A denúncia é um ângulo da informação que chega ao leitor. O direito de resposta é um segundo ângulo, que apresenta o contraponto. Com o direito de resposta o leitor tem acesso a dois ângulos da informação.
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A ANJ quer provar que 1 + 1 < 1.
O direito de resposta só inibirá as denúncias infundadas, os assassinatos de reputação, a tentativa de jogar todos os abusos embaixo do manto da liberdade de imprensa. Nenhuma reportaagem bem fundamentada será destruída pelo direito de resposta.
Por Mario Sergio, pelo Facebook
Pergunto eu: por que diabos a publicação de um direito de resposta vai inibir jornais de publicar denúncias? E por que diabos a publicação de direito de resposta fere a liberdade de imprensa? Só se ferir a libertinagem de imprensa.
“disse o diretor executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira. “É um precedente preocupante para o livre exercício do jornalismo, pois pode constranger futuramente a divulgação de novas denúncias, prejudicando o direito das pessoas serem informadas.”
http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,entidades-temem-precedente-criado-por-direito-de-resposta,1537910
Entidades temem precedente criado por direito de resposta – Política – Estadão
Liminar negada por Dias Toffoli impôs à ‘Folha de S. Paulo’ publicação de retratação pedida por candidato do PSB-PE
politica.estadao.com.br
romério rômulo
3 de agosto de 2014 10:30 pmdireito de resposta, Folha
Nassif e Mario Sergio:
pra mim a Folha só acatou este “direito de resposta”, sem “mais recursos”, por vir de um candidato ligado ao Eduardo Campos.
romério
josé adailton
3 de agosto de 2014 11:37 pmO que são fatos e versões ?
“pra mim a Folha só acatou este “direito de resposta”, sem “mais recursos”, por vir de um candidato ligado ao Eduardo Campos.”
Poderia também exercer o direito da especulação mas, cala-te boca. Na internet não existe o “recurso” de se falar “à boca pequena”…
Sta. Catarina
3 de agosto de 2014 10:46 pmRidículo
Absolutamente ridículo o que diz esse infeliz chamado Ricardo Pedreira sobre “constranger futuramente a publicação de novas denúncias”. O que queremos é denúncias sim, mas baseadas em informações verídicas e não jogadas ao vento de forma totalmente irresponsável. O que mais me irrita é a postura do MP, OAB entre outros que ficam vendo o trem passar e não fazem nada. Bando de incompetentes.
Ivan de Union
3 de agosto de 2014 10:48 pm“disse o diretor executivo da
“disse o diretor executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira. “É um precedente preocupante para o livre exercício do jornalismo, pois pode constranger futuramente a divulgação de novas denúncias”:
Nao. Eh que a direita eh canalha mesmo, e usa o judiciario como papel higienico. Como ja dizia a famosa Brito da ANJ, nao eh mesmo?
Ah, mesmo? Era outra coisa que ela dizia? Desculpe a vergonha que eu passei…
Rpv
3 de agosto de 2014 11:16 pmData venia
Data venia, Nassif.
Desde quando eu vou querer baixar o preço do meu produto? Quero é cobrar mais caro.
Tá bom. Desde quando vou querer ceder espaço para quem me contradiz? Espaço é money.
Além disso, credibilidade é o preço que eu cobro dos meus anunciantes.
Por fim, desde quando quero perder o poder de dizer o que eu acho que deve ser dito. Poder… tá bom chega.
ANJ é Associação Nacional dos Jornais ou Associação Nacional da Justiça?
As vezes parece que a gente vive um conto de fadas.
Ou a sociedade sem impõe através do Estado, sob os interesses particulares – visando o bem comum, ou é melhor fazer como os gaúchos que de quatro em quatro anos terceirizam a gestão do estado para um funcionário da RBS*.
*Ah, este intervalo de 4 em 4 anos é porque a tragédia da gestão é tão grande que não dá para emendar…
Carlos Dias
4 de agosto de 2014 1:18 amEngano? Talvez…
“Além disso, credibilidade é o preço que eu cobro dos meus anunciantes.”
Eu diria que o que você cobra é a visibilidade… a credibilidade você consquista se você e seus anunciantes forem honestos.
Carlos Dias
3 de agosto de 2014 11:19 pmA fala do Sr Pedreira foi quase “perfeita”!
Ele se esqueceu (ou preferiu não deixar explícitas) algumas poucas palavras…
Não tem problema, Sr pedreira, a gente acerta pra você:
“disse o diretor executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira. “É um precedente preocupante para o livre exercício do jornalismo, pois pode constranger futuramente a divulgação de novas denúncias contra a Dilma e contra o PT.. pros outros partidos a gente faz defesa previa e encobre a muitas denuncias:”
Hamilton
3 de agosto de 2014 11:36 pmÉ um precedente perigoso
A imprensa estar sujeita ao crivo do judiciário.
Para quem se acostumou até a constranger magistrados, deve dar uma tristeza.
josé adailton
3 de agosto de 2014 11:49 pmFestejemos
O direito de resposta relativamente indiscriminado ( à la vonté), seria um sonho para a nossa democracia. Imagine o que aconteceria aos que não usasse tal direito nos casos de fatos acusatórios .Ou, de outro modo, e quando for negado pela justiça? Seria uma festa para nós leitores incorrigíveis especuladores(aliás, trolls para os leitores da “direita” que comentam nos blogs de esquerda.A recíproca também é verdadeira)
lenita
4 de agosto de 2014 12:08 amAs pessoas dizem ser o MP e
As pessoas dizem ser o MP e a OAB, dentre outras, incompetentes. Será incompetência mesmo ? Duvido ! São tantas emoções….. É o receio do 4º poder, no duro.
Weslei
4 de agosto de 2014 12:44 amRidículo a nota da ANJ
Ridículo a nota da ANJ, pois, o direito de resposta é informação, faz parte do direito à informação.
O direito de resposta faz exatamente isso ” o direito das pessoas serem informadas.” e não prejudicando-as, liberdade de imprensa é uma coisa, libertinagem de imprensa é o que a nota defende.
altamiro souza
4 de agosto de 2014 12:54 amé a velha república
é a velha república coronelística midiática em simbiose com os conservadores que fazem a lei.
e, se houver uma lei que possa ferir seus interesses, torpedeiam-na sucessivamente.
e nem sequer deixam que seja regulamentada….
Luciano Prado
4 de agosto de 2014 1:22 amEles odeiam a verdade
O ridículo é a velha imprensa se gabar de ter procurado ouvir o outo lado mas não ter obtido resposta, e quando o sujeito quer de fato apresentar sua versão ou o outro lado da história a velha mídia pipoca.
Ou seja, o que essa “imprensa” quer é ter sempre o direito de manipular, enganar.
Quisesse mesmo a verdade jornalística incentivaria o outro a se explicar.
O resto é conversa mole para engambelar incautos.
Rosa Maria Anello dos Santos
4 de agosto de 2014 2:12 amO medo do direito de resposta
O medo do direito de resposta é por não ter nossa imprensa nenhum compromisso com a verdade. Se a internet já desmente quase simultaneamente as mentiras e distorções da imprensa, com direito de resposta a “fratura ficará ainda mais exposta”… Direito de resposta sim, quem sabe teremos liberdade de imprensa em lugar da “libertinagem de imprensa” que temos hoje.
josé adailton
4 de agosto de 2014 2:30 amTudo de bom
Uma pérola para os blogs(de direita e esquerda):
Para Greenwald, o jornalismo que expõe dois lados só serve para consolar, e não tem valor. “Não há jornalistas sem opinião. A questão é se você as expõe ou finge que não as tem e engana seus leitores.”
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/178912-debate-sobre-jornalismo-domina-quarto-dia-de-festival-literario.shtml
josé adailton
4 de agosto de 2014 2:32 amGreenwald
Definitivamente jornalismo não é uma atividade angelical.
“O jornalismo era uma ferramenta para limitar o poder dos poderosos. Sonhemos que um dia mudaremos o tempo do verbo ser desta afirmação.
“O jornalista, por fim, questionou a acusação de que é é “ativista” e não “jornalista”. “O jornalismo era uma ferramenta para limitar o poder dos poderosos. Esse profissional que não tem opinião é um mito total. Não existe isso. A pergunta pra mim é se você é um jornalista honesto, que diz as suas verdades, ou um que finge não ter opinião e engana o povo para quem você está escrevendo”, respondeu Greenwald, arrancando mais aplausos do público”
Leia mais em: http://zip.net/bjpbfj
Adma Andrade Viegas
4 de agosto de 2014 3:37 amPoderosos
Quais poderosos? Eu quero um mecanismo para limitar os poderosos (donos de empresas jornalísticas) de influirem na agenda pública, de tentar acuar governos e o judiciário e de assassinar reputações. Jornalistas, infelizmente, não tem liberdade, na mídia corporativa, de contradizer os interesses de seus patrões. Têm que dançar conforme a música. A maior ameaça à liberdade de imprensa hoje não vem de parte do governo mas dos patrões.
Alessandre de Argolo
4 de agosto de 2014 4:59 amA opinião do diretor
A opinião do diretor executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ) é tão ruim que nem merece muitas considerações. Guardadas as devidas proporções, seria mais ou menos o mesmo que o promotor de justiça dizer que o réu denunciado não deveria ter o direito de defesa, pois isso impediria novas denúncias. Ridículo, para dizer o mínimo.
De resto, é um mal do brasileiro médio não ser educado num ambiente democrático onde graceje o contraditório. Isso é do brasileiro mesmo. Brasileiro não sabe conviver com o contraditório, fica com raiva, cerceia, censura a opinião contrária. Isso via de regra. É cultural. Quase todo mundo é assim neste país.
Acontece inclusive em redes sociais. Outro dia, um conhecido advogado, ex-secretário de educação de Alagoas do governo Teo Vilela, se envolveu numa polêmica no Facebook com uma jornalista, depois que ele postou um comentário criticando a novela da Rede Globo que tratava de direitos dos homossexuais (a novela do Félix tal e coisa). Era aquela embromação de sempre para esconder o preconceito e a discriminação, de que os diretores de novelas da Rede Globo, quase todos eles tidos presumivelmente como homossexuais, estavam empurrando goela abaixo um modelo de família não tradicional e blá blá blá. Num dos trechos ele dizia que a Rede Goobo queria que o telespectador achasse que “dar o c* e chupar p*** tornavam as pessoas melhores”, algo nessa linha, escrito assim mesmo, com esse linguajar. Aí a jornalista apaeceu no perfil dele para dizer que se “dar o c* e chupar p***” tornassem uma pessoa melhor, ela desejava uma chuva de p**** sobre ele. O caso rendeu na Internet local, com artistas fazendo charges sobre o assunto e etc.
O fato é que a jornalista acabou sendo exonerada de um cargo comissionado que exercia num órgão do Estado. A desculpa foi que ela, como jornalista, teria usado linguagem chula no Facebook, o que supostamente violaria princípios éticos da atividade jornalística. Um absurdo, claro.
O fato é que, nos posts posteriores que ele fez, ele chegou a distorcer algumas coisas, pois pelo menos uma outra profissional da comunicação pediu exoneração em solidariedade à jornalista. Aí ele comentou dizendo que era bobagem alguém se exonerar pelo que ele tinha escrito em seu perfil no Facebook (!), quando a jornalista se exonerou não por causa disso, mas sim por causa da atitude do Governo de ter exonerado a outra jornalista pelo que escreveu no perfil do ex-secretário de educação. Eu cheguei a comentar especificamente sobre a exoneração da segunda jornalista no perfil do ex-secretário de estado da educação, explicando e esclarecendo as inverdades que ele tinha escrito sobre isso e tive meus comentários literalmente censurados. Quando questionei a falta de espírito democrático, ele disse: “aqui é o meu perfil e só escreve quem eu quiser”. Isso porque ele é um sujeito que tem fama de ser culto e letrado, autor de livros de direito eleitoral com um certo respaldo acadêmico nacional etc (é um advogado competente, inegavelmente).
É certo que o perfil do Facebook é dele e que escreve no perfil dele quem ele quiser etc. No entanto, esse episódio mostra como funciona culturalmente a cabeça do brasileiro. Não haveria problemas, num nível normal de trato civilizado, que alguém esclarecesse um equívoco ou erro de um certo entendimento, afinal, é a verdade que deve importar. Os erros e as inverdades devem sempre ser afastados. O problema é que as pessoas neste país não gostam de ser contrariadas. O brasileiro médio tem um pendor ao autoritarismo e a não ouvir ou não respeitar a opinião das pessoas que dele discordam. Não há muita racionalidade, apego à verdade. Tudo é muito na base do fazer valer a própria opinião a qualquer custo. É uma questão cultural, da formação das pessoas.
Na Inglaterra, o nível de civilidade nos jornais, em termos principiológicos, é de outro patamar. Escândalos recentes vinculados à conduta de alguns setores da imprensa inglesa, divulgados na imprensa internacional, não mudam nada disso. Se alguém escreve uma crítica arrasadora contra um artista, por exemplo, os jornais abrem espaço para que as pessoas que discordam possam defender o criticado. Isso sim é que é democracia e civilidade. Os brasileiros têm muito o que aprender ainda quando se fala em direito ao contraditório. Sem isso, não há democracia.
Sérgio Íscaro
4 de agosto de 2014 12:55 pmMídia e educação
A mosca da informação e a estética do tempo.
Começamos com a origem latina da palavra informação: é ação de formar, de fazer, é simplesmente uma fabricação. Depois pensamos na educação dos cidadãos, permeada pelos meios de comunicação para multidões – os jornais, revistas, rádios e redes de televisão.
Portanto, esses meios de comunicação têm – como princípio – um fazer e fabricar modos de ver, sentir, pensar e, consequentemente, agir de multidões que os ouvem, leem e veem.
Em seguida, surgem algumas questões sobre esses meios: 1) O que fabricam? 2) O produto dessa fabricação é conveniente à personalidade e à sociedade?
Alguém disse, um dia, que a informação desses meios de comunicação é construída na rapidez do dia fugaz e efêmero: não é produto de um labor de anos, como o do tempo para a construção da pétala perfumada de uma rosa, como a de uma poesia consagrada ou um texto filosófico famigerado.
Esse tempo é implacável e inexorável: irá lançar no esquecimento a maioria desses textos jornalísticos.
Quanto aos textos clássicos (poesia, conto, romance etc), são considerados enquanto tais porque viveram uma batalha com a crítica sobre eles, ao longo de perverso tempo. E prevaleceram, mostrando-se combatentes e amantes do que permanece, da eternidade.
Por isso, as belas fofocas asseveram, pelos cantos, que os clássicos contêm segredos de eternidade.
E alvissareiros impudicos apontam: há abismal diferença entre a informação e a leitura dos grandes textos, pois estes são simplesmente um modo genuíno para falar sobre as coisas importantes.