4 de junho de 2026

Papa Francisco volta a criticar indiferença sobre mortes de migrantes no Mediterrâneo

"Não fiquemos indiferentes a essas tragédias e rezemos pelas vítimas e suas famílias", escreveu o pontífice em sua conta no Twitter
Foto: Vatican News

O papa Francisco se pronunciou nesta quinta-feira (10) e pediu ao mundo para não ficar indiferente a acontecimentos como o do naufrágio do navio com migrantes, perto da ilha de Lampedusa, na Itália, no qual morreram pelo menos 41 pessoas, incluindo três menores.

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“Recebi com dor a notícia de um novo naufrágio de migrantes no mar Mediterrâneo. Não fiquemos indiferentes a essas tragédias e rezemos pelas vítimas e suas famílias”, escreveu o pontífice em sua conta no Twitter.

Os quatro sobreviventes, três homens e uma mulher da Costa do Marfim e Guiné Conacri, foram resgatados por um barco patrulha da Guarda Costeira.

As vítimas chegaram em estado de choque e foram ouvidos pela promotoria da cidade de Agrigento, que abriu inquérito para apurar o ocorrido.

Nações Unidas

A Organização das Nações Unidas apelou a “mecanismos coordenados de busca e salvamento e vias seguras e legais de migração e asilo”, depois de recordar que “há poucos dias, uma mãe e uma criança já tinham perdido a vida” em frente de Lampedusa.

O comunicado da ONU se refere a outros dois naufrágios na chegada a Lampedusa, que deixaram pelo menos 34 mortos. Deles, apenas três cadáveres puderam ser resgatados em meio a uma forte tempestade.

Mais de 1.800 pessoas perderam a vida até agora este ano na jornada do norte da África para a Europa, que continua entre as mais movimentadas e perigosas do mundo. No centro de acolhimento de Lampedusa, com capacidade para 300 pessoas, mais de 1.500 migrantes vivem em condições de superlotação.

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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