22 de junho de 2026

As estranhas ligações políticas da CBF TV

Enviado por Francisco A. de Souza

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Da ESPN Brasil

Exclusivo: os bastidores e as relações que abriram as portas da Comary para a CBF TV

Lúcio de Castro

A primeira providência depois de tragédias é abrir a caixa-preta. No desastre da seleção brasileira, um dos mistérios a serem revelados tem nome, sobrenome e CNPJ. Possui o dom da onipresença e era o único corpo estranho que cruzava os limites da intimidade do grupo de jogadores, com acesso aos momentos de lazer, refeições, quartos e a momentos sagrados do vestiário. Não bastasse a permanente falta de privacidade nos treinamentos, do lado de dentro da Granja Comary a preparação do Brasil também tinha seu Big Brother. Acertou quem pensou em CBF TV, a nova menina dos olhos da cúpula da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

No entanto, a CBF TV não tem CNPJ. Conhecer o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica por trás da CBF TV é puxar o fio de um novelo. Puxar uma teia de relações, histórias de padroado, nepotismo, constituições societárias que conduzem a enredos nebulosos, financiamento de campanhas políticas e um mundo de sombras, chegando até aos mais profundos subterrâneos do processo de privatizações que o Brasil viveu. Tudo isso desfilando pelos corredores da concentração. Durante um Mundial de futebol. É nesse ambiente que se deu a preparação de uma equipe com a responsabilidade de disputar uma Copa do Mundo em casa.

REPRODUÇÃO

CBF TV Logo
 
CBF TV: caminho livre na casa da seleção, em Teresópolis 

Todos os caminhos percorridos para se entender por que uma TV interna conquistou tamanha importância na entidade levam ao mesmo título, o terceirizado que encarna a CBF TV: Mowa Sports. Por trás do singelo nome que provavelmente homenageia a pacata vila na Índia, estão sobrenomes ligados ao poder da confederação e vasos comunicantes com sociedades que encarnam enredos de turbulência e um rastro de pegadas nas páginas judiciais. Tudo muito distante da crença de que “o Brasil que dá certo está resumido na sigla CBF”.

Quatro acionistas compõem oficialmente a constituição societária da Mowa Sports: Gregório Marin Júnior (maior acionista), Alfredo Monteiro Correia, Flávio de Souza e Guilherme Salvador Santa Rosa. Além dos sócios citados, a empresa tem um corpo de executivos que mais uma vez remete à Índia, com suas castas, hereditariedades e endogamias: Marcus Vinícius Del Nero, filho do atual todo-poderoso da CBF, Marco Polo Del Nero, é o diretor de arte.

A capacidade de absorver os que têm laços com os corredores da CBF abrigou também Rafael Carrion Fernandes. Depois de anos na assessoria de imprensa da CBF, o genro de Wagner Abrahão é agora executivo da Mowa. A saída de Ricardo Teixeira, o parelha fiel de Abrahão, não diminuiu a força deste último na CBF. O dono do Grupo Águia (um dos dois, junto com o grupo Traffic, detentor do direito de comercializar no Brasil os pacotes de hospitalidade da Match), de estreitas relações com a CBF, tem o genro na Mowa mesmo na era José Maria Marin.

Já seria uma boa história, suficiente para tentar se entender por que uma seleção, com o hercúleo desafio de defender seu prestígio em casa, contra todos os fantasmas de clima de frouxidão na concentração, descendentes da Casa do Joá, de 1950, e de Weggis, em 2006, tem alguns terceirizados em suas dependências mais íntimas a serviço da menina dos olhos, a CBF TV. 

Com duas dúzias de pessoas, um elenco maior do que o próprio time da seleção brasileira, a Mowa Sports, representando a CBF TV, adentrava os ambientes de uma concentração. Enquanto o time tinha poucos e sofríveis treinamentos, a “Orquestra Mowa” tocava afinada nas dependências restritas aos atletas da Granja Comary. Uma orquestra de terceirizados da CBF maior do que grande parte das equipes de televisão do mundo inteiro ali presentes. Adentrando recantos da concentração onde nas demais seleções reinava a privacidade.

Mas é com o cruzamento dos dados dos sócios da Mowa Sports que a teia se amplia e conduz a trama para bem longe do futebol. E pode-se percorrer os caminhos para entender a influência e a força da empresa portadora da chave que abre as portas dos recantos mais íntimos da seleção brasileira.

Gregório Marin Júnior tem participação em diversas outras empresas. Algumas delas em comum com outros sócios da Mowa. Mas é em uma delas que a participação do majoritário da Mowa chama atenção e fornece pistas para que se alguns caminhos fiquem mais iluminados.

Ao lado do pai, Gregório Marin Preciado e da mãe, Vivência Talan Marin, Gregório Marin Júnior foi acionista da Gremafer Comercial e Importadora Ltda, atualmente sob bloqueio judicial. Vivência é prima-irmã, por parte de mãe, do ex-governador José Serra (Gregório Marin Preciado e José Serra tinham em sociedade um terreno no Morumbi, de 828 metros quadrados). Em 1993, a Gremafer contraiu empréstimo de valor equivalente a US$ 2,5 milhões junto ao Banco do Brasil, em uma agência de São Bernardo do Campo. O empréstimo socorria também a Aceto Vidros e Cristais, de Gregório Marin Preciado.

Já no ano seguinte, a Gremafer, de Gregório Marin Júnior e de seu pai, Gregório Marin Preciado, não consegue honrar o empréstimo do Banco do Brasil. Imóveis são dados como garantia. Mesmo em dívida, as empresas dos Gregórios pai e filho doaram R$ 87.442,82 para a campanha de José Serra ao senado, em 1994. No fim de 1994, ano em que Fernando Henrique Cardoso vence o pleito presidencial, pedem dois meses para a renegociação. Eleito senador, Serra vai para o Ministério do Planejamento e Ricardo Sérgio de Oliveira, que tinha sido o arrecadador das campanhas de Serra e FHC, vai para a diretoria internacional do Banco do Brasil. Antes disso, o BB decide arrestar imóveis dos devedores. No intervalo entre a decisão do BB e do bater de martelo da justiça, o terreno é vendido por José Serra e Gregório Marin Preciado.

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Arte 1- lucio
Cópia do documento que mostra a sociedade da Gremafer

Uma série de ações de rolagem, novos prazos, reduções e novos créditos se seguem em relação ao empréstimo inicial. Todos os movimentos, aqui precariamente resumidos, estão descritos detalhadamente em ação cautelar de improbidade dos Procuradores da República, Alexandre Camanho de Assis e Luiz Francisco Fernandes de Souza, em 17 de setembro de 2002. Os vínculos entre Preciado e Ricardo Sérgio de Oliveira reaparecem ao público na CPMI do Banestado, onde documento do 16° Ofício de Notas de SP mostra pagamento mensal de R$ 87.700,00 para o procurador de Ricardo Sérgio. A CPMI mostra depósitos de Preciado para Ricardo Sérgio em empresas offshores, valendo-se de doleiro de Barcelona. Vinculada a Ricardo Sérgio, a Franton Interprises recebe mais de US$ 1,2 milhão em depósitos, grande parte oriunda de Gregório Marin Preciado, como consta no relatório da CPMI.

As linhas em comum da Mowa Sports e da Gremafer se cruzam antes mesmo da admissão de Gregório Marin Júnior no quadro societário da Mowa Sports. Já em 16 de fevereiro de 2007, Ismael Pereira de Moraes é admitido entre os acionistas da Mowa Sports com participação de R$ 67.000,00. Ismael Pereira de Moraes foi contador da Gremafer durante 30 anos. Já entra na Mowa como o maior acionista, e o capital do outro sócio, Alfredo Monteiro, é redistribuído, ficando menor do que o de Ismael Pereira de Moraes. O mesmo Ismael Pereira de Moraes que também havia constado como um dos sócios da Gremafer. Em 28 de janeiro de 2010, Ismael retira-se do quadro da Mowa com seus R$ 67.000,00. A saída de Ismael, contador de Gregório Marin Preciado, ocorre na mesma data da entrada de Gregório Marin Júnior, com R$ 67.000,00, assumindo também a condição de maior acionista.

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Arte 2 - Lucio
Cópia do documento mostra entradas de Ismael P. de Moraes e Gregório Marin Junior  como sócios

Gregório Marin Preciado, parceiro do maior acionista da Mowa Sports, seu filho Gregório Marin Júnior, na Gremafer, foi um dos protagonistas de todo o processo de privatização nos anos 1990. Muito além do vínculo familiar com José Serra. Um protagonista que se movia nas sombras e cujo papel até agora segue sem maiores holofotes, apesar de sua importância. Espanhol de nascimento e naturalizado brasileiro, Gregório Marin Preciado chegou Ao Brasil em 22 de abril de 1952, pelo porto de Santos. A dureza dos primeiros dias na Vila Formosa e no Brás ficaria para trás anos depois, como se viu acima. E mais ainda quando os espanhóis começam a ter papeis importantes nas privatizações. Sem cargo formal, representou a Iberdrola, que arrematou empresas nos setores de energia, através de um consórcio, onde estava também Ricardo Sérgio de Oliveira.

No livro “Operação Banqueiro”, de Rubens Valente, Preciado é citado por Carla Cico, braço direito de Daniel Dantas, como elo importante da “Conexão Espanhola”, que teria agido nos bastidores e junto a funcionários do governo em favor da telefonia espanhola no processo. A ampla documentação obtida pelo livro mostra Guilherme Marin Preciado, em uma das linhas de investigação privada comandada pela Kroll Associates, como relacionado com o processo de privatização da telefonia.

Lançada em 2003 como marca comercial da Telefônica, da Espanha, a Vivo se tornaria em 2005 patrocinadora da seleção brasileira. Em 2007 e 2010, ocorrem as alterações de sócios, titulares e diretores, que levam para a Mowa nomes em comum (Ismael Pereira e depois Gregório Marin Júnior) com a empresa de Gregório Marin Preciado. Em 2010, já com numerosa equipe, segue produzindo conteúdo na seleção para a Vivo. E agora em 2014, a Mowa, que também tem como cliente a Vivo e mais três patrocinadores em comum com a CBF, além da equipe na concentração da seleção, passou a produzir conteúdo para a CBF TV.

Alfredo Correia, um dos sócios da Mowa, questionado pela reportagem, negou que Gregório Marin Preciado tenha tido alguma participação na intermediação de contratos entre Mowa, patrocinador e CBF. Na nova sede da entidade, a CBF TV terá um suntuoso estúdio.

Questionada pela reportagem, a Mowa afirma que a relação é anterior. “Somos fornecedores da Vivo há mais de 12 anos. Em 2005 vislumbramos o uso de plataformas móveis/digitais em esporte e criamos a primeira ação de equipe jornalística móbile, quando criamos o Repórter Vivo, que segue ativo até hoje”.

Numa demonstração explícita da velha máxima de que o capital não tem pátria (tampouco ideologia), a Mowa, mesmo tendo seu sócio majoritário com laços profundos com o tucanato na política nacional, prestou serviço para o Palácio do Planalto já no mandato da presidenta Dilma Rousseff. Sem licitação, em contrato assinado com a Presidência da República em 25 de junho de 2012, Gregório Marin Júnior representou a Mowa para fornecer “serviço de envio de SMS”. A reportagem enviou questões sobre as razões da escolha sem licitação para a Secretaria Geral da Presidência, que não respondeu.

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Arte 3 - Lucio
Cópia de parte do contrato entre a Presidência da República e a Mowa

Indagada sobre algum tipo de parentesco entre Gregório Marin Júnior, sócio majoritário da Mowa, e o presidente da CBF, José Maria Marin, a Mowa negou e disse ser apenas uma coincidência de nomes.

A CBF não respondeu a reportagem.

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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16 Comentários
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  1. Ginah

    16 de julho de 2014 4:04 pm

    Incrível!

    É impressionante como as coisas acontecem num submundo que paira acima das nossas cabeças. Só mesmo os interesses de uma empresa de fora para bancar jornalistas críticos, deixados de escanteio pela imprensa nacional. Acho que a ESPN cresceu muito nesta Copa.

    1. Lionel Rupaud

      16 de julho de 2014 4:52 pm

      Não vamos exagerar sobre a ESPN

      lá trabalha o guru dos coxinhas um tal Juca Kfouri.

      1. Seu Madruga

        16 de julho de 2014 5:42 pm

        E também o novo guru da

        E também o novo guru da esquerda, José Trajano (que admiro também). O bom da ESPN é isso, tem muitas vozes.

  2. Seu Madruga

    16 de julho de 2014 5:06 pm

    Grande Lucio de Castro. E

    Grande Lucio de Castro. E pensar que existe tanto preconceito dos jornalistas contra os jornalistas esportivos, e de um lado tem se a barrigada do sósia Felipão e do outro esse caso bem explicitado de todo lodo que há por trás do bastidores esportivos (ele também fez um ótimo trabalho no documentário sobre o futebol nos tempos da ditadura e sobre a corrupção na Comissão Brasileira de Volei).

  3. Assis Ribeiro

    16 de julho de 2014 5:14 pm

    Para os que diizem… Entidade privada, entidade privada.

    Intervenção já.

    O precedente

    Da mesma forma que a justiça já fez com o Esporte Clube Bahia.

    Houve recursos contra a intervenção para o STJ e STF mas a intervenção foi considerada legal

    Presidente destituído, nomeação de interventor, abertura de participação direta do torcedor do Bahia, aprovação de novo estatuto, eleições de novos dirigentes, e a descoberta de inúmeras falcatruas dentro do clube.

    O meu blog interno aqui em Nassif traz detalhadamente o que foi essasintervenção e seus frutos

  4. Toni

    16 de julho de 2014 5:15 pm

    .

    A coisa é mais profunda do que pensamos e vai além da imaginação, além da ficção.

    Até quando? O futebol brasileiro não pode mais continuar assim, sendo dizimado por um punhado de pessoas inescrupulosas e criminosas.

  5. Murdok

    16 de julho de 2014 5:19 pm

    Tem mais coisas dentro e fora

    Tem mais coisas dentro e fora dessa CBF, que precisam ser descobertos, do que entre o céu e o inferno.

    1. CEduardo

      16 de julho de 2014 6:30 pm

      As vice presidencias tb são

      As vice presidencias tb são muito interessantes…parecem ser uma prévia.

      Meses atrás, aqui no blog, saiu a presidencia para Del Nero e vice para o filho de Sarney. (Vice do norte.)

      Sarney já é vice desde 2012, assim como tem um de nome Weber Magalhães (centro-oeste) – filiado ao PSDB ( foi candidato em 2010) e que assessorava o Demotenes Torres no senado, que tinha uma casta de assessores, inclusive de GM.

      Outros nomes de vices deixo de comentar pois não sei o histórico.

  6. Djijo

    16 de julho de 2014 5:21 pm

    Minha intuição estava correta, acho

    Mais de uma vez escrevi que deixei de torcer para times por perceber resultados estranhos, como se fosse tudo planejado, e já tinha citado várias vezes que deveria ter máfias nos esquemas com bufunfa enorme por fora dos esquemas. Trouxe é o torcedor que “morre de amores” por seu time e sendo enrolado, desde cronistas até treinadores e jogadores espertos, para não ficar sem emprego. Deve ter juízes também no esquema.

  7. TPF

    16 de julho de 2014 5:29 pm

    Estranhas ligações políticas da CBF TV

    A sujeira da CBF está vindo à tona e com nomes, ou melhor, sobrenomes por demais conhecidos…

  8. Murdok

    16 de julho de 2014 5:35 pm

    “Já no ano seguinte, a

    “Já no ano seguinte, a Gremafer, de Gregório Marin Júnior e de seu pai, Gregório Marin Preciado, não consegue honrar o empréstimo do Banco do Brasil. Imóveis são dados como garantia. Mesmo em dívida, as empresas dos Gregórios pai e filho doaram R$ 87.442,82 para a campanha de José Serra ao senado, em 1994. No fim de 1994, ano em que Fernando Henrique Cardoso vence o pleito presidencial, pedem dois meses para a renegociação. Eleito senador, Serra vai para o Ministério do Planejamento e Ricardo Sérgio de Oliveira, que tinha sido o arrecadador das campanhas de Serra e FHC, vai para a diretoria internacional do Banco do Brasil. Antes disso, o BB decide arrestar imóveis dos devedores. No intervalo entre a decisão do BB e do bater de martelo da justiça, o terreno é vendido por José Serra e Gregório Marin Preciado”.

    Ta ai um bom assunto, dentre outros, pra se colocar no ventilador de parede, nessa época de eleições, principalmente agora que o FHC, criando asas, ja está se coçando pra cima do Lula.

  9. peregrino

    16 de julho de 2014 7:28 pm

    agora podemos ver claramente por onde transitaram…

    e a rota é sempre a mesma; os sujeitos sempre os mesmos; a função sempre a mesma

    e as funções públicas que já tiveram e que agora alguns pretendem recuperar, servirão apenas para apagar ou esconder tudo que já fizeram……………………………

     

    por onde passam, se juntam e reposicionam suas bases para que o dinheiro volte a crescer para, depois, ser repartido paralelamente aos trâmites das ações que venham a ser aceitas pela justiça, sempre tardias

     

    em trocas de posições políticas de 4 e de 2 em 2 anos, a justiça não pode demorar tanto, porque nada se resolve,

    encobre-se

  10. janes salete

    16 de julho de 2014 7:49 pm

    Se forem a fundo na máfia,

    Se forem a fundo na máfia, acharão os motivos do plano b ter sido utilizado. A copa das copas estava às mil maravilhas, iria reeleger Dilma no primeiro turno com a vitória, ou, pelo menos, não uma derrota vergonhosa  da seleção montada por globo-cbf contra a Alemanha. Quem divida disso, é só porque não quer admitir que a máfia é capaz disso e perceber que somos ainda crentes no “que?não é possivel!!!”. Mas, é. 

  11. Cunha

    16 de julho de 2014 9:16 pm

    E vai ficar tudo por isso

    E vai ficar tudo por isso mesmo.

    Enquanto a casta se perpetua no poder os párias protestam.

    Até quando?

  12. altamiro souza

    16 de julho de 2014 9:49 pm

    é por áí…começar a dissecar

    é por áí…começar a dissecar as entranhas de poder putrefato da cbf…

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