4 de junho de 2026

Calote da dívida argentina afeta fundo de pensão dos Correios

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Jornal GGN –  O Postalis, fundo de pensão dos Correios, será afetado pelo calote da dívida argentina. A fundação foi comunicada de uma perda de R$ 200 milhões em um fundo de investimento administrado pelo banco BNY Mellon, que tinha aplicações em títulos privados da Argentina. 

Criado pelo Postalis entre 2006 e 2008, o fundo Sovereign tem quase R$ 400 milhões em aplicações e tem uma série de irregularidades em sua gestão, que era de responsabilidade da extinta Atlântica. Segundo o Postalis, os gestores compram os títulos privados argetinos, com alto risco, sem sua autorização.

Do Estadão

 
Perda de parte da aposentadoria dos 80 mil funcionários ligados ao Postalis vem de fundo administrado pelo banco BNY Mellon que estava aplicado em títulos privados da Argentina

O calote da dívida argentina vai afetar a poupança dos carteiros que contribuem para a aposentadoria por meio do Postalis, o fundo de pensão dos Correios. Nesta semana, a fundação foi comunicada de uma perda de R$ 200 milhões em um fundo de investimentos, administrado pelo banco BNY Mellon, que tinha aplicações em títulos privados argentinos. 

As perdas se referem não somente ao fato de a Argentina ter suspendido o pagamento de sua dívida, mas também por causa de algumas operações que podem ter sido superfaturadas em US$ 79 milhões. Há suspeita de fraude no fundo.

Chamado de Sovereign, o fundo tem quase R$ 400 milhões em aplicações. Ele foi criado pelo Postalis, entre os anos de 2006 e 2008, para investir em títulos públicos da dívida externa brasileira. Uma série de irregularidades na gestão do fundo, na época sob responsabilidade da extinta empresa de administração de recursos Atlântica, colocou o patrimônio em risco. Os gestores compraram títulos privados argentinos com alto risco de crédito. Segundo o Postalis, essa compra foi feita sem sua autorização. 

Em junho, reportagem do Estado mostrou que o fundo de pensão admite em ação judicial na Justiça de São Paulo que pode perder todo o patrimônio do Sovereign. A fundação alega que não sabe o tamanho do rombo e que registrava em seu balanço apenas o que lhe era informado pelo administrador, o BNY. 

No fim da noite de terça-feira, no entanto, o rombo começou a ser conhecido. O BNY Mellon enviou um fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários informando valores superfaturados na compra dos títulos argentinos. Em sua diligência, o BNY apurou que houve um pagamento excedente de US$ 79 milhões, ou R$ 180 milhões, sobre o valor efetivo da dívida adquirida. A apuração desses fatos chega cinco anos depois que os órgãos reguladores americanos constataram os primeiros indícios de fraudes. 

O BNY informou também à CVM que fez a provisão para perdas de 51,4% do patrimônio do fundo Sovereign por dois motivos: a suspensão do pagamento da dívida argentina, que era uma espécie de garantia para os títulos que estavam no fundo, e também por causa da mudança na metodologia de avaliação de alguns títulos. Na prática, isso significa que, mesmo que a Argentina resolva seus problemas e volte a pagar sua dívida externa, o fundo pertencente ao Postalis terá ainda de avaliar as perdas com os US$ 79 milhões apontados pelo BNY. 

Para o fundo de aposentadoria dos funcionários dos Correios, o prejuízo com as provisões anunciadas pelo BNY Mellon é significativo e representa quase 2,5% do total dos R$ 8 bilhões em patrimônio da fundação. Se o Postalis perder tudo o que aplicou no exterior a perda será de quase 5% do patrimônio.

O prejuízo anunciado pelo BNY terá de ser reconhecido no balanço do Postalis deste ano e podem causar novo déficit. Cerca de 80 mil funcionários dos Correios ligados à fundação já estão fazendo pagamentos extras por déficits registrados há alguns anos. Em 2012, foi R$ 1 bilhão. Os carteiros pagam pelo menos R$ 5,90 a mais nas mensalidades, a depender de seu salário, por causa disso. E esse pagamento é por tempo indeterminado. Os próprios Correios, como patrocinadores, gastam R$ 24 milhões por ano para cobrir o déficit de 2012. 

Em 2013, o Postalis apresentou nova conta negativa de quase R$ 1 bilhão, mas por causa de mudanças nas regras talvez não precise repassar o prejuízo. 

Até o fechamento desta matéria, a fundação não havia se pronunciado. A assessoria de imprensa informou que colocaria um comunicado em seu site, mas ele estava fora do ar.

 

Redação

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11 Comentários
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  1. peregrino

    7 de agosto de 2014 2:13 pm

    déficits e superávits…

    três anos consectivos de administração duvidosa só se consegue perdão comprometendo superávits…………….

    entre com o número de funcionários que se aposentarão ao longo dos anos e descubra que a quebra é irreversível

     

  2. Caetano.

    7 de agosto de 2014 2:59 pm

    Absolutamente ninguém confia

    Absolutamente ninguém confia em títulos argentinos. Está claro que alguém ganhou irregularmente.

  3. Athos

    7 de agosto de 2014 3:30 pm

    Esta claro não, as
    Esta claro não, as possibilidades são 2.

    Um, o banco estrangeiro desovou títulos podres no fundo.
    Dois, o PT mandou comprar para ajudar a Argentina.

    Falta saber que títulos são estes…. Vencimento e etc..

    1. Flavio Martinho

      7 de agosto de 2014 6:10 pm

      Ajudar a Argentina com 200

      Ajudar a Argentina com 200 milhões?!?! Aí não. É uma merreca. Tipo de títulos, vencimentos, etc. Isso não souberam nem nunca quiseram saber. Por ser um banco americano, eles confiavam piamente e, com certeza, nem se preocupavam com isso. Observe-se que o brasileiro seja empresario, seja empregado, seja funcionario do governo, sempre acredita piamente nos gringos desde que sejam europeus e/ou norte-americanos.  E não é de hoje. Deve estar o sangue.

  4. peregrino

    7 de agosto de 2014 3:51 pm

    coisas que rolam entre desesperados…

    zerando tudo ou considerando a função principal aplicada a todos s a qualquer ano, daqui para frente, todos perdem suas carteiras e ainda terão de bancar quase 10 mil de prejuízos para assim poder partir do zero novmente

     

    quem deixou chegar nesse ponto é simplesmente um canalha da pior espécie, dos que vivem da desgraça dos outros

  5. Fernando J.

    7 de agosto de 2014 5:09 pm

    Remember Banco Santos

    Em 2004, com a intervenção do Banco Central no Banco Santos, do banqueiro-mecenas Edemar Cid Ferreira, o Banco da Amazônia tomou um baita dum tubo. É que os gestores de fundos do BASA inventaram de turbinar um Fundo do Banco com papéis do Banco Santos. Na época, a Prefeitura de Santarém PA), ficou sem R$ 2 milhões, aplicados em um desses fundos. Belos gestores. Posteriormente, a justiça mandou o BASA indenizar todos os clientes. 

  6. Flavio Martinho

    7 de agosto de 2014 5:31 pm

    Isso. Não sabem escolher ou

    Isso. Não sabem escolher ou escolhem de proposito os parceiros, então tem mais é que se ferrar. Resta aos empregados iniciar um movimento para afastar os aparentemente incompetentes de seu fundo de pensão. Tem sentido investir em fundo abutre! São tão inocntes assim?

  7. peregrino

    7 de agosto de 2014 7:16 pm

    deve ter algo de muito podre nessas paradas…

    nesses casos, participantes ficam impossibilitados de cair fora antes, porque não têm acesso ao crescimento ou diminuição do valor da carteira ou da parcela correspondente, individual, ao longo do tempo

    alguns só informam no caso do participante manifestar interesse em migrar para outros planos internos, quando, então, já pode ser tarde demais

    sem essa de balanços ou demonstrativos sob metida para esconder(?)

  8. Flics

    7 de agosto de 2014 11:25 pm

    Mentira!

    Que prejuízo de 200 milhões é esse?… Que estória mal contada é essa?… Os títulos da Argentina continuam valendo o mesmo antes e depois do 31 de julho, portanto se o fundo de pensão tem títulos da dívida argentina com legislação em Nova York – e são só destes que o juíz americano está impedindo o resgate – não teve prejuízo nenhum… depois falam do pig.

    p.s.- não, não vou colocar aqui o valor desses tîtulos antes e depois do 31 de julho… é só entrar no site da bolsa de valores de Bs As.

  9. valter r vidal

    7 de agosto de 2014 11:58 pm

    mais um ……

    Mais um escândalo na postalis entre os vários outros fundos públicos, esses fundos são feitos para serem roubados pelos diretores indicados pelos partidos políticos que ajudam o PT a desgovernar e roubar o Brasil, mais um toma La e da Ca, to metindo petistas?

    Vcs vão dizer que é assim mesmo que funciona para se obter apoio político não é mesmo. rsrs

  10. antonio francisco

    8 de agosto de 2014 9:20 am

    Não seria “Atlântico”??

    Pelo que li, no passado, havia uma “Atlântico” que estaria sob o comando do Dantas, aquele.

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