Ref. ao post: A malandragem ideológica para defender a CBF

DIAGNÓSTICOS EQUIVOCADOS – Tem algo que está me incomodando profundamente neste pós 7 à 1 do Brasil. Escrevi várias vezes que o sr. Scolari colocou um time lépido e fagueiro contra a pátria mãe do futebol força. Contra um futebol aplicado, objetivo e sem firulas.
Subestimamos uma das maiores potências do futebol e pagamos o preço por isso. A homérica goleada é consequência disso, mas não em sua totalidade. Os 7 à 1 foram um resultado completamente atípico, que desnorteou o mundo inteiro, inclusive os vencedores.
É possível que nem daqui há 100 anos vejamos algo igual no futebol. Ponto.
Depois dessa breve análise, da qual se pode discordar, evidentemente, agora vem a parte que me incomoda. As redes sociais estão lotadas de críticas à CBF e aos dirigentes do futebol brasileiro. Estão lotadas de críticas ao sr. Marín, como se ele ou a CBF fossem os culpados pela derrota brasileira, ou até mesmo pela evidente humilhação histórica. Não concordo.
Todo mundo sabe dos problemas extra campo do futebol brasileiro, dos clubes, da CBF e até da Fifa. Mas debitar a nossa derrota de 7 à 1 na conta dessas estruturas arcaicas é um imenso erro de análise.
Não foi com a antiga CBD (que foi virou CBF em 1979) sob a Presidência de João Havelange que o Brasil se tornou Tricampeão Mundial de Futebol? Como explicar que o ‘mafioso’ Havelange tenha nos legado 03 Copas do Mundo em sua gestão?
Será que é possível explicar a inexplicável derrota do Brasil para a Alemanha através de fatores extra campo? Se é possível (não concordo), deveríamos no mínimo tentar também explicar como é que o Brasil se tornou o país do futebol com essa mesmíssima estrutura ultrapassada, ou até pior no passado.
A gestão de Ricardo Teixeira à frente da CBF (1989-2012) é a mais vitoriosa da história da Seleção Brasileira (dentro de campo), com 02 Copas do Mundo, 05 Copas América e 04 Copas das Confederações.
Isso sem falar na questão dos clubes brasileiros, que passaram a vencer com maior regularidade os torneios e campeonatos internacionais, notadamente a Taça Libertadores da América que vencemos de forma consecutiva nas últimas 04 edições.
Se vamos detonar a CBF e o seu antigo presidente Ricardo Teixeira (que ainda comanda a entidade por baixo dos panos, desde os EUA), e dizer que o fracasso da Seleção Brasileira em 2014 é responsabilidade deles, será que não deveríamos tentar explicar também porque essa estrutura assim tão arcaica nos deu tantos títulos entre 1989 e 2014?
Ou só vale a crítica quando perdemos e quando ganhamos, como em 1994 e 2002, nos esquecemos automaticamente da figura do sr. Ricardo Teixeira? Ou só vale a crítica quando perdemos e quando ganhamos, como em 1958, 1962 e 1970, nos esquecemos automaticamente da figura do sr. João Havelange?
Caros amigos e amigas, a derrota contra a Alemanha é responsabilidade única e exclusiva da Comissão Técnica do Brasil, em especial do sr. Scolari. Esta é a verdade sobre o episódio, além de termos que compreender que o que houve tem também um componente meio inexplicável, típico do futebol.
Debitar esta derrota na conta da CBF, que tem um Centro de Treinamentos dos mais modernos do mundo e que banca uma estrutura invejável para qualquer Seleção, é um erro. E debitar esta conta no fato de que os jogadores brasileiros hoje atuam, em sua grande maioria, no exterior, é outro erro grosseiro.
Já era assim em 1994. Foi assim em 2002 e é assim agora. Logo, essa tese também não explica a acachapante derrota de nosso selecionado.
Aliás, onde é que jogam a maioria dos atletas argentinos que farão a final contra a Alemanha? Aliás, onde é que Messi joga desde a sua mais tenra idade?
Queremos e devemos modificar e aperfeiçoar a estrutura do futebol brasileiro, dos clubes e da CBF, mas atribuir o fracasso da Seleção Brasileira em 2014 aos processos e estruturas arcaicas das nossas entidades dirigentes está errado.
Há uma tese ufanista que diz há bastante tempo que se o futebol brasileiro fosse minimamente organizado venceríamos todas as Copas do Mundo…
Que barbaridade!
Será que somos tão bons assim, será que somos tão superiores assim? Será que só o Brasil gosta de futebol no mundo? Será que somos os únicos bons e o resto dos países é composto por perebas e pernas de pau?
Será que italianos, argentinos e alemães não jogam e nunca jogaram nada, ao contrário do Brasil que sempre teve o melhor futebol do universo?
É preciso admitir, outros vários países amam o futebol e sabem jogar muito bem este fascinante esporte bretão. E é preciso admitir também que estamos numa entressafra de talentos futebolísticos.
Tirando o Neymar, que é um jogador diferenciado, quais são os outros atletas brasileiros desta Copa que não são medianos ou algo pouco acima de medianos?
Vamos mudar a estrutura do futebol brasileiro e aperfeiçoá-la, sem dúvida. Mas não vamos nos iludir e atribuir derrotas para uma estrutura que bem ou mal nos trouxe até aqui, e que nos fez ser a maior potência futebolística do planeta.
Vamos trocar os dirigentes atuais por questões de cunho penal e processual penal, não porque isto tenha sido decisivo na formação do futebol brasileiro.
O verdadeiro mal do nosso futebol é o conluio CBF-Organizações Globo, que conseguiram até mesmo pulverizar o antigo Clube dos Treze. Mas não é este conluio que explica tudo o que acontece dentro do campo, em que pese explicar tudo o que acontece fora dele…
Os motivos da nossa derrota atual não passam por fatores extra campo, isso é uma ilusão.
Passam, isto sim, por um curto-circuito inexplicável de nossos atletas e pela escalação faceira do sr. Scolari, que preferiu jogar contra o futebol força alemão como se estivesse jogando um amistoso contra a Ferroviária de Araraquara.
Motta Araujo
12 de julho de 2014 11:33 pmSe a estrutura antiga nos deu
Se a estrutura antiga nos deu os 5 titulos e porisso não é culpada deste fracasso, o mesmo raciocinio serve para o conluio CBF-Globo, que já existia quando o Brasil começou a ganhar as 5 Copas.
sergior
13 de julho de 2014 12:02 amErras, para variar!
Erras, para variar! Em 58 ou 62 não existia CBF nem Rede Globo. A exclusividade da transmissão do Nacional vem dos anos 80.
Motta Araujo
13 de julho de 2014 12:47 amA CBF existia com o nome de
A CBF existia com o nome de CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE DESPORTOS, é exatamente a mesma entidade.
Jô
12 de julho de 2014 11:41 pmconcordo em parte…
O problema e que os fatores extra-campo tem influenciado sim a forma como a selecao vem atuando. Desde a escalacao, treinos, entrevistas sem fim, atendimento a patrocinadores, influencia de empresarios de jogadores, etc. Mas o mais importante do que vitorias e titulos e a moralizacao das entidades que atuam como mafias e expandem seu poder politicocada vez mais.
Vinicius Carioca
12 de julho de 2014 11:47 pmNão serei leviano de afirmar
Não serei leviano de afirmar enfaticamente, mas ficou parecendo uma defesa da CBF…paciência.
Assis Ribeiro
12 de julho de 2014 11:50 pmQualquer praga primeiro se
Qualquer praga primeiro se instala, depois prolifera, e em seguida destrói tudo em volta.
Eurico Miranda, por exemplo, se instalou e foi um grande vencedor no Vasco, ficou muito tempo e em seguida destruiu o clube. Todos os clubes tem histórias semelhantes. E foi o que aconteceu com Havelange/Teixeira na CBD/CBF.
Diogo, defende a CBF em vários parágrafos mas, felizmente, conclui; “O verdadeiro mal do nosso futebol é o conluio CBF-Organizações Globo,”
Marcelo Castro
12 de julho de 2014 11:54 pmFelipão leva outro nó tático
Enquanto isto o papai Felipão leva outro nó tático da Holanda 3 X 0. Até o mundo mineral sabia que o jogador Robben da Holanda é letal. A Argentina humildemente colocou 3 jogadores para acompanha-lo pelo campo inteiro. O Brasil tomou três gols da Holanda, todos surgiram do pé de Robben. Se a CBF tem alguma culpa no cartório foi ter apostado no Felipão, um tecnico obsoleto há pelo menos 4 anos.
IV AVATAR
12 de julho de 2014 11:59 pmSerá que a CBF não queria de Felipão esse resultado.
A máfia CBF – FIFA – Globo conspiraram pra que o desempenho do Brasil fosse aquém de suas possibilidades, dai que deixaram de fora jogadores veteranos com experiência de outras Copas, a Alemanha tinha 6….quem eh mesmo esse jogador chamado Bernard que nào parava de chorar nos pés do Felipão em pleno jogo contra a Alemanha, o de hoje nem vi…Esses árbitros da FIFA são uma vergonha, deixaram impune o colombiano que quase deixou paralítico o Neymar, e hoje foi marcado contra o Brasil um pênalti sem justificativa,…É o vale-tudo para eleger o Arrocho Neves. não passarão.
Antonio Edson
13 de julho de 2014 12:16 amSer?
Concordo com seu comentário. Para Globo, CBF e Sr. Scolari, que talvez se tornou laranja nem um pouco desavisado, esta copa foi totalmnte política. Altas baixarias são feitas também no esporte, com um único fim: eleitoreiro.
Nicolas Crabbé
13 de julho de 2014 1:24 amConspiração
Existe claramente uma conspiração mundial, envolvendo a Argélia (primeiro árbitro), o Japão (quarto árbitro), o novo Rei da Holanda, que só pôde assumir o trono se assinasse em cartório que faria de tudo para que Aécio Neves ganhasse as eleições, a Angela Merkel, que ganhou as últimas eleições na Alemanha graças à promessa de lutar até o fim para que o PSDB voltasse ao poder no Brasil, até a Argentina, cujos torcedores criam e entonam músicas que ferem a autoestima do brasileiro, levando ao baixo astral com único intuito de prejudicar o governo Dilma.
O primeiro pênalti não existiu, a falta foi fora da área, mas o Thiago Silva deveria ter sido expulso como último homem – a regra é clara, não é Arnaldo? Depois Fernandinho cometeu pênalti claro no Robben, que não foi marcado.
Teorias da conspiração são divertidas, pena que tem gente que leva isso a sério…
André Paulo Reis
13 de julho de 2014 5:31 amNicolas, não sabe de nada inocente
” O Brasil teve dois penaltys não marcados, o que é muito estranho pois conta a aelmanha foi a mesma coisa, contra o Brasil marcam os que não houve, até podia ter empatado o jogo”
precisa desenhar né
Vinicius Carioca
13 de julho de 2014 2:13 pmMuito bos, Nicolas. O pessoal
Muito bos, Nicolas. O pessoal vez ou outra viaja por essas bsndas.
Unive
12 de julho de 2014 11:55 pmA questão é que esta é a
A questão é que esta é a melhor oportunidade para se derrubar estruturas podres e corruptas. PONTO.
NALDO
12 de julho de 2014 11:56 pmO problema atual do nosso
O problema atual do nosso futebol é a falta de qualidade de nossos jogadores, quais, alem desses, tinha para se chamar? Muito poucos, e os de sempre Kaka robinho e cia já estão em final de carreira, isso é preocupante, futebol é feito de tatica treinamento e antes de tudo jogadores, impossivel em nossa país com o futebol como o principal esporte praticado não ter aparecido nenhum outro grande jogador antes ou depois do Neymar.
Schell
13 de julho de 2014 12:03 amErrou a CBF em não continuar
Errou a CBF em não continuar o trabalho do Dunga ou do Mano Menezes e, mais uma vez, apostar no Scolari (que há muito não entende mais nada de futebol: mesmo assim, ganhou a copa das confederações no ano passado, ganhou um monte de jogos, mesmo que jogando contra escolas ultrapassadas (Espanha) ou adversários que, agora na copa, se revelaram totalmente vencidos (Rússia, Inglaterra, por aí). O Scolari não estudou seus adversários, foi parao o campo como se ainda estivesse em 2002: com muitos craques e adversários modestos). Deu-se mal em todos os aspectos, não só o futebol mudou, como nossos atletas pioraram. Deu no que deu. E não podia ter sido diferente.
Gão
13 de julho de 2014 12:18 amO Brasil teve sorte hoje
Concordo com o texto, os problemas da CBF e clubes são reais e têm que ser resolvidos mas o que houve dentro de campo tem só treinador como responsável, hoje poderia ter sido pior, 10 a zero sem brincadeira, pegamos o melhor time dessa copa mas que nem queria jogar, o juiz jogou pela Holanda e eles se acomodaram, dois gols de forma irregular mas que mesmo assim mostrava um bando de jogadores perdidos. a Alemanha não teve pena do Brasil, pelo contrário quase brigaram entre eles quando o ozil perdeu um gol feito, normalmente eles até se poupam pro jogo seguinte e já tinham encarado prorrogação, poderiam ter feto mais sim mas não faria o menor sentido.
O vexame foi menor hoje pelo seguinte, os jogadores se reuniram e deixaram felipão de lado, o time se reorganizou e passou a ter a posse de bola jogando mais compactado, Felipão parecia acenar para o time se espalhar em campo , o que é loucura total, Neymar ajudou sim e e muito, foi o líder fora de campo, viu que Felipão se levantou e simplesmente sentou no lugar dele pra cochichar com Murtosa e Parreira, falou com os jogadores na beira do campo, o Thiago voltou a ser o líder dentro e campo , a Holanda não tinha a menor motivação para o jogo, o Brasil teve dois penaltys não marcados, o que é muito estranho pois conta a aelmanha foi a mesma coisa, contra o Brasil marcam os que não houve, até podia ter empatado o jogo mas também estava novamente prejudicado no aspecto psicológico por tudo o que tinha acontecido.
O que é estranho é um treinador se perder desse jeito, foi triste ver um técnico vencedor como ele sendo esquecido pelos jogadores daquela forma, e os “auxliliares” não tavam nem aí, nisso sim a CBF falhou tinha que chamar a comissão técnica pra uma conversa séria, botar parreira no comando e Felipão só fazendo figuração, é uma maluquice sem tamanho colocar um time que treina só 5 minutos pra disputar um jogo decisivo de copa, é preciso notar que tem algo errado.
Mas que pelo menos sirva pra chamar atenção para os problemas do nosso futebol.
NALDO
13 de julho de 2014 1:45 amAlem do mal futebol a
Alem do mal futebol a arbitragem deitou e rolou em cima do Brasil, dois penaltys claros na cara do bandeirinha um o cara leva o braço na bola e no outro a bola passa e o holandes pisa ou quase pisa no pé do Oscar, e o mais estranho é que todos ficam mudos como se fossem indiferente e isso tambem não prejudicasse o rendimento do time; não se esquecendo que o Brasil nas duas ultimas copas perdeu seu melhor jogador por fratura (não é contusão) Elano em 2010 e agora o neymar em lances que sequer foi dado falta, não é normal,, tem muita coisa podre alem do mal futebol da seleção.
nadja
13 de julho de 2014 12:38 amDisseram que queriam padrão
Disseram que queriam padrão FIFA, que os brasileiros mereciam um chute no trasseiro, no entanto descobriu-se que a FIFA tem ua máfia nos ingressos e a CBF , bem a CBF é isso ai que vimos de nossos jogadores. Eleaboraram uma equipe e disseram a eles que eram os melhore s, qeu iriamos ganhar, ouvi do Parreira dizer que estavmos com a mão na taça. Respondo igual a Felipão, ou foi burrice ou ma-fé com o povo brasileiro. Desconsideraram o futebol mundial, nem analisaram, simplesmente se acharam. Agora vamos ter que aprender a jogar futebol.
Nicolas Timoshenko
13 de julho de 2014 12:43 amSerá que somos tão bons assim
“Será que somos tão bons assim, será que somos tão superiores assim? Será que só o Brasil gosta de futebol no mundo? Será que somos os únicos bons e o resto dos países é composto por perebas e pernas de pau?”
Quem tem o hábito de escutar os comentaristas esportivos (radio e TV) brasileiros tem exatamente essa impressão. Desde crianças somos condicionados a acreditar que aqui se pratica o melhor futebol do mundo. A Pátria de chuteiras tem que se convencer que a fase áurea do futebol brasileiro não existe mais. Há que se recomeçar um trabalho de base novamente para pensarmos em termos uma equipe que vença e convença! Há… E que seja uma equipe. Não viva somente dos humores de um jogador.
peregrino
13 de julho de 2014 12:52 amnosso futebol já era…
seguiremosmos sem liberdade para selecionar qualquer jogador, só os que são indicados pelos grandes patrocinadores
aquele antigo “quem manda aqui sou eu” dos melhores técnicos que já tivemos foi comprado pela GloBF
o que convence técnico e jogador de que ninguém tem a obrigação de vencer é grana, muita grana mesmo
Mario Blaya Santos
13 de julho de 2014 1:22 ame vc somente descobriu isso
e vc somente descobriu isso depois de perdermos de 7X1 devido a fragilidade emocional de jogadores despreparados para a vida como são os nossos jogadores, que em sua maiora são de origem miseravel, se tornam milionarios mas que não tiveram a formação intelectual adequada serem adultos responsaveis e principalmente com personalidade para enfrentar adversidades
Antonio Carlos Silva - RJ
13 de julho de 2014 6:54 pmVocê critica a fragilidade
Você critica a fragilidade emocional dos joves criados na periferia e momentaneamente idolatrados como heróis nacionais .
Você deveria criticar também o Joaquim Barbosa, deslumbradíssimo ao ser alçado como um heroi da porca mídia .
sergior
13 de julho de 2014 12:58 amHá erros nessa análise
Há erros nessa análise, típicos de quem não acompanha fortemente o futebol como futebol apenas. Essa é a seleção mais estrangeira que tivemos. David Luiz, Luis Gustavo, Williams, Dante e outros pouco ou nada jogaram no país. Não têm ligações com clubes no país, com torcidas, nada disso. Como Messi na Argentina, mas este desde 2005 tenta conquistar a pátria portenha e ainda há os que mantém a dúvida. Dos jogadores titulares, exceto Fred e Júlio César, os demais tiveram poucos anos como profissionais no país. A primeira seleção com a maioria dos jogadores titulares jogando no exterior foi 86. Mas a maioria absoluta de estrangeiros dentre os convocados é fato a partir de 90. A seleção de 2002 tinha, como titulares, Marcos, Gilberto Silva, Kleberson jogando no Brasil. 2006 e 2010 eram praticamente todos estrangeiros. Isso tem levado aos problemas de formação de jogadores. Ronaldo, Ronaldo Gaúcho, Robinho e outros muitos jogadores foram formados na Europa e lá ganharam e perderam como jogadores de futebol. Perderam ginga, ganharam força física.
De outro lado, técnicos brasileiros têm levado bailes táticos em praticamente todas as libertadores, apesar de as ganharmos. Este ano isso ocorreu em praticamente todos os jogos, mesmo com Atletico e Cruzeiro, os melhores times do país na atualidade. Sampaoli, técnico do Chile, ganhou a Sulamerica com a LaU arrasando os times brasileiros que teve pela frente. Talvez o exemplo mais significativo desse atual status dos técnicos nacionais é sua falta na copa, dominada por argentinos, italianos e colombianos.
Os problemas extra-campo são a nossa forma de fazer o negócio futebol. Que não é distante também da nossa forma de fazer o negócio política. Mas concordo que o sucesso dentro de campo não está associado a este extra-campo. O sucesso do negócio volei mostra isso, apesar de Nuzman e de seus seguidores. Uma coisa apenas é certa: nada mudará, pois, para mudar, seria necessário atingir os interesses centrais da forma de fazer mídia da Organização Globo. E, seja quem for o eleito este ano, isso nunca acontecerá. Dilma ou o PT não se moverão um centímetro nessa direção.
Antonio Passos
13 de julho de 2014 1:14 amUé, mas QUEM chamou o Scolari pra técnico ?
Scolari vinha de vários insucessos inclusive rebaixando o Palmeiras. Foi chamado para técnico de uma forma amadora, cheio de conchavos, pra não falar em incompetência e até burrice. E a convocação ? QUEM convocou a seleção ? Foi o técnico contratado pela CBF. Será que Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Robinho e outros jogadores mais experientes são piores do que aquele meio de campo que jogou a Copa ? Pelo menos com certeza não teriam tremido as pernas diante da Alemanha.
Quer dizer que porque conquistaram Copas, os dirigentes da CBF conquistaram imunidade vitalícia para fazer qualquer bobagem ? Se formos pesquisar com isenção e bastante seriedade, talvez descubramos nestas Copas conquistadas por Ricardo Teixeira, algumas coisas que não são tão honrosas assim para o nosso futebol.
Enfim, o 7 a 1 diz tudo, é um resultado atípico mas NÃO sem motivo, casual. Ele é produto de uma série de erros gravíssimos que não podem ser esquecidos.
Marcelo Nascimento
13 de julho de 2014 1:28 amFutebol tem lah os seus
Futebol tem lah os seus momentos de pura plasticidade, mas um bom jogo jogado eh sempre amarrado e equilibrado. O qu se viu na copa do time do Brasil parecia um jogo dos Harley globtrotters. Foi o que a torcida quis ver e foi o que Felipao proporcionou a todo Brasil escalando o Brasil daquela maneira.
Valeu Felipao!!!!
Free Walker
13 de julho de 2014 1:28 amSem fazer juízo de valor, a
Sem fazer juízo de valor, a decantada geração de 82, de Tele, Zico, Sócrates (muita cachaça e pouco cérebro, já fazendo juízo de valor), Cerezo, Junior, Falcãó, Oscar, Éder e Seginho Chulapa foi uma geração de losers, nunca ganharam nada, nem em 82 e nem em 86.
Lógico que foi uma geração de ouro, ninguém nega, mas foi quando começou a exportação das commodities futebolísticas para a Europa.
Dessa primeira leva de jogadores brasileiros que foram para a Europa, certamente fizeram sucesso o Falcão no Roma, Cerezo não lembro o nome do time (acho q vou no Roma), mas Careca (alias, que falta faz um centroavante clássico, matador cruel dentro da grande área como o Careca do Guarani de Campinas numa Canarinho?) e Alemão fizeram glórias com Diego Maradona no Napoli…O Dr. Sócrates, o intelectual, como falou um dirigente do Fiorentina, veio para Florença, não para jogar futebol, veio para visitar museo. Logo foi despachado embora.
Viver do passado não dá mais, agora temos uma nova geração de losers, só que sem qualquer graça, sem a mágica da geração de 82 e de outras jornadas.
Ttudo bem, lembremos de outros fracassos, mas que nunca jamais esquecemos, melhor apagar da mente (perdão por brincar com Alzheimer) a tragédia de 2014..
Marco St.
13 de julho de 2014 1:36 amFutebol hoje é um jogo de
Futebol hoje é um jogo de estratégia. Os times todos são nivelados. Quem não tem talento, pode superar com dedicação tática. Veja os exemplos da Costa Rica e Argélia e o desempenho dessas equipes na Copa.
O problema no Brasil é que nossos técnicos sempre se escoraram no talento de nossos jogadores. Sempre foi assim. Alguém imagina o “Professor” Zagalo estudando táticamente as equipes adversárias na Copa de 70? Para que ele faria isso? Um time com Pelé, Tostão, Gerson, Rivelino, Jairzinho, Carlos Alberto e etc. Era só distribuir as camisas e ter o privilégio de ver esses caras jogando em campo. Os jogadores se entendiam em campo.
Ocorre que aqueles que não dispunham desse “manancial” de craques tiveram que encontrar uma solução para ter alguma chance de desafiar times como o Brasil. Eles estudaram, fracassaram, tentaram de novo, estudaram mais e enfim conseguiram. Vc pode parar um gênio, mas precisa de estratégia e dedicação total dos seus jogadores,
Enquanto isso no Brasil, nossos técnicos ainda frutos da geração lendária de 70, viviam nas costas de nossos craques. A coisa vinha funcionando até o momento em que os tais jogadores diferenciados começaram a desaparecer. Hoje, 2014, temos apenas 1 jogador fora de série. Estamos no “volume morto” . E temos um técnico que não faz a menor idéia do que seja um planejamento tático, treinamento intensivo, dedicação 100%. Ele pensou em se encostar nas costas de Neymar, mas a costa de Neymar foi quebrada por um colombiano. Contra a Alemanha, com um plantel de jogadores fracos e medianos, jogando em casa, tentou partir para o ataque para abafar os alemães. Deu no que deu.
Os alemães se surpreenderam com a infantilidade e fragilidade do jogo da Seleção.
O eterno “retranqueiro” Felipão entregou o jogo justamente para quem passou os últimos 10 anos trancados em um campo estudando e treinando uma forma de jogar para ganhar a Copa.
As derrotas devem servir para alguma coisa. Serviu para os alemães no passado. Espero que sirva para o Brasil no futuro.
Acho que agora precisamos de um louco para dirigir a Seleção. Eu conheço um e ele é argentino, “patrono” dos maiores técnicos do mundo hoje. Seu nome é Bielsa.
peregrino
13 de julho de 2014 2:00 amtalento individual, Marco?
pra que serve em jogos dos mafiosos atuais? pra que serve se não se traduz como equipe quando juntos?
impressão que ficou é que eles, além de influir na escolha , obriga o técnico a seguir um esquema tático que não faz outra coisa que não fazer com se anulem uns aos outros
a podridão é muito mais grave do que muitos imaginam, acredito
peregrino
13 de julho de 2014 2:13 ambem……………………..deixa pra lá
aos que concordam que algo precisa ser mudado com urgência, recomendo que passem a acompanhar o rendimento técnico desses caras lá fora, prestando bastante atenção nos companheiros de equipe, na qualidade deles, jogadores comuns, não estrelas
sabe qual é o truque de azar? pegue os estrelas de cada time europeu e junte………………………….
provavelmente só vão fazer merda, como aconteceu com a nossa seleção
glib
13 de julho de 2014 1:10 pmMas bahhhhm, Marcão! Eu
Mas bahhhhm, Marcão! Eu pensei que fosse o único louco que pensasse assim em todo o país! Loco Bielsa para treinador…
edna baker
13 de julho de 2014 4:20 pmExcelente texto. Licença para
Excelente texto. Licença para assinar em baixo.
peregrino
13 de julho de 2014 1:42 amponham uma coisa na cabeça de vocês…
a tudo que a Globo tenta destruir, antes ela impõe um caráter “amadorístico”, um idealismo……………………..
em dois, três, no máximo 5 dias, ela vai entrar com aquele discurso manjado de que esse nosso selecionado de perebas bem pagos e bonitinhos, todos criados por ela mesma, fez bonito ou o melhor que podiam, além de passar a exaltar aquela babaquice de que o mais importante é competir
apesar de ser um absurdo sem igual, considerando tudo que já conquistamos ou o nosso tempo de amadurecimento com o futebol, sempre caímos nessa armadilha do sentimentalismo adolescente
peregrino
13 de julho de 2014 1:45 amé assim que ela quer o Brasil…
e não só no futebol
New7ton
13 de julho de 2014 1:57 amCaro Diogo.
Sua análise peca
Caro Diogo.
Sua análise peca por um problema de estática comparada. O que foi válido tempo atrás, simplesmente não funciona mais, pela simples razão de que os outros países avançaram na prática do Esporte. Outro problema da sua análise é não fazer a devida distinção entre fatores estruturais (longo prazo) e conjunturais (o comportamento de Felipão e Cia na Copa). Ambos os problemas se interpenetram para o resultado que obtemos.
A propósito, o fracasso da seleção vai além da entressafra de bons jogadores. Na realidade, a Alemanha não conta com nenhum Messi. Talento individual não nos falta nem falou. O que faltou foi Time, Equipe. Seleção. Conjunto.
Carlos Dias
13 de julho de 2014 1:58 amQue juizinho!!!!!
Esse argelino ai que apitou brasil e holanda… de duas, uma: não entende nada da coisa ou é patife.
altamiro souza
13 de julho de 2014 2:00 ampra resumir, acho que só uma
pra resumir, acho que só uma reforma política bem mais ampla, pode ser o taldo plebiscito, pra redemocrartizar realmente este país….
Anarquista Lúcida
13 de julho de 2014 2:01 amCéus! Nao temos nenhuma outra questao + importante p/ discutir?
Já devem ser uns 20 tópicos sobre futebol. Uns 5 ou 6 acho explicável, mas tantos?
Delim
13 de julho de 2014 12:55 pmSugestão
Basta “pular” as matérias que não te interessam.
Anarquista Lúcida
13 de julho de 2014 5:23 pmBasta para você. Nao sou você
Reclamei contra o excesso de atençao dado ao tema, porque acabamos fazendo o jogo que a mídia quer que façamos, transformando o que aconteceu no grande drama nacional. E nao é. Simples assim.
Antonio Carlos Silva - RJ
13 de julho de 2014 6:49 pmEu também, amiga, desde ontem
Eu também, amiga, desde ontem quase imploro para que mude o papo, o assunto mais importante deste mes será a reunião do BRICS aqui no Brasil, são questões geopolíticas fundamentais para o futuro do planeta .
Tudo bem, vamos ver o jogo Alemanha X Argentina, mas isso pra mim é irrelevante .
Anarquista Lúcida
13 de julho de 2014 7:13 pmPois é. Mas tem gente q só enxerga o seu próprio prazer
.Direito deles, claro, mas também falta de visao.
Flavio Martinho
13 de julho de 2014 2:52 amNós sempre fomos os melhores
Nós sempre fomos os melhores porque NATURALMENTE sempre soubemos jogar futebol. Já os outros estão melhorando e se igualando com o Brasil porque são esforçados, são disciplinados e estão trabalhando e investindo para se igualarem a nós. Assim, só não seremos ultrapassados se começarmos também a trabalhar com afinco para melhorar no que NATRALMENTE já somos bons e antes ótimos.
Nossos jogadores não são medianos. São ótimos jogadores tanto que TODOS eles são titulares de times de primeiríssima linha. Outras seleções têm um ou outro jogador de um bom time. Nós temos não só os titulares como os reservas e dezenas de outros que não foram nem convocados que atuam em ótimos times. Temos ótimos e bons jogadores. O que nos falta? Talvez trabalho duro quando se tratar de nossa seleção como os nossos jogadores têm em seus times de origem. Precisa-se também de técnico que não acredite nesses nossos comentaristas – quando estamos ganhando – e também passe a acreditar que o time está bem porque vem ganhando os jogos. Esses comentaristas são bons apenas para incentivar a torcida, considerando que seus elogios não estão em consonância com a realidade.
allegro82
13 de julho de 2014 3:13 amÉ sempre divertido ver o
É sempre divertido ver o circo pegar fogo depois do espetáculo de auto-enganação que se abate em terra brasileira em quatro em quatro anos, e principalmente ouvir os entendidos propondo soluções mirabolantes e genéricas para as mazelas do esporte nacional.
Afinal, alguém realmente espera que os problemas que assolam nosso futebol sejam resolvidos por esses ataques sazonais de indignação coletiva?
É particularmente divertido ver o site do bom senso futebol clube e perceber que eles somente repetem as mesmas queixas que o Juca Kfouri fazia em meados da década 90 no cartão verde, e que são incapazes de propor qualquer solução razoável para a realidade brasileira. E mesmo assim vão falar com a presidente, como se representantes últimos da civilização futebolística. Para mim não passa de surto de demagogia coxinha, daqueles que proliferam em território nacional desde junho do ano passado.
LuizOP
13 de julho de 2014 5:19 amMAS NÃO É A CBF RESPONSÁVEL PELA ESCOLHA DE SCOLARI?
Respeitosamente, afirmo que a CBF, como uma empresa qualquer, colocou Felipão lá.
Portanto, é co-responsável sim, senhor.
Seu artigo não faz sentido nenhum.
André Paulo Reis
13 de julho de 2014 6:04 amA elite branca quer constranger Dilma hoje
Fiquei sabendo por fontes da PF, a capa da Veja mandando agredir Dilma faz parte do espetáculo
Roberto São Paulo-SP 2014
13 de julho de 2014 8:08 amO esquema da CBF é o grande culpado pelo Resultado
Creio que no atual patamar do desenvolvimento do futebol mundial não é mais possível obter bons resultados com o esquema da CBD/CBF que vem dominando o futebol brasileiro.
No passado, a enorme quantidade de craques, a menor importância da preparação física, permitiram que mesmo com o esquema CBD/CBF o Brasil obtivesse bons resultados.
Creio até a realização da copa das federações, quando havia dúvidas da capacidade de Neymar, poucas eram as espera ças na seleção brasileira.
Apesar das grandes diferenças nas atuações da Seleção Brasileira com ou sem Neymar, apenas o fator Neymar não explica a derrota de 7 a 1.
Creio que o maior nivelamento do futebol, e a pouca variedade de craques no Brasil, uma muito melhor organização fora e dentro do campo e uma maior disciplina tática serão muito importante para obter bons resultado.
Além de uma melhor preparação na formação de novos atletas, será necessário abandonar o atual esquema de convocações para promover jogadores dos empresários amigos.
Marcos K
13 de julho de 2014 9:35 amEssa estrutura nos deu 5
Essa estrutura nos deu 5 títulos, mas ficou claro que não dará o 6o título. Tem que arrasar tudo e começar do zero, como foi feito em 50. O esquema liberal (com tantos fãs nesse blog) contruído pela CBF + Globo + empresários revelou-se completamente falido. Tem como consertar, mas duvido que essa caterva deixe. Acho que reforma profunda nosso futebol só terá quando acontecer a desgraça suprema: o Brasil fora de uma copa.
alexis
13 de julho de 2014 10:18 amA tal Lei de Gerson
A Lei de Gerson é universal (dentro do Brasil, é claro). Existe costume de querer ganhar muito e fazer pouco, como sinal de sucesso e status. Pobre trabalha; já o rico faz “negócios”, ganha comissão, recebe rendas e %, basta frequentar os clubes adequados, ser amigo do amigo de alguém mais importante e um bonito celular.
No futebol não é diferente. Os campeonatos locais são uma boa prova disso, onde o time que faz um a zero corre a se defender e a fazer cera. O craque não é quem se doa em campo e lidera os companheiros, mas aquele “habilidoso”, que dá um bonito drible (embora, não necessariamente em direção ao gol) e um bom passe, mas que não corre para prosseguir a jogada. Os estádios estão ficando vazios por causa disso. Nossos jogadores em Europa provavelmente devem ser obrigados a jogar de verdade, mas não aqui. Por isso poderia ser interessante um treinador estrangeiro, que trabalhe mesmo e faça aos jogadores trabalhar.
O habilidoso está ultrapassado. Hoje é a vez do atleta, que se doa e joga coletivamente em forma disciplinada e “anônima” em relação às câmeras e holofotes do estádio. Alguns países vizinhos mostram um espírito diferente no futebol, e estão evoluindo, pois, para bem do planeta, a Lei de Gerson parece ser apenas local.
Jogador brasileiro é profissional do engano, do trote manso no meio de campo, de “bom senso”, na marcação olhando a distância ao adversário, de fingir faltas e rodar pelo gramado com cara de sofrimento, que cai sozinho na área, que vai ao resgate sem sucesso de bolas perdidas pela lateral, na frente da sua torcida. As estatísticas estão aí para quem quiser olhar; o Brasil foi um dos times que menos correu no campo, e olha que houve alguns que quiseram compensar a qualidade por correria.
Holanda foi a treinar no dia seguinte do sufoco com Argentina. Já o Brasil, aquele trote manso de sempre e a distribuição de coletes, sem considerar o pagode e as dezenas de rituais antes de entrar no campo, incluindo o papel importante do corpo do atleta, um verdadeiro outdoor de mensagens tatuadas e penteados estranhos. Depois do jogo, o discurso de sempre e o show de olhares enigmáticos, manipulando sobrancelhas e caras de desagrado perante as luzes das câmeras, do Felipão.
O jogador brasileiro, em geral, é uma boa “matéria prima”, mas, nasce também contaminado pela Lei de Gerson. A chave do sucesso é trabalhar, apenas isso. Planejamento de longo prazo, constância, seriedade, táctica coletiva, e etc. O jogador de futebol é mais um brasileiro querendo ganhar muito em troca de pouco.
IV AVATAR
13 de julho de 2014 10:44 amA zelite vira-lata não dorme no ponto
A elite branca atrasada e ignara como sempre, quer constranger Dilma na cerimônia de encerramento, vide a capa da Veja com sua mensagem que prega espancar a presidente. Quanto ao desempenho do Brasil, a Globo manda e não é só no STF, interessante se notar que Felipão segue firme no cargo, talvez o demitam para não dar muito na cara, mas que houve manipulação, isso não podemos negar, a arbitragem da FIFA fez sua parte durante toda a Copa, seria demais para a oposição o Brasil vitorioso dentro e fora de campo , inaceitável para a Globo transmitir Dilma entregando a taça para a seleção brasileira. Vendo os jogadores passando por cima das ordens de Felipão me lembrei dos últimos dias de JB no STF “Passam, isto sim, por um curto-circuito inexplicável de nossos atletas e pela escalação faceira do sr. Scolari, que preferiu jogar contra o futebol força alemão como se estivesse jogando um amistoso contra a Ferroviária de Araraquara”
Mary (sem senha)
13 de julho de 2014 11:14 amGeralmente concordo com você, mas
Hoje tenho uma opinião diferente.
Assistindo ao programa Stadium na TV Brasil, ouvi de um dos jornalistas que desde o início da concentração até a estreia contra a Croácia foram apenas TRÊS TREINOS COLETIVOS.
Futebol, como qualquer esporte coletivo, é preciso uma EQUIPE bem entrosada, que só vem com um trabalho constante e dedicação.
Nos amistosos trocavam os jogadores e não chegavam a um conjunto, e no final sem nenhum com experiência anterior em Copas para transmitir confiança aos estreantes.
É muito pouco para enfrentar seleções que treinam há anos, onde os jogadores se conhecem pelo olhar e não são só um ajuntamento de craques de vários times.
A interferência da grobo também prejudica muito, provocando oba-oba, invadindo treino e tirando a atenção do que é o mais importante, pra agradar patrocinadores e ajudar na audiência do plim-plim.
Tudo faz parte do mesmo esquema: CBF – Grobo – Patrocínios, e o único que tentou brecar, foi malhado vivo em 2010.
Como já comentaram aqui, outras seleções buscaram com afinco outros caminhos para ultrapassar a primazia do futebol pentacampeão, enquanto o nosso parou no tempo desde 2002 e os dirigentes não viram.
O que se pode tirar disso tudo é que passou da hora de uma mudança no gerenciamento e condução do futebol canarinho.
Ana Cruzzeli
13 de julho de 2014 11:16 amA imprensa pediu e conseguiu
Devemos tomar muito cuidado com que pedimos principalmente quando se realizam.Fico impressionada como a direita e sua muleta ( midia) são idiotas
Dilma não precisava da vitoria da seleção para ser a preferida de intenções de votos , nenhuma revolução aconteceria se a seleção perdesse. O Brasil perdeu de 7 e no dia seguinte nenhuma comoção social além do que sempre foi.
A unica coisa nova nessa derrota foi a torcida desabrigada de vergonha que midia fez com intenção de colar isso como desgraça a na testa da Dilma.
Aqui onde moro alguns idiotas soltaram fogos quando de cada gol contra o Brasil no jogo contra a Alemanha. Essas patéticas criaturas acham no seu primitivismo politico que isso causará desgaste de Dilma nessa eleição.
Fiquei chocada com a falta de noção de alguns aqui perto de casa, mas algo aconteceu, foram pouquissimos os que tiraram as bandeiras e ainda torciam para o 3º lugar. Isso enfureceu os dementes de sempre e a derrota de ontem foi mais festejada ainda.
Freud explica..
Essa derrota é diferente de qualquer outra no sentido melhor da diferença. A torcida do contra o Brasil brasileiro mostrou sua cara sem retoques.
Que os jogadores dessa seleção guardem bem esse momento e tirem o melhor proveito dessa derrota ( aprendemos a melhor lição de todas na derrota, a humildade) e que eles lutem pela melhoria do futebol brasileiro e a melhor delas se refere a democratização da midia.
Antonio Carlos Silva - RJ
13 de julho de 2014 6:39 pmO que percebo, é peço aos
O que percebo, é peço aos colegas uma observação especial, é que em várias comunidades o futebol está dividindo espaço com outras modalidades esportivas, no momento, tive a agradável surpresa de conhecer dois jovens atletas da Vila Kennedy que aos trancos e barrancos estão se preparando com afinco para as olimpíadas de 2016 .
Graças ao governo federal eles já conseguiram uma ajuda (modesta) da CEF, espero que a coordenação esportiva aqui do RJ aprofunde no apoio a estes dois jovens (e a outros que afloram na Vila Kennedy , Cidade de Deus e etc…) .
Confio que teremos condições de trabalharmos estes jovens para 2020 .
Otaviani
13 de julho de 2014 12:27 pmDiscordo deste conto de fadas
Não estamos discutindo mais uma perda de título,ou uma simples derrota.Se somos o pais do futebol.os fatos provam isto.Cinco títulos em copas,fora os vices,o melhor jogador do mundo,exportador de jogadores,e de técnicos tambem ha bem pouco tempo,assim como diversos times e seleções estrangeiras faziam temporadas aqui.Ha muito se vem discutindo toda a podridão da administração da CBF,seu conchavo com a rede globo e o quanto isto vinha prejudicando o futebol brasileiro,os clubes,torcedores.Uma seleção,que tem todo o histórico da seleção brasileira,alias qualquer seleção top,jamais passaria pela cabeça de qualquer conhecedor do mínimo do futebol pudesse levar uma goleada em uma copa,e ainda por cima se saber que não foi pior por respeito do adversario.Isto é a cereja do bolo de todo um sistema podre,arcaico,que visa o lucro exorbitante as custas do sacrificio de torcedores e jogadores.Felipão é parte do esquema,tem sua parcela de responsabilidade.Ja ha tempos não apresenta resultados por onde passou.Deixou o Palmeiras na segunda divisão,e ganha como premio ser técnico da seleção? Se fosse um homem de carater ja estaria com sua carta de demissão pronta logo que terminasse a participação do Brasil.Mas as noticias que ouço é que foi convidado para continuar ????!!!! Dissonancia com a realidade,mau caratismo ?.Porque não foram convidados a época os técnicos dos 3 times em evidencia no futebol brasileiro Abel do Fluminense,Cuca do Galo ou Marcelo do Cruzeiro?.Quando perdemos a copa de 82 com aquela seleção maravilhosa,que enchia os olhos de ver jogar,e é o mesmo esquema usado pela seleção alemã,com 2 homens de destruição e que ao mesmo tempo eram de criação,passadores,Cerezo e Falcão.que por um breve perido nos fez esquecer até a gloriosa seleção de 70 (e ha hoje uma certa divisão entre os que preferem uma ou outra),viemos com esta maldita ideologia do futebol de resultados.Seleções retranqueiras,onde 80% do time defendia,e ficavamos na dependencia de nossos craques.Como exemplo a copa dos EUA,praticamente ganha por Romário,até a classificação em que corriamos o rico de não irmos,Romário foi praticamente enfiado goela abaixo da comissão técnica.Descontando um pouco os jogadores,mas da direção a comissão técnica,estes são os maiores culpados,onde estavam o atual e o novo presidentes da CBF na entrevista da comissão técnica,o PVC da ESPN disse que o Marin no começo da copa,falou que se precisassem falar com ele .era só ligar,mas ligaram para ele e o novo presidente o dia inteiro,e outros reporters tambem e nada.Covardia.cinismo.A CBF é como a oposição brasileira,o mundo anda,a fila anda e continuam vivendo num mundo aparte.E só para complementar,os dirigentes de clubes que ficam reclamando da situação de seus clubes,são tambem culpados desta situação,e de seus clubes,ao darem suporte a eleição desta gente,da perpetuação deste equema podre.
Mário Latino
13 de julho de 2014 1:00 pmEnquanto a gente continuar
Enquanto a gente continuar pensando que é o pais do futebol (e não é) vamos continuar na mesma, olhando os outros de cima pra baixo, sem auto-crítica, com empafia. O Brasil só ganhou copas, a primeira delas em 58. Entretanto o quê faziam os outros paises? Jogavam futebol também, oras… E não é a quantidade de títulos que indicam per se se a seleção de um pais joga o melhor futebol. Partindo desse raciocinio raso, meu São Paulo seria anos luz superior ao Corinthians. Por outro lado, ter os melhores craques, aqueles que no fim de ano ganham o título de melhor do mundo não diz nada sobre a quaiidade de nosso futebol, pois todos eles ganharam esses títulos jogando na Europa, onde talvez tenham aprendido a jogar de verdade, com aplicação tática e enfrentando adversários de qualidade inquestionável. E se e memória não me falha, os estrangeiros (dentre eles Zidane e Messi) também ganham títulos de melhor jogador.
Dito isto, concordo em boa parte com o post. De fato, a CBF não é flor que se cheire, mas foi com essa estrutura mafiosa que se ganharam os títulos que vc cita, Otaviani. Lembro de alguns que faz tempo apontavam para essa sujeirada toda, mas eles sempre foram minoria, ocupados que estavam (mos) comemorando títulos, vc entre eles.
Otaviani
13 de julho de 2014 3:49 pmO mundo pensava assim,pelo
O mundo pensava assim,pelo menos até a goleada.O tal futebol moderno que a Alemanha pratica,ja disse,a seleção de 82 ja fazia,o tal quadrado,Cerezo,Falcão,Sócrates e Zico.Nos,um pouco atraz a Argentina sempre produzimos jogadores de alto nível técnico,porque,talvez a explicação deva ser a mesma de porque os indianos são ótimos programadores.Não quer dizer que em outros países ,como na Europa por exemplo não se produza craques.Mas em quantidade e qualidade iguais a nós não.Vivemos o complexo de vira latas e copiamos os modelos externos,matamos a originalidade do nosso futebol,afora os clubes mal administrados que resultou do fraco ranking em campeonatos internacionais.O que fazem agora é o “abrasileiramento”,uma clara valorização da técnica,das caracteristicas originais do jogador,jogar pra frente,atacar,que era justamente o que faziamos.Quando o Atletico Mineiro praticou este futebol,o verdadeiro futebol brasileiro,principalmente na primeira fase da libertadores de 2013,foi cantado em verso e prosa.Nós temos ainda mais recursos em futebol,´so que por ganancia,ma administação,esta sendo praticamente jogado no lixo em sua maioria.Niguem ganha cinco títulos mundiais so na sorte,era e é porque temos recursos.Lógico,evidente que a um limite,mas nosso limite esta a frente ,por enquanto do resto do mundo.
MarcoPOA
13 de julho de 2014 12:51 pmApagões inexplicáveis!
1990 – Branco e a milagrosa água encantada argentina (mais burrada que apagão)!
1998 – o chilique do fenômeno antes da final contra a França!
2006 – a ajeitada das anáguas do nosso lateral esquerdo RC que caíram em campo durante uma falta. Todos lembram o jogador francês Henry escorando sozinho a bola pro gol!
2014 – Brasil, anfitrião, inexplicavelmente entra em campo pra jogar contra uma seleção forte e de tradição como se fosse treinar. Resultado: o real ‘não vai ter copa I’…exatamente o que vinham anunciando. Sem contar o recorde quebrado, já que levar dez gols em duas partidas em finais de copa do mundo não é pra qualquer chico…o não vai ter copa II!
Uma sucessão de fatos estranhos dentro de um futebol claramente mercenário, movido a dinheiro e corrupção chama a atenção de qualquer um!
A seleçinha de 2014 felizmente, assim como a de 1950, será solenemente esquecida. O único poupado será o ‘contrato milionário’ neymar (outro ciscador como robinho) que teve a ‘sorte’ de sair da copa antes da catástrofe!
O pior é a ‘impressão’ passada de que deliberadamente entregaram os dois jogos finais em 2014, isto sim é a vergonha das vergonhas!
Fomos feitos pra ser campeão em outras paragens se a cartolagem malandra deixar. Futebol hoje é meio não fim!
Ficou escancarado também o caráter de alguns ‘brazileiros’ que tiveram a coragem de torcer contra nosso escrete (as redes sociais mostram bem). O Brasil não precisa de gente assim, como já disse antes, GO HOME!
E finalmente, no final de tudo…É APENAS UM JOGO DE FUTEBOL!
Fernando Lopes
13 de julho de 2014 1:12 pmE o Neymar??
Neymar fratura uma vértebra e estava ontem sentado, andando , se movimentando livremente no banco do Brasil durante o jogo contra a Holanda. Não acha estranho demais uma pessoa que fraturou uma vértebra (que no meu parco conhecimento deveria estar deitado de repouso completo) estar ali tão “livre, leve e solto”?? Sei não… Isso tá com cara de jabá! Quanto será que Neymar recebeu para “fingir” esta fratura??
janes salete
13 de julho de 2014 1:27 pmO problema, Motta Araújo, é
O problema, Motta Araújo, é que nos outros títulos, não estava em jogo um eleição para presidente do país. No cenário atual, as máfias globo-cbf, não teriam o menor escrúpulo em detonar uma seleção para atingir os seus objetivos e, todos nós, temos total consciência que eles não têm limites para conseguir o que querem, usando armas, também, já conhecidas, pelo menos pelos não alienados. Hoje, depois de tantos “feitos” podres comprovados e vistos a olho nú pela máfia globo-cbf, é querer ser muito ingênuo para não admitir que essa seleção foi a seleção mais estranha que entrou em campo desde que ela existe. Simplesmente não foi treinada, não houve tática de futebol(mas ouve “tática” da mão boba). O felipão totalmente irreconhecível, sentado no banco quase que o jogo todo, sem qualquer reação condizente com seu conhecido temperamento. Como a COPA DAS COPAS relamente aconteceu, mesmo com todo o terrorismo, também visível a olho nú, o plano b da máfia era detonar a seleção, paixão do povo brasilelro. Não houve seleção nessa copa, houve um amontoado de bobões que se prestaram a fazer, como semore, o papel que lhes é determinado pela máfia. Quando se aposentam do futebol, então eles começam a falar cobras e lagartos, mas nunca deixam bem definida a culpa dessa máfia. Eles mordem e assopram, como todo malandro, puxa-saco está a costumado a fazer.
Jossimar
13 de julho de 2014 2:05 pm“Creio que o maior
“Creio que o maior nivelamento do futebol, e a pouca variedade de craques no Brasil, uma muito melhor organização fora e dentro do campo e uma maior disciplina tática serão muito importante para obter bons resultado.
Além de uma melhor preparação na formação de novos atletas, será necessário abandonar o atual esquema de convocações para promover jogadores dos empresários amigos.”
*Robero São Paulo.
O verdadeiro mal do nosso futebol é o conluio CBF-Organizações Globo, que conseguiram até mesmo pulverizar o antigo Clube dos Treze. Mas não é este conluio que explica tudo o que acontece dentro do campo, em que pese explicar tudo o que acontece fora dele…”
* Diogo Costa
Estes parágrafos resumem tudo.
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