
Jornal GGN – De acordo com o estudo Brazil’s Next Costumer Frontier: Capturing Growth in the Rising Interior, do The Boston Consulting Group, as famílias de classe média e alta das cidades do interior do país serão o motor do crescimento do consumo do país. A previsão é de que estes consumidores representem um mercado de mais de US$ 600 bilhões em 2020, mais da metade do aumento do consumo no Brasil até lá.
Ainda segundo o estudo, poucas empresas conseguem aproveitar esta oportunidade, principalmente devido a falhas no atendimento a este mercado. Estas famílias do interior do país tem cerca de 20% a mais de renda disponível do que nas grandes cidades, mas consomem menos em certas categorias, como telefonia celular pós-paga e viagens.
Uma das razões apontadas para os gastos menores dos consumidores no interior é a falta de acesso ao pontos de venda. Aproximadamente 1400 cidades do interior com mais de 5 mil famílias não tem supermercados pertencentes à cadeia dos 20 maiores do país. Cerca de 5500 cidades não tem agências bancárias exclusivos do setor premium, voltadas para atender clientes de maior poder aquisitivo.
A pesquisa também mostra que estas famílias viajam menos por causa da distância em relação aos principais aeroportos e pela baixa oferta de voos para os destinos desejados por eles. Este público também é mais hesitante com compras pela internet, principalmente devido ao prazo de entrega e dificuldade de obter reembolso em caso de problemas.
Os consultores do Boston Consulting Group recomendam a expansão das empresas de varejo e também o desenvolvimento de campanhas de marketing locais, além de modelos de negócios que atinjam as necessidades desses consumidores, que tem padrões de consumo diferentes dos consumidores das grandes cidades.
O estudo é baseado em uma pesquisa com mais de 3.600 pessoas de famílias de classe média e alta nas capitais, regiões metropolitanas e cidades do interior de todas as regiões do Brasil, e pode ser encontrado em www.bcgperspectives.com.
Artaud
21 de julho de 2014 7:17 pmQue não se perca pelo nome.
Cidadezinha Linda.
Mas não dá pra confiar numa consultoria de uma empresa chamada Boston Consulting.
Francisco Andrade
21 de julho de 2014 7:57 pmolha só….
A se confirmar o resultado dessa análise, temos de dar crédito para a dona do magazine Luíza, que diagnosticou um espaço muito grande para o crescimento do consumo…
altamiro souza
21 de julho de 2014 8:08 pmninguém vai mais pro cafundó
ninguém vai mais pro cafundó do judas, que deve ficar logo ali com um monao de possibilidades.
Alexandre Weber - Santos -SP
22 de julho de 2014 12:10 amBesteira rematada
Se têm quem compra, têm quem vende.
Nunca me esqueço de uma história que uma amiga antiga contava dos primos do interior da Paraíba, filhos de deputado federal e que tinham nas casas deles o que de mais moderno existia de eletrônicos na época, mesmo com importações proibidas.
Fernando de Jesus Rodrigues
22 de julho de 2014 12:51 pmQuem vive ou conhece outros
Quem vive ou conhece outros lugares além do eixo sabe que a consultoria tem razão. Aliás, vocês aqui tem muita dificuldade de enxergar além dos muros de “Atenas”. A política que se discute aqui, é a de bares da zona sul ou de vila madalena, como disse alguém aqui a um tempo atrás.
Vocês não se perguntam como é que a audiência de tudo que é coisa está caindo na TV aberta, principalmente esportes com forte tradição no eixo, com o país crescendo? Sim, o google. Mas porque o google canaliza tais interesses? Ele é monopolizador de conteúdo?