4 de junho de 2026

Na travessia do Mediterrâneo, 75 migrantes morreram em menos de uma semana

Por volta de 1.882 pessoas perderam a vida até agora, em 2023, na viagem do norte da África para a Europa fazendo a travessia
Migrantes lotam uma embarcação na travessia do Mar Mediterrâneo
Migrantes lotam uma embarcação na travessia do Mar Mediterrâneo. Foto: Guarda Costeira Italiana/Massimo Sestini

Pelo menos 41 pessoas morreram nesta quarta-feira (9), incluindo três menores, no naufrágio de um barco com migrantes perto da ilha de Lampedusa, em Itália, no mar Mediterrâneo, segundo os testemunhos dos quatro sobreviventes.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Somados aos 34 mortos contabilizados no final de semana, já são 75 em menos de uma semana.

Após cerca de seis horas de navegação, o navio virou devido a uma grande onda e os ocupantes caíram no mar. Eles partiram de Sfax, na Tunísia, a bordo de um precário barco de metal.

Os quatro sobreviventes, três homens e uma mulher da Costa do Marfim e Guiné Conacri, foram resgatados por um barco patrulha da Guarda Costeira.

O relato das testemunhas aos serviços sociais da Organização Internacional para as Migrações (OIM) refere que apenas 15 dos migrantes usavam coletes salva-vidas.

No mesmo dia do naufrágio, a Fundação Open Arms encontrou um barco precário em que 20 pessoas viajavam abarrotadas, na mesma área onde pela manhã a vida dos 41 foi cobrada pela travessia.

Mortes no final de semana

No último sábado, dois outros naufrágios ao largo de Lampedusa deixaram pelo menos 34 mortos. Deles, apenas três cadáveres puderam ser resgatados em meio a uma forte tempestade.

Por volta de 1.882 pessoas perderam a vida até agora, este ano, na viagem do norte da África para a Europa. No centro de acolhimento de Lampedusa, com capacidade para 300 pessoas, vivem mais de 1.500.

LEIA MAIS:

Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. alfredo machado

    9 de agosto de 2023 5:55 pm

    Quase duas mil pessoas perderam a vida na travessia do Mar Mediterrâneo em oito meses, é um número assustador que, para a nossa grande mídia, parece ser um acontecimento normal. A maioria foi praticamente expulsa de seus lares, deixando pra trás suas histórias de vida em busca de melhores condições de vida, mas o que ocorre é a péssima acolhida na maioria dos países europeus, ou seja, saem de um tormento para caírem em outro. É muita crueldade, esta acompanhada por uma notável indiferença.

    1. EVANDRO CONDE

      9 de agosto de 2023 8:39 pm

      O pior é que mais fácil a Europa acolher que reverter as causas.

Recomendados para você

Recomendados