5 de junho de 2026

Desidratação mata 70 migrantes na fronteira entre México e EUA

Em El Paso houve uma média de 2.700 apreensões diárias de migrantes de 100 nações, a maioria venezuelanos e centro-americanos
Muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México - Divulgação/Agência Lusa (via Agência Brasil)

Autoridades do Novo México, nos Estados Unidos, informaram nesta sexta-feira (21) que 70 migrantes que cruzaram o deserto morreram entre outubro e o último mês de maio por desidratação e outras centenas tiveram que ser resgatadas. 

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Devido às altas temperaturas registradas na região fronteiriça entre os estados de Chihuahua, no México, com o Texas e Novo México, a busca por uma nova vida é interrompida não pela imigração dos EUA, mas pelo calor.

Nos últimos nove meses, pelo menos 14 vítimas foram encontradas no deserto de Sunland Park, uma delas identificada como um menino de 12 anos, declarou Sunland Park, capitão dos bombeiros do Novo México, Joseph Mayorga.

O funcionário disse para agências internacionais que entre os resgates realizados está o de uma migrante levada à exaustão que teve uma parada cardíaca pelo intenso calor que ultrapassa os 40 graus. Ela foi encontrada com o corpo atacado por formigas vermelhas do deserto.  

334 mil prisões

Entre outubro de 2021 e setembro do ano passado, a Patrulha da Fronteira relatou 71 mortes de migrantes estrangeiros na região fronteiriça que inclui El Paso, Texas, e parte do Novo México.

El Paso tem um recorde de 334 mil prisões este ano, entre outubro e maio, o que representa quase 90% das 177.792 durante o mesmo período do ano anterior.

Em maio passado, na área de El Paso e Sunland Park, houve uma média de 2.700 apreensões diárias de migrantes de 100 nações, a maioria venezuelanos e centro-americanos que se entregaram a agentes de fronteira perto do centro.

Os migrantes atravessaram o Rio Grande e esperaram para se entregar na esperança de obter asilo.

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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