4 de junho de 2026

Domenico De Masi, o pensador que acreditava no país do futuro, por Luís Nassif

Sociólogo era um otimista em relação ao futuro do Brasil, e acreditava que o país poderia ser um modelo para o mundo
Domenico de Masi, sociólogo italiano. Foto: Wikipedia

Conheci Domenico de Masi em 2002, no projeto “As Caras do Brasil”, organizado pelo Sebrae, sob orientação dele.

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Apesar da crise terrível produzida pela apreciação do câmbio e pela explosão da Selic, era um país saindo da concha e se colocando no mundo.

O modo de ser brasileiro transformava o Brasil no país mais simpático do planeta e o modo de ser brasileiro em um alívio para um mundo cada vez mais mecanizado e impessoal.

O projeto definiu as principais “caras” do país, o que mais impressionava os turistas, a opinião pública internacional.

O primeiro da fila eram os festejos nordestinos, as festas juninas, o carnaval. Não me lembro onde entrava o carnaval carioca, mas deveria estar no topo também. Depois, aparecia o artesanato nordestino e as novelas da Globo.

De Masi visitou o Brasil diversas vezes e manteve um relacionamento próximo com o país. Em 2010, foi homenageado com o título de cidadão honorário da cidade do Rio de Janeiro.

De Masi era um otimista em relação ao futuro do Brasil. Ele acreditava que o país tinha um grande potencial de desenvolvimento e que poderia ser um modelo para o mundo.

A seguir, estão alguns dos principais pensamentos de Domenico de Masi sobre o Brasil:

  • O Brasil é um país de contrastes, mas também de possibilidades. De Masi acreditava que o Brasil era um país único, com uma cultura rica e diversificada. Ele acreditava que esses contrastes poderiam ser uma fonte de força e inovação.
  • O Brasil é um país criativo. De Masi acreditava que o Brasil era um país com um grande potencial criativo. Ele creditava isso à diversidade cultural do país e à sua história de resistência.
  • O Brasil é um país de oportunidades. De Masi acreditava que o Brasil era um país com um grande potencial de desenvolvimento. Ele acreditava que o país poderia ser um modelo para o mundo em termos de justiça social, igualdade e sustentabilidade.

A morte de Domenico de Masi foi uma perda significativa para o Brasil. Ele era um pensador brilhante e um defensor apaixonado do país. Sua obra continuará a inspirar e a desafiar os brasileiros por muitos anos.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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1 Comentário
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  1. Lauro Pacheco

    11 de setembro de 2023 3:24 pm

    Como teórico, de Masi era um tiozão gente fina. Um liberalismo ingênuo com uma pitada de marketing editorial. Tem coisas muito piores, é verdade.

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