5 de junho de 2026

Cerca de 300 migrantes estão desaparecidos no Atlântico, informa coletivo

Caminando Fronteras monitorava dois barcos saídos de Senegal, que estão sem contato há 15 dias, e um terceiro que partiu dias depois
Migrantes lotam uma embarcação na travessia do Mar Mediterrâneo
Migrantes lotam uma embarcação na travessia do Mar Mediterrâneo. Foto: Guarda Costeira Italiana/Massimo Sestini

Pelo menos 300 migrantes que tentavam chegar ao território espanhol das Ilhas Canárias, na costa da África Ocidental, a partir do Senegal, em três barcos, estão desaparecidos no Atlântico. As informações são da defensora dos direitos humanos do grupo Caminando Fronteras, Helena Maleno Garzón.

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“Cada minuto conta para encontrar com vida as mais de 300 pessoas que viajam em três embarcações senegalesas, desaparecidas no Atlântico. São necessários mais meios de busca e maior colaboração entre a Mauritânia, Espanha e Marrocos”, disse Helena. 

Passaram-se 15 dias sem notícias de dois barcos, um com cerca de 65 pessoas a bordo e outro com entre 50 e 60, desde a partida do país africano. Enquanto isso, um terceiro navio deixou o Senegal em 27 de junho com cerca de 200 pessoas, informou Helena, também com contato perdido.

Os três navios partiram da vila de Kafountine, localizada a cerca de 1.700 quilômetros da Ilha Canária de Tenerife. Os familiares das pessoas a bordo, contactados pelo Caminando Fronteras,  não tiveram notícias deles.

Em busca de vida melhor

Helena também especificou que esses migrantes estavam tentando chegar ao território espanhol em busca de uma vida melhor devido à instabilidade que lançou o país à violência e à miséria.

As Ilhas Canárias tornaram-se o principal destino dos migrantes que buscam chegar à Espanha. O verão é o período mais movimentado para todas as tentativas de travessia.

A rota atlântica, uma das mais mortíferas do mundo, é frequentemente utilizada por residentes da África subsaariana. Somente no primeiro semestre deste ano, 778 pessoas morreram nas 28 tragédias documentadas pelo Caminando Fronteras.

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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