4 de junho de 2026

Abin identifica neonazistas e supremacistas ligados a grupos que contestaram resultados das eleições

Relatório mostra que supremacistas brancos e integrantes de células nazistas usavam Telegram para incitar ideia de fraude
Foto do letreiro da Abin
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Os movimentos que contestaram o resultado das eleições de 2022 foram reforçados por grupos neonazistas e de supremacistas, segundo relatório elaborado pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).

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Em outubro do ano passado, cinco grupos criados no aplicativo Telegram reuniram 2,8 mil membros que contestavam os resultados das eleições presidenciais – e a Abin também destaca o avanço das células neonazistas e extremistas após o pleito.

O documento destaca que grupos neonazistas mostravam interesse “em associar narrativas supremacistas a movimentos de contestação dos resultados eleitorais”, adotando assim “discursos que dialogam com pautas de outros movimentos para recrutar novos adeptos e promover ações violentas contra autoridades, instituições e agrupamentos antagônicos”.

De acordo com a agência de inteligência, tais grupos fomentavam discursos de deslegitimação das instituições, incitavam suspeitas de fraudes nas urnas, divulgavam bloqueios nas rodovias federais e disseminavam panfletos sobre a “luta contra comunistas”.

Os grupos

Criado em 03 de outubro de 2022, o grupo “Resistência Sulista 1 Divisão” foi um dos identificados pela Abin em seu relatório.

Entre os conteúdos divulgados, está um vídeo que ensinava como produzir uma arma de fogo com o uso de uma impressora 3D.

Embora sua criação tenha sido feita no começo do mês, as publicações começaram a ser feitas a partir de 30 de outubro, dois dias depois do segundo turno das eleições. “Esse é um canal com vários diagramas de armas 3D, baixem, imprimam e passem para frente”, diz a publicação.

Outro grupo difundia imagens de teor nazista e aceleracionista, que é uma vertente do nazismo que prega atos violentos como meio de acelerar o colapso da sociedade.

Um terceiro grupo pregava a supremacia branca e tinha como conteúdo principal referências racistas e críticas à criação do Ministério da Igualdade Racial pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva.

A Abin também confirmou que os grupos eram usados para discutir e planejar ataques a autoridades públicas – como exemplo, cita o pedido feito pelo integrante de um dos grupos criados por “nome e endereço completo” de possíveis alvos.

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Com informações do jornal O Globo

Isadora Costa

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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