5 de junho de 2026

Brasil 2015: rumos da política industrial

 
O diagnóstico atual é o seguinte:
 
A taxa de investimento da economia está despencando – especialmente na indústria.
 
No BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), mesmo com linhas de financiamento a juros quase zero, a demanda por crédito está parada. A enorme lista de isenções fiscais dos últimos anos criou restrições para novas ações de estímulo fiscal do governo. E não seguiram uma estratégia de futuro, mas apenas uma resposta aos apertos trazidos pelo câmbio.
 
***
 
No campo dos antigos economistas desenvolvimentistas – hoje englobados sob o guarda-chuva mais amplo do social-desenvolvimentismo – há uma convergência de diagnósticos.
 
Os desafios do país são recuperar o crescimento econômico sem prejuízo dos salários e da inclusão social. Esgotou-se o modelo do crescimento pelo consumo. O novo caminho passa pelos investimentos, especialmente os investimentos articulados pelo setor público, como na infraestrutura.
 
Como explica Fernando Sarti, do Instituto de Economia da Unicamp, deve-se fugir da falsa dicotomia consumo x investimento – ou seja, uma ênfase no investimento significaria conter a demanda. Investimento é uma variável da demanda, na medida em que obras demandam insumos, máquinas, equipamentos, geram emprego e salário.

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***
 
Em sua opinião, uma política industrial sistêmica não pode ser focada em campeões nacionais ou em um setor apenas. Mas também não pode ser diluída em tantas frentes de maneira que os agentes econômicos percam o rumo, sem saber para onde o país caminha.
Primeiro, definir-se-iam quatro setores-chave:
 
1.      Setores industriais intensivos em emprego, preservando a maior conquista dos últimos dez anos, que foi o aumento do mercado de trabalho.
 
2.      Setores mais associados à escala dos mercados internos e externo, como automobilístico e petróleo.
 
3.      Setores de maior intensidade tecnológica, onde o setor público poderia desempenhar maior protagonista, como é o caso da indústria da defesa, dos medicamentos e do petróleo.
 
4.      Setores ligados aos serviços públicos, como saneamento, saúde e educação.
 
***
 
O que a experiência recente demonstrou é que políticas industriais bem sucedidas são aquelas que partem de uma demanda prévia – em geral induzida pelo setor público.  Tendo essa demanda, o empresário fica com um horizonte para investir. E aí o segundo passo é estruturar as formas de apoio financeiro de toda a cadeia produtiva, estimulando especialmente os setores de alta tecnologia amarrados aos projetos-âncora.
 
***
 
Com as capitalizações recentes, o BNDES tornou-se um superbanco. Mas, sozinho, não dará conta do recado. Assim, seu papel seria o de se transformar em um banco de investimento público, a porta de entrada assessorando a clientela não apenas nas linhas de financiamento, mas em outros instrumentos financeiros, articulando mercado de capitais, fundos de pensão e outras formas de capitalização. Em suma, ser o indutor das diversas formas de captação de poupança no mercado.
 
***
 
Nos últimos anos, as duas políticas industriais mais bem sucedidas foram aquelas induzidas pelo petróleo (especialmente a naval) e a de medicamentos, a partir das demandas do SUS (Sistema Único de Saúde). 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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59 Comentários
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  1. joel lima

    15 de julho de 2014 9:37 am

    Lendo essa análise do Nassif,

    Lendo essa análise do Nassif, vê-se o quanto os desafios são complexos. E me resta a torcida de que Dilma se dê conta dessa complexidade e forme uma equipe competente para enfrentá-la. Caso contrário (embora ache difícil que ela faça uma equipe mais fraca do que a atual )  a sua reeleição – que considero quase certa devido ao baixo nível dos candidatos concorrentes – pode representar, em 2018, a saída do PT do plano federal, pois o fator econômico – que é , na minha opinião, o que realmente pesa numa eleição – poderá degringolar. Um país que não cresce decentemente e o consumo cria mensalmente rombos nas contas não aponta para um bom futuro. 

  2. Ozzy

    15 de julho de 2014 10:07 am

    Política industrial
    Essa proposta inovadora não foi praticamente a mesma coisa que o arremedo de política industrial do primeiro governo Lula?

    Aliás, é emblemático que nesse blog se fale tanto e tão bem de “política industrial” e tão pouco e tão mal de tudo que cheire a liberalização da economia.

    A crença xiita de que só a ação do Estado consegue dinamizar a economia é fantástica.

    1. Roberto Monteiro

      15 de julho de 2014 11:12 am

      Seria a China,

      um exemplo de liberalização da economia? Ou a Europa, ou ainda os Estados Unidos? Quero exemplos, provas que derrubem essa minha incredulidade na liberalização. Do contrário continuarei apostando no estado como indutor e nas empresas como executoras. Porque até agora estou esperando despertar o espírito animal dos nossos empresários. Salvo raras exceções, a maioria adora mamar nas tetas do estado. Na hora que apertam os calos, o que se tem visto em todo o mundo é a privatização dos lucros e a estatização dos prejuízos.

      1. Ozzy

        15 de julho de 2014 1:43 pm

        Sobre tetas
        Se o Estado sempre oferece a teta pro empresariado mamar, pq ele iria recusar e correr riscos? Veja bem, eu concordo que o Estado possa ter papel ativo na indução do desenvolvimento, mas não pode ser o ator principal. Se o Estado for o ator principal, vamos continuar tendo empresários mimados como temos hj.

    2. Mané

      15 de julho de 2014 11:33 am

      Mas é assim que o mundo

      Mas é assim que o mundo funciona. Arruma-se um pretexto, fabricando uma demanda, e depois correndo atrás para atendê-la. Ontem mesmo foi postado aqui um exemplo “made in USA”:

      https://jornalggn.com.br/noticia/um-trilhao-de-dolares-compra-tudo-por-percival-maricato

       

      Só o estado pode não resolver, mas que é fundamental, é sim.

    3. Mané

      15 de julho de 2014 11:33 am

      Mas é assim que o mundo

      Mas é assim que o mundo funciona. Arruma-se um pretexto, fabricando uma demanda, e depois correndo atrás para atendê-la. Ontem mesmo foi postado aqui um exemplo “made in USA”:

      https://jornalggn.com.br/noticia/um-trilhao-de-dolares-compra-tudo-por-percival-maricato

       

      Só o estado pode não resolver, mas que é fundamental, é sim.

    4. Juliano Santos

      15 de julho de 2014 2:39 pm

      A desregulação do mercado

      A desregulação do mercado fruto do xiitismo (o outro, o que está em voga desde Thatcher e Reagan) fêz uma cagada tão grande em 2008 que o “cheiro” da liberalização da economia está fedendo até hoje. E mesmo assim há quem proponha mais cagada ainda

      1. valter r vidal

        16 de julho de 2014 11:13 pm

        coreia do norte

        A coreia do norte e cuba são bons exemplos onde não se implementaram a liberalização da economia, vai pra la juliano

  3. Assis Ribeiro

    15 de julho de 2014 10:39 am

    Dos 3 setores da economia, o

    Dos 3 setores da economia, o primário e o terciário estão bem organizados e com boa produção.

    No setor secundário, o artigo elogia os movimentos do governo para o setor de medicamentos, e as induzidas pelo petróleo.

    É de se destacar no texto que o governo via BNDES continua disponibilizando crédito barato para investimentos e acrescento que o governo abriu mais algumas frentes, como o fomento à industria militar com o acerto com a SAAB/Gripen e com a Helibras, e a de máquinas e equipamentos com a abertura nas concessões na infraestrutura e as várias compras que o governo tem feito para a doação de máquinas e equipamentos para prefeituras e cooperativas e com o “Programa Trator, Implementos e Equipamentos Solidários”

    O governo também investiu muito na formação de mão de obra qualificada com 422 escolas técnicas e 18 Universidades Federais criadas.

    Esse número é 3 vezes maior do que o que foi construído no Brasil em praticamente um século: entre 1909 e 2002 foram construídas 140 escolas. Isso significa que além do agregar e incluir, verbos tão atrelados à recente história do país, há uma continuidade de política de governo. Entre 2003 e 2010, o presidente Lula entregou 214 escolas técnicas federais, enquanto a presidenta Dilma inaugurou 116 entre 2011 e 2013 e estão previstas mais 92 até o fim do ano.

    E mais! Além de manter os investimentos em novas unidades para o ensino profissionalizante, a presidenta Dilma lançou em 2011, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, o PRONATEC, com o objetivo de ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica. São R$ 14 bilhões investidos e 6,8 milhões de matrículas.

    As árvores do nosso crescimento continuam a serem plantadas e as épocas da colheita se aproximam.

    Para concluir, ficou claro nos discursos dos candidatos Campos e Aécio e na escolha dos seus principais assessores que para eles a função do Estado não é fomentar o crescimento pela indução com a mão do Estado e sim voltar o país ao conhecido laissez-faire, laissez-passer , ou o Estado mínimo, ou “Não-Interferência Governamental” .

     

  4. alfredo machado

    15 de julho de 2014 11:23 am

    Política x câmbio

    Nassif,

    Com a taxa de juros na lua,(11¨% aa brutos deve ser o que existe de mais alto no mundo), não existe politica industrial que possa dar jeito.

    Por sua vez, a queda da digníssima Selic  para níveis civilizados depende dos movimentos de um FED encostado na parede. Enquanto esta dependência quase que direta estiver valendo, uma medida taxa o capital estrangeiro, mais adiante uma outra “destaxa” , e assim segue a procissão.

    Entendo que, em tese, não adianta trocar o Mantega pela Margarina e o Tombini por qualquer outro, a questão não se resolve em função do que passa na cabeça de uma pessoa, mudanças só podem ser explicadas por necessidade política. 

  5. Aguinaldo

    15 de julho de 2014 11:48 am

    Economia industrial

    Não vejo alternativa melhor (para o Brasil) que o Estado como indutor do crescimernto e a iniciatica privada como executora das principais ações, se concentrando diretamente mais em educação, saúde, segurança e bem-estar social. Obviamente, não-corrupto e com um sistema de Gestão competente do Estado. O problema é ter regras claras e duradouras. E isso creio que depende de um governo mais técnico, mais equilibrado e menos vulnerável a “momentos”. Discordo que não temos candidatos com propostas viáveis. Temos modelos que foram localmente bem implantados e teremos mais uma oportunidade de ver a social democracia iniciair mais um ciclo de modernização e crescimento sustentável na nossa economia. Se o PT não ganhar no 1o. turno – estou quase certo que não ganha – perde o 2o., com certeza.

    1. LC

      15 de julho de 2014 12:59 pm

      O problema é esse

      e com um sistema de Gestão competente do Estado.

           O problema é esse, Aguinaldo, você pode encontrar em casos isolados (em alguma estatal), ou em regiões localizadas, exemplos positivos de gestão competente do Estado. A questão é que (especialmente no caso brasileiro) para isso dar certo a Equipe tem ser excepcional e a interferência deve ser mínima, com capacidade de extrair os melhores resultados possíveis. Não é isso que vemos no nosso país.

           Não acho culpa da Dilma a fraquíssima Equipe que ela reuniu. Ela, assim como o Lula e outros antes dele são reféns de um sistema político corrompido e inepto. Não discuto isso. O problema (e a vivência dentro da máquina no governo Dilma, sem a habilidade política do Lula, me levou finalmente a ver isso), é que se você reconhecidamente tem dificuldades de montar um time com qualidade, então não pode pregar intervenção máxima. O problema com o chamado “desenvolvimentismo” é esse, é a famosa frase do Garrincha, “alguém combinou com o russos o nosso esquema?”. Repare no texto, escolher setores para incentivar, garantir eficiência estatal. Esse é um grande desafio no mundo. Posso ser cético, mas no Brasil isso é impossível…

  6. martins

    15 de julho de 2014 12:09 pm

    Outros Paradigmas

    Alem dos paradigmas citados existem muitos outros que se transformaram em dogmas.

    Adoram arguementar da importancia da livre iniciativa, da ação do mercado livre na economia,

    do afastamento publico na ação de desenvolvimento da economia; o Setor Privado seria então

    o rei da cocada branca e preta para construir um pais justo e pleno e vai por aí a fora.

    Aprendi na cartilha de P.Samuelson que se deve escolher entre produzir (consumir)canhões

    ou manteiga? será? a nossa biblioteca era desprovida de Livros da chamada Esquerda da época

    e o Capital era uma leitura proibida de ser feita e de ser citada em sala de aula.São Poucos os

    nossos pensadores por conta daquela época, só agora estão surgindo alguns de cabeça aberta.

    Por que? o preço pago da gazolina tem que ser o mesmo para uma ambulancia ou para um carro comum?

    Por que? não diferenciamento preços para equilibrar a a igualdade? Por que ? etc.

  7. serralheiro 70

    15 de julho de 2014 12:21 pm

    Industria

    Desde a década de 30 do século passado vemos iniciatvas e esforços governamentais no sentido de industrilizar nosso Brasil. Certo que temos também observado descontinuidades neste processo, usualmente ligadas a governos filosóficamente ligados ao “laisser faire”. O momento da nossa industria é de transiçao de uma infância desajustada para uma necessária afirmação de maioridade, visto que nossa população e praticamente urbana. Não estamos chegando nem cedo e nem desacompanhados neste processo. Temos concorrentes mais avançados, e inúmeros entraves culturais a vencer. A briga não é pequena mas seus resultados valem a pena.

    1. Sergio Navas

      15 de julho de 2014 8:30 pm

      Nossa industria de

      Nossa industria de transformação, precisa de condições isonômicas em relação aos concorrentes internacionais, e isso sómente será possível eliminando-se os cartéis que dominam diversos insumos.

      abçs

  8. Tagutti

    15 de julho de 2014 12:23 pm

    Mais uma vez nos deparamos

    Mais uma vez nos deparamos com a pergunta: agora vai? Os outros pacotes de estímulos não fizeram nossa indústria decolar, e agora parte-se para mais uma tentativa.

    Antes de tudo, é preciso dizer que não se muda um panorama tão complexo assim em 4 anos, ou até 8 anos.

    Se os alemãs, craques em planejamento, demoraram uma década para erigir uma seleçao campeã, o que dizer de uma realidade infinitamente mais complexa, como o setor industrial de um país?

    A palavra chave neste caso, deveria ser “paciência”, mas para a nossa realidade está mais para “resiliência” mesmo.

    Qualquer mudança ínfima em algum fator de produção (como a correção do câmbio, ou a redução de alguns pontos da Selic) já leva a uma grita infernal do rentismo representado pela grande mídia, tornando uma batalha qualquer mudança. Impossível qualquer política industrial dar certo enquanto a taxa de juros remunera mais que a maioria dos investimentos produtivos.

    Agora, convenhamos, esta batalha “desenvolvimentistas” vs “liberais”, emulando uma contradição esquerda vs direita, é artificial. Não foram “progressistas” que transformaram seus países em potência industriais.

    Os ingleses fizeram sua revolução industrial explorando crianças e idosos, o Japão em 4 décadas se tornou uma potência enquanto seus cidadãos famintos migravam para várias partes do mundo (como o Brasil), e a China hoje dá grandes saltos de desenvolvimento pagando menos de 1 dólar por dia a seus trabalhadores.

    O que existiu, na verdade, foi um consenso (no mínimo uma predominância enorme) nos meios políticos e empresariais de que era necessário passar por este processo. Já em países como o Brasil, com recursos naturais fartos, não existe tal consenso, já que muitos aqui ganham com a manutenção do cenário atual.

    Política industrial de resultados rápidos é um contrassenso. É coisa para o médio e longo prazo, que engloba investimento massivo em educação pública, pesquisa e inovação, planejamento para décadas e, principalmente, continuidade. Algo quase impossível de acontecer aqui, já que um governo que abraçasse tais ideais teria forte oposição (financeira e midiática) de partidos antagonistas.

    Quanto a este ponto, eu não vejo solução a curto e médio prazo. Nenhuma das grandes forças políticas está disposta a bancar esta luta, e mesmo os partidos pequenos (sem muito compromisso com conteúdos programáticos) vivem de discurso populista, nada de planos sérios para nossa economia.

    Enquanto isto, já estamos preponderantemente exportando para a China matéria-prima, enquanto eles vendem para gente manufaturados, numa relação de trocas metrópole-colônia, nem se fale quando analisamos nosso  intercâmbio com EEUU/Japão/Europa.

    1. Eurico

      15 de julho de 2014 12:48 pm

      Nao eh verdade que a China paga 1 dollar /dia aos trabalhadores

      Na verdade, na maioria das Provincias o salario minimo nominal eh  maior ou igual ao brasileiro, sendo que pelo poder de compra eh maior em todas elas. 

    2. Lineu Ignacio

      15 de julho de 2014 1:19 pm

      agora vai ?

      Tagutti :

      O maior problema é que o investimento não decola porque a percepção de risco politico é enorme.

      Intervenção do estdo na economia é uma variavel endogena do sistena economico brasileiro.

      Ninguem vai colocar a mão no bolso e retirar o proprio recurso para investir, se não tem certeza de que vai haver retorno.

      So o BNDES é que pode ajudar.mas mesmo assim  o risco politico de intervenção na econoimia é presente, latente e com enorme percepção.

      Ou seja, a curto prazo não se vai ter nenhum investimento.

      O PT não tem cacife politico para bancar sua propria politica economica.  Fica insistindo  em enxugar o gelo. O Brasil não é um centro academico, sindicato ou fabrica  que pode ser cooptado pelo grito e pela violencia.

      Depois das eleições é que se poderá ter uma melhora.

      1. Wagner

        15 de julho de 2014 2:53 pm

        Não haverá investimento

        Não haverá investimento enquanto houver uma esperança, pequena que seja, de vitória do Aécio. Depois das eleições, quando terão que aguentar mais 4 anos da Dilma, ai vamos conversar! É a política, estúpido!

        1. Ricardo Ronaldo Pinto

          15 de julho de 2014 7:25 pm

          Isto aí

          Foi na veia!

        2. valter r vidal

          15 de julho de 2014 11:39 pm

          estupido

          O futuro vai te mostrar quem é estupido, a realidade e verdade se impõe, o ufanismo passa

        3. Lineu Ignacio

          16 de julho de 2014 3:38 pm

          Wagner ;
          Se Dilma for

          Wagner ;

          Se Dilma for re-eleita será aprofundada  a  intervenção na economia, e o mercadi vai se retrair.

          nenhum empresario vai investir com alto grau de intervenção.

          ou o futuro governo dilma  se aprofunda na reforma economica  e cai no exagero boilivariano   ou  ficamos  nessa   mesmice de agora.

          Ou seja, O PT e os que seguem sua ideologia  não tem condição objetiva para impor sua  vontade.

          Como resultado há ruptura : ou da dinamica Petista ou do Mercado.

          qualquer  alternativa  será  desasatrosa  para os brasileiros ( aqueles que vivem de salario, que precisam dos serviços publicos ).

          Somente  uma vitoria no 1º  turno é que vai garantir a execução da politica correspondente.

          .

          A campanha eleitoral ainda não começou : ate la vamos ficar  alerta.

           

    3. valter r vidal

      15 de julho de 2014 11:54 pm

      mentira

      Vc Tagutti disse “Qualquer mudança ínfima em algum fator de produção (como a correção do câmbio, ou a redução de alguns pontos da Selic) já leva a uma grita infernal do rentismo representado pela grande mídia, tornando uma batalha qualquer mudança.” , É MENTIRA que esse governo tentou fazer essas duas mudanças e voltou atras porque a midia foi contra, o governo voltou atras no juros porque:

      1- Não proporciona iguais condiçoes de competição da industria nacional em relação ao exterior(CAMBIO PRINCIPALMENTE)

      2- Fomenta o consumo domestico  com credito farto e a produção nacionalvnão acompanha esse crescimento falso do poder de compra dos brasileiros, A INDUSTRIA CHINESA AGRADEÇE

       3- Esse governo perdulário, hipocrita e covarde  gasta muito mais do que arrecada, então tem de agradar aos agiotas.

      4- O cambio isto é nossa moeda supervaloriza todo governo preguiçoso adora pois aumenta o falsamente por pouco tempo o poder de compra da polulação e tudo que vem importado do exterior fica baratinho, BOM DEMAIS NÉ, não importando se a industria brasileira essa sendo arrasada por este governo mentirosoe e manipulador.

      Essa galera de esquerda desse blog precisa de ser mais honesta no campo economico, e não ficar postando mentiras, vcs ficam torcendo por esse governo como quem torçe por algum time de futebol sem analizar friamente os dados economicos. 

  9. Mogisenio

    15 de julho de 2014 1:24 pm

    Complemento ao MAPA

    Complemento ao MAPA ESTRATÉGICO DA CNI.

    Caros Senhores, 

    com o intuito de colaborar com os rumos da política industrial 2015 seguem abaixo as minhas sugestões:

    Antes porém, permitam-me a digressão a seguir:

    Li os três  programas de governo dos três candidatos mais indicados pelas pesquisas. Confesso-lhes que foi a primeira vez na  vida que fiz isso. E tenho de ler ainda o dos outros (tudo,  em prol da democracia representativa de meia tigela)

    Lendo os tais planos, confesso-lhes que  a partir de um  certo ponto,  minha leitura foi ficando desatenta. Isso porque, chega uma hora que cansa  ficar lendo textos de caráter geral, amplos, que não  dizem  o que será feito, na prática.  Ou que dizem tudo, sem dizer nada. Enfim, qualquer interpretação pode ser data às orações. Uma espécie de “bíblia” política.  

    Nessa linha e de maneira bem geral também – para ficar no mesmo barco –  tive as seguintes impressões iniciais:

    O plano do PT é  um pouco mais claro porque já temos a ideia de  como o governo vem operando a máquina Brasileira.  Mas, não há dúvidas de que  há algumas pitadas de  sambary love. Afinal, é preciso saber administrar “os interesses” ,não é mesmo? Mas, ao  menos,  já se sabe  quais seriam os rumos do plano. 

    O plano do PSDB solta, sutilmente,  aqui e ali,  uma crítica ao governo atual , além de passar uma sensação  de choque a toda hora. Eta povo  que gosta de dar choque! Mas, acho que  se espremermos o tal plano encontraremos  pistas do sambary lovismo via “mão boba e nada invisível.  No fundo, digamos,   trata-se de  um sambary love narcisista. E nesse sentido, algo me fez lembrar de  alguém olhando para o próprio umbigo e sonhando com o quanto de dinheiro pode ganhar numa terra abençoada por deus,  com tantos recursos naturais, mão de obra mestiça,  boa e barata. No entanto, como sabemos, a mão de obra ainda é taxada de  baixíssima produtividade, algo escandalosamente improdutivo razão pela qual, é ainda cara demais, mesmo diante de tanta oferta! Que INSUMO difícil de administrar nao!?

    Aproveito para perguntar-lhe:  Você se acha um INSUMO caro ou barato?  Se combinarmos VOCÊ e sua família, com outros fatores de produção, você acha que pode render bem?

    Voltando ao plano estratégico, tático e operacional do PSDB. Mais ou menos assim:  Venham todos pois  aqui tem “equilíbrio entre contrários” que vem sendo festejado!  E nessa linha se encaixa o mapa estratégico da CNI, com aquele “ar” de interesse nacional mas  que , no fundo,  , sonha com aquele cheiro de café do primeiro e segundo quartel do SÉCULO PASSADO. Ah! já ia me esquecendo:  sem essa de setor primário, secundário ou terciário! Isso é papo furado de economistas!

    O plano do PSB  seria  uma Sambary love camaleão romântico.  Vai pra lá,   volta pra cá, vai pra acolá e assim vai indo.  Divertido.

    Votando ao mapa estratégico da CNI.

    Acabo de ler este mapa. Li também as tais 101 propostas. Já li textos de seus representantes. Vi palestras de seus articuladores.  Tudo com o objetivo de compreender bem o que se pretende.

    Minha conclusão parcial: És um mapa com todo “ar” de progresso. Tudo em prol do crescimento econômico num mundo globalizado, repleto de incertezas e de concorrência acirradíssima! Santo deus, salve-se quem puder! Mas, como não poderia deixar de ser,  no fundo, pensa na mão  visível do mercado – que nunca foi invisível, frisa-se.  Tudo em prol do capital,  é claro. Aliás, quanta clareza! E os benefícios, não se enganem, no longo prazo eles virão e o mundo será bem mais feliz! Pode acreditar! 

    Um mapa do tesouro na mão de piratas!  

    Tratou de tributação INDIRETA, como se seus representantes fossem os principias pagadores! Balela!

    Faltou falar, com ênfase, na TRIBUTAÇÃO DIRETA, REAL, NA COISA. Topam regulamentar o de GRANDES FORTUNAS?

    Já sei a resposta. Evidentemente que não topam, pois, haveria “fuga de capital”, certo senhores?

    Então, sugiro-lhes um item a ser incluido no MAPA do tesouro, a saber:

    Ampliem! Instalem  o impostômetro em todas as grandes cidades do país. Aproveite para instalarem o sonegômetro, o lucrômetro, o salariaômetro, e ainda, mais importante que todos os anteriores  o  distribuiçãoderiquezômetro.

    Tudo em linguagem simples. Nada de complicações contábeis  como se percebem nos balanços “pseudos” sociais das grandes famílias, ops, empresas. 

    Vamos lá, topam?

    Antes de qualquer instação destas, tenho a sensaão que o fator de produção  trabalho tende a pagar  o preço , again, como de hábito. Vejamos algumas pistas. Leiam, por exemplo,  o  projeto 4330 amplamente defendido pelo poderosa confederação.

    Diante do exposto, pode-se extrair uma conclusão final não exaustiva:

    Em suma:  como é difícil vencer o luso – patrimonialismo -familiar- hereditário- amistoso- entre iguais  e censitário ao moldes de sempre, isto é,  nada republicano, via financiamento e/ou auto financiamento,   que se instalou aqui nessa terra!

    E os economistas…. kkkkk,  no longo prazo? kkkkk

    1. valter r vidal

      16 de julho de 2014 3:33 am

      mais impostos?

      Ilustre mogisenio se vc é tão preocupado em ajudar os mais pobres e aumentar os impostos para governo corrupto, acorde mais cedo, trabalhe mais, abra uma  empresa e fique rico e seje um grande pagador de imposto, nos ensine como seu um patriota,faça isso hipocrita, ahh esqueçi esquerdista não é muito chegado a trabalho duro não é mesmo!!!! Esquerda sonha tomar o que é dos outros.

      1. Mogisenio

        16 de julho de 2014 1:58 pm

        Caro Valter,
        Seu comentário

        Caro Valter,

        Seu comentário me deixou bastante  curioso. Gostaria de saber de você o seguinte:

         

        Como você chegou a conclusão de que eu seria  preocupado em ajudar as pessoas carentes?

         

        De qual governo corrupto você está falando? Aliás, o que é corrupção? 

         

        Eu acordo cedo, bem cedo. Que horas você acorda? 

        Porque você está sugerindo para eu abrir uma empresa? Aliás, o que É uma empresa?  E porque você pensa que eu já não tenho essa tal de “empresa” ?

        Porque você sugeriu para ” eu ficar rico”?  Você me conhece? Acha que eu sou pobre? Por que? 

        Eu sou pagador de impostos – melhor dizendo, de tributos, com certeza. E você,  paga tributos? Acha que deveríamos ou não pagar tributos?

         

        O que é ser “patriota” e porque você acha que eu deva lhe ensinar a ser um “patriota”?

         

        Hipócrita? Porque?

         

        Esquerda? Tomar o que é dos outros? De onde você tirou isso?  Você me conhece?

         

        Você é brasileiro?

        Aguardo suas repostas.

        Boa sorte e tenha um bom dia

         

        1. Sergio Navas

          16 de julho de 2014 6:33 pm

          Liga não, o Valter pela

          Liga não, o Valter pela educação e sutileza demonstrada em suas intervenções, deve ter no máximo 20 anos de idade, aprendeu mais ou menos a escrever mas tem dificuldade de compreender, deve estar surpreso que os esquerdistas a doze anos no poder não lhe tiraram a casa e nem lhe comeram( acredito eu rsrsrs).

          Imagino como ficará seu emocional se os seus candidatos ( qualquer um que não seja identificado como esquerdista) perca a eleição, é capaz mesmo com a pouca idade, de ter um infarto.

          abçs

          1. valter r vidal

            16 de julho de 2014 11:11 pm

            elogios

            Valeu pelos elogios caro sergio, quanto a compreender sua mentalidade esquerdopata realmente não compreendo. Quanto a tirar minha casa isso não aconteçeu ainda e quanto a me comer isso te garanto que nunca vai aconteçer, mas quero registrar aqui que sua brincadeira de péssimo gosto teve um caratér preconceituoso em relação a homossexualidade, sei que vc vai negar, vai dizer que não teve a intenção.

          2. Sergio Navas

            17 de julho de 2014 12:01 am

            Relaxa só quiz traçar um

            Relaxa só quiz traçar um paralelo entre o dito popular de que comunistas comem criancinhas.

        2. valter r vidal

          16 de julho de 2014 11:02 pm

          generalizando

          Talvez mogisenio vc possa ser uma rara exceção, mas vamos la.

          Em relação a empresa acho muito dificil um empresario que pregue mais aumento de impostos, a menos que vc seje um empresário prestador de serviços para algum governo em um esquema fraternal, continuo com a certeza que vc nunca sentiu na pele o que é pagar icms, pis , confins, irpj…. todo final de mes.

          Vc dizer que é pagador de impostos obvio que é, quando vc compra uma agua mineral vc ta pagando impostos então sua resposta é muito relativa.

          Pela sua pregação esquedista vc não deve saber mesmo o que é corrupção, vc não enxerga a corrupção que campeia por esse brasil, ta explicado mesmo.

          Quanto a mais impostos receitados por vc,  eu apenas sugeri a vc que se acha os impostos no brasil tão poucos, vc devia trabalhar mais(acordar mais cedo), ficar rico ou AINDA MAIS RICO SE VC FOR para pagar mais impostos para esse governo corrupto, mas continuo com minha convicção que a quase totalidade destes ditos de esquerda deste bolg são pessoas que não são muito chegadas a trabalho e adoram uma oportunidade para ganhar ou tomar dinheiro(usem o nome que quizerem) de quem tem. 

          vc mogisenio perguntou se sou brasileiro, talvez vc ja esteja delirando pensando que sou um estrangeiro direitista infiltrado aqui no blog, sou brasileiro sim e farto de ver tanta mentira, elite hoje meu amigo são seus politicos do PT que estão no governo.

          1. Mogisenio

            17 de julho de 2014 3:46 pm

            Tréplica

            Olá, bom dia.  Para facilitar, primeiro o seu texto. Em seguida o meu comentário.

            Talvez mogisenio vc possa ser uma rara exceção, mas vamos la.

            Meu comentário: “Toda regra tem exceção”. Você disse que eu, talvez, seria uma exceção. E a regra, qual seria?

            Em relação a empresa acho muito dificil um empresário(…)

            Meu Comentário:

            Caro Valter, antes de mais nada,  não me compreenda mal, ok? Minha proposta é apenas uma tentativa de  afastarmo-nos  das ambiguidades  sem pretender aqui acreditar na racionalização utópica da verdade absoluta( com o perdão do pleonasmo).   Veja bem, você começa tratando de “ empresa” e, ato contínuo, trata de empresário: “Em relação a empresa, acho muito difícil um empresário(…). Ora, é flagrante o seu equívoco, como eu suspeitava. Aliás, esse equívoco parece ser a regra, entre nós, isto porque:  Empresário ≠  Empresa.

            Talvez, possamos dizer que Empresário  ⊂  Empresa, em certos casos.

            Mas há casos em que uma pessoa física é tratada como empresária , sem que o seja. A sociedade empresária, pessoa jurídica e não “física” ( natural) ,  por exemplo, é  que seria empresária. ( louvando aqui a tridimensional do direito, sumarizado em 2002, para delírio dos integralistas de plantão)

            Há casos em que o SÓCIO MAJORITÁRIO é também EMPRESÁRIO APENAS COMO INVESTIDOR( escondido demais. Aliás, não raro, oriundo de grandes paraísos “liberais/fiscais” mesmo em desacordo a segurança jurídica que tanto se almeja! Além disso, este “investidor” ( que pode ser “esquentador”)   pode também  ser um rentista sem qualquer mérito acumulado,  em flagrante paradoxo à meritocracia,  exceto, se também considerarmos mérito  o de extração da super mais valia da mestiçagem, em grande oferta, com baixa produtividade e , por isso mesmo, com o salário parecido com o do saudoso professor  da escolinha do professor raimundo.

            Enfim, sem querer aqui exaurir as possibilidades, primeiro, tentemos nos livrar, dentro do possível e da limitação linguistica escrita,  o sentido ambíguo, matizado, enviesado, e por isso mesmo, muitas vezes perveso, contidos nestas expressões ( empresa, empresario, empreendedorismo, empregado vx “pjotistas” etc.) utilizadas amplamente pela mídia que, diga-se de passagem,  adora a liberdade de expressão mas que , paradoxalmente, procura formar a opinião de “homens cordiais” também de corpo e alma, mas  sobretudo, com os “corações”  DESORIENTADOS.  

            Vc dizer que é pagador de impostos obvio que é, quando vc compra uma agua mineral vc ta pagando impostos então sua resposta é muito relativa.

            Meu comentário:

            Sim, sou pagador de impostos ( tributos para ser mais preciso). Evidentemente, pago tributos indiretos e direitos, vinculados e não vinculados. Como brasileiros, dentro deste território, com soberania ( ainda que questionável em muitos períodos de nossa história, não hoje) estamos sujeitos ao mesmo ordenamento jurídico. Logo, todos nós somos devedores de “impostos”, mesmo a criança que compra  a bala na padaria do português.

            Pela sua pregação esquedista vc não deve saber mesmo o que é corrupção, vc não enxerga a corrupção que campeia por esse brasil, ta explicado mesmo.

            Meu comentário:

            Gostei da provocação. Alimenta o debate. Obrigado. Vamos lá.

            Não estou pregando nada. Aliás, pregação – com a devida venia – está mais para a marcha da família com deus pela liberdade, do que para a esquerda. O que não quer dizer que eu esteja para a esquerda, muito menos para a direita, para o centro ou para expressões aglutinadoras e enviesadas carregadas de sofismas.

            Portanto, e por gentileza,  “afaste de mim esse cálice”.

            De qualquer forma, você não me respondeu o que você entende por corrupção. E agora, ampliando a pergunta,  qual seria essa corrupção que campeia por esse brasil?

            Quanto a mais impostos receitados por vc,  eu apenas sugeri a vc que se acha os impostos no brasil(…)

            Meu comentário:

            Caro Valter, onde você leu- que eu teria escrito – que  os impostos são poucos no brasil?

            Outra ponto importante, com o devido respeito, mas sua premissa não merece ser aceita. Trabalhar mais não é condição  necessária e suficiente para ficar mais rico, mormente, aqui no Brasil.  Não se engane!

            Aliás, suspeito que, no mundo, sob o ponto de vista do indivíduo que trabalha,  quanto mais trabalho menos riqueza. Mesmo com as ideias mecanicistas de Tauylor ou estruturais de Fayol, ou , na prática, de ford  ou ainda, na Toyota ou , agora, no mais recente SOFISMA, da globalização.

            Você comete   outro equívoco ao dizer que estaríamos pagando “mais impostos para esse governo”. Ora, não pagamos impostos para governo algum. Muito menos para um governo corrupto.  Se  assim o fosse, certamente, você e eu, todos nós,  estaríamos pagando   impostos para os governos municipal, estadual e federal, todos corruptos! ( e olha que você nem disse ainda o que entende por corrupção).

            Quanto às pessoas que frequentam o blog serem de esquerda e que estariam planejando tomar dinheiro de quem tem, eu não saberia lhe dizer, mas, suponho que não seja o pensamento   dos que  aqui comentam.

            De qualquer forma, não compartilho dessa sua ideia de que uns pretendem tomar o dinheiro dos outros que os tem. Desculpe-me mas acho um pensamento arcaico, meio que clássico, conservador, natural, atemporal e coisas do gênero.

            Tenho visto que o debate quando toma esse rumo não encontra solução pacífica.

            Creio que nem mesmo as organizações, cujos proprietários do capital- bem intencionados ou não –  que  organizam os demais fatores, cometeriam a burrice de  fomentar o “desequilíbrio entre contrários”. Seria ruim para todos e uma tremenda burrice, com dito.

            vc mogisenio perguntou se sou brasileiro, talvez vc ja esteja delirando pensando que sou um estrangeiro direitista infiltrado aqui no blog, sou brasileiro sim e farto de ver tanta mentira, elite hoje meu amigo são seus politicos do PT que estão no governo.

            Meu comentário:

            Não, não estou delirando. Só queria saber.

            Que bom que és um brasileiro. ( e , por gentileza, não amplie meu comentário para ufanista)

            Diga-me uma coisa. Você realmente acha que a mentira nunca foi farta?

            Aliás, o que é mentira para você? Para você, qual seria a relação entre: mentira/elite/política/governo?

            Veja bem, não estou lhe desafiando ou lhe instigando a mostrar seus conhecimentos filosóficos, ok? Estou apenas querendo lhe compreender até mesmo para fomentar um debate, digamos,  saudável, democrático. Afinal, ninguém parece ser o “dono da verdade”. Nem mesmo o motor do mundo traduzido em suas cinco vias. Nem tão pouco o dogmatismo da fé.

            Prosseguindo.

            Não entre nessa de defender “siglas”. Por isso, não vou tratar aqui de PT, PSDB, PMDB,PDT, DEM, PFL, PR, Psol, PCB,  MDB, Arena, UDL, “urv”, português, brasileiro etc.

            Defendo o uso ponderado do  poder num território que é ou que  deveria ser de todos os brasileiros.  E, até agora, vasculhando a evolução social  do  pais, não encontrei ainda um período histórico no qual  o poder federal  foi usado visando tais objetivos, exceto, no período de 1992 /1993 ( com muitas  ressalvas) e de 2003 pra cá, também com algumas ressalvas.

            Que seja, portanto,  um Estado democrático de direito preso à sua identidade social.

            Quanto ao termo elite, puxa vida, se o Aurélio estivesse vivo juro que eu lhe pediria para retirar este vocábulo( elite) de nosso dicionário.

            “Cordialmente” no melhor sentido.

  10. hc.coelho

    15 de julho de 2014 1:41 pm

    E o empresariado?

    Acho que a copa, houve muito mais que só a copa, mostrou que o governo está na frente e à frente deste empresáriado do nada faz e tudo reclama. Embora lhes dê crédito pelo fato de terem que absorver toda a negatividade e pessimismo criminoso do pig, não esqueçamos que eles tiveram uma certa cumplicidade com o mesmo pig nesta política criminosa e nefasta, e não esqueço a covardia de deixarem o governo apanhar sozinho recebeu críticas quando baixou o juros e diminuiu a preço da energia, por exemplo.

    Onde está a tão badalada iniciativa privada, que nem eu nem ninguem discute quanto a sua importância no crescimento do país? E agora, o que farão se o governo fez muito bem a sua parte? Vão deixar que este governo lhe dê de 7 x 1 e vão partir para a choradeira? Vão oficialmente pedir ao pig para não atrapalhar? Vão reagir? Se não, esqueçam.

    O artigo aí em cima é mais uma choradeira dos economistas puxa saco dos empresários, de quem tanto dependem, ou não?

    Esta coversa de que se o governo tivesse feito diferente é igualzinha a dos cronistas esportivos, ridícula. O governo está é na frente, por incrível que pareça.

     

  11. Sergio Navas

    15 de julho de 2014 2:59 pm

    Dedindustrialização

    Ha tempos alerto neste espaço a responsabilidade das siderúrgicas nacionais na desindustrialização do país, que iniciou-se com a privatização das siderúrgicas estatais, permitindo a poucos grupos o domínio absoluto do setor de laminados à quente, insumo vital à industria de transformação.

    Os métodos adotados por esses grupos visam o domínio da totalidade da cadeia dos manufaturados mais representativos, conferindo ao importado a única alternativa de concorrência.

    Para dificultar a concorrência internacional na fase de insumos, agiram orquestradamente nas revisões de normas técnicas, criando barreiras que diferenciaram o Brasil do restante do mundo, fazendo com que os preços praticados no mercado interno ficassem muito superiores às médias mundiais.

    Cito como exemplo uma fábrica de parafuso, que para sobreviver a concorrência dos importados saiu em busca do insumo e descobriu que o manufaturado pronto lhe traria melhores vantagens, desativou máquinas, diminuiu sensivelmente o quadro de funcionários e passou de fabricante à importador.

    Ao exemplo acima soma-se centenas de outros produtos como arames, telas, pregos, cavilhas etc.

    Em um mundo globalizado a qualidade da importação torna-se vital à indústrialização, quanto mais perto da matéria prima for a concorrência melhor para o país, que poderá produzir internamente manufaturados em condições isonômicas aos concorrentes internacionais.

    PS – Com relação ao BNDES, desconfio que os agentes financeiros estão deliberadamente dificultando acesso ao crédito, trabalhando contra o governo, presto consultoria para uma pequena empresa de transformação que teve seu pedido de cartão indeferido pelo banco, sob a alegação de que o BNDES não está autorizando pelo motivo de alta inadimplência, seria interessante que as autoridades responsáveis fiscalizassem. 

    Abçs

    1. valter r vidal

      15 de julho de 2014 8:57 pm

      cambio

           Caro sergio navas vc disse “Cito como exemplo uma fábrica de parafuso, que para sobreviver a concorrência dos importados saiu em busca do insumo e descobriu que o manufaturado pronto lhe traria melhores vantagens, desativou máquinas, diminuiu sensivelmente o quadro de funcionários e passou de fabricante à importador.” , isso está aconteçendo em quase todos os segmentos industriais a substituição de nacional por importados agora vc querer culpar os empresários do setor siderurgico nacional por isso é de uma desonestidade sem tamanho porque vc não culpa o governo federal que deixa nossa moeda hipervalorizada? Porque vc não mostra que é o governo federal o culpado do sucateamento da nossa industria? O governo federal não faz o dever de casa so fica aumentando o consumo artificialmente com mais e mais credito e não apoia com ações de verdade para aumentar nossa produção industrial, governo este que é o responsavel pela inflação pois onde se aumenta o consumo artificialmente e não se aumenta a produção obviamente alimenta a inflação, a agiotagem adora isso e esse governo incompetente aumenta os juros para a galera financista com o argumento mentiroso que isto combate inflação e deixa nossa moeda mais um tempo supervalorizada para a inflação não disparar. A cada dia que passa mais e mais a economia brasileira vai ficando mais dependente dos importados com a aniquilação da industria nacional, a cada dia que passa vai ficar mais dificil um realinhamento do cambio sem efeitos tragicos para o a inflação, mas governo preguiçoso e covarde é assim mesmo e ainda tem canalhas e inocentes que aplaudem o crime que se está cometento contra as futuras gerações brasileiras.  Na verdade os empresários do brasil não precisam de esmola e nem ajuda de governo pilantra que so atrapalha e vive fazendo marketing para tentar enganar pelo maior tempo possivel a população menos esclarecida, quem produz neste país precisa apenas de governo sério,  competente, que tenha objetivo e praticas para fazerem deste brasil um país desenvolvido. O CAMBIO ESTÁ MATANDO O FUTURO DESTE PAÍS!!!!!! (se não ja matou)

      1. Sergio Navas

        16 de julho de 2014 1:35 pm

        Caro Vidal, qual era mesmo o

        Caro Vidal, qual era mesmo o câmbio da decada de 80? e a inflação?

        Porque será que depois das privatizações das siderúrgicas estatais, algumas usinas foram condenadas pelo CADE por formação de cartel?

        Qual o motivo do preço do aço brasileiro, para o mercado interno, custar cerca de 50% mais caro que a média mundial, apesar de estarem com os preços praticamente congelados desde 2004?

        Como explicar que nosso minério cruza oceanos e volta em forma de insumos de forma competitiva em relação às nossas usinas?

        Por que a produção de aço no Brasil é praticamente a mesma de 20 anos atrás? Será que o objetivo não é produzir cada vez menos e mais caro, tendo em vista a proteção da reserva de mercado?

        Acorda Vidal, a desindustrialização deste País, especialmente as ligadas ao setor sídero-metalurgico, aconteceu na realidade dos anos 80 aos anos 2000, onde sucumbiram milhares de empresas graças ao carteis que se formaram.

        Voce sabe que nossas Usinas verticalizam sua produção em direção dos manufaturados de maior representatividade e para manterem o preço absurdo praticado no mercado interno do insumo laminado à quente, terceirizam sua produção, fazendo mão de obra nas empresas concorrentes, cuja única alternativa de independência no abastecimento é a importação?

        Na minha opinião relegar unicamente ao câmbio nossa competitividade, é premiar a incompetência.

        Se dei a entender que culpo unicamente os empresários do setor, peço desculpas, êles buscam o que julgam ser o melhor para suas empresas, minha crítica é tambem aos governos e não unicamente a este governo, pois acho que os mecanismos para se corrigirem tais distorções estão em suas mãos.

        Como não costumo criticar sem apresentar alguma sugestão ai vai:

        1- Criar imposto para a exportação de matérias prima e insumos e desonerar suas importações.

        2- Taxar ao máximo permitido as importações de manufaturados e desonerar suas exportações.

        3- Combater com maior eficácia todo e qualquer tipo de cartel.

        abçs

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

        1. valter r vidal

          16 de julho de 2014 10:39 pm

          Questionamentos

          Sergio vc perguntou sobre cambio de  30 anos atras e inflação o que tem haver com a realidade atual da siderurgia? O cambio não é realmente o único problema mas é o primordial, não adianta nada fazer ferrovias, portos e que mais que queira e não mexer no cambio. Vc mesmo disse que ha 20 anos nossa capacidade de produção estagnou e são exatamente 20 anos de cambio supervalorizado que vem tirando toda a competitividade da nossa industria em qualquer segmento( 8 fhc + 8 lula + 4 dilma), vc acha que os empresários de setor siderurgico dexaram de crescer para sabotar o brasil? Pararam de investir porque não acreditam nas politicas economicas desses   politicos pilantras do brasil, e se algumas siderurgicas escolheram alguns produtos que dão maior rentalibidade e pararam outros é porque enxergaram que não adiantava continuar tentatando produzir competindo com importados com esse cambio ridiculo. Quanto a cartel é bem provavel que tenha mesmo, mas o primeiro papel de um governo  que fosse descente seria dar igualdade de condições de competividade e cambio em relação a outros paises, alias isso é obrigação de qualquer governo sério, não é favor, apos isso ocorrer e se constatassse algum cartel MULTE, retire as aliquotas de importação forçando a baixa, instrumentos se tem muitos mas para governos sérios, não esses hipocritas, mentirosos, corruptos e incompetentes que estão e estiveram no poder nos ultimos anos

          1. Sergio Navas

            17 de julho de 2014 1:07 am

            “Sergio vc perguntou sobre

            “Sergio vc perguntou sobre câmbio de 30 anos atrás e inflação, o que tem haver com a realidade atual da Siderurgia?”

            Demonstrar que a sugestão de câmbio que você sugere nós já tivemos, e a inflação motivada pela falta de concorrência foi nas alturas.

            Com relação à siderurgia, a concentração na fase de insumos motivadas pelas barreiras técnicas introduzidas em normas e regulamentos, dificultou a concorrência e permitiu que dominassem diversas fases da cadeia produtiva, impondo preços abusivos, prejudicando a indústria de manufaturados.

            A principal função de uma siderúrgica, na minha opinião, é abastecer a industria de transformação e não criar ambiente de concorrência desleal.

            abçs

             

          2. Sergio Navas

            17 de julho de 2014 1:10 am

            “Sergio vc perguntou sobre

            “Sergio vc perguntou sobre câmbio de 30 anos atrás e inflação, o que tem haver com a realidade atual da Siderurgia?”

            Demonstrar que a sugestão de câmbio que você sugere nós já tivemos, e a inflação motivada pela falta de concorrência foi nas alturas.

            Com relação à siderurgia, a concentração na fase de insumos motivadas pelas barreiras técnicas introduzidas em normas e regulamentos, dificultou a concorrência e permitiu que dominassem diversas fases da cadeia produtiva, impondo preços abusivos, prejudicando a indústria de manufaturados.

            A principal função de uma siderúrgica, na minha opinião, é abastecer a industria de transformação e não criar ambiente de concorrência desleal.

            abçs

             

  12. Clever Mendes de Oliveira

    15 de julho de 2014 5:16 pm

    Erro de timing vem da teimosia, trapalhada ou centralização?

     

    Luis Nassif,

    Depois de muita retórica, falando das trapalhadas do Secretário do Tesouro e do Ministro da Fazenda e da teimosia da Dilma Rousseff ou do estilo centralizador dela, finalmente parece que você se dispõe a criticar a política econômica do governo de modo mais consistente. E fez a crítica calcada em boa análise econômica, embora, como leigo em economia, a minha avaliação da explicação de Fernando Sarti, do Instituto de Economia da Unicamp, não tenha muito valor.

    O problema da sua fala anterior devia-se ao fato de que as trapalhadas, a teimosia ou o estilo centralizador não eram plenamente identificados. Não que o Secretário do Tesouro e o Ministro da Fazenda não tenham feito trapalhadas, mas não houve a identificação do nexo causal entre a trapalhada e a política econômica, nem também que a presidenta Dilma Rousseff não seja teimosa ou centralizadora, mas a questão relevante é não estabelecer o vínculo entre a teimosia ou a centralização e os resultados da política econômica.

    De todo modo vale transcrever o trecho a seguir em que você vai ao âmago do que você considera como falha da política econômica do governo. Diz você:

    “A enorme lista de isenções fiscais dos últimos anos criou restrições para novas ações de estímulo fiscal do governo. E não seguiram uma estratégia de futuro, mas apenas uma resposta aos apertos trazidos pelo câmbio”.

    Em outras palavras. Se o governo não tivesse feito as isenções fiscais antes, ele teria espaço para as fazer agora. Eis um bom conselho e você o deu de graça: deixe para amanhar o que se pode fazer hoje.

    Talvez esta frase sua seja uma resposta para a presidenta Dilma Rousseff quando ela declarou para os correspondentes estrangeiros que não há perspectiva de mudança porque o país está em uma faixa muito estreita de manobra.

    Em estou mais de acordo com a avaliação da presidenta Dilma Rousseff. Acho que nos quatro anos de governo dela, ela procurou levar a economia para o que seria o melhor caminho. Conviveu com obstáculos como a seca no oeste americano que atingiu mais mercadorias que o Brasil era importador e criou uma inflação interna maior dificultando a intenção de desvalorizar o real. Além disso, teve o problema do julgamento da Ação Penal 470. Uma ação em que se falava do crime de corrupção e em que o grupo de destaque era do quadro do PT. Julgamento que teve duas características importantes. Primeiro foi mal informado pela grande mídia e pelos blogs também. Até hoje, contam-se nos dedos as pessoas que sabem que ninguém tenha sido condenado com o fundamento de que vendeu o voto ou com o fundamento de que comprou o voto. As pessoas foram condenadas pelo que antigamente era considerado apenas caixa dois. E ninguém elogia o ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes por ter feito o processo caminhar nesta direção em elogia o ministro Ricardo Enrique Lewandowski por que lapidado o processo de modo a dar consistência jurídica a nova direção que Joaquim Benedito Barbosa Gomes tencionou dar.

    E a segunda característica importante do julgamento da Ação Penal 470, foi que ele diminui a margem de manobra do governo de utilizar a inflação mais alta para corrigir muitas distorções que ocorrem na economia brasileira (Dívida pública elevada, com forte preponderância de dívida que se rola no curto prazo, dívida do setor privado crescente). A inflação alta é problema para um governo porque as pessoas ligam a inflação com a corrupção. De um modo geral as pessoas atribuem a inflação a um conluio do governo com o empresariado em que o governo faz vistas grossas ao aumento de preço que realizado pelo empresariado. Em uma época de julgamento da Ação Penal 470, permitir que a inflação ficasse mais alta traria uma reação muito maior da população contra o governo.

    Vale aqui indicar seu post “Os problemas do estilo Dilma de centralização” de sexta-feira, 23/05/2014 às 08:46, pois não só lá há oportunidade de se ver mais de suas retóricas contra o governo da presidenta Dilma Rousseff, como também eu tive oportunidade em dois comentários para junto do comentário de Chico Pedro enviado sábado, 24/05/2014 às 10:13, discordar do que eu considero análise retórica em que se baseia a maioria das críticas ao governo da Dilma Rousseff. Além disso, no meu segundo comentário para Chico Pedro, eu deixo a indicação do post “Derruba sim…” de terça-feira, 8/04/2014, de autoria de Alexandre Schwartsman consistindo da transcrição do artigo dele publicado na Folha de S. Paulo de quarta-feira, 2/08/2014 e com o mesmo título. O endereço do post “Derruba sim…” é:

    http://maovisivel.blogspot.com.br/2014/04/derruba-sim.html

    O post “Derruba sim…” tem um gráfico que mostra o quanto se precisa de juro real elevado para que a inflação seja baixa. Não de se estranhar que o governo esteja utilizando o conhecimento que o gráfico explicita para baixar a inflação mensal nos meses que antecedem a eleição. E a relação entre corrupção e inflação, talvez tenha muita gente hoje que conhece esta relação, já era utilizada por Jânio Quadros no seu marketing político. É o que se pode ver junto ao post “O primeiro comercial político na TV” de terça, feira, 21/09/2010 às 07:49, aqui no seu blog e originado de uma sugestão de Almeida e que pode ser visto no seguinte endereço:

    https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/o-primeiro-comercial-politico-na-tv?page=2

    Em meus comentários para Chico Pedro, em especial em meu segundo comentário, junto ao post “Os problemas do estilo Dilma de centralização”, eu deixei muitos links para mostrar a relevância do problema da inflação na popularidade do governo. Assim penso que vale aqui também deixar o link para o post “Os problemas do estilo Dilma de centralização”. Ele pode ser visto no seguinte endereço:

    http://ggnnoticias.com.br/noticia/os-problemas-do-estilo-dilma-de-centralizacao

    E por último destaco que em todas as antigas e recentes críticas ao governo não encontrei até agora nenhuma que procurasse avaliar o efeito das manifestações de junho de 2013 na questão dos investimentos na economia brasileira desde então. Pareceu-me que houve uma reversão das expectativas a partir de julho de 2013, tendo em vista um quadro que eu acompanhava há mais tempo no folheto do IBGE Contas Nacionais Trimestrais. Normalmente na página 16 ou 17 ou 18 há o “Gráfico – PIB a preços de mercado” “Taxa (%) acumulada em quatro trimestres” que vinha mostrando uma mudança vagarosa na curva de crescimento da economia. A economia que reduzia o crescimento desde o início de 2011 iniciava uma recuperação gradual no segundo trimestre de 2012.

    Este análise sobre os efeitos das manifestações de junho de 2013 talvez pudesse ser apurada fazendo uma comparação da produção e investimento nos meses de abril, maio, junho, julho, agosto e setembro de 2013. Talvez esta apuração possa ser trabalhosa, mas me parece que ela seria muito mais relevante para entender a economia do que as trapalhadas, teimosia e centralização do governo, ou mesmo o possível erro de timing das ações governamentais.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 15/07/2014

  13. altamiro souza

    15 de julho de 2014 6:14 pm

    õ que importa ai.parece-me, é

    õ que importa ai.parece-me, é a qualidade do desenvolvimento, com emprego e melhoria constrante dos salários, como vem ocorrendo nos últimos 12 anos, ,

    algumas das proposições colocadas no comentário já são desenvolvidas pelo governo,

    então aú a questão é a economia mundial dominada pelo neoliberalismo que não cresce  na europa e estados unidos, já apropriada pela fianceirização.

    aliás, o debate nessas eleiçõe será esse – crescimento com emprego e distribuição de renda ou volta ao passado..canibal-catastrófico-catatônico fernandenriquista. entre eros e tânatos ou entrre o tesão e a falência dos órgãos. …etc e tal

    1. Ozzy

      16 de julho de 2014 3:03 am

      EUA

      Cuidado que em 2014 periga os EUA crescerem mais do que o Brasil, quebrando tanto a sua premissa quanto o seu lado preferido no tal debate.

      1. Free Walker

        29 de janeiro de 2015 5:25 pm

        A América vai creser 2,7%

        A América vai creser 2,7% sobre um PIB de mais de 15 trilhões de dollars em 2015. O Brasil ZERO. segundos estimativas. 

        t

  14. AndreP

    15 de julho de 2014 6:15 pm

    Abertura econômica sozinha não garante avanço

    Acho que essa entrevista do Glaugo Arbix, Presidente da Finep, caminha em sentido semelhante ao artigo do Nassif e ajuda a entender os próximos passos da política de investimento.

    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/07/1485936-abertura-economica-sozinha-nao-garante-avanco-diz-sociologo.shtml

     

  15. Ozzy

    15 de julho de 2014 10:11 pm

    Índice de liberdade econômica

    Certamente já foi mencionado aqui, mas a Heritage Foundation divulga anualmente seu índice de liberdade econômica. Na atualização de 2014, o Brasil aparece na gloriosa 114a posição, de 178 nações pesquisadas. Desde o início do governo petista, já caímos umas 50 posições.

    http://www.heritage.org/index/ranking

    Para quem quiser resmungar contra esse índice, os primeiros colocados (considerados países de liberdade econômica máxima) são os terríveis e atrasados países de Hong Kong, Singapura (ok, não contam pq são cidades-estado), Austrália, Suíça, Nova Zelândia e Canadá. Na categoria logo abaixo vêm ditaduras atrasadas como Alemanha, EUA, Inglaterra, Suécia, Noruega, etc.

    O Brasil está na gloriosa companhia de Burkina Faso, Tonga e seus parceiros de BRICS, China, Rússia, Índia. A África do Sul está uma categoria acima, em 75o lugar.

    Ou seja, temos aqui um governo que sistematicamente DERRUBA a liberdade econômica do país e agora, ao atingir uma situação econômica de estagnação, a proposta dos mesmos gênios é aumentar ainda mais a intervenção estatal na economia.

    Ok, parece fazer sentido.

    1. valter r vidal

      16 de julho de 2014 3:26 am

      Não adianta

      Para os fanaticos adoradores de partido não adianta expor fatos, mas é valido pois aqui não são todos radicias esquerdistas frustrados em suas realizações.

      A doutrina esquerdista do socialismo que nada mais é que a inveja transformada em ideologia.

      Eles Invejam as pessoas que realizam algo e receitam criar impostos pra roubar o dinheiro deles. O resultado: o rico se muda pra outro lugar, não paga os impostos que querem roubar dele e ainda por cima fecha os postos de trabalho que a s empresas dele criaram. E no fim, quem paga a conta é a já sufocada classe média.

      Maltratar o capital é maltratar o pobre também. O típico esquerdista não compreende isso, mas capital e proletariado são partes de uma engrenagem e quando um deles é maltratado, o outro sofre também.

       

      1. Sergio Navas

        16 de julho de 2014 6:06 pm

        Os saudosistas da guerra

        Os saudosistas da guerra fria, não aceitam qualquer crítica ou sujestão que regule a iniciativa privada, cada País tem sua própria realidade, a doze anos pregam o caos que não chega.

        Quem não aprende com fatos aprenderá com o que?

        abçs

        1. valter r vidal

          16 de julho de 2014 10:20 pm

          não meu amigo

          Não distorça os fatos sergio, eu não tenho 12 anos de blog alias acho que nem esse blog tem 12 anos de vida, apenas estamos vendo com o passar dos ultimos anos que a rota percorrida por esses governos do PT NO CAMPO ECONOMICO  está indo para o lado errado, e falar em regulação da inciativa privada é um disparate tão grande que realmente é desanimador argumentar sobre coisas tão obvias, ja se paga um monte de impostos, um monte obrigações trabalhistas, um cambio criminoso proporcionado por esse governo preguiçoso e covarde que subtrai pelo menos 40% da competitividade da industria, e vc ainda vem com essa pregação esquerdista e ferrar (REGULAÇÃO) ainda mais os loucos que ainda tentam produzir algo nesse pais? Em uma coisa vc tem razão tem gente que não aprende nada na vida.

          1. Sergio Navas

            29 de janeiro de 2015 5:58 pm

            Sou um pequeno empresário do


            Sou um pequeno empresário do ramo metal mecânico, enfrento inumeras dificuldades no abastecimento dos insumos vitais á minha pequena indústria, poderia lhe perguntar o porquê do minério brasileiro cruzar oceanos e retornar em forma de manufaturados a preços competitivos, mas já sei qual seria a sua resposta, impostos e proteção cambial. Então farei outra pergunta: Como funciona e com quais alíquotas o sistema tributário nos Países mais representativos, como por exemplo, EUA, Alemanha, França, Japão, Rússia, China etc.?

  16. Alexandre Weber - Santos -SP

    16 de julho de 2014 1:39 am

    Bicicletas elétricas brasileiras

    O mata-burro a se superar será fabricar aqui no Brasil bicicletas elétricas com competividade no mercado internacional.

    Foque-se todos os esforços para isto e as soluções para os problemas dos outros setores industriais e indústrias desaparecerão como passe de mágica.

    Dificuldades são aquelas coisas que vemos quando tiramos os olhos do objetivo.

    Acorda, Dilma!

  17. mello

    16 de julho de 2014 2:57 am

    Espantoso os economistas e

    Espantoso os economistas e industriais brasileiros  solicitando mais intervenção do Estado na  Economia.

        Não é o “mercado ”  que comanda ?

  18. Calvin

    16 de julho de 2014 3:49 am

    Não funciona

    Persistindo a febre, dobrar a dose do remédio errado não irá curar a doença. O que se precisa é de um médico que entenda a doença, que no PT era só um: Palocci.

  19. Flavio Patricio Doro

    16 de julho de 2014 12:39 pm

    Boas sugestões para a política industrial

    As sugestões que se seguem são do Dr. Elder de Faria Braga, que mas enviou em uma mensagem particular que comentava este post. Por sua relevância, tomo a liberdade de reproduzi-las aqui.

    O Brasil não tem política industrial desde a época dos militares e tenta tirar a competitividade de sua indústria desde Sarney. Nosso investimento público é ridículo e nossa carga tributária incompatível com o estágio de desenvolvimento do país. O Estado aqui praticamente não investe. A situação piorou com os governos do PT (embora já fosse péssima).

    O aumento da cunha fiscal foi acompanhado de um enorme crescimento das despesas do governo. Precisamos de um Estado muito mais eficiente, para que sobre dinheiro para coisas básicas, como: manutençao de estradas, construção de ferrovias intermunicipais, portos e centenas de aeroportos regionais, além de uma revolução na saúde e na educação básica (que só pode ocorrer com uma intervenção federal na área, pois os municípios estão quebrados). Precisamos de controladoria, planejamento estratégico e gente pensando (e fazendo) uma profundíssima reforma no Estado. Nossas despesas têm de cair muito. Mesmo quebrando recordes de arrecadação, nosso endividamento tem subido, o que aumenta nossa maior despesa: o serviço da dívida.

    Exatamente por isto é que o arrocho (responsabilidade) fiscal tão criticado é fundamental para permitir um crescimento sustentável no longo prazo. Esses últimos fundamentos foram respeitados no governo Lula, mas abandonados por Dilma.

    Essa falta de compromisso fiscal é parte da resposta para a falta de investimento privado. Nos últimos anos houve uma enorme queda de confiança nos resultados de longo prazo das políticas do governo.

    O pior é que, neste quadro, ainda pensamos política industrial como nos anos 50. Pensar em competir com os salários e condições sociais e institucionais da China, é loucura.

    Devemos crescer nas áreas onde há alta inteligência agregada, ou onde outros fatores nos dão uma vantagem natural. O Nassif apontou muito bem a área militar, que já foi grande no Brasil e poderia voltar a crescer. O segredo aí seria produzir média tecnologia para os mercados do terceiro mundo: DRONES, sistemas leves de mísseis, blindados leves, sistemas de radar, visao noturna etc… Temos a tecnologia e o mercado é muito grande.

    Muito maior que o setor armamentista é o da agroindústria, abandonada pelo governo. Poderíamos ter muitas EMBRAPAS, se o BNDS criasse linhas para financiar pesquisadores que quisessem criar empresas. A mesma política poderia nos colocar no mapa nas áreas da química fina, pesquisa farmacêutica, instrumental médico… Todas áreas de ponta. Elas não dão muitos empregos (e por isso sao desprezadas), mas produzem enormes superávites comerciais, seja pela exportação, seja pela substituição de importações e este dinheiro que entra gera os empregos.

    Por outro lado, indústrias como a do cinema, design, móveis finos, alimentos gourmet regionais (vinho, embutidos, temperos e especiarias etc) e moda, com algum financiamento e facilidades regulatórias, poderiam ter crescimento explosivo e, estas sim, empregam muita gente.

  20. Andre SP

    17 de julho de 2014 4:22 am

    KKKKKKK

    Li a maioria dos comentários para ver se teriam algo mais a acrescentar na explanação do Nassif. Fiquei decepcionado com grau de visão de nossos amigos.

    Mogisenio, sempre um sábio! Homem de grande experiência e sabedoria, conhece nossa história e seus meandros.

    Aqui todos conhecem meu sonho! meu propósito é utopia! Sua realização será a salvação!

    Vejo meus parentes futuros povoando galaxias, trazendo vida aos planetas mortos, trazendo luz ao universo. Isto é um futuro que não está muito longe, e precisamos acreditar nele!

    Esta batalha dada no presente. É presa a regras mesquinhas e egoístas! Estão preocupados com um hectare de terra, quando ha um universo de possibilidades.

    Ficam de birrinhas Direita, Esquerda quando nosso destino é o universo. O universo só nos será concedido quando acabarmos com estas discussões pequenas e partimos para o concreto. Como disse Mogisenio, Economista kkkkkkk seja mais util! Possuem conhecimento estratégico. As cidades estão sufocadas, elas precisam desinchar.

    Dinheiro para mim é uma piada de mal gosto! As pessoas se matam por ele! Quando tem ele não sabe o que fazer com ele! A politica neoliberal levou o mundo a um desiquilíbrio monstruoso, Estamos a beira de uma tecnocracia selvagem e predadora. Acreditar na benevolência é muito preocupante quando um poder deste tamanho está centralizado.

    Um Republica Corporativa consegue equilibrar os dois pontos, mas, acaba com todos os recursos naturais. Promove desenvolvimento rápido, riqueza, mas destrói o planeta se não investirmos pesado em sua recuperação.

    Ai caímos de novo no problema dinheiro! Eu já falei aqui no blog que avaliando as dividas dos países desenvolvidos. Nós teríamos pelo menos uns 9 trilhões de dólares de capital no BNDS para financiar tecnologia, pesquisa, infraestrutura e até projetos privados de pessoas que possuem uma visão social estratégica de sua empresa. Isto para empatar o jogo!.

    Neste ponto estaríamos falando a grosso modo, BNDS bancar e ser até sócio de projetos considerados todos estratégicos para o país.

    Eu acho o maior erro estratégico esta picuinha de querer exportar carro! Também não vejo com muito bons olhos se vale a pena expandir a frota interna. Não é uma politica energética sustentável! Mas privilegiar uns tirando acesso a outros é complicado. A cobiça leva ao crime!

    Não é novidade nenhuma, que a maioria dos países praticam Dumping Social. Porque não podemos praticar? O lucro é sempre o resultado das perdas e ganhos.

    Nestas transações é que entra a importância estratégica e a transparência dos comércios bilaterais, um pode curar a doença do outro, de acordo com as politicas estratégicas. Coisa que para sapo de fora que não domina o grau de excelência necessária que chegaria o mundo. Se não sabe o potencial estratégico não deve opinar! Talvez, nem saber! Ele saberia que funciona, mas não sabe como. Para isto é preciso um bocado de fé! Muito altruísmo! E devagarzinho chegamos a tão sonhada igualdade social.

    Disse que no momento adequado, defenderia a meritocracia. Sim eu mais de que ninguém conheço o mérito e reconheço a necessidade do preparo. Mas um excelente médico, não é um excelente administrador. E a maioria dos administradores desta área só almejam lucros, extorquem e nada oferecem! Não vejo nada de altruísta neste mercado. Só exploram o sofrimento alheio e gastam fortunas em marketing pessoal. São parasitas, atravessadores que não trabalham para o bem do homem? Assim existe em outros mercados estratégicos, pessoas que só procuram se locupletar com a desgraça alheia?

    Depois me falam de impostos…. KKKKKK Quanta Inocência! Se preferirem, quanta ignorância!

    O mundo está mudando rápido e a cada dia mais rápido! Eu aposto em possibilidades ilimitadas. Entraria de corpo e alma no projeto. O projeto sendo vitorioso, a humanidade ganha! Se apostarmos só em nós, estaremos fadados ao fracasso. Precisamos ajudar os fracos e oprimidos, sem que prejudique as outras nações. Estamos todos no mesmo barco!

    É importante termos o domínio tecnológico, mas não vejo com bons olhos venda de armas. Só as aceito para reposição de frota para patrulhamento estratégico. Não como força bélica!

    O Aumento de mão de obra qualificada no mercado deve promover gradativamente um reequilíbrio da injustiça social.

    A igualdade é mais complicado! R$ 2.000,00 reais nas metrópoles não dão para nada, mas, no campo é uma fortuna!

    Um bom estrategista pode fazer planejamento de médio e longo prazo para equilibrar o mercado, sem que se perca de vista a sustentabilidade e produtividade global, que ao meu ver, deve ser desacelerada, para um salto tecnológico mais limpo e promissor no futuro. Troca de celular a cada 3 meses não me parece bom negócio! Devemos voltar ás politicas de bens duráveis e de planejamento de longo prazo. Salvamos o planeta e humanidade no caminho. Acredito que muitos assim o pensam! A tecnologia que liberar o homem para criar e aumentar a produtividade dentro deste espectro, será muito bem vinda, seja de onde vier! Mas estes precisam estar empenhados na visão de um ambiente onde todos saiam ganhando. Sem perder de vista a trajetória do crescimento global, equacionado com o regional.

    O deficit de saneamento básico brasileiro é assustador. A despoluição das represas e rios estão a passos de tartaruga, para não dizer lesma. Não é possível olhar para um lado sem olhar para o outro! Precisamos recuperar o que esta estragado e projetar um equilíbrio mais sólido e sustentável. Investimento não gera lucros. São sementes para a colheita no futuro. Talvez possamos importar tecnologia nestas recuperações. Para evitar acelerar mais este desastre já anunciado.

    Para fazer tudo isto, só com um BNDS financiando todos os projetos. A rede privada está mais preocupada em lucro imediato e estão destruindo tudo para aumentar seus lucros. Precisamos mudar esta visão de mundo!

    Responsabilidade Fiscal é igual a piada do Pimenta no c… é refresco! Eles dão e deram brioche a povo enquanto enriqueciam apoderando-se dos estados fazendo-os reféns mundo a fora. Agora quer que o BNDS só financie seus projetos particulares e monopolistas. Tenham dó! É o povo financiando sua escravidão!

     

  21. Douglas - SBC

    18 de julho de 2014 2:58 am

    Voltando pra roça.

    A realidade das empresas do setor automobilístico hoje é a seguinte: 1) Ninguém sabe por quanto tempo ficará vivo…2) Ninguém quer investir por medo…3) Ninguém garante nada para ninguém…4) todo mundo esta quebrado financeiramente….5) Faz dois meses que ninguém paga ninguém…6) Os pátios estão com 48 dias de produção em estoque…..7) Só se tem uma certeza, “SEREMOS ENGOLIDOS PELOS ASIÁTICOS”….Triste fim para a Indústria automotiva, quem te viu, quem te vê. 

  22. Douglas - SBC

    18 de julho de 2014 3:14 am

    Se o Dolar fosse hoje R$

    Se o Dolar fosse hoje R$ 2,90, não estaríamos aqui perdendo nosso tempo com este assunto.

  23. Clever Mendes de Oliveira

    19 de julho de 2014 7:39 pm

    Baixa aprovação da Dilma talvez venha de boas ações econômicas

     

    Luis Nassif,

    Enviei terça-feira, 15/07/2014 às 14:16, um comentário para você aqui neste post “Brasil 2015: rumos da política industrial” de terça-feira, 15/07/2014 às 06:00. Lá no meu comentário eu deixei implícito que a avaliação do governo de Dilma Rousseff, feita com suporte nos índices de popularidade dela e nos resultados econômicos, não faz jus ao que aconteceu de fato.

    Para deixar a crítica implícita eu considerei o seu post como mais consistente do que posts anteriores, mas que peca por fazer uma avaliação ex-post da política industrial. A política industrial não teria dado certo, portanto, estava errada. No fundo é uma afirmação retórica e que não pode ser refutada, a menos que a refutação seja do mesmo modo retórica.

    Em meu comentário, eu procurei dar mais destaque para o reflexo do aumento da taxa de inflação na popularidade do governo e critiquei o seu comentário por não analisar este aspecto na avaliação da política industrial do governo da presidenta Dilma Rousseff. Este tipo de crítica da política econômica acaba por nos encaminhar para um ciclo vicioso. A avaliação de um governo depende dos índices inflacionários. A adoção de boas políticas industriais em determinadas circunstâncias depende de se permitir taxas de inflação mais altas. Se um governo adota as medidas corretas, mas circunstancialmente não se tem resultado favorável na indústria e de outro lado a inflação aumenta, automaticamente a política industrial será avaliada como equivocada, pois de um lado há perda de popularidade do governo em razão do aumento da inflação e de outro não ocorrem bons resultados no setor industrial.

    No entanto, pode-se mostrar que a falta de resultado no setor industrial foi muito em decorrência de circunstâncias (Dificuldade do mundo se relançar economicamente e talvez tenha que se considerar também uma possível influência das manifestações de junho de 2013 no ânimo do investidor industrial brasileiro), e que o aumento da inflação teve também razões circunstanciais (A seca no oeste americano que elevou o preço de commodities agrícolas da nossa pauta de importação, além de se ter o problema não circunstancial mas permanente da nossa dívida pública de curto prazo encontrar-se em um patamar elevado) e que os índices de popularidade da presidenta Dilma Rousseff estiveram associados ao aumento da inflação concomitantemente à ocorrência do julgamento da Ação Penal 470 centrada no núcleo petista e do surgimento de outros escândalos de corrupção, além de as manifestações de junho de 2013 terem tido um efeito destruidor da imagem da presidenta da República.

    De todo modo, considero que os governantes possuem um instrumento poderosíssimo para enfrentar o efeito da inflação na imagem do político. Trata-se do Regime de Metas de Inflação que permite levar a inflação para o índice desejado no período mais importante para a eleição do presidente. Assim não será de se estranhar que os índices de inflação venham cair nos próximos meses e muito provavelmente a popularidade da presidenta Dilma Rousseff venha subir de agora até as eleições.

    E lembro que você editou recentemente dois posts a respeito do Regime de Metas de Inflação. Trata-se do seu post “Brasil 2015: o desafio de mudar o tripé econômico” de sexta-feira, 18/07/2014 às 06:00, e também do seu post “A hora de discutir as metas inflacionárias” de sábado, 19/07/2014 às 10:40. Os dois posts “Brasil 2015: o desafio de mudar o tripé econômico” e “A hora de discutir as metas inflacionárias” podem ser vistos respectivamente em:

    https://jornalggn.com.br/noticia/brasil-2015-o-desafio-de-mudar-o-tripe-economico

    e

    https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-hora-de-discutir-as-metas-inflacionarias

    Pelo menos para o post “Brasil 2015: o desafio de mudar o tripé econômico” eu enviei hoje, sábado, 19/07/2014 às 11:08, um comentário em que questiono você não considerar o aspecto político que norteia o combate à inflação. Penso que esta questão do Regime de Metas de Inflação é bem pertinente a crítica que eu faço a este seu post “Brasil 2015: rumos da política industrial”, o que valida bem deixar aqui os links dos seus dois últimos posts em que você trata do Regime de Metas de Inflação.

    E por fim chamo atenção para o fato de que em meu comentário enviado terça-feira, 15/07/2014 às 14:16, aqui neste post “Brasil 2015: rumos da política industrial”, eu faço menção ao texto do IBGE com a apresentação das Contas Nacionais Trimestrais. Deixo também a seguir o link para o texto referente a apresentação dos últimos dados do PIB para o primeiro trimestre de 2014:

    ftp://ftp.ibge.gov.br/Contas_Nacionais/Contas_Nacionais_Trimestrais/Fasciculo_Indicadores_IBGE/pib-vol-val_201401caderno.pdf

    O título do texto é “Contas Nacionais Trimestrais – Indicadores de Volume e Valores Correntes – Janeiro / Março 2014”.

    Faço esta reminiscência para o texto do IBGE porque na página 16 há o gráfico II.9, intitulado “PIB a preços de mercado – Taxa (%) acumulada em quatro trimestres” que mostra um início de retomada do crescimento econômico e que foi estancado a partir do terceiro trimestre de 2013.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 19/07/2014

  24. Vantuil Barbosa Filho

    29 de janeiro de 2015 3:34 pm

    Industria brasilleira?

    kkkk…empresário brasileiro? kkkk…  só aparece quando estão atrelados ao estado, quer dizer reecebendo por fora, jeitinho brasileiro de produzir lucros, não de produzir massa; Sinceramente, jamais o povo e o governo, seja qual for, verá um tostão desses vulgos empresários; Deve o governo abrir o mercado a industria internacional, desde que instalada em território nacional.

    1. Alex Sotto

      29 de janeiro de 2015 11:10 pm

      Ué, mas tem marcado fechado por aqui ?

      O empresário estrangeiro não vem porque o ambiente de negócios é péssimo, burocrático, cheio de gente que cria dificuldades e vende facilidades.

      Quem tem espírito empreendedor, o tem aqui eou na China, tanto faz. 

      Há centenas, talvez milhares de empreendedores brasileiros que estão virando empresários na China ou no Paraguai, atrás de melhores ambientes de negócios.

       

      1. Sergio Navas

        30 de janeiro de 2015 3:46 pm

        O problema dos empreendedores

        O problema dos empreendedores brasileiros que atuam na industria de transformação, encontram dificuldades no abastecimento de insumos, em função do domínio exercido pelas grandes corporações privadas e ausência do estado em fase inicial da cadeia produtiva, exemplo disso é o setor siderúrgico, que após as privatizações, e com a cumplicidade do estado, passaram a dificultar a concorrência internacional de semi-acabados, através de barreiras técnicas em normas e regulamentos, criando terreno fértil às importações de manufaturados.

        Em busca de soluções os empreendedores brasileiros foram à Asia e perceberam que ao invés de importar o insumo, o melhor negócio era trazer o manufaturado pronto.

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