebês. Os índices de mortalidade infantil extremamente altos, faziam com que muitas famílias encomendassem fotos de seus filhos falecidos, para que a breve passagem delas pelo mundo fosse lembrada.   Em 1854 a qualidade das fotografias passou por melhorias que permitiam incluir cores e tonalidades às fotos. Incorporando cores, alguns fotógrafos post-mortem começaram a fazer experiências com as fotografias a fim de conceder aos modelos uma “aura de vida”. O resultado foram fotografias de aparência que para nós, podem parecer mórbidas e até macabras, mas que para os vitorianos eram louváveis expressões artísticas e de respeito. As primeiras fotos post-mortem eram tradicionalmente close-ups da face e raramente incluíam caixões. O modelo geralmente era colocado em uma posição que sugerisse estar dormindo ou repousando, mas outras posições também começaram a ser utilizadas. Em alguns casos usava-se estruturas de madeira onde o cadáver era fixado para que ficasse de pé ou na posição desejada. Em certas fotos podem ser vistas pessoas da família posando ao lado de indivíduos mortos suspensos por cabos. Crianças deitadas em sofás ou segurando brinquedos também forneciam um background comum. Adultos sentados em cadeiras ou em poses formais eram uma preferência. Em certos casos, haviam estúdios fotográficos que ofereciam opções para retratar os mortos em alguma atividade em especial. Em 1859, as chamadas “cartes de visite” se tornaram algo muito comum. Elas eram memento-mori impressos em papel, produzidos em grande quantidade para serem presenteados a parentes próximos ou amigos como uma lembrança do falecido. Por volta de 1870, as “Cabinet Cards” substituíram as “cartes de visite” oferecendo uma imagem cartonada que podia ser enquadrada como uma pintura, colocada em um camafeu, tampa de relógio ou no interior de caixas e penteadeiras.    
    A prática da fotografia post-mortem começou a desaparecer no início do século XX. É possível que o horror das fotografias de cadáveres obtidas em guerras e revoluções passou a ofuscar a prática, tornando-a indesejada. Ao invés de abraçar a mortalidade, a sociedade começou a considerar o falecimento como algo pessoal que não devia ser divulgado ou maquiado com uma aparência de vida.  Por volta de 1915, a atividade já havia desaparecido na maior parte da Europa.

    Aqui estão mais alguns Memento Mori de mortos queridos na companhia de seus parentes:   
      Eu sei que cada época tem seus costumes e eles são reflexos do tempo em que se vivia. Mas nesse caso específico… fico muito feliz do costume ter sido deixado para trás.  Postado por às 21:07 

     

  30. Felipe Marun

    18 de agosto de 2014 10:29 pm

    A atitude da Marina foi

    A atitude da Marina foi completamente inapropriada. Não é possivel que alguem ache normal posar sorrindo abraçada com eleitores em frente ao caixão.

     

    http://2.bp.blogspot.com/-CwlMZ7rWeVA/U_Ex3OyDDnI/AAAAAAABpd0/CbrrIgIVxfc/s1600/marina-velorio-campos-3.jpg

  31. Franklin Caetano de Freitas

    20 de agosto de 2014 5:58 am

    Tragédia.

    Não compartilhei essas fotos de Marina sorrindo, só as do Lula chorando. Achei o enterro um exagero, parecia um comício. Me pareceu que Lula era depois da família o mais sentido com a morte do amigo. Não gostei da atitude dos filhos, achei exagerados. Se fosse o Eduardo um velho, se a morte não fosse uma tragédia, eu entenderia. Minha mãe é baiana, em muitos enterros que fui quando criança, era comum o pessoal contar piadas e fazer brincadeiras, mas nunca em uma tragédia dessas. Fiquei um pouco indignado, passado o choque da tragédia eu penso que os que tentaram tirar proveito da situação não conseguiram lograr exito. A emoção vai passar e as pessoas vão querer saber das propostas da candidata Marina, e tudo volta ao normal. 

  32. João Maria Fernandes de Sousa

    20 de agosto de 2014 7:14 pm

    Engraçado, no Nordeste de que

    Engraçado, no Nordeste de que tenho notícia e onde vivo, sorriso em velório, até por um imperativo da tremenda religiosidade nossa, é no mínimo desrespeito para com o falecido; mas de repente, já que foi a Santa Marina Silva Ungida Por Deus que fez, virou atitude absolutamente normal até entre os nordestinos.

    Confesso, por essa eu não esperava.

    O próximo passo será dizer que Lula usou Colírio Moura Brasil para simular o choro.

    E muita gente, inclusive aqui no Nassif, vai cair na onda.

  33. Y.N. Daniel

    21 de agosto de 2014 2:38 pm

    Espero que a prática de

    Espero que a prática de velórios e de enterros seja abandonada com o passar dos séculos. É uma tradição que envenena o solo e os lençóis freáticos.

     

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