6 de junho de 2026

Nova Economia: Avanço do projeto nuclear brasileiro pode economizar R$ 89 milhões por ano apenas na área da saúde

O RMB tem como objetivo fomentar pesquisas para o desenvolvimento de soluções nas áreas de saúde, indústria e agricultura.
A tecnologia nuclear tem diversas aplicações na medicina de diagnóstico e terapêutica. Crédito: Reprodução/ TV Brasil

O programa Nova Economia desta semana recebeu a doutora em Tecnologia Nuclear Patrícia Pagetti, com o professor e mestre em Engenharia Metalúrgica da Universidade de São Paulo (USP) Cláudio Schön, e a jornalista Tania Malheiros, autora do livro Cobaias da Radiação, para falar sobre o projeto do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB).

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Criado em 2008, a pesquisa em torno das diferentes possibilidades de uso da tecnologia nuclear tem diversas aplicações em diferentes áreas da economia brasileira: saúde, indústria e agricultura são apenas alguns dos setores que têm a ganhar com o avanço da utilização nuclear.

Segundo Cláudio Schön, o principal objetivo do RMB é tornar o Brasil autossuficiente na produção de radiofármacos. “Não é a questão de produzir simplesmente, é ter o perfeito domínio na produção de radiofármacos em quantidade e em qualidade para atender o SUS [Sistema Único de Saúde].”

Patrícia Pagetti acrescenta que, de acordo com os cálculos do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), o projeto RMB, do qual é coordenadora técnica, deve trazer uma economia de R$ 88,5 milhões (US$ 18 milhões) por ano aos cofres públicos, com o fim das importações de radioisótopo caso o País seja autossuficiente na produção deste insumo nuclear.

Mercado

O avanço das pesquisas com a tecnologia nuclear beneficiarão ainda o Programa Nuclear da Marinha, a partir da produção de combustível para o submarino nuclear da instituição, e também a produção de energia para a população.

Em plena fase de desenvolvimento, o mercado de tecnologia nuclear pode ter um apagão de mão de obra. Apenas duas universidades formam engenheiros nucleares: Universidade Federal do Rio de Janeiro, que forma 10 profissionais por ano, e a USP, em que outros 10 profissionais se formarão por ano a partir de 2025.

Os especialistas em tecnologias nucleares se preocupam também porque vários estão prestes a se aposentar, fazendo com que o mercado precise ainda mais de profissionais capacitados para a área.

Assista ao programa na íntegra e saiba mais sobre o tema:

LEIA TAMBÉM:

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Marcelo

    4 de agosto de 2023 6:28 am

    Considero este assunto muito importante e necessário, de modo que sugiro trazer outros especialistas, sobretudo que possam falar mais sobre as relações entre a desenvolvimento C&T na área nuclear e o papel dos militares.

Recomendados para você

Recomendados