10 de junho de 2026

Mauro Cid diz que não acreditava em golpe, em depoimento à PF sobre os atos terroristas

Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro foi questionado sobre mensagens de teor golpista trocada com aliados do ex-presidente.
Foto: Reprodução/ Twitter

O tenente-coronel do Exército Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), deixou a prisão nesta sexta-feira (30) para prestar mais um depoimento à Polícia Federal, desta vez sobre os atos terroristas que depredaram as sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro.

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Segundo um trecho da oitiva, que durou cerca de quatro horas, o ex-ajudante de ordens afirmou que não acreditava em um golpe para manter Bolsonaro no poder, informou a TV Globo

As investigações da PF apontam que Cid “reuniu documentos com o objetivo de obter o suporte jurídico e legal para a execução de um golpe de Estado”.

Além de um documento intitulado “Forças Armadas como poder moderador” – uma espécie de roteiro para convocar novas eleições e afastar ministros do Supremo Tribunal Federal – também foram encontradas no celular do aliado de Bolsonaro mensagens de militares estimulando o ex-presidente a iniciar a tomada de poder, que teria ampla adesão do baixo escalão do Exército [Veja o documento e as mensagens neste link].

Depoimento

Mauro Cid chegou à sede da PF em Brasília às 14h50 e deixou o prédio por volta das 18h, sem falar com a imprensa. Em seguida, os advogados também partiram e um deles, Bernardo Fenelon, afirmou que a defesa só vai se manifestar nos autos do processo.

O ex-ajudante de ordens está preso desde 3 de maio, e a defesa chegou a pleitear a revogação da prisão, negada no último domingo (25) por Alexandre de Moraes, ministro do STF.

Além do envolvimento nos atos golpistas e planejamento de golpe de Estado, Cid também é investigado por falsificação de dados da carteira de vacinação de Jair Bolsonaro e familiares e no caso das joias sauditas.

Na próxima terça-feira (4), Cid prestará um novo depoimento, desta vez na Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) de 8 de janeiro.

Colaborou Ana Gabriela Sales.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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1 Comentário
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  1. josé Oliveira de Araújo

    1 de julho de 2023 8:14 am

    O coronel mordomo, está mais atrapalhado do que azeitona em boca de banguelo. Quem sabe ele poderá continuar prestando os seus serviços ao coiso lá na papuda ou outro sítio apropriado para os que gostam de desreitar as leis, mesmo estando ao lado dela.

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