Agnelo Regis
Agentes Tributários ou Agentes de Tributos em vários Estados já ganham 75 e até 95% do que ganham os Fiscais. Esses Fiscais estaduais e alguns Fiscais de Municípios, já ultrapassam e muito os Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, que ficam para trás e perdem referências que antes eram motivos de orgulho.
Um definitivo entendimento entre Analistas-Tributários e Auditores-Fiscais da Carreira de Auditoria da Receita Federal torna-se exigência urgente e necessária para que se acabe com esta humilhante defasagem salarial na Receita. Condição única para que se resolva o problema da Lei Orgânica e o da própria Carreira de Auditoria.
Esse entendimento não será possível se fingirmos esquecer as maldades praticadas no passado.
Esse entendimento passa obrigatoriamente pelo reconhecimento dos erros cometidos e principalmente por um solene e nobre pedido de desculpas pelos prejuízos causados aos Analistas-Tributários.
Com muita luta judicial conseguimos reparar, em parte, esses prejuízos.
A “RAV 8 vezes” e a “RAV devida” são exemplos que até hoje sentimos e choramos o efeito danoso e imoral acarretado em nossos contra cheques. Parte do nosso salário foi vergonhosamente subtraída, usurpada de nossa renda. Ganhamos na Justiça, provamos o nosso direito, mas nem a RF e nem o Ministro da Fazenda, sequer o Governo, corrigiram ou taparam o buraco que eles provocaram em nossos holerites. Consagrando como vitoriosa a atitude do outro sindicato.
Recebemos pelo passado corrigido mas ficaram devendo por todo nosso futuro.
Agora é preciso refazer essa história, ter o caráter necessário e a nobreza de retomar essas discussões, ou nos renderemos à nossa realidade patética de duas categorias de pseudos-auditores.
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Cabresto sem Nó
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