6 de junho de 2026

Ipea melhora prognósticos para a economia brasileira

Perspectiva para IPCA cai de 5,6% para 5,1%, enquanto crescimento medido pelo PIB foi revisado de 1,4% para 2,2%
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou para cima as expectativas para o crescimento econômico do país, e veem de forma positiva o cenário econômico do segundo trimestre.

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A começar pelo Produto Interno Bruto (PIB), revisado para cima – o prognóstico para 2023 subiu de 1,4% para 2,2%, ao passo que o resultado para 2024 foi mantido em 2%.

Um ponto que ajudou a revisão foi o avanço de 1,9% visto no primeiro trimestre na comparação com o período anterior, já livre de efeitos sazonais. Os dados foram favorecidos pelo PIB agropecuário, e também pela resiliência dos indicadores de mercado de trabalho.

Além disso, o Ipea destaca o movimento observado na demanda agregada, a partir da reabertura econômica chinesa (o que favoreceu o mercado de commodities) e da resiliência vista pelas economias ocidentais ao ciclo de aperto monetário.

Pelo lado da demanda interna, duas forças têm afetado os dados de maneiras distintas: a manutenção do ciclo de alta dos juros pelo Banco Central (que chega a 45% no valor médio anualizado no mercado de crédito), contrabalançada pelas medidas fiscais que sustentam a renda das famílias e o aumento da demanda pública.

“De acordo com os pesquisadores, deve prevalecer a combinação de política econômica, política monetária contracionista e política fiscal de forma compensatória e anticíclica. Essa conjugação de fatores justifica a revisão de projeções no sentido de melhor perspectiva para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e para a redução da inflação”, ressalta o Ipea.

IPCA foi ajustado para 5,1%

As estimativas para a inflação mensurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foram reduzidas de 5,6% para 5,1%. Para o ano, a estimativa é de alta de 1,5% no consumo das famílias, 0,9% no consumo do governo e uma queda de 0,8% para a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF).

“A normalização das cadeias globais de suprimento, a dissipação dos efeitos iniciais causados pela guerra na Ucrânia, o clima favorável no inverno do hemisfério norte e os efeitos do aperto monetário pelo Federal Reserve provocaram uma queda nas cotações de ativos de risco e, consequentemente, nos preços das commodities. Para o restante do ano, a perspectiva é de estabilidade”, dizem os analistas.

Enquanto os dados preliminares do comércio internacional reafirmam o bom momento da agropecuária, o setor industrial não tem conseguido o mesmo sucesso para a demanda interna por bens industriais – o que deve fazer com que o valor adicionado bruto da indústria geral cresça em torno de 0,5%.

Leia a seguir a íntegra do relatório divulgado pelo Ipea

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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